Secretaria da Mulher explica o que é importunação sexual e como denunciar

Mulher com a mão estendida sinalizando para parar – a mão dela está no foco (ASCOM/SMPM)

Casos de importunação sexual são registrados quase diariamente. Isso porque, desde a criação da lei, em 2018, as denúncias acerca desta violência ganharam alcance, aponta dados do Observatório Teresina Mulher (OMT), espaço para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre a realidade das mulheres teresinenses vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

Em 2022, foram registrados 37 casos por mês, aponta o OMT, enquanto no primeiro semestre de 2023, ocorreram 66 registros. Teresina teve uma média de 11 casos por mês, com a maioria das ocorrências no mês de março. A importunação sexual é caracterizada por qualquer prática de cunho sexual que é realizada sem o consentimento da vítima para satisfazer o próprio prazer ou de terceiros.

Essas práticas são conhecidas como atos libidinosos. São exemplos de importunação sexual: “passar a mão”, apalpar, beijar à força, ejacular em público, entre outras ações que acontecem sem o consentimento da vítima e sem violência física ou grave ameaça. A secretária da SMPM, Karla Berger, enfatiza a importância crucial de as vítimas buscarem ajuda. Ela declara: “é de suma importância que as vítimas denunciem os casos de violência”

Segundo a gestora, “na SMPM, temos conduzido campanhas com o objetivo de conscientizar a sociedade e reduzir o número de casos, para que nenhuma mulher sofra violência, seja em público ou em casa”. Em relação ao crime de importunação sexual, é importante notar que, muitas vezes, não há vestígios físicos do agressor. Portanto, é essencial que a vítima colete o máximo de provas possível e procure a delegacia mais próxima para registrar um boletim de ocorrência.

Existem canais de denúncia disponíveis para vítimas de importunação sexual. Em situações de emergência, a vítima pode ligar para a Polícia Militar pelo número 190. Além disso, a vítima pode se dirigir à Central de Flagrantes localizada na Rua Coelho de Resende, s/n – Centro (Sul), em Teresina, Piauí, para registrar um boletim de ocorrência. É importante lembrar que a denúncia é um passo crucial para a responsabilização do agressor e para a prevenção de futuros casos.

PROCURE O CREG

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades entre 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.
De acordo com a secretária, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que mulheres rompam com o ciclo da violência. A partir de março o CREG vai iniciar seus atendimentos na Casa da Mulher Brasileira, que fica localizada na Rua Primeiro de Novembro, 3102, Primavera.

ACOMPANHAMENTO DA GUARDA MARIA DA PENHA

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, que presta a proteção das vítimas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

ONDE ENCONTRAR O CREG?

Funcionamento: segunda à sexta, das 8 às 17 horas.

Endereço: R. Agripino Maranhão, 235 – Noivos

Telefone: (86) 99412-2719

A partir de março o CREG vai iniciar seus atendimentos na Casa da Mulher Brasileira, que fica localizada na Rua Primeiro de Novembro, 3102, Primavera.

Mulheres em situação de violência ganham dia de beleza no Centro de Referência Esperança Garcia

Dia de beleza no Centro de Referência Esperança Garcia (Foto: Ascom/SMPM)

Mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), um espaço que oferece assistência jurídica, social e psicológica gratuitamente para vítimas de violência em Teresina, foram atendidas na 8° Edição do Beleza Oculta, ação que oferece serviços de beleza nesta quinta-feira (9). Por meio da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), o Creg atende mulheres residentes em na capital, com idade de 18 a 59 anos.

De acordo com a secretária Karla Berger, as atividades resgatam a autoestima e empoderamento feminino.  “Quando uma mulher é agredida e violentada, parte do seu auto amor se perde. Conquistar essa confiança em si mesma, acolher sua própria história é também uma forma dela se desprender dos traumas da violência”, diz a secretária da Mulher.

A ação foi oferecida por alunas e professoras do Instituto Mix Profissões, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no mês de março.

A coordenadora do serviço Roberta Mara ressalta que essas ações fortalecem o vínculo das atendidas com as atividades oferecidas no espaço. Sendo assistidas pelo Creg, é possível que as mulheres em situação de violência consigam romper o ciclo da violência, e portanto, conter os casos de agressão e de feminicídio na capital.

“Mulheres que estão tentando sair do ciclo da violência são as mais beneficiadas com o serviço do Greg”, afirma Roberta Mara.

“Alinhado ao serviço do Centro de Referência Esperança Garcia, ações de assistência social, jurídico, autonomia financeira, conseguimos reforçar nosso compromisso com as mulheres que mais precisam”, enfatiza a secretária Karla Berger.

Ao longo deste mês, a Secretaria da Mulher vai realizar ações de fortalecimento da autonomia, empoderamento e proteção da mulher, como também envolver a sociedade para combater o ciclo de agressão.

Onde encontrar o Creg

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento à violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

● R. Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte
● Segunda à Sexta, das 08:00 às 17:00
● (86) 3233-3798 / 9 9416-9451

Equipe da SMPM realiza visita de monitoramento de obras da Casa da Mulher Brasileira

A Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), visitou nesta segunda-feira (13), às obras da Casa da Mulher Brasileira (CMB), projeto do Governo Federal que irá acolher mulheres em situação de vulnerabilidade em Teresina.

 

A visita contou com a presença da secretária, Karla Berger e dos técnicos do Núcleo de Articulação, que se reuniram com o mestre de obras Joel Ramos, para a verificação do espaço.

O mestre de obras, Joel Ramos, fala que o andamento das obras, apesar das chuvas na capital. “Por mais que as chuvas desse período do ano atrasem o curso do nosso serviço, no geral, estamos conseguindo realizar tudo com bastante agilidade”, declara.

A Casa da Mulher Brasileiro devem ser entregue em Agosto, como explica a Secretaria da SMPM. “Estamos articulando com a nossa rede de enfrentamento á violência, para que todos possam conhecer o novo local de atendimento. A missão é entregar a CMB nas festividades do aniversário de Teresina”, explica Karla Berger.

Fotos: ascom SMPM

Audiência na Câmara Municipal discute políticas públicas voltadas para mulheres em Teresina

Representantes da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, participaram na manhã desta quinta-feira (17), de uma audiência da Câmara Municipal de Teresina, para tratar de políticas públicas em defesa dos direitos das mulheres no município. O ato teve participação de parlamentares, gestores públicos e de membros de movimentos sociais.

Duas mulheres vítimas de violência doméstica enviaram um pedido à Câmara Municipal para realização da audiência, visando discutir a situação de vulnerabilidade das mulheres. A sessão foi presidida pelo vereador Evandro Hidd.

Na plenária, a secretária Karla Berger, apresentou dados da gestão sobre as ações efetivas oferecidas pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) da Prefeitura de Teresina, ao longo de 2021.Um dos objetivos da comissão é propor que mais recursos sejam assegurados a ações de atenção à mulher.

“Estamos realizando um grande trabalho nas áreas de prevenção à violência” destacou Karla Berger, que adiantou: “precisamos melhorar ainda mais os nossos serviços, se conseguir através de emendas parlamentares, vocês imaginam o quanto isso será bom para todas as mulheres”.

Thatiana Seixas, da União Brasileira das Mulheres do Piauí (UBMPI), falou sobre como a união de vários entes podem ajudar na proteção dessas mulheres. “Ė preciso uma integração porque a política pública tem que ser feita em toda cidade na segurança, no transporte, na saúde”, ponderou.

Na reunião ainda foram definidos encaminhamentos sobre a construção do Hospital da Mulher, um abrigo municipal para as mulheres vítimas de violência sexual e a entrega regular de absorventes nas UBSs. Integrantes do Ministério Público (MPPI), da Guarda Maria da Penha também discutiram assistência pública garantindo que as vítimas tenham condições de readaptar a sua vida longe do contexto da violência.

Foto: Divulgação (SMPM)