Prefeitura de Teresina conclui primeira fase de ampliação da iluminação pública em vias próximas às margens dos rios Poti e Parnaíba

A Prefeitura de Teresina concluiu, através da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb), a primeira etapa do projeto de ampliação da iluminação pública nas margens do rio Poti e Parnaíba. Nesta fase, a equipe implantou projetores de LED em toda a área verde ao lado do passeio lateral da avenida Raul Lopes, zona Leste da cidade.

A iniciativa atende uma antiga reivindicação da população, principalmente das pessoas que praticam atividades físicas próximo a esses locais que, por conta da arborização entre o passeio lateral e a margem do rio, se tornou um esconderijo para os vândalos cometerem furtos e roubos no local.

“Os pedestres que circulam pela área de passeio, principalmente a partir das 19 horas, sentiam muita insegurança por conta da falta de iluminação; agora fizemos esse reforço na avenida Raul Lopes e vamos levar a melhoria para as avenidas Marechal Castelo Branco e Maranhão”, avalia João Duarte, presidente da Eturb.

Ao todo foram implantados mais de 200 projetores LED no trecho entre a avenida Universitária e a Ponte JK. Além de contribuir com a segurança da população, a instalação das novas luminárias deve melhorar a eficiência energética, a sustentabilidade e o bem-estar social dos teresinenses.

Após a primeira etapa, a Prefeitura iniciou a ampliação da iluminação pública na Av. Marechal Castelo Branco. A obra, que também abrangerá toda a área verde ao lado do passeio lateral, prevê a instalação de 440 projetores LED 50W em toda sua extensão, desde a rotatória do CFAP (Centro de Educação Profissional da Polícia Militar) até a Av. Duque de Caxias.

A última fase do projeto envolve a revitalização da iluminação na av. Maranhão, trecho que sofre constantes atos de vandalismos como furto de cabos e a depredação dos postes. A equipe irá fazer a troca dos postes metálicos por postes de concreto com cabeamento aéreo, o que vai coibir os roubos e melhorar a segurança da população na área.

Ao todo, a Prefeitura de Teresina pretende investir cerca de R$ 400 mil reais no projeto de ampliação da iluminação em vias nas margens dos rios. Solicitações de serviços relacionados à iluminação podem ser feitas através do Disk Iluminação Pública da ETURB, pelo número 0800 280 4712.

Defesa Civil monitora volume dos rios em Teresina para reduzir impactos das chuvas

A Defesa Civil de Teresina está intensificando as atividades de monitoramento do volume das águas na capital. Isso porque o crescimento dos índices pluviométricos em todo o Piauí tem refletido no aumento da vazão dos rios Poti e Parnaíba.

As medições realizadas pela Defesa Civil na área próxima ao Parque Encontro dos Rios, por exemplo, apontaram um acréscimo de quatro metros e meio, segundo o parâmetro do Serviço de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM). Os dados coletados na manhã desta segunda-feira (09) indicaram um aumento considerável no volume do rio, o que deixa a população do bairro Poty Velho em alerta.

“Agora a gente vai entrar em contato com a CPRM para saber se existe previsão de liberação de mais água pela barragem, pois, caso haja uma nova abertura de comporta, aumentará ainda mais o volume do rio. E, se ocorrer, já temos que pensar na remoção das famílias ribeirinhas”, afirma o tenente da Defesa Civil, Antônio Linhares.

No Parque Encontro dos Rios, a parte destinada à circulação de pessoas e a área dos quiosques não estão alagadas, mas a Semam também está em alerta para fazer o remanejamento dos permissionários, caso seja necessário.

Nos últimos 40 dias, foram realizados 80 atendimentos por conta do período chuvoso em Teresina. Somente no mês de março, a equipe da Defesa Civil prestou assistência a 15 chamados em locais com risco de deslizamentos, desabamentos, alagamentos e problemas estruturais de residências por todas as zonas urbanas e rurais da capital.

“Estamos providenciando um plano de contingência para os próximos dias. Por enquanto, a gente continua com os monitoramentos dos rios e das habitações”, explica o tenente.

Em caso de desabrigamento das famílias, as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) providenciarão locais provisórios para acolhê-las e disponibilizarão caminhões para atender as demandas. Além disso, a Semcaspi está trabalhando com o compromisso de atender as famílias mais vulneráveis às chuvas para que elas sejam devidamente auxiliadas.

“As famílias podem contar com o Programa Cidade Solidária, que oferece auxilio financeiro para suprir as necessidades ocasionadas pelo comprometimento das residências”, comenta o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

Atualmente, a Prefeitura de Teresina mantém 314 famílias no Programa Cidade Solidária. O programa oferece auxilio financeiro às famílias que tiveram suas residências comprometidas por conta de infortúnios, como desabamentos e alagamentos. Para saber mais informações, a população deve procurar um Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) mais próximo ou solicitar atendimento pelo telefone 3131-4729 da Gerência de Proteção Social Básica da Semcaspi.

Já a Defesa Civil pode ser acionada por meio do número 153 para atendimentos e emergências. O órgão vem monitorando todas as áreas de risco em um trabalho integrado com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) e a Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR).

Empresa inicia estudo sobre a situação dos diques do Parnaíba e Poti para propor soluções

Ascom/Lagoas do Norte

O Programa Lagoas do Norte licitou e contratou uma empresa especializada em projetos de engenharia para fazer um estudo amplo da situação dos diques dos rios Parnaíba e Poti. Esse estudo vai propor soluções para cada trecho analisado, levando em conta os aspectos sociais, ambientais, hidráulicos, hidrológicos e geológicos. Com base nesse estudo, a Prefeitura adotará um dos modelos de reforço do dique propostos pela empresa.

Esse estudo é uma continuidade dos painéis de segurança já realizados por especialistas contratados pelo Programa Lagoas do Norte através do Banco Mundial, órgão financiador do programa. Os três painéis de segurança detectaram a existência de problemas, como é o caso da altura do dique em relação ao nível dos rios na máxima cheia ocorrida na década de 80. Em alguns trechos, há risco de que, num momento de encontro das cheias dos dois rios, a água atravesse o dique e passe do rio para o outro lado. Agora, esses problemas serão analisados de forma criteriosa e, a partir disso, haverá a proposição de soluções.

O estudo segue da avenida Boa Esperança até a rua Santa Clara, no Mocambinho. “Nós temos conclusões dos painéis de segurança que agora serão aprofundadas. Todo esse esforço do Programa Lagoas do Norte é no sentido de embasar a tomada de decisão quanto ao modelo de obra a ser adotado e, assim, garantir a proteção das pessoas que vivem na região norte”, explica Márcia Muniz, diretora geral do PLN.

Os especialistas da empresa contratada percorrerão toda a extensão do dique fazendo medições e análises. A população está sendo informada como será esse trabalho em reuniões e material informativo que está sendo distribuído na região. Em alguns trechos, os especialistas precisarão ter acesso aos quintais das residências.

O dique é uma estrutura de engenharia construída para proteger a população das águas dos rios em momentos de intensa cheia, em decorrência do aumento do volume das águas. Para que essa estrutura funcione com total segurança, não deve ter interferências em sua base, como árvores de grande porte, poços, fossas e casas.

Especialistas do Banco Mundial fazem monitoramento do dique do Rio Parnaíba

Ascom PLN

Uma equipe de especialistas esteve em Teresina esta semana para fazer um monitoramento do dique do Parnaíba. São consultores, especialistas em barragens, contratados pelo Programa Lagoas do Norte e pelo Banco Mundial, órgão financiador do programa, que fizeram uma visita à estrutura do dique para verificar a situação atual.

A necessidade de reestruturação do dique já foi constatada pelos especialistas que integraram os painéis de segurança realizados pelo Programa Lagoas do Norte. No último painel, ocorrido no ano passado, os especialistas comprovam que o dique, atualmente, não apresenta condições de garantir a segurança da população caso ocorra o mesmo fenômeno de cheia dos rios como no ano de 1985. A população afetada em toda a região é de cerca de 100 mil pessoas.

As informações coletadas, segundo a diretora geral do Programa Lagoas do Norte, Márcia Muniz, nortearão o estudo técnico aprofundado que será realizado por uma empresa. “Sabemos que a estrutura do dique sofreu diversas intervenções ao longo do tempo, comprometendo sua capacidade de proteger a população. Os especialistas estão acompanhando a situação do dique, coletando informações nos aspectos hidráulicos, ambientais e sociais, que nortearão um estudo aprofundado. Esse estudo será realizado por uma empresa, contratada através de licitação, que será aberta até o final do mês”, explica.

Ainda de acordo com Márcia Muniz, o estudo deverá apresentar ao menos três alternativas de intervenção na estrutura do dique, levando em consideração a estrutura do rio, suas margens, a população que vive nas proximidades, o meio ambiente e as estruturas viárias já consolidadas na área.

O dique é uma obra de engenharia hidráulica que tem a finalidade de manter determinadas porções de terra secas através do represamento de águas correntes. Construído em 1974 com a finalidade de barrar as águas do Rio Parnaíba, o dique foi sofrendo interferências em sua estrutura e se transformou numa das principais avenidas de acesso a vários bairros da zona norte. O único reparo em sua estrutura ocorreu durante a enchente de 1985, em que milhares de famílias ficaram desabrigadas.

 

Rio Poti atinge “cota de atenção” e Programa Lagoas do Norte monitora região

Segundo dado divulgado pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), o rio Poti atingiu uma “cota de atenção” de 8,0m nesta quarta-feira (03) na zona urbana de Teresina. O Programa Lagoas do Norte está realizando o monitoramento diário do nível dos rios Poti e Parnaíba junto aos órgãos federais responsáveis pelas medições. O aumento no nível das águas em decorrência das chuvas que caíram nos últimos dias tem demandado o trabalho diuturno das bombas na estação elevatória.

Esses equipamentos fazem o bombeamento das águas das lagoas para o rio Parnaíba. Com o aumento no nível das águas do Poti, o Parnaíba já está represado e as águas tendem a invadir o Parque Encontro dos Rios. A Defesa Civil Municipal está em estado de atenção, considera o estado de alerta para as populações ribeirinhas e monitora 56 áreas de risco em toda a cidade, sobretudo na zona Norte. Nos últimos 15 dias foi registrado acumulado de chuva de 500 mm. Essa atenção se redobra para áreas sujeitas a deslizamentos.

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) informou na segunda-feira (1º) que a barragem de Boa Esperança apresentou volume útil de 82.99% no dia 31. Ainda de acordo com a Companhia, no dia 02 de março o volume da barragem era de pouco mais de 52%. A preocupação maior é com o rio Poti, que atingiu cota média de 7.28 metros nesta segunda-feira (1), na altura do município de Prata do Piauí.

O Programa Lagoas do Norte faz o monitoramento diário através de boletins divulgados pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), Inmet (Instituto Nacional de Metrologia), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ANA (Agência Nacional de Águas) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

“Estamos diariamente em contato com esses órgãos acompanhando a evolução das chuvas e o nível dos rios e lagoas que formam o complexo hídrico da região norte da cidade. Além disso, acompanhamos também a situação das famílias que moram nas beiras de lagoas, já que muitas delas estão em situação de risco imediato de inundação”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do Lagoas do Norte.