“Rota das Chuvas”: SDU Leste faz a retirada de árvores e desobstrução de galerias na zona Leste

Ascom/SDU Leste

Após a zona Leste de Teresina ter sido atingida por fortes chuvas na madrugada desta terça-feira (27), as equipes de limpeza da SDU Leste estão em campo, percorrendo os principais pontos de alagamento da região. O trabalho envolve a desobstrução de galerias e bocas de lobo para permitir o escoamento das águas pluviais, além de impedir que o material sólido retido durante as chuvas cause transtornos maiores aos moradores.

O gerente de Serviços Urbanos da SDU Leste, Renato Lopes, explica que a força de trabalho chamada “Rota das Chuvas” acontece anualmente em períodos chuvosos. “Como fazemos todos os anos nessa época, as nossas equipes de limpeza percorrem os principais pontos de alagamento para limpar as galerias e minimizar os incidentes causados com os alagamentos. Estamos providenciando a limpeza das galerias e bueiros do bairro São Cristóvão, na região da Maloca, Recanto das Palmeiras e São João”, pontuou.

Além desse trabalho de desobstrução, há equipe de limpeza da Prefeitura providenciando o corte e a retirada de uma árvore que caiu em decorrência do vento forte na Avenida Pedro Almeida, bairro São Cristóvão. Renato Lopes frisou a equipe já está em campo, aguardando o desligamento da rede elétrica por parte da Equatorial para que possam fazer a retirada da árvore com segurança. Posteriormente, a equipe seguirá para o cemitério da Santa Mônica, localizado no bairro Pedra Mole, para retirar outra árvore que caiu no local.

Sobre o trabalho da Gerência de Serviços Urbanos, o superintende João Pádua reforçou a importância da atuação preventiva. “Nosso maior objetivo é minimizar os transtornos causados pelas águas das chuvas. Por isso, quando a chuva acaba, uma equipe da limpeza ou um técnico da Gerência de Obras percorre os pontos que tiveram alagamentos inconstantes para atuar de forma ágil no sentido de resolver o problema em um menor tempo possível”, frisou.

É fundamental descartar o lixo corretamente

A Prefeitura detecta, constantemente, o descarte incorreto de lixo em áreas públicas, verdes e de preservação ambiental. Sobre isso, o superintendente João Pádua também alerta a população para a importância de evitar o acúmulo ou descarte irregular de lixo em áreas de proteção ambiental.

“Promovemos com frequência a conscientização das pessoas para que elas se sintam mobilizadas a participarem conosco das limpezas nos bairros. Juntos, podemos trabalhar com ações mais direcionadas com a finalidade de manter a nossa região mais limpa. Solicitamos também o apoio da população no sentido de fazer o acondicionamento do lixo da maneira correta e também em evitar despejar materiais em praças e no meio de ruas e avenidas”, completou.

A Superintendência conta sempre com a colaboração da população no trabalho de conservação desses espaços. A comunidade pode ajudar o órgão com informações ou denúncias sobre descarte incorreto de lixo domiciliar ou material sólido pelos números (86) 3215-7875 e 7874 ou pelo aplicativo Colab.

Aguapés: cerca de 80% da vegetação já foi manejada e removida do leito do rio

Ascom/Semam

A medida de desobstrução do leito do rio Poti, que recentemente esteve com sua lâmina d’água comprometida pela presença de aguapés, apresenta resultados significativos. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM) vem concentrado esforços para finalizar o manejo e retirada dessa vegetação existente no trecho urbano de Teresina. Fatores naturais, como o aumento do volume das águas, têm favorecido o deslocamento dessa planta flutuante.

O trabalho tem sido realizado diariamente por três equipes coordenadas pelo Instituto Educass, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que firmou um Termo de Colaboração com o município para executar tal medida. Essas equipes contam com o suporte de barcos, quadriciclo e outros equipamentos para exercer a atividade, cuja técnica também exige o emprego de força manual.

Com isso, pretende-se que nos próximos dias não seja mais registrada a presença da planta no leito do rio. No dia 28 de fevereiro está prevista uma inspeção judicial, com auxílio de embarcações, a fim de constatar o cumprimento a contento desse trabalho.

Segundo o secretário da SEMAM, Olavo Braz, a medida de manejo dos aguapés é somente paliativa, já que essa planta sinaliza a poluição do corpo hídrico, que é resultado da baixa cobertura de esgotamento sanitário que afeta a capital, aliado aos pontos irregulares de despejo de matéria orgânica no rio.

“O nosso propósito não é exterminar os aguapés, até porque eles trazem benefícios, tendo como principal função absorver a carga de poluentes que é despejada indevidamente no rio. A intenção desse trabalho é favorecer o deslocamento dessa vegetação, dando condições para que ela possa seguir o curso d’água. Aliado a isso, estamos realizando uma operação fiscalizatória para identificar possíveis pontos indevidos de dispensação de esgoto no rio Poti”, explica Olavo Braz.

Os recursos aplicados para executar esse trabalho de manejo, remoção e monitoramento dos aguapés são oriundos de uma emenda parlamentar destinada pelo vereador Gustavo de Carvalho.

Entenda a problemática dos aguapés

Há alguns anos a problemática do aparecimento de aguapés (Eichhornia crassipes) atinge o rio Poti, cuja presença é um indicador do alto grau de poluição. Além disso, a planta cumpre o papel de absorver os poluentes encontrados na água, sendo o alimento necessário para a sobrevivência e expansão da sua biomassa.

Nesse sentido, os aguapés têm efeito benéfico para o rio, mas quando presentes em grandes quantidades tendem a ocasionar prejuízos, impedindo o crescimento de outros organismos ao bloquear a passagem de luz solar, dificultando a vida dos peixes e outros seres aquáticos.

Essa vegetação aquática se apresenta em maior volume quando a vazão do rio é reduzida, nos meses de maior incidência solar, justamente porque o corpo d’água perde sua capacidade de dissolver matérias ali presentes.

SDU retirou 30 carradas de aguapés das lagoas em janeiro

Ascom/SDU Centro-Norte

No mês de janeiro, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano – SDU Centro/Norte fez a retirada de 30 carradas de aguapés de lagoas espalhadas por vários pontos da zona norte de Teresina.

Foram contemplados locais como as lagoas da Avenida Izidorio França , da Avenida Rio Poti (córrego da cerâmica), do Mocambinho (Próximo ao Parque Lagoas do Norte), Nova Brasília (na Rua Campo Maior), ao lado do Atacadão (Rua Lili Lopes), do Alto Alegre (Rua Sapucaia) e bomba da Vila Mocambinho III (piscinão).

A gerente de Obras e Serviços da SDU Centro Norte, Patrícia Santos, explica que a retirada desses aguapés é necessária para evitar que haja a obstrução das estações de bombeamento. “Estamos fazendo esse trabalho de retirada periodicamente, com isso conseguimos garantir o bom funcionamento das estações”, disse.

Além da retirada dos aguapés, continua sendo feito o controle das estações elevatórias e das bombas. “Com as chuvas, o aumento de água que passa pela estação elevatória é grande, por isso o monitoramento é feito diariamente, inclusive com a retira dos aguapés que se acumulam nas estações, assim evitando maiores problemas nesse período chuvoso”, acrescenta.

Estão sendo monitoradas as Estação da Boa Esperança, do Dique, do Piscinão do Mocambinho e ainda da estação na Avenida Duque de Caxias, localizada próximo ao Atacadão. As três estão com o nível normal, por esse motivo não está sendo necessário o funcionamento de todas as bombas. “Essas estações estão com o nível bom, mas mesmo assim estamos fazendo o monitoramento diário no local”, acrescenta.