Lineu Araújo passa a atender pessoas com sequelas da Covid-19 a partir desta segunda-feira

A partir de hoje (23), o novo ambulatório criado pela Prefeitura de Teresina para atender pessoas que ficaram com sequelas da Covid-19 inicia o atendimento à população. O serviço passa a funcionar em dias úteis, nos turnos manhã e tarde, no Centro de Saúde Lineu Araújo. Há oferta de consultas e exames nas áreas de cardiologia, nefrologia, neurologia, pneumologia, fisioterapia, nutrição e psicologia, consideradas especialidades que contribuem para a completa recuperação do indivíduo.

Para receber atendimento no ambulatório, os pacientes que ficaram com sequelas após infecção por Covid-19 podem se dirigir às 68 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Eles são avaliados por médicos nesses locais e, se houver necessidade, são encaminhados para o ambulatório. Já os pacientes com Covid-19 que estão internados nos Hospitais da Prefeitura, no momento da alta, podem também ser direcionados ao Centro de Saúde Lineu Araújo.

Segundo a médica pneumologista do Centro de Operações em Emergências (COE) da FMS, Tatiana Nunes, o ambulatório promove melhor qualidade de vida para quem sofre com as sequelas da Covid-19. “Tem pessoas que tiveram Covid-19 e os sintomas persistem mesmo após o término dos 10 dias de isolamento. O acompanhamento da saúde dessas pessoas é necessário e agora o município está viabilizando o atendimento sequencial desses indivíduos”, explica.

O médico infectologista e coordenador médico do COE da FMS, Walfrido Salmito, alerta que a Covid-19 pode trazer sequelas a curto, médio e longo prazos. “A Covid-19 é uma doença nova, que ainda é alvo de estudos científicos pelo mundo, mas sabe-se que a lista de sequelas dessa infecção é extensa e pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos. Os pacientes podem, por exemplo, desenvolver pneumonia, ter disfunção renal, além de problemas neurológicos, cardíacos e pulmonares”, informa.

Teresina registra mais 3 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) registrou a morte de três pessoas vítimas da Covid-19 em Teresina nas últimas 24 horas. Houve ainda 151 novos casos confirmados da doença. Agora, o município registra o total de 1.054 mortes e 34.603 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Em relação aos três óbitos registrados, uma pessoa era do sexo masculino, tinha 51 anos de idade, residia no centro e não possuía comorbidades. As outras duas tinham doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos e moravam nos bairros Parque Piauí e Angelim.

O presidente da FMS, Manoel de Moura, lamentou os óbitos. “Além de estender nossa solidariedade às famílias, informamos que a Prefeitura está seguindo o plano de contingência, mas reiteramos à população que devem ser mantidos todos os cuidados para evitar a proliferação do vírus: higienizar as mãos, usar máscara, manter distanciamento social e evitar aglomeração”.

Teresina registra mais sete óbitos e 364 novos casos de Covid-19

O Centro de Operações em Emergências (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS) registrou sete óbitos decorrentes de complicações da Covid-19 em Teresina na última terça-feira (25). Houve ainda 364 novos casos confirmados da doença. No total, a capital registra 889 mortes, 24.014 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 11.426 pessoas curadas.

Os novos óbitos notificados ocorreram nos dias 18 de julho e 20, 22, 23 e 24 de agosto. Entre os óbitos confirmados, quatro eram do sexo masculino e os outros três do sexo feminino. Os pacientes tinham idade entre 49 e 97 anos. Apenas um dos pacientes não tinha comorbidade, mas tinha idade avançada. Os demais apresentavam comorbidades como neoplasia, doença cardiovascular, hipertensão arterial, diabetes e doença neurológica.

Teresina tem 26 Unidades Básicas de Saúde que atendem exclusivamente casos suspeitos de Covid-19. A população pode conferir a lista dessas unidades e outras informações importantes da saúde municipal no site da FMS: www.fms.pmt.pi.gov.br.

Mais de 80% das pessoas que morreram por Covid-19 tinham doenças crônicas

Ascom/FMS

O primeiro óbito por Covid-19 em Teresina ocorreu no dia 26 de março e a vítima era um homem de 88 anos de idade, que era hipertenso e diabético. Passados três meses, a capital já contabiliza, até esta segunda-feira (13), a morte de 527 cidadãos vítimas da doença. Desse total, 81% tinham doenças crônicas e 76% eram idosos, mas há registro também de jovens que foram fatalmente afetados pelo vírus.

Seguindo uma tendência nacional, o boletim epidemiológico de Teresina evidencia maior letalidade da doença nos grupos de risco, como idosos e pessoas que tem doenças crônicas, a exemplo de hipertensos, diabéticos, cardiopatas, renais crônicos e transplantados. “Mas todos devem estar atentos para os cuidados de prevenção porque pode haver complicações em todas as faixas etárias”, ressalta o médico infectologista Walfrido Salmito.

Quando o coronavírus entra em contato com o corpo humano, o desfecho é imprevisível. “A Covid-19 é uma doença nova, que está sendo alvo de estudos científicos no mundo. O resultado do vírus no corpo tende a ser pior em pessoas idosas ou que já tem doenças crônicas, porém há casos em Teresina de pessoas, inclusive jovens, sem histórico de doenças que também morreram com Covid-19”.

O vendedor autônomo Edson Ferreira, de 52 anos de idade, venceu a batalha contra o vírus, mas perdeu a mãe Maria das Graças, de 88 anos, e o irmão José de Ribamar, de 69 anos, que foram vítimas da Covid-19 em Teresina. Em vídeo publicado na imprensa, ele fez um apelo à população. “Gostaria de compartilhar minha dor com vocês, porque essa grave doença está ceifando vidas no mundo. Cuidem das suas vidas, pelo amor de Deus. Fiquem em casa”.

Mariana Cordeiro, servidora pública e filha de Edson Ferreira, conta que é a favor de isolamento social mais rígido na cidade. “A dor de perder dois entes da família é imensurável. Nós lamentamos todas as mortes porque sabemos que há pessoas por trás dessas estatísticas. Percebemos que a Prefeitura tem adotado várias medidas para conter o vírus, mas acredito que é necessário a colaboração de todos para que sigam as ações de prevenção recomendadas”

O estudante de arquitetura Guilherme Sousa também está de luto em Teresina. O seu pai Arnaldo Alves, que atuava como policial, faleceu após complicações decorrentes da Covid-19. “Ele era um homem muito corajoso, um exemplo de pai e profissional. Gostaria de pedir que a população aderisse ao isolamento social porque isso faz a diferença entre a vida e a morte, evitando a proliferação do vírus”.

Teresina já tem mais de duas mil pessoas recuperadas da Covid-19

Ludmila Carvalho é enfermeira na UPA Renascença e há cerca de um mês foi infectada pela Covid-19. Depois de uma internação, uma recuperação difícil e um período de isolamento, ela já está de volta ao trabalho, mas conta que passou por momentos de dúvida e ansiedade sobre sua recuperação. Assim como Ludmila, cerca de 2.010 pessoas já se recuperaram da doença em Teresina e estão aos poucos retomando à vida normal.

No momento da consulta médica, o paciente de Covid-19 recebe instruções sobre o isolamento domiciliar, que deve ser de 14 dias. Segundo o infectologista Kelsen Eulálio, membro da Comissão de Operações em Emergências (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS), o prazo foi estabelecido com base em evidências clínicas e epidemiológicas segundo as quais a transmissão da Covid-19 acontece no máximo em até 14 dias do início dos sintomas. “Estudos mostram que após esse prazo não há mais risco de transmissão. Por isso, se a pessoa estiver totalmente recuperada, pode retomar à vida normal”, afirma ele.

O médico explica ainda que, de acordo com o protocolo atualmente adotado para acompanhamento dos casos, não há necessidade de se realizar retestagem para confirmar a cura da doença após o período de isolamento. “Sabemos que, mesmo depois do período de transmissão, ainda é possível que restos do material genético ou proteínas do vírus ainda estejam presentes, o que pode gerar um resultado positivo no teste de laboratório. Mas isso não significa dizer que você esteja no período de transmissão e que possa provocar novas infecções em outras pessoas. Do mesmo modo, não há uma recomendação de aguardar o surgimento de anticorpos do tipo IgG – que aparecem após algum tempo de infecção – nos testes sorológicos para o retorno ao trabalho”, esclarece o infectologista.

A literatura desenvolvida desde o descobrimento da doença também se mostra inconclusiva sobre uma eventual imunidade e a possibilidade de reinfecção. “O que sabemos de fato nesses seis meses de pandemia é que a reinfecção, se realmente existir, é um fenômeno extremamente raro. Mas recomendamos que, mesmo as pessoas que já tiveram Covid-19, tomem todos os cuidados como qualquer outra, até mesmo para evitar levar o vírus para outras pessoas por meio das mãos e do toque em superfícies ou objetos contaminados”, orienta Kelsen.

Ele explica que a Covid-19 pode trazer sequelas dependendo da gravidade da infecção. “A Covid-19 causa inflamação e fibrose nos pulmões, além de trombose nos vasos pulmonares, o que pode diminuir a capacidade respiratória e levar a uma diminuição da função, com cansaço fácil e maior dificuldade para a realização de atividade física. Ela também pode causar problemas musculares pela inflamação dos músculos e pelo período de imobilização em internações longas, além de já termos descrições de comprometimento cardíaco, entre outros”, enumera o infectologista.

A enfermeira Ludmila Carvalho faz questão de seguir as orientações dos órgãos de saúde e conta que segue tomando todas as medidas recomendadas, como a lavagem de mãos, limpeza de superfícies e uso de máscaras. “Até hoje, mesmo pesquisando e lendo sobre o assunto, ainda não me sinto totalmente segura para sair do isolamento. Por isso, estou tomando todas as medidas de prevenção em relação a mim e às pessoas ao meu redor, como meus pais, que são idosos, meu namorado e as pessoas mais próximas”, conta.

Ela chegou a ter 50% do pulmão comprometido, mas não sofreu sequelas. “Não tenho mais nenhum sintoma respiratório, o que me deixa mais tranquila em relação a isso, mas continuo me cuidando”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais de 80% dos óbitos por covid-19 são de pessoas com comorbidades

Levantamento da Fundação Municipal de Saúde (FMS) mostrou que 57 pessoas que vieram a óbito por Covid-19 em Teresina – 86,36% do total – apresentavam algum fator de risco que levaram ao agravamento da infecção. As mais predominantes são as doenças cardiovasculares crônicas, que inclui a hipertensão, presentes em 72% dos casos.

Outras doenças com grande predominância entre os casos de morte por infecção pelo novo Coronavírus foram diabetes, presente em 42,42% das ocorrências; doenças renais, 9,09%; problemas de imunidade, 9,09%; obesidade, 7,58%; e doença pulmonar crônica com 4,55%. “Lembramos da possibilidade que alguns pacientes tenham apresentado mais de uma comorbidade ao mesmo tempo”, ressalta o infectologista Kelsen Eulálio.

Um exemplo de comorbidade que pode estar associada a outras é o diabetes, como explica o infectologista. “Com maior frequência, os diabéticos têm outras alterações metabólicas e comorbidades como obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares, e doença renal crônica. Desta forma, eles se tornam pacientes mais debilitados, com reserva funcional e a capacidade de resposta do organismo diminuída.”, alerta Kelsen Eulálio.

No caso das doenças pulmonares crônicas, bem como entre tabagistas, o médico explica que a redução da função do pulmão torna a pessoa muito mais suscetível ao ataque do novo Coronavírus, que ataca agressivamente este órgão. “Em relação às doenças cardíacas é a mesma situação. O coração funciona de forma reduzida e qualquer sobrecarga prejudica ainda mais”, diz o médico.

Segundo boletim divulgado ontem pela FMS e Sesapi, Teresina já soma 69 óbitos pelo novo Coronavírus, além de apresentar um total de 1.982 casos confirmados. Dados do Painel Covid-19 indicam que a curva da capital segue em ascensão, com um aumento de 87% no período de 24 de abril a 24 de maio de 2020.

Teresina registra 10 mortes por Covid-19 e chega a 1.890 casos da doença

O boletim epidemiológico desta terça-feira (26) aponta um novo recorde no registro de óbitos por Covid-19 em Teresina: foram 10, nas últimas 24 horas. De acordo com o documento divulgado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), foram registrados 69 novos casos de Covid-19. A capital totaliza 1.890 pessoas infectadas com o novo Coronavírus e 66 mortes decorrentes dessa infecção.

Entre os óbitos ocorridos nesta terça (26) estão um homem de 63 anos, sem comorbidades, residente na zona Norte de Teresina, que estava internado no Hospital Getúlio Vargas; e um homem de 59 anos, também sem comorbidades, residente na zona Sul, que estava internado no Hospital do Parque Piauí.

Houve também registro de óbitos ocorridos na segunda (25), mas só notificados na terça-feira: uma mulher de 82 anos, com hipertensão arterial e diabetes, residente na zona Norte, que estava internada no Hospital Mariano Castelo Branco; um homem de 69 anos, com doença cardiovascular, morador da zona Leste, internado no Hospital Getúlio Vargas; uma mulher de 67 anos, com hipertensão arterial e diabetes, que residia na zona Norte e estava internada em hospital particular; e um homem de 69 anos, com diabetes e doença cardiovascular, residente na zona Leste e que estava internado em hospital privado.

O boletim epidemiológico registrou ainda mortes do último dia 24 de maio, cuja confirmação por Covid-19 se deu apenas agora: um homem de 62 anos, com hipertensão arterial, morador da zona Sul, com óbito notificado pela UPA do Promorar; um homem de 55 anos, sem comorbidades, residente da zona rural leste de Teresina, que estava internado no Hospital Universitário; uma mulher de 85 anos, com doença cardiovascular, moradora da zona Leste, internada em hospital privado; e um homem de 47 anos, com hipertensão arterial e diabetes, residente na zona Norte, que estava internado no Hospital do Buenos Aires.

O documento fez também a correção em uma notificação de óbito ocorrida na segunda-feira (25): uma das vítimas – uma mulher de 47 anos, com hipertensão arterial e obesidade – constava como moradora da zona Leste, mas foi comprovado que ela era, na verdade, da cidade de Lima Campos, no Maranhão, razão pela qual seu óbito não deve ser computado para a capital do Piauí.

Semcaspi finaliza montagem do Lindolfo Monteiro para receber pessoas em situação de rua

Ascom/Semcaspi

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas está finalizando esta semana a montagem da estrutura no Lindolfo Monteiro para que o estádio possa receber cerca de 70 pessoas em situação de rua durante a pandemia do coronavírus. A intenção da Prefeitura é garantir que essa população tenha local seguro, com alimentação, acompanhamento de saúde e assistência social.

A estrutura com alojamentos está quase pronta. O espaço para o acolhimento também terá local reservado para equipe de saúde destinada pela Fundação Municipal de Saúde, do Consultório na Rua, e de profissionais da assistência social que integram o Centro Pop.

Às pessoas atendidas, serão garantidas três refeições diárias e serão ofertados colchões, lençóis e kits de higiene. “Nossa preocupação é que essa população em situação de rua possa ser assistida e protegida do vírus. Estamos finalizando a montagem e nossa perspectiva é começar a receber essas pessoas o quanto antes”, destaca Samuel Silveira, secretário da Semcaspi.