Painel COVID-19 registra 15 mortes em Teresina na terça-feira (14)

Teresina registrou, na última terça-feira (14), 308 novos casos e 15 óbitos por Covid-19. Agora, a capital contabiliza 12.634 confirmados para a doença e 557 mortes pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Os dados são do Painel Epidemiológico, atualizando diariamente pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Nesta terça, cinco pacientes morreram em decorrência da doença; os outros 10 casos ocorreram dias 12 e 13 de julho. Dos 15, foram três mulheres e 12 homens, com idades entre 39 e 88 anos. Dentre eles, 12 pessoas tinham comorbidades como hipertensão e outras doenças cardiovasculares, doença renal e câncer.

No mês de junho Teresina chegou ao pico de 3.303 atendimentos diários a quadros de síndromes respiratórias. Agora, o Painel de Dados Covid-19 mostra uma média de 2.480 atendimentos por dia na primeira metade do mês de julho. Para o infectologista Kelsen Eulálio, membro do Comitê de Operações Emergenciais da FMS, esta alteração na curva pode ser um sinal de uma possível regressão da Covid-19 em Teresina.

“No município, o número de atendimentos de casos de síndrome gripal apresentou tendência crescente até metade da última semana de junho, passando a diminuir a partir desse período. Os casos de síndromes respiratórias agudas graves também apresentaram tendência de queda a partir do início de julho, o que parece ser um indicativo de que ultrapassamos o pico da curva epidêmica em Teresina”, avalia o médico.

 

 

FMS realiza quase 3 mil exames de infecções respiratórias

Com a pandemia da Covid-19, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) tem estado atenta e monitorando todo tipo de manifestações de sintomas gripais. Até o dia 11 de abril, foram realizados 2.785 exames de infecção respiratória, dos quais 167 deram positivos para outros vírus que não eram o da Covid-19.

Com a estação das chuvas, Teresina está mais suscetível ao surgimento de doenças respiratórias, que têm características em comum como febre, tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal, dor de garganta e coriza, entre outros sintomas.

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, pessoas com estes sintomas que evoluam para internação em estado grave devem ser testadas para vírus respiratórios. Os exames positivos para outros agentes etiológicos são automaticamente considerados descartados para a Covid-19.

Dentre estes casos, 103 exames deram positivo para o vírus influenza A H1N1. Além dele, 61 exames registraram positivo para outros vírus, como outros subtipos de influenza, além de adenovírus e metapneumovírus, entre outros. “Importante frisar que um mesmo paciente pode apresentar mais de um tipo de vírus respiratório”, informa Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS.

Vacinação

Com o objetivo de diminuir os casos de síndromes respiratórias decorrentes dos vírus da influenza A e B, está ocorrendo a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A ação, que contempla diversos grupos de risco, foi dividida em etapas para evitar aglomerações. “No momento estão sendo imunizados os idosos acamados, em abrigos e na zona rural”, informa Kledson Batista, diretor de Atenção Básica da FMS.

Amariles Borba frisou a importância da vacina no combate a esta onda de síndromes respiratórias, que podem levar a internações e até óbitos entre os grupos de risco. “Devemos ficar atentos nesta época de chuvas, já que o ambiente de muita umidade favorece o crescimento da população dos vírus”, alerta a diretora.