Índice de isolamento social em Teresina caiu 10% na segunda-feira (06)

Mesmo com as recomendações da Prefeitura de Teresina e autoridades de saúde, a capital apresentou uma queda de 10% no índice de isolamento social na última segunda-feira, 06, comparado ao domingo, 05 de abril. O levantamento, feito através de um aplicativo que monitora o GPS de 217 mil celulares de habitantes na cidade, registrou índice de isolamento de 56% nesta segunda, enquanto no dia anterior foi registrada taxa de 66%.

Atualmente, na capital, são 542 casos notificados, 162 suspeitos, 358 descartados, 22 confirmados e dois óbitos. “O isolamento social é a principal ferramenta de combate ao vírus que temos neste momento. As atividades essenciais vêm sendo preservadas e permanecem funcionando. Contamos com a colaboração de todos os teresinenses que podem para que permaneçam em casa”, enfatiza o prefeito de Teresina, Firmino Filho.

De acordo com dados de monitoramento do aplicativo, o dia em que os teresinenses mais obedeceram o isolamento social foi em um domingo, no dia 22 de março. Os percentuais são monitorados diariamente, pela Prefeitura, através de um sistema de georeferenciamento da startup recifense InLoco. O aplicativo avalia os índices através de uma identificação de quando as pessoas de uma determinada região se afastam mais de 450 metros de suas residências.

A Prefeitura está intensificando as fiscalizações para garantir o cumprimento dos decretos. A população pode denunciar os estabelecimentos que estejam burlando as recomendações através dos números 153, (86) 3215-9317 e pelo whatsapp (86) 99438-0254.

Circulação de passageiros nos ônibus tem queda de 90%, aponta bilhetagem eletrônica

Ascom/Strans

Os teresinenses estão cumprindo com as orientações dos órgãos de saúde para evitar a disseminação do novo coronavírus (Covid-19). A bilhetagem eletrônica apontou nos últimos dias uma queda de 90% na circulação de passageiros nos ônibus. Nas semanas anteriores, de início do decreto municipal que estabelecia o funcionamento mínimo das atividades comerciais, a redução era de apenas 55%.

“Mesmo com a queda de 90% dos passageiros, a frota mínima constitucional está circulando e os terminais vêm sendo administrados em tempo real, com verificação de demanda para ajustes necessários no período de pico”, explica o gestor da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), Weldon Bandeira.

A recomendação é que as pessoas que possam permanecer em casa, cumpram com as orientações. “Foi constatada uma grande evolução no comportamento dos teresinenses, que vêm cumprindo com as orientações. Solicitamos a quem pode, que permaneça em casa”, ressalta Bandeira.

Higienização dos ônibus tem sido intensificada

Desde o dia 17 de março, a Strans recomendou que a limpeza diária dos ônibus, estações e terminais de integração fosse intensificada. Os veículos que estão em circulação estão recebendo cuidados de higienização redobrados pelos consórcios do transporte público, com a limpeza de pisos, assentos, catracas, portas e suportes. As estações e terminais de integração também estão recebendo serviços de limpeza intensificados.

HUT atendeu mais de duas mil pessoas vítimas de queda este ano

De janeiro a maio deste ano o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realizou 2.506 atendimentos de pessoas vítimas de queda. Dentre os tipos de quedas, está em primeiro lugar, a queda do mesmo nível com 1.645 atendimentos, ou seja, 65% desse total de atendimento.

Queda do mesmo nível é quando o paciente cai sem que haja elevação do nível do solo. As consequências da queda dependem, essencialmente, da forma como ocorre o impacto no solo e da parte do corpo que sofre a lesão. O médico ortopedista do HUT, Dr. André Leal, especialista em cirurgia de mão, explica que os idosos, em especial as mulheres são mais vulneráveis a sofrerem queda.

“As mulheres por conta da menopausa ocorre uma queda na produção de hormônios. Isso impede que o cálcio seja absorvido pelos ossos ocasionando a osteoporose. Isso acontece também com os homens, porém com menos intensidade”, explicou o ortopedista.

Quando relacionado pela faixa etária, os idosos com idade acima de 60 anos aparecem em primeiro lugar com 556 atendimentos, em segundo vem as vítimas entre 41 e 60 anos com 334 atendimentos e em terceiro pacientes entre 19 a 40 anos com 295 atendimentos. Além disso, temos os jovens com idade entre 11 e 18 anos com 184 atendimentos e crianças com idade entre zero e dez anos com 276 atendimentos.

Clara Leal, diretora geral do HUT, preocupada com esse grande número de casos de quedas com idosos, dá algumas dicas de como prevenir acidentes. “É necessário fazer uma ergonomia melhor na casa, adaptações que propiciem uma melhor locomoção para o idoso, por exemplo, tapetes, banheiros com suporte de sustentações, interruptores próximo a cama são fatores que podem evitar um acidente”, disse a diretora.

Francisca Rodrigues, 71 anos, por conta de uma queda está internada no HUT há 16 dias. “Eu estava sentada e quando fui levantar senti uma forte tontura. Não consegui me segurar e acabei caindo no chão. Na queda fraturei o fêmur. Fiz cirurgia e já estou me recuperando”, explicou a paciente.

Com relação aos outros tipos de queda o HUT atendeu esse ano 417 vítimas de queda de outras alturas, 128 de leito, 103 de escada e 76 atendimentos de outras formas de quedas. Em 2018, o HUT atendeu 6.370 vítimas de queda, a principal causa foi queda do mesmo nível com 4.189, em seguida 952 outras alturas, leito foram 377, objeto sobre a pessoa 339, escada 271 e 242 outros tipos de quedas.