ONU Habitat e Prefeitura de Teresina apresentam diagnóstico de resiliência urbana do município

A Prefeitura de Teresina, através do departamento Agenda Teresina 2030, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), juntamente com a Organização das Nações Unidas (ONU), dá continuidade ao projeto para Assentamentos Humanos no Brasil (ONU-Habitat). A finalidade desta ação é construir uma capacidade técnica mais forte para toda área urbana do município.

Entre os dias 26 e 28 de Abril, a equipe da ONU estará em Teresina para apresentação das “Ações Recomendadas para Resiliência e Sustentabilidade”, para a Prefeitura Municipal de Teresina, respectivas secretarias e para o Governo do Estado do Piauí. Às 9 horas da manhã, do dia 26 de Abril, a apresentação será feita ao Prefeito Dr. Pessoa e equipe técnica, no Salão Nobre do Palácio da Cidade.

Os resultados das etapas anteriores do projeto já foram entregues: Perfil da Cidade de Teresina e o Diagnóstico da Resiliência Urbana. Para conhecer os materiais, você pode acessar através deste link: https://issuu.com/teresina2030/docs/_pt__draft_-city_resilience_profile__teresina__pag.

Esse material fornece aos gestores uma base para a criação de Ações para a Resiliência e Sustentabilidade, um plano que deve ser incorporado às atuais estratégias de desenvolvimento urbano e processos de gestão da cidade. Esse processo tem a intenção de apoiar Teresina e seus parceiros na tomada de decisões, com base em dados concretos sobre a situação da cidade, tendo como consequência um desenvolvimento urbano eficiente e sustentável a longo prazo.

Através de um acordo feito em 2019, a Prefeitura Municipal de Teresina, o Governo Federal e a ONU trabalharam juntos para a construção do plano de fortalecimento da gestão urbana de Teresina com a intenção de melhorar o funcionamento e integração da gestão no município. A ação atua no processo de manutenção dos recursos hídricos e equilíbrio do ecossistema com a finalidade de ter um melhoramento no desempenho econômico, chamada de Ações para a Resiliência e Sustentabilidade, que possui o suporte do Programa Global de Cidades Resilientes. Assim, o município implementará a Ferramenta de Perfis de Cidades Resilientes (CRPT, na sigla em inglês).

“A resiliência urbana é uma capacidade inerente às cidades, que possuam qualquer grau de urbanismo implementado, de resistirem e se regenerarem após situações de degradação e poluição. E isso vai muito além de situações de desastres ambientais citadas acima. As próprias atividades comumente realizadas pelo homem, como trabalho, transporte e comercialização podem ter consequências positivas ou negativas” afirma Cíntia Bartz, Coordenadora do departamento Agenda Teresina 2030.

Esta ação fornece uma estrutura que utiliza dados da cidade para estabelecer um perfil de funcionamento e criar um diagnóstico baseado na análise dos problemas mais urgentes. O objetivo do Programa, além de buscar meios de melhorar a capacidade técnica de gestão da Prefeitura Municipal de Teresina, é trabalhar com a inclusão das pastas municipais como também do Governo do Estado do Piauí. A divulgação deste Programa para outros municípios interessados vai ocorrer através da Frente Nacional de Prefeitos.

Foto: Rômulo Piauilino / SEMCOM

Agenda de apresentações:

26 de Abril:

9h às 12h – Apresentação para o prefeito de Teresina Dr. Pessoa e demais gestores das pastas municipais (Salão Nobre do Palácio da Cidade)

27 de Abril:

9h às 10h – Apresentação para o Governo do Estado (Palácio de Karnak)

28 de Abril:

8h30  às 12h  – Seminário de apresentação a instituições de interesse sobre o Programa de Resiliência Urbana de Teresina e do Produto Ações Recomendadas para Resiliência e Sustentabilidade ( SEBRAE)

Prefeitura de Teresina divulga diagnóstico de Resiliência Urbana

Com o intuito de tornar Teresina uma cidade preparada para lidar com as mudanças climáticas, a Prefeitura em parceria com a ONU Habitat, divulgou os resultados do diagnóstico do Programa de Resiliência Urbana esta semana. O documento contém dados técnicos da cidade que irão basear ações concretas que serão realizadas a partir deste ano, como a análise sobre os desafios e oportunidades para a implantação de um plano de Resiliência Urbana.

Um dos desafios apresentados é a desigualdade social e econômica, os baixos níveis de educação e a precariedade de alguns serviços básicos se tornam um desafio persistente. Em contrapartida, temos como uma oportunidade em Teresina o alto investimento em saúde e a oferta de serviços de saneamento de qualidade como o acesso à água potável.

O diagnóstico apresentado oferece aos governos locais, neste caso o município de Teresina, informações essenciais para que sejam implementadas ações efetivas do Programa na capital. O diagnóstico está disponível no link: http://bit.ly/diagnosticoteresina

“O documento ficou pronto e o nosso foco é a capacidade da cidade de lidar com o que comumente de choques e estresses. Por exemplo: fortes chuvas. Como Teresina consegue funcionar e se adaptar nesse cenário? Temos agora um diagnóstico para fazer o planejamento das nossas ações de adaptação e combate às vulnerabilidades da cidade”, explica Cíntia Bartz, coordenadora da Agenda Teresina 2030, departamento da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan).

“É um trabalho muito relevante e enriquecedor para a gestão e para a cidade. Temos parcerias muito significativas e esse trabalho em conjunto com o Programa Global de Cidades Resilientes vem somar com a gestão do prefeito Dr. Pessoa e viabilizar soluções estratégicas de sustentabilidade”, afirma João Henrique Sousa, secretário de planejamento.

Ainda no ano passado, foram iniciadas as primeiras ações do Programa, que é coordenado pela Agenda Teresina 2030, departamento da Secretaria de Planejamento (Semplan). O primeiro passo do Programa em Teresina foi a formação de uma comissão de resiliência urbana, composta por 21 servidores espalhados em 14 secretarias diferentes, que passam por treinamentos constantes junto à ONU Habitat em temas relacionados ao programa. O objetivo era compreender os diferentes sistemas urbanos para obter dados em esferas diversas, que são fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas de resiliência urbana.

ONU Habitat vai elaborar plano para combater ameaças a Teresina

Teresina será a primeira cidade brasileira a desenvolver parceria com a ONU Habitat para a construção de um plano de resiliência urbana, que vai identificar ameaças à capital e apontar medidas para prevenir e combater esses problemas. Na semana passada, o prefeito Firmino Filho assinou um termo de cooperação com o órgão internacional para a realização desse trabalho.

“Esta parceria vem se somar aos nossos esforços para garantir a sustentabilidade urbana de Teresina. Queremos qualificar as ações do município de forma que estejamos preparados para possíveis riscos envolvendo diversas áreas, como economia, meio ambiente, desenvolvimento urbano, serviços sociais básicos, prestação de serviços urbanos como saneamento, etc”, ressaltou o prefeito.

O modelo de cooperação entre a ONU Habitat e a Prefeitura de Teresina servirá de modelo para as demais cidades do país. O trabalho envolve diversas etapas, como capacitação de servidores de diversas áreas, elaboração de um diagnóstico com as possíveis ameaças à cidade e a identificação de ações que possam prevení-las ou combatê-las.

“A partir daí será feito um mapeamento dos atores envolvidos e um plano de ação para a cidade, identificando quais são as maiores ameaças, de maneira que possamos avançar e nos preparar para possíveis desastres”, explicou Gabriela Uchôa, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

O programa será executado em dois anos e inclui treinamento dos servidores da Prefeitura de Teresina com os técnicos do programa de resiliência urbana da ONU. O treinamento também será expandido para a sociedade civil por meio de seminários.

Gabriela ressalta outros pontos positivos da parceria com a ONU, como maior visibilidade de Teresina no cenário internacional, integração da cidade nas redes de resiliência global, maior facilidade ao acesso a fundos e parceiros internacionais, além do aumento da capacidade de resiliência do governo local.