Guarda Municipal recebe capacitação para criar Núcleo de Gestão da Informação

O projeto Vila Bairro Segurança deu início nesta quarta-feira (26) ao Workshop que vai auxiliar na montagem do Núcleo de Gestão da Informação da Guarda Civil Municipal (GCM) em Teresina. A capacitação é uma parceria da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e busca qualificar uma equipe técnica formada por 16 agentes.

A secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho, explicou que a Guarda Municipal vem prestando um serviço na área da segurança pública no município e o Workshop vai melhorar a atuação interna e externa da corporação.

“Apesar de a Guarda Municipal ter sido criada há apenas quatro anos, o órgão coleciona resultados positivos junto à população. A nossa ideia é qualificar cada vez mais nossos agentes para melhorar o combate à violência na cidade”, disse a secretária.

O comandante da GCM, Cel. John Feitosa, afirma que os profissionais vão ter a oportunidade de traçar um plano de atuação na cidade, fazer o monitoramento das atividades que estão sendo executadas atualmente e avaliar projetos de prevenção à violência.

“O Núcleo será permanente e busca desenvolver um projeto a longo prazo na Guarda Municipal. A gente espera que, com a qualificação, a corporação contribua cada vez mais de maneira efetiva na sociedade teresinense”, explicou o comandante.

A assessora de Políticas Integradas da Semcaspi, Débora Ferraz, informou que serão realizados encontros online nos próximos três meses e que vão discutir temas como a estruturação de recursos humanos, equipamentos e instrumentos da GCM, além dos aspectos técnicos da produção de informação na área de segurança pública da capital.

A parceria entre FBSP e Prefeitura de Teresina começou em 2016, com a proposta de realizar um diagnóstico da violência na capital piauiense. Atualmente, o Fórum atua pelo Vila Bairro Segurança, através do projeto “Teresina pela Paz” que trabalha na capacitação de servidores municipais para colaborar nas atividades de fortalecimento da prevenção da violência.

Casa do Caminho completa 11 anos de acolhimento à população em situação de rua

A Casa do Caminho, entidade vinculada à Prefeitura de Teresina que oferece acolhida noturna, higienização e alimentação à população em situação de rua da capital, completa hoje (26), 11 anos de existência. O espaço é administrado pela Secretária Municipal de Cidadania Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e teve seu funcionamento transferido para o estádio Lindolfo Monteiro, que vem sediando uma nova estrutura de acolhimento emergencial, desde o início da pandemia.

“Esse serviço faz parte de um conjunto de ações que fazem parte de um plano municipal de atendimento à população em situação de rua, que busca garantir o acesso aos direitos socioassistenciais, assim como a dignidade humana. O trabalho é realizado por uma equipe técnica à disposição do usuário e articulada com o Centro de Referência Especializado em População de Rua, Centro Pop, e trazendo assim o acesso a outros direitos”, explica a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

Edson Araújo, coordenador da unidade, explica que a Casa do Caminho nasceu em resposta a uma demanda emergente da cidade. “Acolher as pessoas em situação de rua em seus direitos sociais, básicos e essenciais, como saúde, lazer, educação, trabalho e moradia”, destaca.

O remanejamento para o Lindolfo Monteiro possibilitou que fossem evitadas as aglomerações. O espaço maior fez com que a meta de atendimentos também pudesse ser dobrada para 80. A necessidade do isolamento social, em virtude do combate ao Covid-19, também trouxe mudanças: o acolhimento passou a ter caráter integral. Cerca de 144 pessoas em situação de rua já ocuparam os alojamentos.

Seguindo o protocolo, o usuário que chega ao Lindolfo Monteiro passa por avaliação médica e é encaminhado a um isolamento de 15 dias. Passado esse período, é feito um teste rápido. Sendo o resultado negativo, há a integração com os demais que já se encontram acolhidos. Sendo positivo, ele pode permanecer em isolamento, se for um caso leve, ou passar por encaminhamento para a rede de saúde do município para que receba tratamento adequado.

“Da mesma forma que fazíamos na Casa do Caminho passamos a atender também no isolamento do Lindolfo Monteiro. A alimentação de cinco refeições diárias, atividades socioeducativas, atendimento psicossocial semanal, além de uma equipe de saúde montada no espaço”, destaca Edson Araújo.

O coordenador ressalta ainda a importância dos apoios das instituições públicas, como a Fundação Municipal de Saúde, através do Consultório de Rua, não governamentais, como as igrejas, e dos parceiros voluntários. “A população de modo geral, ao longo desses 11 anos, vem colaborando com o nosso trabalho”.

As vagas da Casa do Caminho são destinadas, também, àquelas pessoas que estão em viagem passando por Teresina, outras que se encontram em situação de infortúnios, como assaltos, perda de dinheiro; pessoas de outras cidades que vêm à capital em busca de tratamento médico e não possuem familiares em Teresina. Os encaminhamentos geralmente são realizados pelo Centro Pop, pela Rodoviária de Teresina e pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

 

Restaurante Popular retorna atendimento com capacidade de oferecer por dia até 600 refeições

O Restaurante Popular de Teresina retornou o atendimento ao público nesta quarta-feira (26) com a capacidade de atender até 600 pessoas, em sistema de rotatividade. Aos poucos, essa capacidade poderá ser estendida a 1.000 pessoas. Para o atendimento seguro, o local está equipado com materiais de higienização das mãos e sinalizações visuais visando manter o distanciamento adequado entre os usuários. Além disso, a Guarda Civil Municipal está presente auxiliando e dando orientações para a organização do público no espaço.

Segundo o coordenador do Restaurante, Ítalo Vieira, a quantidade de refeições a ser distribuída vai depender do fluxo e do tempo de permanência dos usuários no refeitório. “A capacidade do refeitório era de 288 pessoas sentadas. Agora, só poderão estar presentes ao mesmo tempo apenas 62 pessoas. Assim, a rotatividade vai depender do fluxo, da forma como as pessoas vão se comportar e o tempo de permanência. Por isso, se houver condições de oferecer mais refeições, além da porcentagem estimada, será disponibilizado considerando essa rotatividade e a capacidade interna de espaçamento seguro”, explicou.

O Restaurante Popular de Teresina oferece refeições seguras e a baixo custo para a população do entorno do centro comercial da cidade. A Gerência de Segurança Alimentar e Nutricional (GSAN) da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realiza supervisão e orientação quanto à produção e distribuição dos alimentos. “Nosso objetivo é atender essa população que retornou ao trabalho e oferecer a elas a possibilidade de uma alimentação saudável e à preço acessível”, afirmou Ana Diva, gerente da GSAN.

Dentro da capacidade de atendimento, o Restaurante também oferece diariamente, de forma gratuita, 70 refeições para a população em situação de rua atendidas pelo serviço socioassistencial do município de Teresina, o Centro Pop. Durante o período de isolamento social, o Restaurante deu continuidade ao fornecimento no abrigo temporário instalado no Estádio Lindolfo Monteiro.

O funcionamento do Restaurante Popular acontece de segunda a sexta-feira, de 11h às 14h. A refeição custa R$ 2,50. Ele está localizado na Rua Lisandro Nogueira, no segundo piso do Mercado Central “São José”, no Centro de Teresina.

Lar da Fraternidade recebe 35 idosos nos primeiros 15 dias de atendimento

Ascom/Semcaspi

A Unidade de Acolhimento Emergencial do Lar da Fraternidade recebeu nesses primeiros 15 dias de atendimento, 35 idosos que residiam em outras Instituições de Longa Permanência (ILP) da rede socioassistencial de Teresina e foram positivados para a Covid-19. A instituição está acolhendo aqueles que apresentarem sintomas leves ou são assintomáticos para a doença e não necessitam de internação hospitalar.

De acordo com os dados da instituição, 24 permanecem na Unidade em isolamento, 10 foram transferidos para hospitais especializados, um recebeu alta e retornou para o abrigo de origem.

A coordenadora do Lar da Fraternidade, Mara Beatriz, explicou que o funcionamento do espaço está dentro da capacidade programada e que as equipes estão fazendo o monitoramento diário do estado de saúde dos pacientes para que tenha o atendimento rápido e necessário.

“Já estamos com 15 dias de funcionamento. O objetivo do espaço é oferecer um isolamento seguro e que consiga evitar novos contágios nessas unidades. Os pacientes estão sendo monitorados diariamente pelas equipes. Estamos em contato com os abrigos de cada paciente repassando as informações do estado de saúde e as medidas que estão sendo tomadas com cada assistido. Nosso desejo não era que o número fosse alto, mas estamos fazendo o máximo possível para que haja todo o cuidado e que eles retornem recuperados para seus lugares de origem”, disse a coordenadora.

O espaço conta com a capacidade de 25 leitos, equipe formada por enfermeiras, técnicos de enfermagem e está sendo gerenciado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) que se responsabiliza pelo fornecimento de alimentação, produtos de higiene e limpeza e pelo encaminhamento de cuidadores, que fazem o acompanhamento dos idosos em suas atividades diárias e tratamento.

Os impactos psicológicos tanto do diagnóstico positivo como do isolamento também serão objetos da atenção desses colaboradores. A permanência dos idosos no Lar da Fraternidade será de, no máximo, 14 dias ou de acordo com avaliação da equipe de saúde.

 

 

Restaurante Popular de Teresina reabre nesta quarta-feira (26)

Após quase cinco meses fechado em decorrência da pandemia, o Restaurante Popular de Teresina será reaberto para atendimento ao público nesta quarta-feira (26). Antes da paralisação das atividades, a capacidade de ocupação era de 280 pessoas, mas agora o espaço foi reorganizado e só poderá ser ocupado por 62 pessoas por vez, em rotatividade. A medida considera o distanciamento exigido pelo protocolo da Vigilância Sanitária e o objetivo é garantir aos usuários um retorno seguro, com todos os cuidados necessários para a prevenção ao coronavírus.

O local é procurado principalmente por trabalhadores do entorno do Mercado Central, porque oferece refeições a preços populares. Para auxiliar na organização do distanciamento que deve ser mantido entre os frequentadores e na higienização, foram adquiridos materiais de higiene e limpeza, como álcool gel e água sanitária, assim como materiais de sinalização visual para o piso, como adesivos e uso de cavaletes.

“Os protocolos adequados ao funcionamento do restaurante serão seguidos, a Semcaspi está atenta e vigilante para o retorno seguro. Essas medidas são essenciais para garantir o acesso das pessoas ao serviço e a prevenção da disseminação da Covid-19. Então, materiais de higiene das mãos ficarão disponíveis para os usuários, que serão orientados a manter o distanciamento adequado. Nós também contaremos com o auxílio da Guarda Municipal nesse processo da organização”, afirma a secretária municipal de Assistência Social, Cidadania e Políticas Integradas, Janaína Carvalho.

O coordenador do restaurante, Ítalo Vieira, enfatiza a expectativa pelo retorno do funcionamento. “Nós temos uma grande demanda de público em torno do Mercado. A população, os comerciários e trabalhadores que necessitam do serviço de alimentação, conseguem ter uma economia ao final do mês por conta do preço acessível do restaurante e, além disso, com a qualidade da comida”, finaliza.

O Restaurante Popular é administrado pela Fazenda da Paz em parceria com a Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). O valor da refeição é de R$ 2,50. A unidade fica localizada no segundo piso do Mercado Central São José, no Centro de Teresina. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, no horário de 11h às 14h.

Casa Reencontro registra 50 atendimentos durante a pandemia

A Casa de Acolhimento Reencontro, instituição que abriga crianças de 0 a 12 anos que foram vítimas de violações de direitos, registrou, desde o mês de março até julho deste ano, 50 atendimentos. O espaço oferece acolhimento temporário para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que foram afastadas do convívio familiar por medida protetiva judicial e é administrado pela Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Para evitar o contágio da Covid-19, a direção do espaço adotou o sistema de acolhimento provisório nas residências de funcionários, visto que eles são cadastrados como padrinhos afetivos.

“Achamos mais prudente realizar o acolhimento familiar dessas crianças junto aos funcionários da casa, que estão com a carga horária reduzida e em home office. Foi uma medida para evitar a aglomeração na casa tanto deles, quanto das crianças. Isso fez com que a gente evitasse o risco de surto no abrigo, e não tivemos nenhum caso infantil positivado para Covid-19”, explicou a coordenadora.

No momento que as crianças estão com os funcionários, ambos são acompanhados semanalmente por uma psicóloga, que também entra em contato com a família de origem e atua como intermediário. Além disso, os colaboradores recebem toda a assistência material para manter a criança através de alimentos, fraldas, materiais de higiene pessoal e medicação. Esse acolhimento foi viabilizado por portaria da 1ª Vara da Infância, tendo como base as resoluções do Conselho Nacional de Justiça.

Os relatórios de atendimento da casa detalham que, durante o período de quatro meses, foram feitas 12 inserções no programa de acolhimento temporário do Família Acolhedora. Os números apontam ainda que foram executadas 04 adoções, 19 reintegrações e 06 destituições familiares.

Para diminuir o impacto do isolamento social, os funcionários que permaneceram trabalhando de forma presencial foram orientados a desenvolver atividades lúdicas e educativas com as crianças que estão no espaço.

“Estamos fazendo oficinas de pintura e de desenho, dança e brincadeiras. Como as crianças não estão indo à escola, é importante que eles tenham essa compreensão da importância do lúdico, de estar em contato com os amigos e desenvolvendo atividades de interação, não apenas estar na casa, mas também interagindo”, reforça a coordenadora.

A Casa de Acolhimento Reencontro está localizada na Rua Professor Odilo Ramos, 1501, bairro Morada do Sol.  Os encaminhamentos para a Casa são realizados por meio do Conselho Tutelar, Polícia Militar e 1ª Vara da Infância e Adolescência. O telefone para contato é 3232-7929.

 Teresina conquista o segundo lugar do Nordeste no acompanhamento de saúde do Programa Bolsa Família

  Teresina conquistou o segundo lugar entre as capitais do Nordeste no índice de acompanhamento das condicionalidades de saúde do Programa Bolsa Família (PBF), no primeiro semestre de 2020. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a capital bateu a marca de 44,68% de famílias acompanhadas, ficando atrás, apenas, da cidade de Fortaleza (52,05%), no Ceará.

 “O Bolsa Família é um programa de transferência de renda condicionado, em que a permanência dos beneficiários exige o cumprimento da frequência das crianças e jovens na escola, no âmbito da educação. Fica definido também a ida semestral às unidades de saúde para acompanhamento da saúde das mulheres de 14 a 44 anos, gestantes e crianças de 0 a 7 anos. Ficando a cargo do poder público o dever de ofertar as ações e serviços de educação e de saúde articuladas à assistência social”, explica Jovina Sérvulo, coordenadora das Condicionalidades do programa em Teresina.

 Apesar do Governo Federal ter suspenso as medidas avaliativas do programa para que nenhuma família fosse prejudicada diante da crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19, as equipes de saúde e da assistência social mantiveram o acompanhamento dos beneficiários.

 “Por conta desse acompanhamento, os beneficiários do Programa Bolsa Família em que o valor do benefício fosse maior do que o do Auxílio Emergencial tiveram as rendas mantidas. Já àqueles em que valor recebido no Bolsa Família era inferior ao benefício emergencial passaram a receber o novo valor, até o término das parcelas, quando todos retornarão as suas situações originais como beneficiários do Programa Bolsa Família”, explicou.

A secretária executiva do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), Mauricéia Carneiro, reafirma que os números revelam que, apesar das dificuldades impostas por conta da pandemia, os trabalhos foram mantidos nas unidades dos Centros de Referências de Assistência Social (CRAS).

 “O acompanhamento revela o trabalho das equipes, tanto na saúde, como da área da assistência social, que fazem a busca ativa das famílias, a articulação intersetorial e o trabalho educativo. Em menos de dois meses chegamos ao percentual positivo”, destaca.

O acompanhamento dos beneficiários, na área da saúde, é realizado pela Prefeitura de Teresina através da Fundação Municipal de Saúde (FMS) via Atenção Básica.  A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), através dos CRAS, é responsável pelas ações de inclusão das famílias no Cadastro Único e no Programa Bolsa Família e, assim, do acompanhamento dessas famílias através do Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família (PAIF) e do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).

Mais informações sobre o Programa Bolsa Família e suas condicionalidades podem ser consultadas diretamente com a Gerência de Renda Mínima da Semcaspi através dos telefones 3131-4712 e 3131-4713, ou entrando em contato com o CRAS.

Teresina Transforma divulga vagas de voluntariado para projetos sociais

Ascom/Semcaspi

O Teresina Transforma está com diversas vagas disponíveis para voluntários em iniciativas sociais cadastradas na plataforma. Com a finalidade de promover o voluntariado e atender às demandas dos projetos sociais, o espaço virtual viabiliza a divulgação de ações e vagas para voluntários em diversas atividades na capital. No momento, a plataforma possui dezesseis projetos cadastrados.

Estão abertas vagas para três projetos, o “Servos da Misericórdia” precisa auxiliar(a) social para atuar na ação “servir ao próximo”, o abrigo de venezuelanos precisa de instrutor(a) de Espanhol para dar suporte linguístico aos acolhidos, já o “Restaurando Sonhos” precisa de voluntário para atuar como social media do projeto.

Os interessados que atendem ao perfil das vagas podem acessar o link teresinatransforma.pmt.pi.gov.br para mais detalhamento ou entrar em contato através do perfil @teresina.transforma, onde é possível ter acesso a mais vagas de outros projetos sociais. A iniciativa é uma extensão da plataforma nacional Transforma Brasil, que tem a finalidade de divulgar ações sociais e vagas de voluntariado.

Restaurando Sonhos

Utilizar o meio virtual para transformar a vida crianças e adolescentes tem sido um novo passo para o projeto social Restaurando Sonhos. Desde 2017, o projeto propõe utilizar o esporte como uma ferramenta de transformação social buscando diminuir a situação de vulnerabilidade. Atualmente, cerca 120 crianças são atendidas na capital pelo projeto que, além do futebol, trabalha a sociabilidade através de uma abordagem sociocultural e socioeducativa.

Nicolas Berge, 15 anos, faz parte do projeto e aguarda o momento para retornar aos treinos e tentar uma vaga em um time nacional. “Estou treinando em casa querendo que volte tudo logo ao normal para quando voltar tudo eu estar bem preparado. O Restaurando Sonhos tem sido muito bom para mim, eu só quero que no futuro dê tudo certo”, disse.

O coordenador do projeto enfatiza ainda o trabalho realizado de forma mais ampla para impactar positivamente a comunidade e o público com quem tem trabalhado. “Participamos recentemente uma capacitação para projetos sociais, viabilizada pela plataforma Teresina Transforma, que me fez entender que temos que trabalhar a família, e não somente as crianças. Desse modo, temos buscado através das mídias sociais falar sobre uma geração sustentável, onde comunicar meios para que as mães das crianças possam buscar sustento, por exemplo, pois o conhecimento e meios de buscar renda é importante para pensar no sustento pós-pandemia”, complementou.

Por meio do Teresina Transforma, é possível apoiar causas humanitárias e promover a ação social. A plataforma de voluntariado Teresina Transforma é uma iniciativa vinculada à Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Representantes de projetos sociais participam de capacitações sobre voluntariado

Desde o início de junho, representantes de treze projetos sociais cadastrados na Plataforma Teresina Transforma participaram virtualmente de cursos de capacitação e mentorias oferecidos pelo grupo Porto Social de Recife. A conexão teve como objetivo a troca de experiência para inspirar e fortalecer iniciativas sociais desenvolvidas pelo voluntariado da capital. Os encontros aconteceram quinzenalmente, aos sábados, através de videoconferência.

O Porto Social é uma organização que atua desde 2016 amplificando iniciativas sociais de outras ONGs e demais instituições. Segundo a coordenadora do Teresina Transforma, Débora Ferraz, a capital só tem a ganhar com o engajamento social cada vez mais sendo desenvolvido. “A capacitação e mentoria oferecida pelo Porto Social é muito importante para motivar ainda mais os nossos voluntários dos projetos sociais cadastrados na plataforma a não parar. Agora, eles estarão alinhados às ações de uma grande rede de voluntariado, que busca no tema do empreendedorismo uma forma de impulsionar as iniciativas sociais. Teresina só tem a ganhar com estas projetos sociais cada vez mais qualificados e chegando a mais pessoas”, informa.

No curso foram abordados temas em torno do engajamento online, comunicação e empreendedorismo, voltados para o mundo do voluntariado. “Voluntariado em tempos do mundo on”, “Capacitação em tempos de um mundo on”, “Comunicação: como dar visibilidade à sua iniciativa social”, “Empreendedorismo social e propósito, a chave para transformação” e “Como desenvolver um plano estratégico para garantir o crescimento da sua iniciativa social” foram algumas das temáticas discutidas nos encontros.

Os voluntários de 13 entidades participaram da capacitação e mentoria. Eles representaram as Associações de Moradores e Conselhos Comunitários, Associação Piauiense pelos Direitos Iguais (APIDI), Movimento “Eu Empurro Essa Causa”, Projeto “Restaurando Sonhos”, Movimento “Mais Amor”, “Quem é Meu Próximo”, Casa de Zabelê, “Alcançando Almas para Jesus”, Cooperativa OEB, “Mechas do Bem”, “Manhã da Cidadania”, Associação de Mulheres do Residencial Frei Damião e “Servos da Misericórdia”, que atuam em prol do desenvolvimento social em Teresina.

“As pessoas interessadas em inscrever seu projeto social, ou em fazer parte do circuito de mentorias e de outras ações através Teresina Transforma, podem acessar a plataforma pelo link teresinatransforma.pmt.pi.gov.br. Após o cadastro a entidade representada pode utilizar o espaço para divulgar ações e vagas de voluntariado, o espaço viabiliza a conexão entre projetos e quem quer ajudar”, conclui Débora.

O Teresina Transforma é uma realização da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). A plataforma online de voluntariado é um braço da plataforma nacional Transforma Brasil, que tem o intuito de engajar pessoas para o desenvolvimento de ações sociais. Mais informações a respeito do projeto podem ser conferidas nas redes sociais do @teresina.transforma ou @semcaspi.the.

Lar da Fraternidade começa a receber idosos positivados por Covid-19

A Unidade de Acolhimento Emergencial do Lar da Fraternidade começa a receber, a partir de hoje (11), idosos que residiam em outras Instituições de Longa Permanência (ILP) da rede socioassistencial de Teresina e foram positivados para o Covid-19.  O objetivo é oferecer um isolamento seguro e confortável, necessário para que se evitem novos contágios nessas unidades.

O espaço conta com 25 leitos, equipe formada por enfermeiras, técnicos de enfermagem e cuidadores e será gerenciado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). “Já estamos com o serviço à disposição da sociedade e já temos a previsão de receber três idosos nesse primeiro dia. Os nossos leitos são 25, mas não desejamos preenchê-los e torcemos para que nossos idosos não se contaminem”, informa Mara Beatriz, coordenadora do Lar da Fraternidade dentro de seu novo eixo de atuação.

O idoso referenciado tem de ser assintomático ou possuir sintomas leves, não sendo necessária nenhuma intervenção médica mais agressiva.  Essa condição será reavaliada pela equipe de saúde a cada três horas, de forma criteriosa, de forma que se identifique rapidamente qualquer evolução súbita.  Se observada, é realizado um encaminhamento para a rede hospitalar. “A rede municipal em sí, é interligada e muito organizada”, explica Ana Maria Almeida, enfermeira à frente da equipe. “Com a criação do Lar, tendo esse apoio, serão vários braços dentro da própria Fundação Municipal de Saúde que podemos contar”, afirma.

A FMS vem fazendo parte da articulação desde o seu início, tendo cedido o espaço, que a princípio receberia um hospital de campanha, e garantindo todos os profissionais do Serviço de Atenção Básica. A Semcaspi se responsabiliza pelo fornecimento de alimentação, produtos de higiene e limpeza e pelo encaminhamento de cuidadores, que farão o acompanhamento dos idosos em suas atividades diárias e tratamento. Os impactos psicológicos tanto do diagnóstico positivo como do isolamento também serão objetos da atenção desses colaboradores.

“É feita toda uma elaboração da assistência da enfermagem para abranger tanto a parte psicológica quanto a parte clínica, e reduzir as sequelas. O idoso já vem de um isolamento de quase quatro meses, já que os abrigos não estão podendo receber visitas. Vamos tentar equilibrar tanto sua saúde, quanto seu emocional, para que possamos devolvê-lo, após os 14 dias, com o mínimo de sequelas psicossociais possíveis”, ressalta Ana Maria.