Reunião discute protocolo de atendimento às famílias vítimas de enchentes em Teresina

Ascom/Semcaspi

O atendimento às famílias em situação de emergência em decorrência das enchentes em Teresina deve ser feito seguindo um protocolo, que foi estabelecido para uniformizar o atendimento preventivo na cidade. Para tratar deste protocolo, o secretário de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, esteve reunido na tarde desta terça-feira (17) com representantes das Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) e Rural (SDR), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH) e Defesa Civil.

De acordo com o protocolo, a Defesa Civil fará a primeira visita e avaliará a situação de cada família. Se houver a necessidade de desocupação, os técnicos das SDU’s darão continuidade ao atendimento e a inclusão nos programas sociais existentes. Na reunião, ficou acertado ainda que por conta da suspensão de atividades por 15 dias devido às medidas de prevenção contra o Covid 19 nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), alguns servidores que atuam nesses serviços serão deslocados para ajudar no atendimento preventivo dessas famílias.

“Nós montamos um Comitê de Gerenciamento de Crise que funcionará na sede da Semcaspi, buscando o atendimento e abrigamento de famílias vítimas da subida do nível dos rios. As equipes de trabalho serão compostas por representantes dos CRAS e dos CREAS junto com os assistentes sociais das SDUs, estabelecendo pontos emergenciais de atendimento como o transporte de pessoas que estão em área de risco. Definimos ainda o alargamento dos plantões da central do número 153 até a meia noite e participação do Corpo de Bombeiros depois das 18h, quando houver chamado para a Defesa Civil”, disse Samuel Silveira.

Em paralelo ao trabalho de visitas da Defesa Civil, os técnicos das SDU’s farão ainda o mapeamento de cada região para informar ao Comitê de Gerenciamento de Crise os bairros que estarão com maior facilidade de alagamento.

“É um trabalho preventivo, que contará com a presença de engenheiros que farão a avaliação da estrutura da cada residência e o fornecimento de caminhões para fazer as remoções dessas famílias que poderão ser vítimas da elevação dos rios. Nosso intuito é evitar qualquer tipo de aglomeração de pessoas nos colégios e em outros espaços públicos e atuar dentro da política de contenção do Covid 19”, explicou Isaac Menezes, superintendente executivo da SDU Sudeste.

As famílias que forem vítimas das enchentes serão incluídas no programa Cidade Solidária, que consiste no apoio financeiro às pessoas que tiveram suas residências comprometidas por conta de desabamentos, alagamentos, transbordamento de rios ou lagoas, como também incêndios.

Além disso, em caso de necessidade de acolhimento coletivo, a Gerência de Proteção Social Especial (GPSE) vai dispor de kits de acolhimentos, higiene, limpeza e alimentação para atender a demanda das vítimas.  Para fazer o acionamento,  a Prefeitura de Teresina disponibiliza para a população o número 153, canal direto de contato com a Defesa Civil Municipal. A ligação para o número é gratuito e permite que os teresinenses solicitem ao órgão o monitoramento, que pode ajudar na identificação e remoção das áreas de risco.

FMS cria protocolo e faz curso para humanizar atendimento em urgência psiquiátrica

Um novo protocolo, criado recentemente pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina define que, nos casos em que o SAMU for acionado pela população para urgência psiquiátrica (como surto psicótico ou tentativa de suicídio), o próprio órgão poderá solicitar o apoio do Corpo de Bombeiro ou da Policia Militar, se houver necessidade. Para aperfeiçoar e humanizar esse atendimento, Teresina está sediando curso sobre a temática, nesta sexta-feira (22), das 8h às 18h.

As aulas estão sendo ministradas pelo Núcleo de Educação em Urgência do SAMU metropolitano de Recife e começou nesta quinta-feira (21), no auditório do TCE. Cerca de 50 profissionais do SAMU, dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e dos hospitais de bairros da Prefeitura de Teresina estão participando do evento. Há, ainda, membros do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Secretaria de Saúde do Estado do Piauí.

Os profissionais estão sendo qualificados para desempenharem uma correta abordagem nos casos de urgência psiquiátrica. “Eles estão aprendendo técnicas para atender bem esse tipo de paciente. Em situações em que a pessoa está extremamente agitada ou agressiva, pode ser necessário que a equipe faça a sua contenção para protegê-la e os profissionais estão aprendendo como agir nesse caso também”, diz a diretora do SAMU, Francina Amorim.

Ela explica algumas técnicas utilizadas nestas ocasiões. “A equipe especializada deve avaliar o ambiente e o paciente, se aproximar dele de forma tranquila, se identificar e explicar o motivo da aproximação (oferta de ajuda). Ao demonstrar interesse e consideração, pode-se criar uma relação de confiança, deixando claro que quer ajudá-lo. Algum familiar ou amigo também pode ser escolhido para contribuir com essa mediação e dar continuidade à assistência”, finaliza.

O que a população deve fazer em caso de urgência psiquiátrica:

– O familiar/amigo/responsável deve manter a calma, ligar para o 192 do SAMU e relatar ao médico a real situação do paciente;

-Se houver objetos ou condições que promovam risco de agressão ou autoagressão, o solicitante deve informar na ligação.

HUT prioriza atendimento aos pacientes mais graves

Especializado no atendimento de média e alta complexidade para urgência e emergência, especialmente, para vítimas de trauma, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realiza seu atendimento priorizando os pacientes mais graves. Essa medida obedece ao Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco que é um dispositivo da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. Deste modo, a rede de saúde do Estado do Piauí referencia para o HUT somente os pacientes mais graves. Os demais hospitais ficam responsáveis pelo atendimento dos casos considerados de menor gravidade.

Um paciente referenciado é aquele encaminhado por outro hospital. Assim, a população deve procurar os hospitais de bairro, classificados como de pequeno e médio porte, para realizar o primeiro atendimento. Caso o paciente necessite de um atendimento mais especializado, a equipe médica passa o caso para a Central de Regulação de Leitos do município que faz a busca na rede de saúde e encaminha o paciente. Assim, o paciente tem garantido um atendimento especializado.

O sistema de Regulação de Leitos funciona 24 horas por dia e é responsável pelas internações e transferências entre os hospitais do município, além dos Hospitais São Carlos Borromeu e São Paulo. A diretora do HUT, Dra. Clara Leal, destaca que o trabalho da regulação é essencial para manter o Hospital atendendo somente os pacientes que estão dentro do perfil de atendimento.

“Já possuímos três habilitações de alta complexidade concedidas pelo Ministério da Saúde. A primeira foi como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Traumatologia e Ortopedia de urgência e emergência, a segunda em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral e a terceira em Neurocirurgia. Ao direcionar nosso atendimento para os pacientes mais graves aumentamos as chances de sobrevivência, principalmente quando se trata de politraumatizados. Temos uma grande estrutura física, equipamentos de ponta, além de profissionais especializados para atender demandas com esse perfil”, ressaltou Clara Leal.

Ainda de acordo com a diretora para tornar o HUT cada vez mais especializado e voltado para o atendimento de pacientes mais graves é preciso que a população compreenda esse fluxo e se direcione para os hospitais de bairro. “O HUT continua recebendo demanda espontânea, que é aquela que procura o Hospital sem passar pela Regulação. Isso compromete a qualidade do atendimento dos pacientes que realmente necessitam de uma assistência mais especializada, como é o caso do HUT. Para se ter uma idéia, nos primeiros três meses deste ano o HUT realizou 13.384 atendimentos, destes 6.555 foram pacientes não referenciados, ou seja, casos simples que poderiam ser resolvidos em um hospital de menor complexidade”, comentou.

Por mês, o HUT atende em torno de 4.600 pacientes e faz 1.100 cirurgias. Mais de 60% das cirurgias são ortopédicas de pacientes vítimas de trauma, sobretudo acidentes com motocicletas. “São pacientes graves que necessitam de um atendimento especializado. Para esse tipo de paciente somos referência e as chances de sobrevivência aumentam sobremaneira. Precisamos que a população entenda que cada hospital possui um perfil de atendimento. E que, quando isso é seguido, quem ganha é o paciente. Podemos fazer mais e melhor pela saúde de Teresina”, declarou Clara Leal.

Para o primeiro atendimento a população deve procurar uma das 90 Unidades Básicas de Saúde espalhadas pela capital. Para atendimento de urgência a porta de entrada pode ser um dos sete hospitais de bairro ou uma das três UPAs. A Prefeitura de Teresina tem hospitais nos seguintes bairros: Parque Piauí, Monte Castelo, Primavera, Matadouro, Santa Maria da Codipi, Buenos Aires e Dirceu (em reforma). Ainda tem as Unidades de Pronto Atendimento (UPA´s) dos bairros Promorar, Renascença e Satélite. Para as urgências obstétricas a prefeitura tem a maternidade Wall Ferraz (CIAMCA), no bairro Itararé.