Mulheres Previdenciárias se reúnem no IPMT para celebrar conquistas e discutir saúde

Evento “Manhã Mulheres Previdenciárias”. (Foto: Ascom IPMT)

O Instituto de Previdência do Município de Teresina (IPMT), realizou na manhã de hoje (21), no Hall do primeiro andar, o evento “Manhã Mulheres Previdenciárias”, uma homenagem às mulheres servidoras do Instituto. O evento contou com palestras da procuradora do Município, Carliane de Oliveira, e da médica ginecologista, Luma Elvas, que abordaram temas relevantes para as mulheres.

Na oportunidade, a procuradora, Carliane de Oliveira falou sobre as conquistas alcançadas pelas mulheres ao longo da história do Brasil, destacando a importância da Lei Maria da Penha para a história das mulheres brasileiras. “A Lei Maria da Penha é um marco importante na luta contra a violência doméstica e familiar. É um reconhecimento dos direitos das mulheres e um passo importante para a igualdade de gênero”, disse a procuradora.

Procuradora do Município, Carliane de Oliveira (Foto: Ascom IPMT)

Já a médica ginecologista, Luma Elvas, abordou os cuidados com a saúde da mulher, destacando a importância dos exames necessários para os cuidados preventivos. “É fundamental que as mulheres sejam conscientes da importância da prevenção e dos cuidados com a saúde. Os exames regulares podem ajudar a detectar problemas de saúde antes que eles se tornem graves”, destacou a ginecologista.

Durante a palestra, a médica também abriu um espaço para responder perguntas das participantes, abordando temas como o climatério, reposição hormonal e outros assuntos relevantes para as mulheres. “Foi muito gratificante poder compartilhar informações e experiências com as mulheres presentes. É importante que elas sejam informadas e empoderadas para cuidar da sua saúde”, confirmou.

Médica ginecologista, Luma Elvas (Foto: Ascom IPMT)

O momento também contou com a colaboração da equipe de enfermagem da Uninassau acompanhadas da preceptora de enfermagem, Stephanie Kainara, que também conversou individualmente com as participantes e tirou dúvidas sobre a saúde pessoal da mulher.

O evento foi uma oportunidade para as mulheres colaboradoras do IPMT se reunirem, compartilharem experiências e aprenderem sobre temas relevantes para a saúde e o bem-estar das mulheres.

Prefeito Dr.Pessoa sanciona lei que impede nomeação de condenados pela Lei Maria da Penha para cargos públicos

O Prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, sancionou um Projeto de Lei que impede condenados na Lei Maria da Penha de assumirem cargos na administração pública do município. De acordo com a proposta, a medida é válida tanto para funcionários efetivos como cargos comissionados. Publicada no Diário Oficial dia 25 de novembro.

Além disso, a vedação é para os casos de pessoas com condenação em decisão transitada em julgado, ou seja, que não têm mais condição de recorrer, até o comprovado cumprimento da pena.

“A sansão desta lei é mais uma medida de combate a violência contra a mulher, pois mostramos para a sociedade que agressores não passarão impunes na gestão municipal”, ressaltou Dr. Pessoa.

A secretária Karla Berger frisou a importância das leis de proteção à mulher em Teresina. Segundo a secretária, os números violência doméstica crescem por causa do entendimento machista da sociedade. Portanto, é importante que haja dispositivos jurídicos e políticos que possam alterar esse entendimento em prol da vida das mulheres.

“É importante que a sociedade entenda que a violência deve ser combatida em todos os âmbitos. Dessa forma, limitar agressores aos âmbitos públicos é uma forma de preservar a dignidade e honra das vítimas. Crimes como esses não podem passar impune e devem conscientizar a sociedade”, destaca a secretária da SMPM.

A Lei entrará em vigor a partir de 90 dias após a publicação, em fevereiro de 2020, e é de autoria da vereadora Thanandra Sarapatinhas.

Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência

Em Teresina, as mulheres que estão em situação de violência podem contar com o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (Creg), veiculado à Prefeitura de Teresina através da SMPM. O local atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos.

O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

“O CREG é o local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma

Onde encontrar o Creg?

Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00.

(86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

Defensora Pública mediará roda de conversa sobre violência de gênero

O número de crimes contra mulheres, dentre eles o feminicídio, é crescente em todo Brasil. Para alertar e informar sobre a temática e os diversos tipos de violência de gênero, será realizada uma roda de conversa no Serviço de atendimento Amor de Tia zona Sudeste. A atividade que acontece nesta sexta-feira (08), às 10h, será mediada pela Defensora Pública Lia Medeiros do Carmo.

“Queremos levar mais conhecimento para as mulheres, que são nosso público alvo. Falar sobre seus direitos, informar os órgãos competentes onde elas possam buscar ajuda, tudo isso é importante”, explica a Coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Lourdes Maria.

Segundo a coordenadora, algumas mulheres que sofrem violência ainda não sabem que têm garantido o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de assistência judiciária gratuita, mediante atendimento específico e humanizado. “Essa é uma das informações que será repassada na roda de conversa com as mulheres da zona Sudeste, pois muitas ainda não têm esse conhecimento. O direito está previsto no art. 28 da lei Maria da Penha, sancionada em 2006. Na oportunidade elas poderão fazer questionamentos a serem esclarecidos pela defensora”, pontua.

O Serviço de Atendimento Integral a Mulher e suas Crianças: Amor de Tia Sudeste, que fica localizado na Rua Santa Luzia, s/n, bairro Alto da Ressurreição, atende mulheres que vivenciam situações de vulnerabilidade social e situações de violência baseadas no gênero, desenvolvendo estratégias de emponderamento feminino e acolhimento e desenvolvimento psicossocial das crianças de 1 ano a 2 anos e 9 meses.

Autor da Lei Maria da Penha em Cordel concorre à premiação nacional

Ascom/SMPM

O repentista e cordelista Tião Simpatia, que desenvolve de forma lúdica o projeto Lei Maria da Penha em Cordel nas escolas municipais de Teresina, é um dos finalistas da categoria Eles por Elas da Revista Cláudia.

O prêmio Cláudia, que está na sua 24ª edição, é considerado a maior premiação feminina da América Latina e possui várias categorias com premiações para mulheres de destaque, mas desde o ano de 2017, premia na categoria Eles por Elas homens que atuam em prol de causas femininas.

“Concorrer à maior premiação da América Latina de uma revista feminina é muito simbólico, para quem é homem e trabalha uma causa muito importante, como a que trabalho. Fui indicado pela realização do projeto Lei Maria da Penha em Cordel realizado aqui em Teresina, um projeto pioneiro. A indicação em si já é um grande reconhecimento. Espero trazer esse troféu para o Nordeste e conto com o apoio e votação de todos”, destaca Tião.

O voto pode ser realizado através do link: https://claudia.abril.com.br/finalistas-premio-claudia-2019/.  O resultado das votações será divulgado em 11 de novembro, em cerimônia Sala Paulo. Os vencedores de cada uma das oito categorias ganharão o troféu da mulher alada e terão suas histórias publicadas na edição do mês de dezembro da Revista Cláudia e no site www.premioclaudia.com.br.

O projeto realizado por Tião utiliza a educação no enfrentamento à violência contra a mulher e é desenvolvido há cinco anos pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) em parceria a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC). O projeto já atendeu mais de 70 mil crianças, em mais de 180 unidades da rede municipal de ensino da capital.

Para a secretária executiva da SMPM, Maria Helena, o projeto é de suma importância no município de Teresina, pois é um instrumento de aplicabilidade da Lei Maria da Penha através da sua disseminação nas escolas de forma lúdica e pedagógica, que tem como objetivo trabalhar a temática de gênero de forma transversal.

“A forma em que a lei é apresentada é de fácil entendimento para a faixa etária atendida. Nas apresentações nas escolas é repassada a informação sobre a rede de atendimento, onde buscar ajuda, com destaque no 180, e as crianças se  mobilizam muito e são capazes de multiplicar esse conhecimento. Essa premiação nos deixa felizes, pois vem reconhecer todo esse trabalho realizado por nossa Secretaria e pelo Tião Simpatia”, destacou.

Projeto Lei Maria da Penha em Cordel retorna com atividades em escolas municipais

 

Ascom/SMPM

“A Lei Maria da Penha está em pleno vigor.  Não veio para punir homem, mas para punir agressor. Pois em mulher não se bate, nem mesmo com uma flor”. Foi com esse verso que o cordelista Tião Simpatia retomou mais uma etapa das apresentações das medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher nas escolas municipais de Teresina.

A atividade iniciou nesta segunda-feira (02) nas escolas municipais Raimundo Nonato Monteiro de Santana, na Vila Irmã Dulce, e Zoraide Almeida, bairro no Angelim, ambos localizados na zona Sul da cidade, e segue até sexta feira (06). As apresentações acontecem nos turnos manhã e tarde, no início da aula ou durante o intervalo. Na oportunidade, todos os participantes recebem o cordel da Lei Maria da Penha.

Para a gerente de Enfrentamento da Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM), Lidiane Oliveira, o projeto deve servir para que as crianças possam refletir sobre o processo de violência muitas vezes vivenciando no ambiente doméstico.

“As consequências da violência doméstica e familiar contra a mulher também recai sobre os filhos, que muitas vezes presenciam as agressões e correm o risco de se tornarem vítimas. Isso pode ter efeitos prejudiciais na saúde e no desenvolvimento das crianças. Por isso a importância da reflexão sobre a temática, além de mostrar os meios onde essa criança pode buscar ajuda”, destacou.

Durante as apresentações, Tião Simpatia faz a leitura do Cordel junto com as Crianças e também canta versões de canções contra a violência, como o da música O Cravo e a Rosa. “Neste quinto ano de atividade estamos aperfeiçoando mais as apresentações. Procuro fazer de uma forma  com que esses alunos também participem, assim eles ficam mais atentos e conseguem absorver mais sobre a temática”, afirmou.

A ação é uma parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e da Secretaria Municipal de Educação (Semec). Com a iniciativa já foram atendidas mais de 70 mil crianças, em mais de 180 unidades da rede municipal de ensino da capital.

“Essas questões de violência de gênero e violência contra mulher sempre vão ser questões relevantes para se tratar no contexto escolar, especialmente nessa região em que nossa escola fica localizada, pois apresenta grande fator de vulnerabilidade e com um alto índice de violência. Em nosso planejamento sempre incluímos e trabalhamos temáticas relevantes como esta, e o projeto só vem a contribuir ainda mais com o trabalho que já é realizado pela escola”, destacou a pedagoga da escola Municipal Zoraide Almeida, Eudeilane Pereira.

Maria da Penha participa de diálogo sobre enfrentamento à violência contra a mulher em Teresina

No último dia 07 foi comemorado o 13° aniversário da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que entrou em vigor em 22 de setembro de 2006. Como ação alusiva a essa data e também ao aniversário da cidade de Teresina, será realizada no dia 28 de agosto a atividade “Dialogando sobre a violência contra mulher”, que contará com a presença da própria Maria da Penha.  O evento será realizado na Praça dos Orixás, São Joaquim, a partir das 17h.

Além do diálogo com Maria da Penha, que na ocasião receberá o título de cidadã piauiense, está inclusa na programação do evento a participação de Tião Simpatia, responsável por divulgar a lei em cordel nas escolas. Também haverá apresentações culturais, exposições que valorizam a história de luta das mulheres e shows.

“Esse será um espaço para refletirmos sobre a importância de estarmos avançando cada vez mais na efetivação de uma lei tão relevante para a vida das mulheres. Como forma de reconhecimento da história de luta em favor da causa, será entregue a essa grande pessoa que deu nome à lei o título de cidadã teresinense. Tião Simpatia também receberá o título”, pontua a gerente de enfrentamento à violência da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Lidiane Oliveira.

A Lei nº 11.340/2006 regulamenta os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher e trouxe significativa alteração no tratamento dado anteriormente pelo Poder Judiciário aos agressores no âmbito familiar.

A inovação do instrumento jurídico tem como garantia a anulação da aplicação de penas como pagamento de multas ou cestas básicas. Também possibilita à vítima medidas de proteção de urgência realizadas através da intervenção da autoridade policial, que aceleram a solução do problema da agredida. Estas medidas podem consistir até mesmo no afastamento imediato do agressor do lar.

Uma pesquisa realizada pela SMPM, denominado Diagnóstico Sobre a Situação de Violência contra a Mulher em Teresina, aponta que as delegacias especializadas registraram, entre os anos de 2014 e 2017, o número de 25.105 boletins de ocorrências, onde o maior número é de ameaças, injúrias e lesões corporais em contexto de violência doméstica.

A SMPM, fazendo valer o artigo 8º da lei, que coibe a violência doméstica e familiar, vem promovendo ações educativas e disponibilizando atendimento especializado através do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que fica localizado na Rua Benjamim Constant, 2170, Centro/norte. O espaço conta com o trabalho de uma equipe multiprofissional e realiza atendimento das 8h às 14h, de segunda a sexta.

“Quando elas chegam ao local é feito um atendimento e acompanhamento psicológico e social, bem como orientação jurídica, colaborando para a construção de equidade de gênero e no enfrentamento das diferentes formas de discriminação e violência. Para tanto, o centro ainda busca firmar parcerias com outros serviços, a fim do fortalecimento da autonomia financeira, econômica e produtiva das vítimas.  De 2015 a 2019 o CREG atendeu 594 mulheres, gerando um total de 1.517 atendimentos especializados” finaliza a gerente.

História

Maria da Penha é uma farmacêutica brasileira, natural do Ceará, que sofreu constantes agressões por parte do marido.

Em 1983, seu esposo tentou matá-la com um tiro de espingarda. Apesar de ter escapado da morte, ele a deixou paraplégica. De volta à sua casa, sofreu nova tentativa de assassinato, quando o companheiro tentou eletrocutá-la.

Para contar detalhadamente toda sua luta e superação, Maria da Penha escreveu o livro “Sobrevivi… posso contar”. Este livro proporciona muito mais do que a história de violência contra uma só mulher, revela um fenômeno social, político, cultural e ideológico que afeta de forma grave e desproporcional muitas outras.

Professores e coordenadores são capacitados para o ensino da Lei Maria da Penha nas Escolas

Ascom/SMPM

Representantes da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizaram nesta segunda-feira (19), capacitação de professores e coordenadores do município quanto ao Ensino da Lei Maria da Penha em Cordel nas Escolas. A capacitação aconteceu no Centro de Formação Professor Odilon Nunes.

Neste primeiro momento, a atividade contou também com a participação da doutora e professora da Universidade Federal do Piauí, Bárbara Jhones, que desenvolveu uma oficina sobre o tema de forma interativa. Logo em seguida, o evento foi conduzido pela gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira.

“Na oportunidade trabalhamos a perspectiva de discutir gênero e violência dentro da realidade de onde esses professores estão inseridos. Muitas vezes são para eles que essas crianças falam sobre as violências vivenciadas no ambiente doméstico, então os professores devem estar munidos de informações para saber como e para onde encaminhar essa criança e essa família”, pontua a gerente.

Para Simone Brandão, coordenadora pedagógica da escola Marcílio Rangel de Farias, localizada na Santa Bárbara, esse é um momento importante, pois além aprender mais para ensinar às crianças sobre a Lei Maria da Penha, por meio das informações adquiridas, os professores saberão auxiliar no encaminhamento necessário para cada caso de violência identificado.

“A região da escola em que trabalho é de uma vulnerabilidade social muito grande, em que as violências acontecem de todas as formas com as crianças. com as mães. E a gente precisa levar esses esclarecimentos para que sejam tomadas as devidas providências para cada caso, além de procurar promover cada vez mais uma educação de gênero e uma equidade entre meninas e meninos”, pontua a coordenadora.

Após a capacitação dos professores, a próxima etapa é levar, a partir do dia 02 de setembro, o projeto Lei Maria da Penha em Cordel para as escolas. De início, o total de 20 escolas vão ser visitadas. A visita deve contar ainda, com a presença do Cordelista, Tião Simpatia.

Segundo dados da Secretaria da Mulher, de 2014 até 2019 foram contabilizados mais de 65 mil crianças que já tiveram a oportunidade de escutar, ler e assistir à apresentação da Lei Maria da Penha em Cordel nas escolas.