Suspeita de intoxicação por metanol em Teresina está sob investigação

Nesta terça-feira (7), o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, confirmou a notificação de um caso suspeito de intoxicação exógena por metanol. O paciente, um homem de 51 anos, deu entrada na rede privada de saúde da capital no dia 2 de outubro, após apresentar sintomas compatíveis com o quadro clínico. Atualmente, o caso segue em investigação, aguardando resultado de exames confirmatórios via Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen-PI).

Segundo informações levantadas, o homem teria consumido um destilado recém adquirido e, no dia seguinte, começou a sentir os primeiros sintomas. Após alguns dias, procurou atendimento médico. A equipe de saúde responsável informou que o paciente passou por sessões de hemodiálise e apresentou boa resposta ao tratamento.

Casos de intoxicação exógena são agravos de notificação compulsória, seguem monitorados pela Diretoria de Vigilância em Saúde de Teresina e podem ser atendidos pela rede municipal de saúde, com protocolos clínicos de suporte. Nos casos mais graves, uma das principais condutas é a hemodiálise, serviço que está disponível na rede.

Em nível nacional, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma chamada pública para identificar fornecedores internacionais do medicamento fomepizol, específico para intoxicação por metanol. O remédio está atualmente indisponível no Brasil. A medida foi tomada após solicitação urgente do Ministério da Saúde.

A população pode colaborar com as investigações denunciando casos suspeitos de comercialização de bebidas adulteradas à Delegacia Especializada de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Contra as Relações de Consumo (Deccoterc) e ao Procon. Já os casos de suspeita ou confirmação de pessoas com intoxicação devem ser imediatamente comunicados ao Cievs Teresina, pelo e-mail cievsteresina@gmail.com, e ao Centro de Informações Toxicológicas (Citox) do Piauí, pelos telefones 0800-280-3661 ou (86) 98178-8257.

Vigilância Sanitária alerta para risco de intoxicação por produtos de limpeza


Nesse período da pandemia do Coronavírus, cresceu o consumo e a utilização do álcool a 70° e do hipoclorito de sódio para a desinfecção de superfícies e de objetos. Para orientar a população sobre o seu correto manuseio, a Vigilância Sanitária, administrada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), faz um alerta para evitar a intoxicação por esses produtos de limpeza.

“Esses produtos são excelentes contra microrganismos, como o Coronavírus, porém, o álcool a 70° é inflamável e de fácil combustão em temperaturas elevadas; já o hipoclorito é produto químico que pode causar lesões térmicas, oculares e alergias. Os dois têm cheiro forte e não devem ser inalados”, explica a farmacêutica bioquímica da Vigilância Sanitária, Gildevane Nascimento.

A farmacêutica informa ainda que não é recomendado deixar o álcool dentro dos carros: “Teresina é uma cidade quente, situação que pode causar facilmente a combustão desse produto. Orientamos que a população dê preferência ao álcool em gel, utilize frasco pequeno e não o deixe em contato direto com a luz. É importante também mantê-lo fora do alcance de crianças”.

A recomendação para uso do hipoclorito é de que 50ml desse produto seja diluído em 950ml de água potável. “O ideal é que coloque em frasco escuro, etiquetado e utilize imediatamente. Isso porque o armazenamento do produto deve ser na sua própria embalagem e guardada em local fora do alcance das crianças, para evitar acidentes domésticos”, recomenda Gildevane Nascimento.

Em caso de urgência envolvendo intoxicação por produto de limpeza, a população pode ligar para o 192 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMIU) ou ir por meios próprios para ambiente hospitalar. Em Teresina, a Prefeitura mantém 10 Hospitais de bairro e três Unidades de Pronto Atendimento (UPAS).

Proibição

A gerente da Vigilância Sanitária, Jeanyne Seba, informa que o órgão fiscalizou mercados, supermercados e farmácias e notificou estabelecimentos que estavam comercializando álcool de cinco litros. “Para evitar acidentes, é proibida a venda dessa quantidade de álcool para a população, só pode ser comercializada para empresas”, finaliza.