Prefeitura libera setor de eventos que deve seguir protocolo específico para evitar a Covid-19

A Prefeitura de Teresina autorizou a reabertura de estabelecimentos ligados ao setor de eventos, como casas de espetáculos, teatros e cinemas. O decreto número 20.078 estabelece que esses locais deverão funcionar com 40% da capacidade, seguindo orientações de protocolo higiênico-sanitário específico para evitar a propagação do coronavírus na capital.

Além de seguir as recomendações gerais como o uso de máscara, por exemplo, as empresas deverão adotar algumas medidas tais como: controlar acesso às instalações desde a entrada com sinalização no chão para indicar percurso de circulação e posicionamento dos trabalhadores; os locais de apresentação deverão ter acesso exclusivo para artistas reduzindo contato com público e evitando aglomerações.

Além disso, as empresas devem disponibilizar tapetes sanitizantes na entrada ou em locais de grande circulação de pessoas e/ou mercadorias. A compra de ingressos deverá ser feita preferencialmente pela internet e os pagamentos deverão também priorizar métodos eletrônicos. Não será permitido o consumo de alimentos no interior de cinemas e teatros.

De acordo com o prefeito Firmino Filho, a liberação acontece após a estabilização no número de casos e óbitos da doença na capital, e após a liberação por parte do Governo do Estado. “Estamos observando o cenário e fazendo uma retomada segura e responsável. É extremamente importante que as empresas sigam as orientações, sempre pautadas no bem-estar e na saúde dos clientes e trabalhadores”, ressaltou o prefeito Firmino Filho.

Confira o Decreto. 

Firmino defende reabertura de Teresina a partir de 7 de julho após lockdown mais rígido

Mais de três meses após os primeiros casos de Covid-19 em Teresina, o prefeito Firmino Filho acredita que a cidade pode iniciar a retomada das atividades econômicas a partir do próximo dia 7 de julho. Ele defende um lockdown mais rígido por, no mínimo, oito dias, para conter a disseminação do vírus, que nas últimas semanas vem apresentando uma curva de crescimento menor. Na última etapa da pesquisa sorológica, a taxa ficou em 17%, cenário mais positivo que outras fases da sondagem, quando o índice variou entre 31% e 91%.

Segundo o prefeito, a estabilidade da taxa de contágio, o chamado R-0 (R-zero) também é um indício de que a cidade já atingiu o pico da doença e pode começar a planejar sua reabertura a partir do próximo mês. “Temos defendido o lockdown já há algum tempo para melhorar outros critérios necessários para a reabertura, como a taxa de internação e de mortalidade pela Covid, que ainda preocupam”, explica, ressaltando que também é essencial que tanto o município quanto o Estado possam concluir os investimentos nos hospitais de campanha instalados na capital para garantir mais leitos de UTI e de enfermarias.

Firmino ressaltou que vem discutindo o fechamento da cidade, ou lockdown, com o Governo do Estado, Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho, além dos setores produtivos da cidade, como comércio e indústria, e representantes de entidades sindicais e dos trabalhadores. “Precisamos desse esforço final para ultrapassar essa fase de crescimento da doença. Ampliamos nossa capacidade de responder à crise, mas é muito importante que haja um pacto coletivo entre instituições e a sociedade para reforçar as medidas de isolamento social”.

A partir da experiência de outras cidades que retomaram parte de suas atividades econômicas, o prefeito Firmino Filho acredita que Teresina também tem condições de iniciar a retomada, oferecendo condições razoáveis de segurança para todos, sem o risco de um novo pico da doença após a reabertura. “Tudo deve ser feito de forma coordenada, em fases e com forte engajamento da população”, reforça.

A Prefeitura tem adotado várias medidas de enfrentamento à pandemia. Uma das primeiras foi a reorganização e ampliação do serviço de saúde, de forma a garantir atendimento a todas as pessoas afetadas pela Covid-19, além de ações para avaliar e controlar a disseminação do vírus. Contratação de mais profissionais, instalação de novos leitos de UTI, implantação de três hospitais de campanha, testagem de pessoas sintomáticas e rastreamento de contatos dos infectados foram algumas das medidas que permitiram Teresina alcançar uma posição diferenciada em comparação com outras capitais da região Nordeste.

COE divulga nota e diz que Teresina não atingiu critérios para reabertura das atividades econômicas

Teresina ainda não atingiu os critérios para o início da reabertura gradual das atividades econômicas e para flexibilização do distanciamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde. A análise foi feita em nota divulgada, nesta terça-feira (09), pelo Centro de Operações em Emergências (COE) em Saúde Pública COVID-19 da Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS).

Em reunião na noite da última segunda-feira (08), os integrantes do COE fizeram uma análise do cenário epidemiológico atual e suas projeções. Foram avaliados dados como taxa de reprodução (R0), número de casos notificados, quantidade de óbitos, taxa de ocupação de leitos de UTIs, testagens e rastreamento.

Na nota, o COE ressalta que, nos últimos 14 dias, a taxa de reprodução do vírus, o R0, mantém-se persistentemente acima de 1,0, o que indica que a epidemia ainda se encontra na fase de ascensão e expansão. Também informou que o número diário de casos notificados de Covid-19 manteve-se crescente, ainda sem horizonte de estabilização. “Os inquéritos sorológicos sequenciais (semanais) realizados pela FMS mostram número crescente de infectados a cada etapa realizada, sem desenhar, ainda, horizonte de platô (estabilização)”, informa a nota.

De acordo com o Comitê, o número de óbitos confirmados por Covid-19 tem tendência de crescimento e a taxa de ocupação de leitos de UTI manteve-se acima do limite de segurança máxima recomendado, que é de 70%, para garantir assistência para quem precisa. O COE também apontou que há escassez de profissionais especializados para compor as equipes de plantão na rede hospitalar do município, que está sendo ampliada.

Os integrantes do COE ressaltam ainda que existe limitação no suprimento de insumos e medicamentos essenciais à assistência de pacientes em estado crítico, devido à crise mundial de abastecimento. Também alertaram que Teresina ainda não atingiu a testagem ampla recomendada. “O rastreio e a testagem dos contatos de casos confirmados de Covid-19 iniciaram há duas semanas e ainda não foram suficientes para mapear todos os indivíduos possivelmente infectados por eles”, informou a nota.

“É importante destacar também que a rede hospitalar de Teresina sofre impacto da demanda por assistência médica de pacientes oriundos das cidades do interior do Piauí e de Estados vizinhos. Como resultado, pode sofrer um colapso devido à falta de leitos de UTI na maioria dos municípios do Estado. Portanto, levando em consideração todos os aspectos avaliados, a recomendação do COE é pela manutenção das medidas restritivas e reavaliação de todos os critérios para flexibilização a cada semana ou antes, caso surjam indicadores epidemiológicos suficientes para ampliá-las ou distendê-las”, explica Wesllany Sousa Santana, uma das coordenadoras do COE.