Defesa Civil e Corpo de Bombeiros realizam corte de árvore com risco de queda na zona Sudeste de Teresina

Foto: Defesa Civil de Teresina

A Defesa Civil de Teresina, em parceria com o Corpo de Bombeiros, iniciou nesta sexta-feira (24) o corte de uma árvore que apresentava risco de queda no Parque Poty, zona Sudeste da capital. A intervenção foi realizada após avaliação técnica que constatou o comprometimento da estrutura da árvore, o que colocava em risco também três residências próximas.

A dona de casa Vanderleia Veloso, que havia solicitado o serviço ao Corpo de Bombeiros desde o ano passado, relatou a preocupação constante com a segurança da família.

“Moro com mais duas crianças e minha filha. Quando cheguei nessa residência, a árvore já estava no local. Não deixo meus netos brincarem no quintal, porque quando venta ela começa a estalar. Tem uma rachadura enorme e eu passo noites acordadas, com medo dessa árvore cair sobre minha casa ou nas residências vizinhas. Infelizmente, não tenho condições de pagar pelo corte, mas agora estou muito feliz que o serviço está sendo realizado. Vou poder dormir mais tranquila”, contou a moradora.

O secretário municipal de Defesa Civil, coronel José Nunes, destacou que a ação integra o conjunto de medidas preventivas desenvolvidas pelo órgão para reduzir riscos e proteger a população.

“A Defesa Civil de Teresina atua de forma integrada com o Corpo de Bombeiros e outros parceiros, atendendo às solicitações da comunidade e eliminando situações que possam colocar vidas em perigo. Nosso compromisso é garantir segurança e tranquilidade às famílias teresinenses”, ressaltou o secretário.

A Defesa Civil Municipal reforça que a população pode solicitar atendimentos em situações de risco, como árvores comprometidas, rachaduras em imóveis, erosões e outros incidentes por meio do número: 199 ou pelo WhatsApp: (86) 99514-2250.

Zona Sul lidera números de atendimentos realizados pela Defesa Civil no mês de maio

Zona Sul lidera números de atendimentos (Foto: Ascom SEMDEF)

A zona Sul de Teresina, liderou o número de atendimentos realizados pela Defesa Civil no mês de maio, com 19 ocorrências, cerca de 35% do total registrado. A zona Norte, aparece em segundo lugar, com 11 atendimentos (20%). As outras regiões apresentaram índices menores: Sudeste (1), Leste (2) e Rural (2). O levantamento aponta uma concentração das ações nas áreas urbanas mais populosas da capital.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Defesa Civil de Teresina (SEMDEF), entre janeiro e maio de 2025, foram contabilizados 258 atendimentos, sendo 52 em janeiro, 61 em fevereiro, 76 em março, 44 em abril e 35 em maio.

Os principais tipos de ocorrência envolveram problemas estruturais em imóveis residenciais (25,93%), riscos ambientais com árvores ameaçadas de queda (22,22%), apoio emergencial a famílias vulneráveis (3,70%), além de danos causados por alagamentos em vias públicas (11,4%). Também houve registros de problemas em ruas e rodovias (3,70%), riscos ambientais ou de contaminação (3,70%), tremores ou desmoronamentos (1,85%) e infestações por pragas urbanas (1,85%).

Zona Sul lidera números de atendimentos (Foto: Ascom SEMDEF)

O secretário de Defesa Civil de Teresina, coronel José Nunes, enfatizou o papel da prevenção. “Nosso compromisso é atuar de forma rápida e eficiente, mas também reforçar a importância da prevenção. A participação da população é essencial, reforçamos que ao perceberem qualquer situação de risco, a população deve acionar imediatamente a Defesa Civil. Esse contato pode evitar acidentes e salvar vidas”, alertou o gestor.

Os cidadãos podem solicitar atendimento 24 horas por dia pelo número (86) 99514-2250 ou pelo Corpo de Bombeiros, no telefone 193.

FMS abre novas vagas para o programa de combate ao tabagismo em Teresina

Foto: FMS

Neste sábado (31), Dia Mundial de Combate ao Tabagismo, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina anuncia a abertura de novas vagas para o programa Vivendo a Vida sem Fumo, realizado no Hospital do Parque Piauí. A iniciativa busca ajudar aqueles que desejam abandonar o hábito de fumar, seja cigarro eletrônico ou convencional.

A diretora geral do hospital, Nicole Alves, destaca a importância da ação: “Nosso objetivo é oferecer um tratamento completo para quem deseja parar de fumar. Contamos com um suporte multidisciplinar, acompanhamento contínuo e estratégias eficazes para auxiliar nesse processo. Sabemos que é totalmente possível abandonar o vício e melhorar a qualidade de vida.”

Podem se inscrever no programa pessoas a partir de 18 anos. Os interessados devem procurar o setor de serviço social do Hospital do Parque Piauí para garantir sua vaga. O tratamento inclui consultas individuais, sessões em grupo e, quando necessário, o uso de adesivos de nicotina.

Os riscos do cigarro convencional e eletrônico

O cigarro tradicional é responsável por uma série de doenças graves, incluindo câncer de pulmão, doenças respiratórias como enfisema e bronquite crônica, além de problemas cardiovasculares como infarto e hipertensão. A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas altamente cancerígenas.

Já os cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, também representam um grande perigo. Apesar da aparência menos agressiva, eles contêm nicotina e outras substâncias que podem causar doenças pulmonares graves e aumentar o risco de dependência. Embora proibidos no Brasil desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso desses dispositivos tem crescido entre os jovens, especialmente em festas e eventos.

Lagoas do Norte retirou 106 famílias de áreas de risco de forma emergencial em 2021

Antes que as chuvas se intensificassem em Teresina, o Programa Lagoas do Norte fez o atendimento emergencial de 106 famílias, retirando-as de áreas de risco e levando para o residencial Parque Brasil. O trabalho de monitoramento das condições dos imóveis, atendimento às famílias, envio de documentação para a Caixa Econômica, sorteio de endereços e, finalmente, vistoria e entrega dos imóveis ocorreu desde o primeiro semestre de 2021.

Nesta terça-feira (28), foi feita a entrega dos últimos 12 imóveis do residencial. Foram atendidas quatro beneficiários do programa e mais oito encaminhados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH).

O residencial Parque Brasil foi construído numa parceria entre a Prefeitura de Teresina e a Caixa Econômica Federal, dentro do programa Minha Casa Minha Vida, porém com padrão diferenciado, com metragem maior de área construída. Além disso, o residencial possui toda a infraestrutura necessária para que as famílias possam viver em ambiente seguro, com abastecimento de água e esgotamento sanitário próprios, ruas asfaltadas, áreas destinadas à construção de escolas, praças, áreas verdes, drenagem e iluminação.

Essas famílias viviam principalmente em regiões próximas de lagoas e conviviam, todos os anos, com o perigo das enchentes. “Nós fizemos esse trabalho preventivo, oferecendo a esses beneficiários a oportunidade de viver em local seguro, com conforto. São pessoas que moravam em casas com condições muito precárias, estrutura quase desabando por conta da proximidade com as lagoas. Agora elas estão em moradia digna e segura”, explica Bruno Quaresma, diretor-geral do Programa Lagoas do Norte.

 

Residencial Parque Brasil. Foto: Ascom Lagoas do Norte

Antigas moradias em áreas de risco. Foto: Ascom Lagoas do Norte

SDU Centro/Norte informa população sobre como pedir orientação para moradores de áreas em situação de risco

A Superintendência de Desenvolvimento Urbano Centro/Norte (SDU Centro/Norte) informa aos moradores de áreas e situações de riscos das vilas e bairros da zona Norte de Teresina como devem proceder para pedir orientações e ajuda neste período de chuvas.

As famílias que estão em situações críticas e os cidadãos que queiram solicitar orientações na gerência de habitação da  SDU Centro/Norte poderão procurar o local no período de segunda a sexta-feira, no horário das 7h30 às 13h30 para agendar uma visita.

As vistorias aos locais são realizadas de maneira integrada entre todas as gerências da SDU Centro/Norte que atuam em parceria com a Defesa Civil municipal, Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh) para atender a população teresinense.

A SDU informa ainda que a população pode, caso precise, entrar em contato com a Defesa Civil, através do número 153, para ocorrências emergenciais.

Assistentes sociais da SDU Sudeste continuam atendimento a famílias em situação de risco 

Devido às constantes chuvas em Teresina durante este período, a equipe de assistentes sociais da Gerência de Habitação da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sudeste continua em atuação. Diariamente são realizadas visitas domiciliares e cadastro de famílias em situação de risco.

Entre os moradores atendidos estão os da Vila Washington Feitosa. Foi detectada no local uma erosão causada pela passagem das águas pluviais. Segundo a Defesa Civil, ela não oferece riscos às residências, mas deve passar por aterro para contenção.

Para quem está com as residências comprometidas, a SDU Sudeste faz a remoção e inclui as famílias nos programas sociais da Prefeitura de Teresina. Um deles é o Cidade Solidária, com duas vertentes de atuação: o Família Solidária e o Residência Solidária.

No primeiro, a pessoa acolhida indica outra família para lhe receber e a Prefeitura repassa uma ajuda de custo no valor de R$ 300,00. No segundo, a família deve indicar um imóvel, no valor de até R$ 300,00, para alugar e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), arca com o pagamento no prazo de até um ano.

“O atendimento às famílias em situação de risco é um trabalho que não pode parar. Portanto, a equipe de habitação continua atuando com base nas políticas públicas de proteção social do município, especialmente neste momento onde as pessoas de baixa renda estão mais vulneráveis às dificuldades enfrentadas em meio à pandemia de coronavírus”, destaca Erinelde Nunes, gerente de habitação da SDU Sudeste.

O superintendente da SDU Sudeste, Evandro Hidd, explica que alguns serviços continuam em funcionamento devido ao seu caráter essencial. “Mediante o decreto do prefeito Firmino Filho, muitas atividades de trabalho estão suspensas como forma de combate à propagação do coronavírus. Contudo, algumas consideradas essenciais para a população devem continuar em operação, como é o caso das equipes de habitação e de limpeza urbana da SDU. Visto essa necessidade, temos o cuidado de instruir os profissionais a tomarem todas as precauções e adotarem os protocolos de segurança na execução do trabalho”, enfatiza Evandro.

 

Defesa Civil já atendeu 160 famílias que vivem sob risco de desabamento este ano

Neste período chuvoso, a Defesa Civil do Município já atendeu 160 famílias que vivem em imóveis sob risco de desabamentos. Deste total, em torno de 15 já desabaram. Somente em  três dias deste mês, 116 famílias foram removidas dos locais de risco. A zona sudeste concentra 59% dos casos de desabrigamento, seguido da zona sul com 27%.

As famílias vítimas de enchentes estão sendo incluídas no programa Cidade Solidária, que dá apoio financeiro às pessoas que tiveram suas residências comprometidas por conta de desabamentos, alagamentos, transbordamento de rios ou lagoas, como também incêndios.

A Defesa Civil está fazendo um trabalho conjunto com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano de cada uma das quatro regiões de abrangência e os CRAS – Centros de Referência em Assistência Social.

Nesta segunda-feira (30), a ação foi concentrada nas ruas Veras de Holanda e Saturno, no bairro Porto do Centro. Foi encontrada uma residência em condições precárias e outro imóvel próximo a uma galeria desabou.

De acordo com o secretário Samuel Silveira, da Semcaspi (Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas), a Defesa Civil vem fazendo um trabalho de forma coordenada e segue um protocolo.

“Nós montamos um Comitê de Gerenciamento de Crise que funcionará na sede da Semcaspi, buscando o atendimento e abrigamento de famílias vítimas da subida do nível dos rios. As equipes de trabalho serão compostas por representantes dos CRAS e dos CREAS junto com os assistentes sociais das SDUs, estabelecendo pontos emergenciais de atendimento como o transporte de pessoas que estão em área de risco. Definimos ainda o alargamento dos plantões da central do número 153 até a meia noite e participação do Corpo de Bombeiros depois das 18h, quando houver chamado para a Defesa Civil”, disse.

A Prefeitura de Teresina disponibiliza para a população o número 153, canal direto de contato com a Defesa Civil Municipal. A ligação para o número é gratuita e permite que os teresinenses solicitem ao órgão o monitoramento, que pode ajudar na identificação e remoção das áreas de risco.

Famílias são retiradas de áreas de risco na zona norte

Na manhã desta sexta-feira (20) foram retiradas 14 famílias de áreas de risco, sendo oito do bairro Água Mineral e seis que moram na Rua Cedro, no bairro Poti Velho, zona norte de Teresina. A ação foi executada após vistorias serem feitas pela Superintendência de Desenvolvimento Urbano Centro Norte. Além disso, estão sendo monitoradas outras casas na Vila Ferroviária e no bairro Água Mineral.

As famílias, que residiam em pontos de alagamentos, serão transferidas para casas de parentes. Cinco caminhões da Prefeitura estão fazendo serviço de transferência das famílias que moram nas áreas de risco.

O superintendente executivo da SDU Centro Norte, Márcio Sampaio, reforça que a maior dificuldade no trabalho de transferência das famílias é a resistência por parte delas. “Já conversamos com as pessoas, mas algumas ainda têm muita dificuldade em aceitar a transferência para casas de parentes”, disse.

A gerente de Habitação da SDU Centro Norte, Valmira Rodrigues, informa que a Superintendência está dando todo o apoio para as famílias. “Estamos com as nossas equipes de assistentes sociais e de fiscalização em plantão 24 horas para atender a todas as necessidades, mas precisamos contar com a colaboração das pessoas para que a gente possa realizar nosso trabalho e garantir a segurança de todos”, disse.

Valmira enfatiza que a SDU está com os caminhões à disposição para fazer a mudança das famílias na hora que for necessário. “Nossas equipes estão todos os dias em campo, fazendo vistorias e prestando toda a assistência necessária a essas famílias que estão em pontos de risco”, acrescenta.

Vistorias

Todas as gerências da SDU Centro Norte estão de prontidão. As gerências de Serviços Urbanos, Habitação e Obras e Serviços já estão em campo fazendo vistorias por toda a região.

 

 

Obras do Programa Lagoas do Norte diminuem risco de alagamentos na região

Canal do Matadouro (Ascom/Programa Lagoas do Norte)

A zona Norte de Teresina era tradicionalmente a região que alagava quando as chuvas atingiam a cidade com mais força, provocando o desalojamento de milhares de pessoas. Essa realidade vem sendo modificada ao longo do tempo, principalmente porque uma das principais diretrizes do Programa Lagoas do Norte é reduzir o alagamento da região por meio de obras de drenagem.

Durante a forte chuva que caiu na cidade neste quarta-feira (05), as regiões beneficiadas na primeira fase do programa e as que vivem nos locais onde hoje estão acontecendo obras da segunda fase não tiveram problemas de alagamento. Atualmente, o PLN está fazendo investimento de mais de R$ 24 milhões em duas obras.

Uma delas é o Canal do Matadouro, no bairro Matadouro. Nesse local antes havia um córrego, utilizado para o acúmulo irregular de lixo, onde as famílias construíram casas em cima da passagem da água. O programa já realizou a construção de 3,4 km de rede de esgoto e mais de 400 ligações intradomiciliares. A parte de drenagem dessa obra está sendo finalizada e a urbanização já começou. Está sendo implementado calçamento com pista para caminhada, mas o projeto prevê ainda a instalação de playgrounds, bancos, lixeiras, iluminação pública, arborização e academia.

A dona de casa Eliane Ferreira de Carvalho, que mora há 39 anos nas margens do canal, atestou a eficiência da obra, mesmo ela ainda estando em execução. “Durante essa chuva nós fizemos a prova dos nove. A chuva foi muito forte e muito demorada, e percebemos que o canal funcionou mesmo. A água não chegou na nossa porta, nem invadiu as casas, não chegou nem próximo do que chegava antes. Então, estamos vendo que funcionou”, afirma.

A eficiência das obras também vem sendo percebida ao longo dos anos no trabalho da Estação Elevatória da Avenida Boa Esperança, construída para fazer o controle do nível da água das lagoas. Durante a chuva desta quarta, seis bombas da estação foram acionadas para retirar a água que chegou até a Lagoa dos Oleiros, drenando para o leito do rio Parnaíba. Esse trabalho permite que o nível da lagoa seja controlado, impedindo que ela avance.

Nesta segunda fase, o Programa Lagoas do Norte tem avançado na drenagem. Atualmente, quatro lagoas estão recebendo investimentos: Mazerine, Piçarreira, Oleiros e São Joaquim. A obra está concentrada na lagoa do Mazerine, agora. Esse investimento ultrapassa R$ 22 milhões. Em toda essa região serão feitas intervenções de drenagem e saneamento, tratamento das lagoas e urbanização de suas margens.

“São obras que vem avançando em bom ritmo. No Canal do Matadouro as famílias já sentem a melhoria no sistema de drenagem. Essa é o maior legado do Lagoas do Norte. Esse programa nasceu com esse intuito e segue trabalhando para que as pessoas que moram nessa região não sofram como no passado com as cheias dos rios e lagoas”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do PLN.