Cadernos de Teresina 20: imaginário religioso e a criação da capital em destaque

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), apresenta, nesta semana, mais uma edição do projeto “Revisitando a revista Cadernos de Teresina”, com foco na edição nº 20, publicada em agosto de 1995. A revista reúne um amplo conjunto de conteúdos que transitam entre artes, literatura, história, política, música e cultura popular, reafirmando o papel da publicação como importante registro da memória cultural e social de Teresina.

Entre os temas abordados estão artes plásticas, Canto do Conto, crônicas, poesias, teatro e agenda cultural, além de matérias como O mestre-escola e a “siglomania”, “O nascimento da infância”, reflexões em “Lembranças de uma cidade ardente”, textos sobre o cotidiano entre trabalho e lazer, literatura com Juca Mulato e Luiz Romero Lima, música com a análise “CD Bom ou Bons CDs”, além de discussões políticas sobre liberdade e poder a partir da obra de Jean-Jacques Rousseau. A edição também traz entrevista com Raimundo Nonato Monteiro de Santana e um perfil dedicado à vida e obra do Barão de Gurguéia.

O principal destaque desta edição é a matéria de cultura popular “O imaginário religioso e a criação de Teresina”, escrita por Maria Cecília Silva. O texto aborda a fundação da capital a partir do chamado marco zero, localizado em frente à Igreja de Nossa Senhora do Amparo, espaço simbólico para a compreensão da origem da cidade e da construção de seu imaginário religioso.

O episódio desta semana do projeto foi gravado diretamente na Igreja de Nossa Senhora do Amparo, estabelecendo uma relação direta entre o local histórico e a narrativa apresentada na revista. O resumo da edição foi conduzido pela servidora da FMC, Mariana Castelo Branco, que destacou os aspectos históricos e simbólicos da matéria central. Para ter acesso à revista completa CLIQUE AQUI.

Edição nº 8 da Cadernos de Teresina destaca arte, humor e memória da cidade

Edição nº 8 da Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) segue com o projeto semanal de resgate da memória cultural da cidade por meio da revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, a edição em destaque é a número 8, publicada em agosto de 1989, especialmente em comemoração aos 137 anos de Teresina.

Denominada “Chapada do Corisco — Vila Nova”, essa edição apresenta um rico panorama da produção cultural piauiense da época, reunindo contos, poesias, crônicas, artes plásticas, humor, agenda cultural e muitas gravuras. A publicação também trouxe uma seção dedicada exclusivamente às artes plásticas, valorizando o talento e a criatividade de artistas locais.

Entre os principais destaques estão os textos “Maneiras de viver no Piauí — Jerumenha (1800/1813)”, “O aniversário de Teresina — 137 anos” e “O universo piauiense de Assis Brasil”, além do ensaio “Machado de Assis e as mulheres”, que traz reflexões sobre literatura e sociedade.

De forma inédita, a edição nº 8 contou ainda com uma seção de humor, com piadas criadas por Eduardo Carvalho, adicionando leveza e espontaneidade às páginas da revista. O poema de destaque foi “Sem Título”, escrito pelo poeta Haroldo Lages Gonzalez, reforçando o espaço dedicado à expressão poética dentro da publicação.

Para ter acesso à revista completa: clique aqui. (no clique aqui, adicionar o seguinte link: https://drive.google.com/file/d/1I5QSbqcpP4afORit1n3LKYQYTPl1UNHo/view?usp=drivesdk)

 

Projeto da FMC relembra edição nº 7 da revista Cadernos de Teresina

Edição nº 7 da revista Cadernos de Teresina (Imagem: FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) dá continuidade ao projeto semanal de resgate da memória cultural da cidade por meio da revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, a edição em destaque é a número 7, lançada em abril de 1989, que reúne literatura, artes plásticas e reflexões históricas.

O vídeo foi gravado na Biblioteca Fontes Ibiapina, espaço que dialoga diretamente com um dos destaques da publicação: o Intelectual do Ano — Troféu Fontes Ibiapina, criado para homenagear personalidades que contribuíram para o pensamento intelectual do Piauí.

Entre os conteúdos dessa edição estão uma entrevista com a professora Cecília Mendes, o texto “Cora Coralina — Cem Anos”, a seção “Viva a Poesia”, o estudo “O movimento republicano no Piauí” e uma introdução crítica a Fontes Ibiapina. A diversidade de temas se completa com contos, humor, agenda cultural, crítica literária e uma seção exclusiva dedicada às artes plásticas, além de gravuras e ilustrações que enriquecem a leitura.

Link do PDF da Revista Cadernos de Teresina, N° 7:  clique aqui!

Edição histórica nº 4 de Cadernos de Teresina destaca arquitetura e cultura na capital

Edição histórica nº 4 de Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) continua seu projeto semanal de valorização da memória cultural da cidade por meio da revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, a edição em destaque é a número 4, publicada em abril de 1988, intitulada “Arquitetura Contemporânea de Teresina”, que explora a evolução arquitetônica da cidade e sua relação com a cultura local.

A servidora Joélia Firmiano realizou a leitura do poema “Quadro”, do filósofo Luiz Valadares, trazendo à tona a riqueza literária e filosófica que compõe a revista.

Além do debate sobre arquitetura, a edição aborda temas como “Os cem anos de um poeta vivo”, “Meu amigo Villa-Lobos” e “A função estética do folclore na música erudita”. Com entrevistas polêmicas e brilhantes de conceituados arquitetos, acompanhadas de imagens e gravuras de design, o exemplar combina reflexão crítica e expressão artística de forma única.

A edição nº 4 mostra como a arquitetura, a música e a literatura se entrelaçam na construção da identidade de Teresina, convidando o leitor a redescobrir a riqueza cultural e histórica que molda a capital piauiense.

Acesse a revista completa. Clique aqui.

FMC revisita a terceira edição da Revista Cadernos de Teresina, lançada em 1987

Terceira edição da Revista Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves segue com o projeto de revisitar e disponibilizar ao público as edições da Revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, foi a vez da terceira edição, publicada no final de 1987, ganhar destaque nas redes sociais da instituição.

Apresentada pelo professor, Jairo Sherlock, a edição recebeu comentários em vídeo que ressaltaram a relevância e a riqueza do conteúdo. O exemplar trouxe textos de nomes marcantes como O. G. Rego de Carvalho e Noel Rosa, além de ensaios, poesias e contos que refletiram aspectos da cultura piauiense da época.

Um dos diferenciais dessa edição foi a inclusão de uma aba antes da capa, recurso que valorizou ainda mais o material editorial. O número também destacou a problemática da educação e seus desdobramentos artísticos e culturais, tema central que atravessava debates importantes na sociedade teresinense do período.

Terceira edição da Revista Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

Outro ponto de destaque foi a Agenda Cultural, que reunia manifestações artísticas e eventos que movimentavam a cena cultural de Teresina no final da década de 1980.

Com a retomada dessas publicações históricas, a Fundação reafirma o compromisso de resgatar e valorizar a memória cultural da cidade, permitindo que novas gerações tenham acesso a registros que marcaram o desenvolvimento intelectual e artístico de Teresina.

ACESSO DO CADERNOS DE TERESINA 3 COMPLETO: CLIQUE AQUI.

Cadernos de Teresina renascem em formato digital e resgatam 31 anos de memória cultural

Cadernos de Teresina renascem em formato digital (Foto: Ascom FMC)

O ano era 1986. Outros tempos. Viajar pela cultura é também folhear os Cadernos de Teresina – a revista periódica que, a cada quatro meses, reunia nas páginas impressas a produção, as vozes e os olhares de quem fazia e amava a cultura local. E ainda ama, porque muitos daqueles personagens continuam hoje empenhados em manter viva a memória cultural do município.

Um deles é Jairo Cezar Sherlock, servidor da Fundação Monsenhor Chaves desde a sua criação, em 1986. Ele acompanhou de perto o nascimento da revista. “Tive o prazer de participar do projeto Cadernos de Teresina. Nos anos 90, os meios de divulgação cultural eram poucos, quase restritos aos jornais. O prefeito da época, Wall Ferraz, implementou alguns projetos, entre eles a revista. Como havia dificuldades técnicas, gráficas e de impressão, optou-se por lançá-la de quatro em quatro meses. Assim, ao longo de 31 anos, surgiram 42 edições, que chegaram a bibliotecas e foram citadas em pesquisas acadêmicas. Foi um projeto pungente, aceito por muita gente, e hoje é emocionante reencontrar essas revistas espalhadas por acervos e memórias.” explica Jairo.

Mas afinal, por que revisitar esse tempo?

Porque viajar é também resgatar. É tocar as origens, trazer à tona o que guarda a memória, ou aquilo que o esquecimento ameaça apagar. É mergulhar nos arquivos que registraram histórias, ideias e sentimentos, quando cada lembrança ainda era gravada em papel, em imagens e em palavras que permanecem.

Os Cadernos de Teresina foram muito mais que uma revista: foram espaço de encontro entre acadêmicos, escritores, poetas, contistas, artistas visuais e fotógrafos. Suas páginas reuniram ensaios, reportagens, depoimentos de personalidades já falecidas e registros de quem ajudou a construir a identidade cultural da cidade. São arquivos vivos. Memórias que ainda respiram nas páginas, nos cadernos, nas histórias de quem os fez e de quem os lê.

Em 1986, circulava o número 1. Em 2017 a edição de número 42 encerrava um ciclo. Era o fim, até então. Porque a memória não desaparece, apenas se recolhe à espera de ser revisitada.

Agora, um novo projeto nasce: a Fundação Monsenhor Chaves vai digitalizar todo o acervo dos Cadernos de Teresina, ao longo deste ano, tornando-o disponível online. Será um gesto de preservação, mas também de renascimento.

E por que não permitir que essas páginas voltem a pulsar em novas formas? Que as crônicas, as fotografias, os ensaios e as vozes que ali habitam possam novamente inspirar, ensinar, emocionar?

O convite está feito: embarque nessa viagem pela memória cultural da capital.