Prefeitura constrói muro de arrimo para conter erosão na Henry Wall e elabora projeto de grande obra no local

A Prefeitura de Teresina, por meio da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (ETURB), está executando, de forma emergencial, a recuperação de um trecho do acostamento da Avenida Henry Wall de Carvalho, próximo à Nova Ceasa.

Segundo o diretor de Asfalto da ETURB, Juca Alves, as chuvas deste ano provocaram a erosão da base do acostamento e da saída da galeria.

“A obra foi iniciada no dia 20 de junho e consiste na construção de uma contenção em concreto ciclópico, com objetivo de barrar a erosão e garantir a segurança da população e dos veículos que trafegam por este trecho”, afirma Juca Alves.

O diretor-executivo da pasta, Edmilson Ferreira, explica que uma obra de contenção com muro de arrimo é uma estrutura construída com a finalidade de suportar a pressão exercida pelo solo, evitando deslizamentos, desmoronamentos ou deslocamentos de terra.

“Estamos fazendo essa contenção com concreto ciclópico, que é basicamente o concreto convencional com adição de grandes pedras. Essa estrutura é projetada para resistir às cargas do solo de forma segura, evitando, dessa forma, problemas futuros”, detalha Edmilson Ferreira.

Após a construção do muro, o sistema de microdrenagem atingido pela erosão também será recuperado. Diante da complexidade da obra e do acesso da equipe ao local, estima-se que os serviços serão finalizados em 40 dias.

Solução definitiva

Está em fase de projeto uma obra a ser licitada na avenida Henry Wall de Carvalho que deverá solucionar definitivamente os problemas da via. “O projeto inclui recuperação da base, recapeamento e obras de drenagem. Com isso, estamos seguindo a recomendação do nosso prefeito, Doutor Pessoa, de entregar à cidade obras de qualidade que solucionem definitivamente os problemas que a população enfrenta, e não apenas obras paliativas”, declara o presidente da ETURB, João Duarte.

Saad Sul inicia construção de muro no cemitério Santa Cruz

 

Saad Sul inicia construção de muro no cemitério Santa Cruz. Foto (Ascom/Saad Sul)

A Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas Sul (SAAD Sul), junto à Gerência de Obras e Serviços (GOS), iniciou nesta terça-feira (28) o serviço de construção do muro no cemitério Santa Cruz, localizado na rua José da Silva Torres. A equipe da gerência realizou uma vistoria técnica no local, dando início ao projeto necessário para a demanda, muito aguardada pela população.

O projeto tem o orçamento inicial estimado em R$ 42.000,00 com recurso zonal. No momento, as equipes atuam nos serviços de limpeza de entulho, vegetação, lixo e raízes de árvores. Após a conclusão, inicia o serviço estrutural incluindo cavas, pilares, baldrame e levantamento da alvenaria de elevação, concluindo os serviços com chapisco, pintura e construção da calçada. A obra abrange a parte do muro que cedeu com a incidência de chuvas.

O superintendente executivo, Isaac Meneses, comenta sobre o trabalho da equipe. “A Saad Sul está buscando dar mais celeridade aos serviços de reparo nos locais afetados durante o período das chuvas. Nós estivemos realizando a vistoria na região do cemitério Santa Cruz e iniciamos de imediato o projeto de obra para executar no local”, pontuou.

Ainda segundo o gerente de obras, Márcio Lima, essa demanda é mais antiga em relação ao projeto de construção de muro no cemitério da Vermelha, abrangendo um trecho que não possui muro até então. A obra tem prazo de conclusão indefinido devido ao período chuvoso, mas estima-se a entrega para o final de abril.

Prefeito presta assistência às vítimas no Parque Rodoviário

Rômulo Piauilino

Na noite desta quinta-feira (4), o prefeito Firmino Filho visitou o Parque Rodoviário, zona Sul de Teresina, para acompanhar de perto os trabalhos de assistência às famílias que foram atingidas com o rompimento de um muro que represava uma lagoa em um terreno particular na região. A tragédia deixou duas pessoas mortas, atingiu mais de 40 casas e deixou dezenas de feridos.

Equipes da Defesa Civil Municipal, Samu, assistência social e limpeza, estavam presentes prestando assistência às famílias. Além do prefeito, os secretários de assistência Social, Samuel Silveira, Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marco Antônio Ayres, o superintendente da SDU Sul, Paulo Lopes e o secretário de Comunicação, Fernando Said, também foram ao local acompanhar de perto a situação.

Segundo o prefeito, ao tomar conhecimento do fato, a Prefeitura mobilizou suas equipes para ajudar as famílias. “O momento agora é de ajudar essas pessoas. Viemos prestar a nossa solidariedade e disponibilizar a estrutura da Prefeitura para que elas possam ter a ajuda necessária para retomar suas vidas. O clima é de dor e desespero. Mas estamos juntos para mostrar que estamos solidários a esse momento”, ressaltou.

Ainda de acordo com o prefeito, as informações das causas do acidente ainda são preliminares, mas a Prefeitura irá apurá-las e buscar responsabilidades. “Vamos apurar com muito critério, muita calma, mas também com firmeza para saber as responsabilidades”, frisou.

Desde os primeiros momentos da tragédia, as equipes da Prefeitura estiveram na comunidade. Equipes de assistentes sociais buscavam o cadastro das famílias e orientavam sobre os riscos e das possibilidades de auxiliar as famílias na remoção dos seus pertences para um local seguro. O secretário Samuel Silveira frisou que o objetivo é minimizar os prejuízos. “Nossas equipes estão a postos e só sairão do local a partir do controle pleno da situação. Estamos com equipes auxiliando na assistência a essas famílias para que todo o necessário seja feito”, completou.

O montador Sean Jader tem 27 anos e mora na região desde que nasceu. No momento do rompimento do muro, ele contou que não sabia o que estava acontecendo. “Nunca imaginávamos que isso iria acontecer. Eu estava com minha esposa e meus dois filhos e só ouvíamos os gritos e de repente a água e a lama começou a invadir as casas”, lembra.

A aposentada Vilma de Oliveira, de 56 anos, diz que mora na região desde sua fundação. No momento da tragédia, ela disse que precisou contar com a ajuda dos vizinhos para retirar suas coisas e seu marido de 87 anos. “Eu só escutei os gritos e depois veio aquela água. Uma tragédia. Ainda bem que conseguimos escapar, mas ver nossa casa nessas condições é muito triste. Toda uma vida perdida”, lamenta.

Os trabalhos na região continuarão ainda nesta sexta-feira. Equipes do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil trabalham no local avaliando possíveis riscos. Assistentes sociais e equipes de limpeza também estão no local para prestar toda a assistência às famílias. Por questão de segurança, a passarela do Parque Rodoviário foi interditada para que técnicos avaliem a situação, já que ela recebeu um volume grande de água que pode ter comprometido a sua estrutura.