Instituições de ensino superior recebem certificado do programa Laboratório Maria da Penha

Ascom/SMPM

A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) e o Núcleo das Promotorias de Justiça e Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID ), órgão do Ministério Público do Piauí (MP-PI), realizaram a entrega dos certificados às instituições de ensino superior que participaram do programa Laboratório Maria da Penha no ano de 2019.

O programa, que é executado desde o ano de 2014 como um projeto de extensão universitária, tem como objetivo abordar com os estudantes a temática de enfrentamento à violência contra a mulher sob a perspectiva de gênero. Para isso, são trabalhados com os acadêmicos análise da Lei Maria da Penha, identificação dos avanços e desafios da rede de atendimento à mulher, entre outras temáticas.

A secretária executiva da SMPM, Maria Helena Santos, destacou que o Laboratório só tem a agregar ao conhecimento dos estudantes e professores, contribuindo bastante para o avanço do enfrentamento à violência contra as mulheres.

“O programa evoluiu bastante desde que foi implantado, hoje podemos considerá-lo um exemplo para a cidade de Teresina e para outros estados. Que possamos expandir ainda mais o Laboratório, com muita pesquisa, estudo, para continuarmos levando esse conhecimento sobre esse tema tão importante”, pontua a secretária executiva.

Segundo a coordenadora laboratorial da instituição de ensino CESVALE, Layza Maciel, a experiência de participar do programa possibilitou um esclarecimento maior sobre a realidade das mulheres.

“Tive a oportunidade de estar do outro lado, porque eu tinha muito pouco contato com as pessoas que tinham sido vítimas, então conhecer de perto essa outra realidade abre muito a nossa mente. Eu posso dizer que cresci muito como profissional e como pessoa durante o programa. Ministrei a disciplina englobando a Lei Maria da Penha e isso despertou muito a curiosidade dos alunos, pois é uma causa muito importante”, finalizou a coordenadora.

Durante a solenidade de entrega dos documentos, receberam certificação as seguintes instituições de ensino superior: CESVALE, CEUPI, FACID, FAEPI, FAETE, ICEV, UFPI, UNINASSAU e UNINOVAFAPI.

Estudantes que fazem parte do Laboratório Maria da Penha visitam SMPM

Ascom/SMPM

Representantes da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM) receberam nesta quarta-feira (17), estudantes do curso de serviço social que fazem parte do Laboratório Maria da Penha. O projeto é desenvolvido pelo Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID), do Ministério Público em conjunto também com a Secretaria da Mulher.

“Na oportunidade pudemos apresentar um pouco mais dos serviços desenvolvidos pela secretaria. Além de destacar a importância da parceria nesse projeto, que dissemina a Lei Maria da Penha e contribui na formação de futuros profissionais, com um olhar mais humanístico e voltado para o fenômeno da violência contra a mulher”, pontua a Secretária Executiva de Políticas para Mulheres, Maria Helena.

A execução deste projeto acontece em quatro etapas. A primeira foi agosto, com debates sobre a Lei. Atualmente na segunda etapa, os alunos estão realizando visitas aos órgãos que compõem a rede de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Em seguida, participarão como ouvinte, em audiências na própria promotoria e, para finalizar, será executado um plano de ação com a construção de um projeto de combate e prevenção à violência doméstica.

Para a estudante do 3º período de Serviço Social da Faculdade FAEPI, Ananda Ludimila, essa segunda fase é de extrema relevância, pois possibilita que eles conheçam um pouco mais das instituições que trabalham com ações que priorizam a mulher.

“Em nossa visita pudemos conhecer um pouco mais das ações planejadas e desenvolvidos pela secretaria da mulher. É um órgão extremamente importante porque trata de ações de fortalecimento e empoderamento. Mesmo sendo uma secretaria nova, é muito importante, pois vem ajudando muito as mulheres de nossa capital”, destaca.

O Laboratório Maria da Penha acontece desde 2014, e tem a natureza de extensão universitária. O projeto que atende alunos dos cursos de pedagogia, serviço social, direito, psicologia e enfermagem tem como principal objetivo o estudo da Lei Maria da Penha e a sua disseminação.

Secretaria reúne instituições selecionadas no Laboratório Maria da Penha

Ascom/SMPM

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou, manhã de hoje (24), uma Conferência com os Institutos de Ensino Superior – IES selecionados para o Laboratório Maria da Penha 2019.

O programa Laboratório é elaborado em parceria entre a 5º Promotoria de Justiça/Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar –NUPEVID, órgão do Ministério Público do Estado do Piauí – MPPI e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, órgão da Prefeitura Municipal de Teresina – PMT.

Tathyana Bernandes, psicóloga da SMPM, que coordenou a Conferência, ressaltou que este ano o laboratório vai entregar uma premiação. “O momento hoje era pra discutir como o Laboratório será executado no final do ano. Tem as quatro fases de execução do programa e também o regulamento da premiação. Neste ano, a IES que tiver a melhor ação compartilhada, de acordo com os critérios de avaliação do regulamento e a melhor prática, receberá um valor de 3.000 reais”, disse.

A coordenadora do curso de Direito da CESVALE, Virna Nunes,  uma das IES selecionadas para o laboratório, ressaltou a importância do programa para a comunidade da CESVALE. “O laboratorio Maria da Penha é um projeto de grande valor dentro do cenário piauiense, e o CESVALE se sente honrado em ter sido selecionado pela primeira vez para atuar em parceria com o Ministério Público e a SMPM”, comemorou.

Um dos principais objetivos do programa é abordar o tema sob a perspectiva de gênero, enxergar os fatores da crescente estatística da violência doméstica e familiar contra a mulher, os direitos adquiridos antes e após a aplicação da Lei Maria da Penha, bem como as conquistas e desafios nos âmbitos político, social, cultural e jurídico. Desta forma, capacitar os acadêmicos por meio do LMP, permitirá potencializar novas estratégias de promoção do enfrentamento às práticas de violência contra a mulher.

Segundo Virna, as expectativas são boas. “Daqui pra frente, recebemos o cronograma de ação proposto pelo laboratório e a partir desse cronograma, vamos dar prosseguimento às atividades. Primeiro com uma capacitação teórica com profissionais que atuem na área para que possam dar aos nossos estudantes uma base sólida e em seguida trabalhar num projeto onde a gente possa colocar essa teoria em prática fazendo a diferença na comunidade aqui, nas redondezas da faculdade”, finalizou.