Maternidades do município aplicam vacina BCG mediante agendamento

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) disponibiliza a vacina BCG (contra a tuberculose) mediante agendamento. O procedimento pode ser por telefone ou pessoalmente nas salas de vacinas da Maternidade Wall Ferraz (Dirceu, zona Sudeste), Maternidade do bairro Satélite (zona Leste), do bairro Promorar (zona Sul) e do bairro Buenos Aires (zona Norte), nos turnos da manhã das 8h às 12h e a tarde das 13h às 17h, de segunda à sexta-feira.

Depois de agendada, a vacina é aplicada somente no turno da manhã de 8h às 12h, de segunda à sexta-feira. As crianças nascidas na própria maternidade também são agendadas, assim como pessoas que têm a indicação de receber a vacina.

Essa necessidade de agendamento é uma recomendação do Ministério da Saúde que reduziu o envio de doses e para evitar desperdício. A chefe do Núcleo de Acompanhamento e Monitoramento de Maternidades (NUAMM) da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Mércia Cassandra, explica que cada frasco da vacina depois de aberto tem que ser usado em até seis horas. “ Não é possível aplicar o restante das doses após esse período o que provocava desperdício de doses”, diz.

A diretora da Maternidade do bairro Satélite, Luciana Silveira, destaca esse serviço com agendamento. “A forma de agendamento da vacina BCG é a melhor maneira de uso de todas as doses de um frasco e assim atender a demanda da população”, diz

A vacina BCG possui esquema de vacinação em dose única o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade. Na rotina, a vacina é destinada a crianças na faixa etária de 0 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Locais e fones para agendamento

Maternidade Wall Ferraz /CIAMCA- bairro Dirceu

Praça dos Correios, 3625

(86) 3236 – 1968

Maternidade do bairro Satélite

Rua Rotary Club,

(86) 3235 – 2074

Maternidade do bairro Buenos Aires

Rua Miguel Alves Nº de 664-746

(86) 3225 – 7124

Maternidade do Promorar

Avenida Deputado Ulisses Guimarães, 819 – Promorar

(86) 99947 3158 (WatsApp)

FMS realiza 2ª Semana Municipal de Mobilização contra a sífilis nas maternidades

FMS realiza 2ª Semana Municipal de Mobilização contra a sífilis nas maternidades. Foto (Ascom/FMS)

 

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realiza de 17 a 21 deste mês a 2ª Semana Municipal de Mobilização contra a Sífilis nas Maternidades. As atividades têm como objetivo qualificar a conduta dos profissionais de saúde a partir das atualizações de evidências que contribuam para melhorar a assistência aos pacientes e a notificação de casos.

As ações fazem parte do Outubro Verde que chama a atenção para formas de prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis. Por meio da Lei nº 13.430 de 31 de março de 2017 foi instituído o terceiro sábado do mês de outubro como Dia Nacional de Combate a Sífilis e a Sífilis Congênita. A organização das ações é da Diretoria de Assistência Especializada (DAE/FMS), do Núcleo de Epidemiologia (NEH) em parceria com os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE) e direção das maternidades.

Na segunda-feira (17), às 10h, tem a abertura na Maternidade do Promorar (zona Sul) e na sequencia acontecem duas palestras com os temas Sífilis Materna e sobre Sífilis Congênita. Durante a semana, os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia e a Direção de Enfermagem reforçarão a implementação do checklist de alta da mãe e do recém-nascido.

Dia 18 as ações acontecem na Maternidade Wall Ferraz (Dirceu), às 10h terá apresentação dos indicadores da maternidade sobre sífilis em gestante e congênita; das 10h30 às 12h realização de testes rápidos de sífilis em profissionais. Das 14h30 às 15h20 tem roda de conversa com o tema: “Tira Dúvidas sobre Sífilis Materna e Congênita; das 15h30 às 16h30 acontece a realização de testes rápidos de sífilis em gestantes e parceiros.

A programação do Dia 20 acontece na Maternidade do Satélite, das 9h30 às 10h20, com a palestra sobre sífilis e das 10h30 às 11h acontece a palestra sobre notificação de sífilis em gestante e congênita/ fluxos da maternidade, das 11h às 11h30 sobre notificação de sífilis adquirida.

No dia 22 as ações acontecem na Maternidade do Buenos Aires das 9h30 às 10h20 com apresentação de indicadores da maternidade e palestra sobre Sífilis em Gestante e Congênita, às 11h tem distribuição de lembranças para os participantes e durante a semana os profissionais dessa maternidade darão orientações sobre sífilis para gestantes e parceiros.

Projeto levará música para as maternidades municipais de Teresina

O Dia das Mães está se aproximando, e para celebrar essa data tão especial, nada melhor que homenagear as mães que estão internadas nas maternidades municipais localizadas nas quatro zonas da capital piauiense. O Projeto Música Solidária é uma iniciativa dos componentes da Orquestra Sinfônica de Teresina (OST), da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) e da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), além de contar com o apoio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que disponibiliza os espaços para as apresentações.

O Projeto Música Solidária, especial do Dias das Mães, ocorrerá na manhã da próxima sexta-feira (06/05), nas maternidades do Promorar, Wall Ferraz, Buenos Aires e na Maternidade do Satélite. Durante 40 minutos, as pacientes e os demais funcionários poderão desfrutar do talento dos músicos que compõem o quarteto da Orquestra Sinfônica, conhecido por encantar a todos por onde passam.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, Ênio Portela, conta que o Dia das Mães é uma das datas mais especiais do calendário e que por isso não poderia passar em branco. Para ele, levar a música para as maternidades, também é uma forma de garantir às futuras mães um parto mais tranquilo, além de ajudar na recuperação daquelas que deram à luz, mas que precisam de acompanhamento médico.

“A música tem sido aplicada para o equilíbrio de energias alteradas pelo stress do mundo moderno. Existe um estudo que objetivou verificar o efeito da música no trabalho de parto e no recém-nascido, por isso queremos expandir esse projeto, para que ele ocorra mais vezes nessas maternidades e em outras unidades de saúde”, conta Ênio Portela, afirmando ainda que como médico, o prefeito Dr. Pessoa está vendo com bons olhos esse projeto.

Para David Denilin, membro do Quarteto de Cordas da OST, o retorno desse projeto está sendo bem positivo, uma vez que por conta da pandemia, as apresentações haviam sido suspensas nos momentos de pico. O músico conta ainda que esse é um dos mais belos projetos da orquestra, pois leva música para aqueles que estão se recuperando em hospitais.

“Se apresentar em um palco para uma grande plateia é sempre emocionante, agora levar nosso trabalho para aqueles que estão internados é algo que toca nosso coração. Espero que todas as mães se sintam representadas com essa homenagem que faremos nas maternidades” conta David Denilin.

Para acompanhar de perto às ações desenvolvidas pela Orquestra Sinfônica e pela Prefeitura Municipal de Teresina na área da cultura, basta acessar o site cultura.pmt.pi.gov.br. As novidades também estão disponíveis na página @cultura_the no Instagram ou na hastag #culturateresina.

Foto: Divulgação (FMC)

Cerca de 1.870 bebês nasceram em Teresina durante a pandemia do Coronavírus

Ascom/FMS

Cerca de 1.870 bebês nasceram nas quatro maternidades da Prefeitura de Teresina e trouxeram esperança para diversas famílias durante a pandemia do Coronavírus. Os dados são referentes ao período de março, início da quarentena na capital, até o mês de maio e mostram também que houve registro de 15 grávidas que testaram positivo para Covid-19.

Emanuelle Farias foi um dos bebês que chegou ao mundo no dia 30 de março, em um dos períodos mais turbulentos. Sua mãe Adriana Farias, de 29 anos, relata que é um desafio criá-la enquanto está isolada. “Tive medo quando iniciou a pandemia, mas fico feliz porque a minha filha nasceu saudável e o atendimento da maternidade do Buenos Aires foi ótimo. As enfermeiras foram cuidadosas, sempre usando máscara. Agora, estamos totalmente isoladas, morando em um quarto e sem receber visitas”.

Já Rita Maria, de 22 anos, quando estava grávida, testou positivo para Covid-19  e foi direcionada para a Maternidade do Promorar, referência para esse tipo de atendimento. Ela conta que tinha medo de transmitir o vírus para o bebê. “Mas o neném nasceu saudável. O parto foi cesárea e tranquilo. Eu também gostei do atendimento das equipes de saúde. Agora estamos bem e aguardando a alta”.

Em Teresina, o pré-natal pode ser feito em 70 Unidades Básicas de Saúde. “Nesses locais, as gestantes são atendidas por enfermeiros e médicos, que classificam a gestação. Os casos de  alto risco são direcionados para a Evangelina Rosa; as de baixo risco permanecem fazendo as consultas nas UBS”, explica o diretor de Atenção Básica, Kledson Batista.

Já as maternidades da Prefeitura, localizadas nos bairros Satélite, Buenos Aires e Dirceu, realizam partos de baixo risco, atendem urgências obstétricas e neonatais, fazem curetagem e ofertam exames como testes do pezinho, coraçãozinho e orelhinha. Se a gestante estiver com quadro suspeito ou confirmado da Covid-19,  ela é transferida para a  Maternidade do Promorar.

Maternidade do Satélite solicita doação de frascos de vidro para armazenar leite 

Ascom/FMS

A Maternidade da Fundação Municipal de Saúde (FMS), localizada no bairro Satélite, zona leste de Teresina, está precisando de frascos de vidro com tampa de plástico, como os de maionese ou de café solúvel. O utensílio servirá para o armazenamento correto de leite humano e, por este motivo, a Maternidade solicita que a população faça a doação desses recipientes.

Para realizar a doação dos frascos, o interessado deve se dirigir ao posto de coleta de leite da Maternidade do bairro Satélite, de segunda a sexta-feira, nos horários manhã e tarde ou entrar em contato com a unidade ( 3235-2074) para que o motoboy vá buscar o utensílio. “Qualquer pessoa pode tornar-se doador de frascos de vidro e contribuir com a nutrição dos bebês. Isso é um ato de amor ao próximo”, afirma a diretora da Maternidade, Luciana Sebim.

A diretora explica ainda que esse tipo de frasco é considerado adequado para armazenar e preservar o leite doado, alimento essencial para a nutrição de bebês. “Essas embalagens são resistentes ao processo de congelamento, são fáceis de esterilizar e higienizar e permitem manutenção dos nutrientes do leite humano”, finaliza.

Maternidades da Prefeitura também recebem doação de leite humano

Em Teresina, as maternidades da Prefeitura, localizadas no bairro Dirceu, Satélite e Buenos Aires, possuem sala de coleta de leite humano. Estes locais contam com nutricionistas e, além de serem responsáveis pela coleta de leite humano, realizam atividades de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

A diretora geral da Maternidade Wall Ferraz, Mércia Cassandra, explica que, para uma mamãe ser uma doadora, a nutriz precisa estar saudável, amamentando o seu filho e ter uma produção além das necessidades dele, pois vai doar o excedente. “Ela então vai a um posto de coleta de leite, faz cadastro e recebe as orientações necessárias sobre a doação”, afirma.

Mércia Cassandra informa ainda que a doação de leite é necessária nos casos em que a mãe não consegue produzir leite para o seu filho ou o produz de forma insuficiente. “Como o leite é fundamental para a nutrição e o desenvolvimento saudável dos bebês,  a FMS solicita que as mães que se enquadram nos requisitos acima se dirijam à uma das unidades da FMS para realizar a doação. É um ato que pode contribuir para o bem de muitas crianças”.

Aleitamento materno é foco nos consultórios das maternidades municipais

Está acontecendo em Teresina a Semana Municipal de Amamentação, com eventos nas maternidades municipais sobre a importância do leite materno, que deve ser o único alimento de bebês até os seis meses de vida. Na capital, a amamentação e nutrição nos primeiros anos de vida são acompanhadas pelos consultórios de aleitamento materno, presentes nas maternidades do município.

A função do consultório de aleitamento materno é dar todo o apoio necessário para assegurar uma amamentação e introdução alimentar de forma saudável. Logo após o parto, a mãe recebe o acompanhamento dos profissionais de nutrição, que ensinam a melhor posição para colocar o bebê no peito, como deve ser a pega da mama e tiram as dúvidas que possam aparecer. Quando recebe alta, ela sai da maternidade com o encaminhamento para que volte entre o sexto e décimo dia e iniciar seu acompanhamento que acontece mensalmente até o sexto mês de vida da criança.

Na consulta, a mãe é avaliada e deixada à vontade para expor todas as suas apreensões, dúvidas e dificuldades. Além disso, o bebê é avaliado para verificar se cresceu e ganhou peso conforme o esperado para sua idade. “O suporte é muito importante neste período, por isso devemos mostrar para ela que estamos à disposição para ajudar nas dificuldades que se apresentarem durante esse processo, que ela volte para ter ajuda”, comenta Ruth Pádua, nutricionista da Maternidade do Buenos Aires.

Ruth também explica que o leite materno deve ser o alimento exclusivo até o sexto mês de vida do bebê, dispensando até mesmo a ingestão de água. “O aleitamento deve ser em livre demanda, na hora que o bebê quiser, pois o bebê pode até ter mamado uma hora atrás e estar de barriga cheia, mas ele pode estar com sede. Então quando ele mama, ele se hidrata”, justifica Ruth.

Após os seis meses, o foco das consultas passa a ser a introdução de outros alimentos para complementar o leite materno, que embora completo, já não supre totalmente as necessidades da criança. “Nesta idade é necessário complementar com papas, as de frutas e a salgada, e então a cada período, a cada idade, a gente vai modificando a consistência, a qualidade e a quantidade”, explica a nutricionista.

O aleitamento materno deve seguir intercalado com outros alimentos até os dois anos de idade da criança. Durante todo este período a mãe receberá orientações. Karina Carvalho conta que sua filha Heloíse parou espontaneamente de mamar aos sete meses. “Eu fiquei preocupada, porque enquanto esteve mamando do peito ela não pegou nem uma gripe, mas todos os meses venho para a consulta de amamentação e agora estou aprendendo sobre a introdução alimentar dela”, diz.

A nutricionista frisa importância do acompanhamento adequado nesta primeira etapa da vida. “É uma fase determinante para o futuro da criança. Se ela tem esses dois anos muito bem cuidados, a base de saúde é diferente de uma criança que não mamou e esteve sujeita a doenças com menos de dois anos”, diz.

Doação

Durante as consultas as mães com excesso de leite são convidadas a realizar a doação. Três das quatro maternidades do município contam com postos de coleta de leite. Para doar, a mãe deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente. Elas recebem um kit com gorro, luvas, gaze e frasco etiquetado para conservar o leite, que será recolhido regularmente em casa por um motoboy.

O leite recolhido é encaminhado para a Maternidade Evangelina Rosa, onde ele é pasteurizado – processo em que o leite é submetido a uma temperatura de 62,5 graus por 30 minutos, para que se eliminem os micróbios não desejados. Depois são feitos testes e controle de qualidade.

Uma vez estando apto para consumo, o leite é congelado para ser distribuído para os bebês que necessitam de leite, com prioridade aos prematuros (bebês abaixo de 2500g independente da idade gestacional). O leite pasteurizado congelado tem validade de até seis meses.

Semana de Amamentação

A Semana de Amamentação segue com eventos durante todo o mês de agosto. Na Maternidade do Satélite acontece até esta quinta (08) uma exposição de vídeos na sala de espera do ambulatório da maternidade. No próximo dia 13, às 8h30, acontece uma roda de conversa com o tema “Apoio familiar para o sucesso do Aleitamento Materno”, tendo como público alvo as pacientes do consultório de aleitamento materno.

Nos dias 19, 20 e 21 de agosto, às 10h, haverá outra roda de conversa, com o tema “Atendimento Humanizado para a promoção do Aleitamento Materno”, voltada para funcionários da maternidade. Por fim, no dia 29 de agosto, às 8h30, será realizada a palestra intitulada “Aleitamento Materno: mitos, crendices e verdades” para as pacientes do ambulatório da maternidade.

Já a Maternidade Wall Ferraz promove no dia 30 de agosto um curso para gestantes e acompanhantes. Serão abordados temas como parto, participação do pai, aleitamento materno, aspectos psicológicos da gestação, parto e nascimento e os direitos da gestante e Lei do Acompanhante de acordo com a Lei Federal nº 11.108, de 07 de abril de 2005.

 

Mais de 80 bebês nasceram no feriado em Teresina

Ascom/FMS

O feriado de Corpus Christi teve um significado especial para 83 mulheres que deram à luz aos seus filhos nas maternidades da Prefeitura de Teresina, localizadas nos bairros Dirceu, Promorar, Satélite e Buenos Aires. Dentre elas, 41 gestantes optaram por partos normais humanizados, com a utilização de técnicas para alívio de dor. O dado é referente ao período de 20 a 23 de junho e foi divulgado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

“Um bebê traz consigo toda a magia de transformar uma família. Quando nasce um filho, nasce também um pai, uma mãe, tios, avós e irmãos. É um momento importante na vida de todos e as maternidades da Prefeitura de Teresina obedecem às normas do Ministério da Saúde para garantir uma assistência humanizada”, afirma o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Charles Silveira.

No último domingo (23), a dona de casa Daniela da Silva Barros, de 26 anos de idade, foi uma das mulheres que optou por ter o seu filho na Maternidade do Satélite, localizada na zona leste de Teresina. “Fui muito bem atendida nessa maternidade. Tinha pediatra na sala, gostei muito. Eu gosto de ser mãe. Já tenho quatro filhos. O parto foi normal e o meu filho nasceu saudável. Estou ainda escolhendo um nome para ele”, afirma.

De acordo com Conceição Carvalho, neonatologista da Maternidade do Buenos Aires, na zona norte de Teresina, a gestante deve fazer o pré-natal corretamente para garantir a saúde do binômio mãe-bebê. “Após o nascimento, a chave primordial é o aleitamento materno, que deve acontecer até os 6 meses de vida. Além de estar nutrindo o seu filho, a mãe está dando amor. Há comprovação científica de que a amamentação interfere até no grau de inteligência do bebê”.

A diretora de assistência especializada da FMS, Jesus Mousinho, explica que quando a gestante chega à uma das maternidades municipais, passa pelo acolhimento com classificação de risco para classificar a gestação como de alto risco ou baixo risco. “As maternidades da Prefeitura de Teresina atendem gestante classificadas como de baixo risco. Se constatado que é de alto risco, ela deve ser direcionada para a maternidade Dona Evangelina Rosa”, finaliza.

Maternidades Municipais aumentam quantidade de partos em Teresina

Ascom/FMS

No primeiro trimestre de 2019, as quatro maternidades da Prefeitura de Teresina que ficam nos bairros Buenos Aires, Dirceu, Promorar e Satélite e contam com 96 leitos, realizaram 1.257 partos. Esse quantitativo é superior ao número de partos realizados na Maternidade Dona Evangelina Rosa, que possui 148 leitos e realizou 1.039 partos no mesmo período. O dado foi apresentado hoje (12) em reunião envolvendo o prefeito Firmino Filho, técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e três deputados da Comissão da Saúde.

Durante a reunião, a equipe técnica da FMS fez avaliação da série histórica dos dados sobre partos realizados em Teresina, estabelecendo comparativo entre produção das maternidades municipais e Maternidade Dona Evangelina Rosa. Segundo o prefeito Firmino Filho, os dados revelam que as maternidades da Prefeitura aumentaram a sua capacidade e a quantidade de partos. Por outro lado, foi visto que a MDER que, no passado chegou a fazer 12 mil partos por ano, fez menos do que 8 mil em 2018.

“A quantidade de partos das nossas maternidades está se equiparando com a da MDER, o que nos leva a discutir os motivos disso. Espero que haja desdobramentos dessa discussão acerca da rede materno-infantil. A Prefeitura quer debater a situação com o Governo, gestores do interior, Conselho Regional de Medicina, Ministério Público e Ministério da Saúde, pois essa questão tem a ver com a vida das gerações futuras e a qualidade de vida das mães no período de gestação”, finaliza o prefeito Firmino Filho.

A deputada estadual Lucy Soares, que participou da reunião, avaliou o encontro como extremamente positivo e informou que aguarda os desdobramentos dessa discussão. O deputado Gustavo Neiva também esteve presente. Já a deputada Teresa Britto, que é presidente da Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa, ressaltou que “Teresina está fazendo o seu dever de casa e ajudando muito o Estado do Piauí. É preciso que haja maior resposta por parte do Governo Estadual.”

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, a Prefeitura tem se esforçado para aperfeiçoar a rede municipal de saúde. “Nós estamos contribuindo com a solução dos problemas identificados na Maternidade Dona Evangelina Rosa (administrada pelo Governo do Estado) e atendendo gestantes de baixo risco, porque buscamos trabalhar em rede pelo bem das gestantes e dos bebês. É por isso que estamos executando um plano de ação interno para qualificar cada vez mais o nosso atendimento”.

Segundo Jesus Mousinho, diretora de assistência especializada da FMS, a Fundação tem realizado debates técnicos para aperfeiçoar a rede obstétrica e neonatal. “Recentemente, ampliamos serviços nestes locais, como a implantação da classificação de risco, oferta de exame de urocultura e colocação de DIU (maternidade do Buenos Aires). É garantido também à gestante o direito a acompanhante. O nosso esforço é gigantesco e estamos estudando outras possibilidades de melhorias”, afirma.

Para melhorar a assistência obstétrica e neonatal, foi sugerido na reunião que também é necessário aumentar a taxa de ocupação do Centro de Parto de Normal da MDER, que girou em torno de 35% em 2018; utilizar efetivamente a Casa da Gestante de Teresina e estruturar os oito hospitais da Região Entre Rios que tem leitos obstétricos.

Outra ação fundamental é a reorganização da rede de saúde do Piauí. “Teresina tem leitos obstétricos e neonatais suficientes para os 30 municípios da Região Entre Rios. O que acontece é que a MDER, além de ser praticamente a única referência para parto de alto risco do Piauí, também possui em sua estrutura um CPN, cuja finalidade é atenção ao parto de baixo risco. Então com a efetiva atuação de cada unidade do interior, podemos evitar a vinda desnecessária para Teresina de gestantes classificadas como de baixo risco. Isso acabará por desencadear a fluidez da rede, já que só se faz saúde pública de forma coletiva”, conclui Charles.