Maratona “Pense quente, Teresina” desafia estudantes e professores a produzirem dados sobre calor extremo

A Agenda Teresina 2030 lançará, na terça-feira (28), a maratona “Pense Quente, Teresina – Cabeça fervendo, cidade evoluindo”, com apoio do Conselho Regional de Engenharia do Piauí (CREA-PI), da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e do Instituto Federal do Piauí (IFPI).

O desafio é destinado a estudantes e professores da capital a produzirem pesquisa com foco no calor extremo.A intenção é fomentar e acelerar pesquisas científicas sobre o impacto do calor extremo sob os mais diversos aspectos, tornando a capital uma cidade-laboratório de inovação climática. O ponto de partida para os participantes é o Plano de Ação Climática de Teresina, que traz o inventário de emissão de gases do efeito estufa e todo o arcabouço de informações e prognósticos para a cidade no que diz respeito a riscos de desastres, saúde e ampliação das ilhas de calor.

As evidências científicas são essenciais para a formulação de políticas públicas mais assertivas diante do desafio imposto pela crise do clima. “Essa maratona é uma coalisão de forças para que possamos enfrentar, juntos, um problema crítico da cidade, que é o calor extremo, que tende a se agravar em virtude da crise do clima. O impacto do calor não é igual para todos nós. Ele atinge de maneira muito mais intensa aqueles que não possuem recursos de resfriamento. Precisamos olhar para esse problema, compreender e levantar dados com foco preciso em projetos de mitigação e adaptação”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O edital da maratona “Pense quente, Teresina!” e o formulário de inscrições estarão disponíveis no site www.semplan.pmt.pi.gov.br . O documento contém informações sobre inscrição, critérios e cronograma. O resultado será divulgado durante a programação do ClimaTHE 2025 – III Conferência do Clima de Teresina, entre os dias 26 e 28 de novembro.

Os projetos devem seguir três eixos norteadores: Saúde e vulnerabilidade social; Infraestrutura urbana e conforto térmico e Governança, dados e adaptação climática. A pesquisa científica aplicada e prática deve oferecer soluções para os desafios identificados, podendo incluir metodologias de coleta de dados, modelagens, indicadores ou tecnologias aplicáveis à mitigação ou adaptação.

Com a participação de especialistas da Universidade Federal do Piauí (UFPI), do Instituto Federal do Piauí (IFPI) e do Crea, serão selecionadas as cinco melhores propostas. A partir daí, cada equipe deverá preparar a apresentação do projeto (pitch) de forma objetiva, destacando introdução, metodologia, resultados esperados e cronograma de execução, para avaliação pela banca julgadora durante a programação da III Conferência do Clima de Teresina, onde serão eleitos os três melhores projetos, de acordo com os critérios previstos no edital.

As pesquisas eleitas receberão incentivo financeiro para aceleração da produção de dados e evidências e contarão também com o apoio técnico e institucional dos organizadores para que o objetivo seja alcançado.

Clique aqui para acessar o edital.

Clique aqui para acessar o formulário de inscrição.

Urban Hack Teresina 2030: Prefeitura pensa a cidade numa perspectiva de urbanismo mais tático

A Prefeitura de Teresina encerrou  o evento Urban Hack Teresina 2030, maratona organizada pelo departamento Agenda 2030, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan),  que tem a proposta de utilizar técnicas do urbanismo tático para oferecer aos usuários do transporte público de Teresina a oportunidade de testar soluções digitais que visam a melhoria do sistema.

No último dia do evento, a programação incluiu uma visita ao terminal Santa Lia (Zona Leste), com o intuito de conhecer e discutir propostas sobre as instalações, pensando em uma melhoria para o transporte público teresinense. “Essa foi uma espécie de aula prática sobre o funcionamento do sistema Inthegra de mobilidade urbana com a gerência da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS)”, explicou a arquiteta e urbanista da Semplan, Mariana Fiúza.

(Foto: Ascom/Semplan)

Ainda no encerramento da maratona, os participantes deram início à uma dinâmica de elaboração de propostas pensando em um transporte público mais tático, conforme a proposta do evento deste ano, que é imaginar uma cidade que supra com as necessidades de mobilidade para crianças e cuidadores. Ainda dentro da programação, os maratonistas elaboraram uma apresentação, chamada de pitch, com ideias que possam ser utilizadas para um melhor desenvolvimento digital do nosso transporte público.

Os grupos apresentaram as ideias que foram elaboradas após a visita ao terminal, e as duas que melhor atenderam a proposta do evento deste ano, que é testar soluções digitais que visam a melhoria do transporte público para crianças e cuidadores, serão avaliadas e premiadas posteriormente. “Todos os participantes saíram do evento com uma bagagem de conhecimentos teóricos e praticos de urbanismo mais consciente muito positiva. Encerramos esta terceira edição com muito orgulho e projetando novos eventos que visam pensar a cidade de forma mais sustentável e consciente”, conclui Cíntia Bartz, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

(Foto: Ascom/Semplan)

Pitch

É uma apresentação de 3 a 5 minutos com objetivo de despertar o interesse da outra parte (investidor ou cliente) pelo sua ideia, contendo apenas as informações essenciais e diferenciadas da mesma. A ação pode ser apresentada apena verbalmente, quanto ilustrada através de slides.

(Foto: Ascom/Semplan)