Com ações de prevenção da Prefeitura, rio Poti está há dois anos sem aguapés

Rio Poti . Foto : Rômulo Piaulino

A cidade de Teresina há dois anos não apresenta aguapés no rio Poti, devido ao intenso trabalho da Prefeitura Municipal em ações de prevenção, como a retirada dessas plantas do rio, intensificação da coleta de resíduos sólidos na cidade, conscientização da população no combate à poluição ambiental, principalmente nas margens dos rios, e a diminuição do despejo de esgotos nas águas.

Com a realização dessas ações, o rio Poti tem apresentado uma boa evasão e correnteza de suas águas que contribuem para a não proliferação desordenada dos aguapés.

O combate a proliferação desenfreada dessa planta tem como principal objetivo diminuir a concentração de impurezas e proporcionar mais luz e oxigênio aos seres aquáticos.

Com a poluição da água, peixes podem ingerir impurezas, adoecer e até contaminar os seres humanos. Além disso, a vegetação atrapalha a entrada de luz na água e, consequentemente, o processo de fotossíntese de alguns organismos.

De acordo com o secretário-executivo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH), Urias Gonzaga, a Prefeitura de Teresina tem trabalhado, em parceria com a empresa Águas de Teresina, na retirada de despejo de esgotos e poluição nas margens dos rios, contribuindo com o meio ambiente.

“A Prefeitura de Teresina tem trabalhado no combate à poluição de nossos rios, conscientizando a população sobre a realização do descarte regular de seus resíduos sólidos, além de trabalhar com a empresa Águas de Teresina, buscando alternativas para o despejo de esgotos de empresas e hospitais que não sejam em nossos rios”, afirma.

A presença de aguapés em rios é benéfica, desde que sua proliferação seja em menor proporção, mas quando o crescimento acontece de forma desenfreada pode causar a mortandade de peixes, atrapalhar a navegação de embarcações. O crescimento desenfreado se dá devido ao grande índice de poluição dos rios, por meio do despejo de resíduos orgânicos: esgoto e lixo.

Prefeitura de Teresina isola pier sobre o rio Poti para evitar transtorno

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMAM), nesta segunda-feira (7), o isolamento do píer sobre o rio Poti, que foi afetado com a elevação da água em mais de seis metros em menos de 48 horas. A SEMAM faz o monitoramento e avaliou que existe a necessidade dessa medida.

Técnicos do setor de engenharia e a construtora responsável pela obra já foram até o local, na manhã desta segunda-feira, 7 de março, para vistoria e avaliar os danos provocados.

Algumas áreas do Parque da Criança também acumularam água. As chuvas final de semana tiveram um acumulado de mais de 100 ml.

Com relação a essa área, não existe problema, já que o piso é drenante e vai secar.

As águas do rio Poti, por exemplo, chegaram a 8,63 metros nesta segunda (7), após ter registrado um volume acumulado de 85 milímetros nas últimas 24 horas.

Com isso, o rio passou da cota de atenção para inundação, que é de oito metros. De acordo com o Serviço Geológico Nacional (CPRM), está previsto que nas próximas horas o rio Poti, em Teresina, chegue a 9,50 metros, superando a cota de alerta e ficando apenas 50 centímetros abaixo da cota de inundação.

Uma análise está sendo feita pela equipe de engenheiros da SEMAM e da empresa responsável para definir as ações que serão tomadas. “No momento, temos que aguardar a água baixar para realizar uma inspeção e saber se houve dano ou não à estrutura da escada de acesso. O píer está preservado”, afirma a construtora responsável.

Especialistas do Banco Mundial fazem monitoramento do dique do Rio Parnaíba

Ascom PLN

Uma equipe de especialistas esteve em Teresina esta semana para fazer um monitoramento do dique do Parnaíba. São consultores, especialistas em barragens, contratados pelo Programa Lagoas do Norte e pelo Banco Mundial, órgão financiador do programa, que fizeram uma visita à estrutura do dique para verificar a situação atual.

A necessidade de reestruturação do dique já foi constatada pelos especialistas que integraram os painéis de segurança realizados pelo Programa Lagoas do Norte. No último painel, ocorrido no ano passado, os especialistas comprovam que o dique, atualmente, não apresenta condições de garantir a segurança da população caso ocorra o mesmo fenômeno de cheia dos rios como no ano de 1985. A população afetada em toda a região é de cerca de 100 mil pessoas.

As informações coletadas, segundo a diretora geral do Programa Lagoas do Norte, Márcia Muniz, nortearão o estudo técnico aprofundado que será realizado por uma empresa. “Sabemos que a estrutura do dique sofreu diversas intervenções ao longo do tempo, comprometendo sua capacidade de proteger a população. Os especialistas estão acompanhando a situação do dique, coletando informações nos aspectos hidráulicos, ambientais e sociais, que nortearão um estudo aprofundado. Esse estudo será realizado por uma empresa, contratada através de licitação, que será aberta até o final do mês”, explica.

Ainda de acordo com Márcia Muniz, o estudo deverá apresentar ao menos três alternativas de intervenção na estrutura do dique, levando em consideração a estrutura do rio, suas margens, a população que vive nas proximidades, o meio ambiente e as estruturas viárias já consolidadas na área.

O dique é uma obra de engenharia hidráulica que tem a finalidade de manter determinadas porções de terra secas através do represamento de águas correntes. Construído em 1974 com a finalidade de barrar as águas do Rio Parnaíba, o dique foi sofrendo interferências em sua estrutura e se transformou numa das principais avenidas de acesso a vários bairros da zona norte. O único reparo em sua estrutura ocorreu durante a enchente de 1985, em que milhares de famílias ficaram desabrigadas.