Prefeitura de Teresina alerta sobre os riscos da árvore NIM considerada um perigo para a cidade

Arte gráfica: Ascom Semam

A Prefeitura de Teresina alerta a população sobre os riscos associados ao plantio e à permanência da árvore Nim (Azadirachta indica) no ambiente urbano. A espécie, originária da Índia, tornou-se comum em vários bairros da capital por apresentar crescimento rápido e alta resistência à seca, características que, à primeira vista, favorecem sua propagação. Entretanto, estudos técnicos e avaliações ambientais indicam que o Nim traz uma série de impactos negativos ao meio ambiente e à infraestrutura urbana.

Embora muito utilizado por sua rusticidade, o Nim é considerado uma espécie exótica invasora, capaz de causar desequilíbrios ecológicos significativos. Sua presença representa um risco à biodiversidade local, pois compete diretamente com espécies nativas, dificultando sua regeneração e reduzindo a diversidade vegetal. Além disso, a árvore produz substâncias tóxicas que podem afetar insetos nativos e polinizadores, fundamentais para o equilíbrio ambiental.

Outro problema recorrente é o dano à infraestrutura urbana. As raízes agressivas do Nim podem romper tubulações, danificar calçadas, muros e estruturas próximas, gerando riscos à segurança da população e aumentando custos de manutenção pública e privada. É importante destacar ainda que o Nim não combate o mosquito da dengue, diferentemente do que é erroneamente disseminado em alguns mitos populares.

Diante desse cenário, a Prefeitura reforça a necessidade de priorizar o plantio de árvores nativas do bioma local, que oferecem benefícios ambientais reais, maior equilíbrio ecológico e convivência adequada com o espaço urbano. A Lei Municipal nº 7.753/2022 incentiva a substituição gradual do Nim por espécies nativas, promovendo a recuperação da biodiversidade e garantindo um ambiente mais seguro e sustentável para todos.

A Prefeitura de Teresina segue empenhada em orientar a população, promover o manejo adequado das áreas verdes e fortalecer ações de arborização urbana que favoreçam o bem-estar coletivo e a preservação ambiental. Para mais informações ou orientações sobre plantio correto, os cidadãos podem procurar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

No Junho Verde, FMS lança painel para monitoramento dos riscos de desnutrição hospitalar

No Junho Verde, FMS lança painel para monitoramento dos riscos de desnutrição hospitalar. Foto (Ascom/FMS).

Em alusão ao Junho Verde, mês de conscientização sobre a desnutrição hospitalar, a gerência de Nutrição da Fundação Municipal de Saúde (FMS) está lançando hoje (29) o Painel de Risco Nutricional, que tem por objetivo de acompanhar e combater os riscos de desnutrição hospitalar.

O painel já está em funcionamento no Hospital Oséas Sampaio (no bairro Matadouro), monitorado pela nutricionista Natália Chaves, e agora será estendido para as demais unidades hospitalares do município. De acordo com Yara Cristina Leal, gerente de Nutrição da FMS, o painel é uma forma de otimizar o acompanhamento através do escalonamento do risco nutricional dos pacientes internados em instituições hospitalares.

O projeto foi apresentado no evento alusivo ao Junho Verde realizado hoje (29) no auditório da FMS. A ação contou com palestras educativas que visaram conscientizar as equipes de saúde, em especial os nutricionistas, sobre as atualizações acerca da assistência nutricional hospitalar frente ao tema, bem como trouxe o relato de experiências realizadas na rede municipal de saúde para reduzir as taxas de desnutrição hospitalar.

“A desnutrição é uma preocupação nos ambientes hospitalares, devido às suas altas taxas e por ainda ser subdiagnosticada. Os resultados da desnutrição refletem em aumento do tempo de hospitalização, dos custos hospitalares e da mortalidade. Por isso é de extrema importância mudarmos esse cenário”, comenta Yara Leal. “Diante desse contexto, cabe-nos alertar e propor estratégias sobre a importância da participação dos profissionais de saúde na identificação do risco nutricional do paciente nas primeiras 48h de admissão. Atuar nesses pontos críticos torna-se essencial para garantir as necessidades nutricionais dos pacientes”, esclareceu a gerente.

Mais de 171 mil pessoas têm doenças crônicas e estão no grupo de risco da Covid-19 em Teresina

Dados do sistema e-SUS mostram que Teresina tem mais de 171 mil pessoas com doenças crônicas e estão nos grupos considerados de risco para a Covid-19. São pacientes acompanhados pelas equipes da Atenção Básica e que devem ter atenção redobrada com a sua saúde para evitar que sejam contaminados.

A maior parte das pessoas incluídas no sistema é de hipertensos: são 87.693 com a doença. Em seguida, estão 29.325 diabéticos, 21.465 acamados e 12.492 pacientes com doenças respiratórias crônicas. Também estão no grupo de risco 9.486 pessoas com doenças cardíacas crônicas, 7.556 doentes renais crônicos e ainda 3.191 que tem ou tiveram câncer. Há ainda 70.481 idosos e 8.781 gestantes.

O médico infectologista da FMS, Kelsen Eulálio, explica que pessoas com doenças crônicas são mais suscetíveis a apresentar sintomas graves da Covid-19, podendo evoluir para complicações ou até mesmo óbito. “No caso dos diabéticos, por exemplo, os níveis flutuantes de glicose no sangue prejudicam o sistema imunológico do indivíduo, responsável pela defesa do organismo contra os vírus”.

Segundo ele, outros fatores levam ao agravamento em casos de infeção pelo Coronavírus. “Os diabéticos, com maior frequência, têm outras alterações metabólicas e comorbidades como obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares e doença renal crônica, que debilitam os pacientes e diminuem a reserva funcional e a capacidade de resposta do organismo”, lembra.

O médico explica ainda que pessoas com doenças pulmonares crônicas têm a função do pulmão reduzida e, com o ataque de vírus como o Coronavírus, este órgão fica ainda mais comprometido. “Em relação às doenças cardíacas é a mesma situação. O coração funciona de forma reduzida e qualquer sobrecarga prejudica ainda mais”.

Eulálio ressalta que todas as pessoas precisam cuidar da sua saúde nesse momento de pandemia, principalmente as que fazem parte do grupo de risco. “É preciso manter boa alimentação, hidratação e fazer exercício físico dentro das suas próprias casas, além de seguir as normas recomendadas pelo Ministério da Saúde para evitar proliferação do Coronavírus”.

Os pacientes com doenças crônicas podem receber orientação através do Alô Saúde. Ligando para o número 0800 291 0084, eles são atendidos por médicos da Estratégia de Saúde da Família. “A pessoa fala dos sintomas, recebe orientações e, se necessário, é direcionado para estabelecimento de saúde”, explica o presidente da FMS, Manoel de Moura Neto, ressaltando que, quem tiver outras necessidades básicas de saúde, também pode contar com o serviço de Teleconsulta.

Quem precisar de atendimento também pode procurar as 71 Unidades Básicas de Saúde (UBS) abertas para atender pessoas sem nenhum sintoma gripal e que necessitam de consulta médica ou de enfermagem. Há ainda 10 hospitais de bairro e 3 UPAS, para atender casos de urgência. Por recomendação do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina, as consultas especializadas e os procedimentos eletivos foram temporariamente suspensos.

“A rotina de atendimento nessas 71 UBS está normal, igual ocorria no período anterior à pandemia. A diferença está na forma de acesso. Uma pessoa que reside na zona Leste, por exemplo, pode optar por ser atendida em Unidade na zona Sul e, nesse caso, não há necessidade de agendar para ser consultada pelo médico ou enfermeiro do PSF”, afirma o diretor de Atenção Básica da FMS, Kledson Batista.