FMS recebe doação de 30 cilindros de oxigênio

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) recebeu a doação de 30 cilindros de oxigênio do Instituto Phi Philantropia Inteligente. São 10 cilindros de 10m³ e 20 cilindros de 8m³. A distribuição do material para os hospitais municipais será de acordo com o controle de abastecimento que é feito pela FMS.

Esse Instituto é uma organização sem fins lucrativos que faz a ponte entre doadores e projetos sociais de qualidade com atuação na acessibilidade, assistência social, habitação, direitos humanos, geração de renda, meio ambiente entre outras áreas.

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque informa que os cilindros serão distribuídos entre todos os hospitais. “Vai melhorar o abastecimento por alguns dias e nesse momento é bem-vinda toda ação solidária. Agradecemos ao Instituo Phi Philantropia por essa doação”, cita.

Sobre as ações de doação, Gustavo Nascimento, diretor Logístico da União BR, que é um Movimento Nacional Voluntário atuando em 24 estados, e fundador da União Rio, esse movimento estimula as boas práticas e faz intermediação entre doador e quem recebe a doação. “Somos o pacote do bem junto com a União BR, que é um movimento da sociedade civil que está em quase todo o país há um ano e três meses atuando em ações de saúde e alimentação. Estamos felizes em continuar recebendo doações e fazer a distribuir para quase todos os estados”, diz.

A distribuição do material para os hospitais municipais será de acordo com o controle de abastecimento que é feito pela FMS. Foto: Ascom (FMS)

HUT é referência em projeto de uso racional de oxigênio hospitalar

Com a crescente demanda de casos da covid-19, mesmo com a ampliação do atendimento, hospitais continuam com ocupação máxima e faz necessário proteger insumos essenciais como oxigênio (O2) para evitar o desabastecimento.

E para dar eficiência ao uso do O2 o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) desenvolveu o projeto chamado “Oxigênio no alvo” para evitar desperdício e continuar oferecendo a assistência correta ao paciente acometido da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) provocada pelo coronavírus.

“Criamos um protocolo sobre a saturação alvo adequada, baseado em manuais com as diretrizes (guidelines) mais atuais, e divulgamos o fluxograma decisório de suporte de oxigenoterapia”, explica a fisioterapeuta responsável pelo projeto, Danila Vieira.

Todos os prontuários são estudados de maneira a garantir que seja fornecido apenas o necessário a cada paciente. Para doentes agudos, o alvo gira entre 92% a 96% enquanto para pacientes com risco de insuficiência respiratória hipercápnica a saturação alvo corresponde entre 88% a 92%.

A respeito do manejo da oxigenação, uma oferta maior que 96% de O2, além de resultar em desperdício, pode aumentar o risco de mortalidade, ressaltou Danila, que é coordenadora do Serviço de Fisioterapia do HUT.

Após análise, uma sinalização individual com o parâmetro do oxigênio é colocada nos leitos para que toda a equipe multidisciplinar tenha a mesma conduta para o melhor desfecho clínico de cada paciente.

As recomendações para uso racional do oxigênio hospitalar, através do projeto iniciado no HUT, são pragmáticas e estão sendo reproduzidas na rede hospitalar de todo o Estado. Segundo Fábio Marcos, diretor geral do HUT “aplicar esse protocolo desenvolvido pela nossa equipe de vanguarda é essencial para desmamar a suplementação do O2 de forma eficaz e eficiente, através da avaliação contínua da saturação alvo”, conclui.

O HUT desenvolveu o projeto chamado “Oxigênio no alvo” para evitar desperdício de O2 Foto(Ascom/HUT)

Danila Vieira, fisioterapeuta responsável pelo projeto