FMS e Secretaria de Justiça discutem serviços de saúde disponibilizados aos presos

Nesta quarta-feira (06), técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS) se reuniram com membros do Tribunal de Justiça, através do juiz Jorge Cley, da Central de Inquéritos de Teresina, e da Secretaria de Justiça, para dar seguimento às discussões sobre os serviços de saúde disponibilizados à população carcerária e elencar medidas que possam contribuir com a reintegração do preso à sociedade.

Atualmente, Teresina tem quatro unidades prisionais que possuem cerca de 1.400 presos. A assistência em saúde a esse público é atribuição da Secretaria de Justiça e Secretaria de Estado de Saúde do Piauí (Sesapi), que mantêm Unidade de Saúde dentro dos presídios. A FMS atua como parceira, realizando ações complementares, quando, por exemplo, há necessidade de atendê-los nos hospitais de urgência.

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, o momento é de discussões sobre o tema para subsidiar a tomada de decisões. “A FMS, dentro das suas competências, irá integrar um grupo de trabalho para discutir criação de fluxo de atendimento em saúde aos presos. A Fundação também irá verificar a possibilidade de contribuir com o processo de reinserção social de apenados”, ressaltou o presidente da FMS, Charles Silveira.

Jorge Cley Martins Vieira, juiz da Central de Inquéritos de Teresina, avaliou a reunião como positiva. “Pretendemos estabelecer fluxo de encaminhamento para as pessoas que são colocadas em liberdade, para quem está com cumprimento de alguma medida cautelar, de uma pena alternativa e recebemos todo direcionamento e fixação de parceria com a FMS”, afirmou.

A reunião contou com a participação do presidente da FMS, Charles Silveira e da sua equipe; do juiz da Central de Inquéritos de Teresina, Jorge Cley; do coordenador da Central Integrada de Alternativas Penais da Secretaria de Justiça, Jordache Silva; da coordenadora do projeto Ressocializar para Não Prender do Tribunal de Justiça, Rita Lemos; da consultora do Conselho Nacional de Justiça, Regina Barroso, e da voluntária do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, Maria de Lourdes.