HUT realiza ações para prevenção e reduz a incidência de lesão por pressão

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT), por meio do Núcleo de Estomaterapia (NEST) mostrou a importância de reconhecer, tratar e prevenir as lesões por pressão (LP). A ação ocorre até amanhã (23-Nov), e tem como objetivo lembrar o Dia Mundial de Prevenção de Lesão por Pressão, lembrado na terceira quinta-feira de novembro, trazendo para a realidade dos profissionais da unidade, maquetes que mostram os diferentes tipos e estágios das lesões por pressão permitindo prever os riscos e auxiliar no plano de intervenção e implantação de cuidados.

O NEST promoverá também oficinas nas unidades de internamento com acompanhantes dos pacientes com maior risco de desenvolverem a LP com orientações de como evitar e tratar estas lesões com medidas simples.

Cliciane Furtado, estomaterapeuta e coordenadora do NEST, explica que a lesão por pressão, popularmente conhecida como escaras, é uma ferida na pele ou tecido subjacente causada, principalmente, pela pressão prolongada. O problema é comum em acamados ou com mobilidade reduzida. O desenvolvimento da lesão pode trazer complicações ao paciente, prolongando seu tempo de internação.

“O HUT trabalha na prevenção de lesões por pressão de forma continuada durante o ano inteiro com treinamentos e ações nas unidades do Hospital. O trabalho é diário em todos os setores, não só preventivo/educativo, mas também o gerenciamento das lesões. Uma vez a lesão instalada, ela tem que ser cuidada. A prevenção é melhor para todos: profissionais e pacientes”, conclui Cliciane.

O trabalho realizado através do Núcleo de Estomaterapia do HUT já colhe resultados positivos, a UTI pediátrica zerou nos últimos dois meses novos casos de lesão, enquanto as unidades críticas 1 e 2 que dispõem de leitos semi-intensivos apresentaram uma baixa incidência de LP durante todo esse ano.

Foto: Divulgação (HUT)

Ações de prevenção reduzem casos graves de lesão por pressão no HUT

Na data que se celebra o Dia Mundial de Prevenção de Lesões por Pressão (18 de novembro), o Núcleo de Estomaterapia (NEST) do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realiza uma ação com vídeos educativos para as equipes assistenciais denominada: Chá da Prevenção, cujo enfoque é identificar os pacientes com mais risco de desenvolver lesão por pressão (LPP), para reduzir os índices entre os pacientes internados na maior emergência pública do Estado.

“As lesões por pressão são feridas na pele, popularmente conhecidas como escaras e são um problema de saúde pública no país, pacientes acamados por muito tempo no leito, sempre têm o risco, mas podem ser evitadas com medidas simples”, explica Cliciane Furtado, estomaterapeuta, coordenadora do NEST.

(Foto: Ascom/HUT)

Profissionais de várias áreas da saúde do HUT entre eles, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas intensificam a disseminação do trabalho de prevenção às lesões. As equipes de estomaterapia e do Núcleo de Segurança do Paciente fazem rodas de orientações e capacitação em todas as unidades do hospital, fortalecendo o cuidado humanizado do paciente, da chegada até a alta hospitalar.

Cliciane enfatiza que essas ações educativas já rendem experiências exitosas, em conjunto com a direção do Hospital. “São investimentos como: aquisição de macas elétricas, colchões pneumáticos nas UTIs, uso de laser e dietas que aceleram o processo de cicatrização estão sendo implantadas para reduzir em no máximo 10% a ocorrência de novos casos em pacientes considerados de alto risco para LPP”, relata.

O aposentado Francisco Rodrigues Neto, 70 anos comemora o fato de ter sido bem cuidado no hospital.

“Cheguei ao HUT para ficar internado por Covid. Passei quase 60 dias internado e as enfermeiras cuidaram tão bem de mim que minha ferida cicatrizou e minha pele continua direitinha”, ressaltou o aposentasdo.

O HUT tem instituído o Protocolo de Prevenção de Lesão por Pressão, baseado nas Metas Internacionais de Segurança do Paciente e nas recomendações do Ministério da Saúde.

Especialista da FMS dá orientações para evitar lesões causadas pelo potó

O mês de junho, fim da estação chuvosa, é marcado pelo aumento da infestação de potós, besouros do gênero Paederus muito comuns em regiões de clima quente. Eles causam lesões na pele, conhecidas popularmente como “mijadas”, que podem ser simples ou mais sérias e precisarem de atendimento médico. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) dá algumas orientações de como lidar com o inseto tão temido pelos teresinenses.

Como explica Vanessa Rocha, dermatologista do Hospital do Dirceu, vinculado à FMS, o que causa as lesões na pele é a linfa, líquido liberado pelo inseto quando ele é esmagado contra a pele, em especial em regiões como axilas e pescoço. “Essa substância é rica em uma toxina chamada de pederina, que é extremamente irritativa para a nossa pele, causando uma dermatite de contato onde toca”, explica a médica.

As lesões causadas pelos potós são vermelhas e com sensação de ardor, podem inchar e formam bolhas, que se rompem e dão origem a crostas. “Elas podem aparecer em qualquer lugar da nossa pele onde o inseto foi esmagado, inclusive no olho, boca e couro cabeludo, assumindo qualquer formato”, conta Vanessa Rocha. “Por exemplo: em áreas de dobras, pode ocorrer o que chamamos de ‘sinal do beijo’, em que a pele previamente sadia, ao ficar em contato com a pele lesada, reproduz a queimadura por contato com as toxinas”, comenta a dermatologista.

Para as pessoas que já foram “atacadas” pelos potós, a orientação da médica é hidratar bastante a pele, o que ajuda na cicatrização da lesão. As bolhas não devem ser estouradas e o paciente deve evitar a exposição ao sol, com uso de protetor solar. “A radiação UV aumenta as chances de hiperpigmentação pós-inflamatória, que é o aparecimento de manchas escuras após a inflamação”, justifica Vanessa Rocha. Em casos mais graves, ela recomenda que o paciente tome analgésicos e procure um dermatologista. “Ele orientará o uso correto de pomadas com corticoides e até antibióticos, caso haja infecção bacteriana associada”, diz.

Para evitar o aparecimento do inseto, a principal recomendação é que se fechem as janelas ao anoitecer e evite acender as luzes dos ambientes. “Os potós são atraídos pela luz e têm asas. Por isso, são vistos preferencialmente à noite, nos tetos e paredes das casas. Vá para o quarto e acenda as luzes apenas quando for entrar para dormir e faça uma checagem no teto antes”, pontua Vanessa Rocha, que também alerta para que nunca se tente matar o animal na pele. “Lembre-se de que é o seu esmagamento que libera a toxina, então procure retirá-lo delicadamente e lave bem a região com água e sabão”, finaliza a dermatologista.