Campanha de Vacinação contra a Polio e Multivacinação começa na segunda-feira (8), em Teresina

 

Campanha de Vacinação contra a Polio e Multivacinação começa na segunda-feira (8), em Teresina. Foto (Ascom/Fms)

 

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Multivacinação começa na próxima segunda-feira, dia 8 de agosto. Até o dia 9 de setembro, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina espera ampliar as coberturas vacinais de crianças com idades de 1 ano até 4 anos, 11 meses e 29 dias e atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes, inclusive, com a realização do Dia D de Vacina, em 20 de agosto. As vacinas estarão disponíveis nas salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde.

“Sempre reforçamos a importância de manter as rotinas de vacinas em dia. Os imunizantes disponíveis no SUS são seguros, gratuitos e podem prevenir contra mais de 30 agravos”, fala a coordenadora de vacinação da FMS, Emanuelle Dias.

O intuito da campanha é ampliar a cobertura vacinal no caso da poliomielite e reduzir o número de não vacinados de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade, além de melhorar as coberturas vacinais, conforme preconiza o Calendário Nacional de Vacinação. O reforço com a campanha de vacinação se deve à baixa gradual na cobertura vacinal, que segue a mesma tendência do cenário nacional, e barrar o vírus que provoca a poliomielite.

Para a multivacinação, o público-alvo é o de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias) não vacinados ou com esquemas vacinais incompletos. Serão ofertadas vacinas da BCG, Hepatite B, Penta (DTP/Hib/HB), Vip/Vop, Rotavírus, Pneumocócica 10 valente (conjugada), Menigocócica C (conjugada), Febre amarela.

A FMS reforça que o adiamento da vacinação só deve ocorrer em situações em que a criança ou adolescente esteja com doenças febris graves para que os sintomas/sinais ou eventuais complicações não sejam atribuídas à vacinação e mascarem o problema real.

Campanha é prorrogada e FMS faz alerta para a vacinação contra a pólio

Ascom/FMS

A Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação foi prorrogada até o dia 30 de novembro. Em Teresina, até o momento, apenas 39,26% das crianças pertencentes ao público alvo – com idades entre um ano e quatro anos, 11 meses e 29 dias – foram vacinadas. Diante disso, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) faz um apelo para que pais e responsáveis levem seus filhos para receber a gotinha.

A diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, destaca a importância de se manter a cobertura vacinal contra a paralisia infantil, doença erradicada no Brasil mas que ainda registra casos em outros países do mundo. “Contamos com a colaboração de todos para mudar o cenário. Sem vacinar as crianças contra poliomielite o perigo do vírus da chegar e adoecer as pessoas é grande. É uma doença grave, a pessoa pode ficar com lesão nos membros para o resto da vida ou morrer”, explica.

Ela cita a morte recente de Paulo Henrique Machado, paciente que morava há 51 anos no Hospital das Clínicas de São Paulo em decorrência de sequelas da poliomielite, que o tornaram dependente de aparelhos para sobreviver. “Podemos, portanto, verificar que se trata de uma doença grave, perigosa e que pode trazer consequências gravíssimas para a saúde. E isso pode ser evitado com duas gotinhas de vacina”, disse a diretora.

A rede municipal de saúde dispõe de 68 Unidades Básicas de Saúde (UBS) com vacina disponível à população. O esquema vacinal de poliomielite é composto, atualmente, por duas vacinas: a injetável aplicada em três doses aos dois, quatro e seis meses de vida da criança, e a vacina oral aplicada aos 15 meses e aos quatro anos. A medida está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio.

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos. Em casos graves, pode levar a paralisias musculares, em geral nos membros inferiores, ou até mesmo à morte. A vacinação é a única forma de prevenção. Não existe tratamento específico para a poliomielite. Todas as pessoas contaminadas devem ser hospitalizadas para receber tratamento de acordo com o quadro clínico.