Maternidade do Dirceu fará teste rápido HTLV para pesquisa do Ministério da Saúde

Maternidade do Dirceu fará teste rápido HTLV (Foto: Ascom FMS)

Nesta quarta-feira (20), a Maternidade Wall Ferraz, localizada no bairro Dirceu, foi selecionada para integrar um estudo conduzido pelo Ministério da Saúde com o objetivo de estimar a prevalência da infecção pelo vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) e outras infecções sexualmente transmissíveis entre mulheres que deram à luz. Assim, durante três meses, uma equipe especializada atuará na unidade realizando testes rápidos para HTLV em cerca de 284 mulheres internadas.

De acordo com Mércia Cassandra, diretora geral da Maternidade Wall Ferraz, os dados coletados servirão de base para o Ministério da Saúde. “Os resultados dessa pesquisa em Teresina permitirão decisões mais assertivas e a formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis decorrentes do HTLV, além de subsidiar a implementação do teste de rastreamento durante a gestação”.

Atualmente, o teste rápido para HTLV na rede pública de Teresina, está disponível apenas para doadores de sangue no HEMOPI. “A inclusão desse exame na rotina do pré-natal, como propõe o estudo, representaria um avanço com impacto econômico e organizacional relevante. A previsão é que, em dois anos, o Brasil introduza o rastreamento do HTLV no pré-natal”, finaliza Mércia Cassandra.

Conheça a infecção HTLV

O HTLV é um vírus da mesma família do HIV, transmitido por sangue, sexo sem proteção e leite materno. Embora não cause AIDS, pode afetar o sistema imunológico e, em cerca de 5% a 10% dos casos, leva à doenças graves como leucemia/linfoma de células T e paraparesia espástica tropical. Os sintomas incluem fraqueza nas pernas, dor, dificuldade para urinar e prisão de ventre.

HUT realiza blitz educativa sobre controle de infecção

As mãos são a principal via de transmissão durante a assistência à saúde (Foto: Ascom FMS)

O Serviço de Controle de Infecção (SCIH) Hospitalar do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realizou hoje (15) uma blitz educativa nas dependências do hospital alertando sobre os riscos de infecção e chamando atenção para a importância de lavar as mãos como prevenção. O Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares é comemorado no dia 15 de maio, e o Dia Mundial de Higienização das Mãos foi 5 de maio.

Durante a blitz, profissionais da enfermagem abordaram acompanhantes, pacientes e colaboradores falando da importância da higienização das mãos. Também foi feito teste de lavagem com água e sabão e também com álcool.

A ação realizada tem como objetivo chamar atenção para ações de prevenção à infecção e orientar a forma correta de higienização, explica Herion Alves, enfermeiro chefe do SCIH. As instituições que prestam cuidados de saúde são um das maiores fontes de geração e transmissão de bactérias multirresistentes. Diversos fatores contribuem para isso, entre eles a vulnerabilidade dos pacientes e as falhas na adesão às medidas de prevenção, esclarece Suelen Silva, diretora de enfermagem do HUT.

O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar tem, entre suas responsabilidades, a implantação de ações de biossegurança com normas e procedimentos seguros e adequados para a manutenção da saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes evitando a transmissão de germes.

As mãos são a principal via de transmissão durante a assistência à saúde. Isto porque as mãos são o instrumento mais utilizado no cuidado aos pacientes e a sua higienização é a medida mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação dos germes. A forma preferencial de higienizar as mãos é com água e sabão ou com uso de álcool gel.

UBSs de Teresina disponibilizam testagem e tratamento gratuito contra a sífilis

Testagem e tratamento gratuito contra a sífilis (Foto: Ascom FMS)

A sífilis é uma infecção bacteriana que requer atenção, por ser transmitida por meio de relações sexuais e que pode afetar mãe e filho, caso seja contraída durante a gravidez. Em Teresina, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) disponibilizam os testes de detecção da doença, além do devido tratamento – que é simples e gratuito.

A prevenção da sífilis se dá com o uso de preservativo e da testagem rotineira, em caso de pessoas sexualmente ativas. Como explica a enfermeira Alana Niége, chefe do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a sífilis, na maioria das vezes, é uma doença assintomática, com sinais e sintomas sutis e não valorizados. “Você pode transmitir sem nem saber que está infectado. Então qual é o ideal? Se você tem vida sexual ativa, é procurar testagem de seis em seis meses ou uma vez a cada ano; e se for gestante não deixar de realizar o pré-natal, para caso seja detectada a doença fazer o tratamento e evitar passar para o bebê”, orienta.

Os testes estão disponíveis em todas as 92 UBS do município, além do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que fica no centro da capital. Ele é prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. O tratamento também é realizado na própria UBS, por meio do uso de medicamentos como penicilina benzatina.

Alana Niége alerta que, no entanto, a sífilis não confere imunidade permanente, ou seja, após a cura ainda existe o risco de o indivíduo ser novamente infectado, caso mantenha relações com uma pessoa portadora da doença. “Por isso, mais uma vez, fazemos esse alerta a toda a população sexualmente ativa, jovens, adultos e idosos: procurem os serviços de saúde, porque quanto mais cedo testados, diagnosticados e tratados, melhor”, diz a enfermeira.

A infecção por sífilis pode colocar em risco não apenas a saúde do adulto, como também na gestação, pode apresentar consequências severas, como abortamento, prematuridade, natimortalidade, manifestações congênitas precoces ou tardias e morte do recém-nascido. Em formas mais graves da doença, como no caso da sífilis terciária, se não houver o tratamento adequado pode causar complicações graves como lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

FMS faz alerta para sequelas após infecção por Covid-19

A Covid-19 é uma doença nova e por isso o tempo de recuperação e suas sequelas são informações que ainda estão sendo estudadas. Alguns pacientes podem manifestar sintomas persistentes mesmo após a infecção inicial pelo novo coronavírus. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) faz um alerta para o problema, que pode trazer consequências a curto, médio e longo prazos.

Este problema, chamado de síndrome pós-covid, pode se manifestar de diversas formas e trazer limitações às atividades cotidianas. O infectologista do Centro de Operações em Emergências (COE) da FMS, Carlos Gilvan Nunes, listou os sinais mais comuns. “Um dos mais presentes seria o esgotamento físico, que chamamos de astenia, associado a outros sintomas como dores musculares e uma tosse prolongada”, diz.

O pulmão, alvo preferencial do novo coronavírus, tende a demorar mais para se recuperar. A inflamação pode persistir por semanas após a cura da doença, comprometendo o funcionamento do órgão. “Muitos pacientes têm mostrado que a funcionalidade pulmonar passou a ser modificada após o evento inicial da Covid, e alguns relatos de casos mostram até mesmo fibrose pulmonar, que seriam cicatrizes que podem se tornar irreversíveis”, conta Carlos Gilvan.

A existência de comorbidades respiratórias prévias pode agravar o quadro. “Este é um fator que não apenas é impactante para uma piora clínica como também para a persistência de sequelas respiratórias”, comenta o fisioterapeuta Saulo Carvalho, que atua no Hospital de Campanha Padre Pedro Balzi. “A Covid-19 é uma doença que diminui o volume do pulmão e dificulta sua expansão. A fibrose causada pela doença dificulta o intercâmbio entre o ar e o sangue, essencial para que ocorram trocas gasosas. Então por isso muitas vezes esses pacientes vão precisar de oxigênio por muito tempo e posteriormente vão precisar de terapias de expansão pulmonar, para melhorar essa troca e a capacidade respiratória”, explica ele.

A servidora pública Lídia Dias teve Covid-19 e relata que, mesmo após três meses de alta da sua internação, ainda sente sintomas como falta de ar. “Os médicos que me acompanham explicaram que a infecção pelo coronavírus acabou, mas a inflamação no pulmão ainda não, e que vai demorar ainda alguns meses para me recuperar totalmente”. Ela conta que faz uso de medicação e também acompanhamento médico com um pneumologista.

Outra sequela da Covid-19 é o possível comprometimento da musculatura do coração, o que pode levar ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca. Além disso, o paciente pode vir a desenvolver alterações emocionais. “Isso porque o estado ansioso está muito presente, trazido pela preocupação com o futuro, que ainda é incerto em relação às consequências da Covid”, alerta Gilvan Nunes. Além disso, há a perda de paladar e olfato – chamada anosmia – relatada por diversos pacientes. Estudos indicam que isso acontece porque o novo coronavírus encaixa-se em receptores nasais e gera inflamação que culmina na perda temporário do sentido.

Diversas abordagens estão sendo estudadas para esses pacientes, que requerem um tratamento multidisciplinar devido à heterogeneidade em suas manifestações clínicas. “São pacientes que inspiram cuidados e que precisam fazer acompanhamento periódico com especialistas”, diz o médico. “As técnicas são prescritas de acordo com a especificidade de cada paciente. Do ponto de vista respiratório, por exemplo, alguns vão ter força muscular para fazer padrões que dependem menos do uso de equipamentos, outros não. Por isso é importante que sejam feitas avaliações individuais para o acompanhamento após a doença”, pontua Saulo Carvalho.