Feriado de aniversário de Teresina é antecipado para esta sexta-feira (17) 

Por conta da pandemia do coronavírus, o feriado do aniversário de Teresina, comemorado no dia 16 de agosto, foi antecipado para esta sexta-feira (17). O projeto de lei Nº82/20, enviado pela Prefeitura de Teresina, que antecipa feriados municipais, foi aprovado na última terça-feira (14) na Câmara Municipal de Teresina.

A medida é mais uma alternativa para reforçar o isolamento social e evitar a proliferação do novo coronavírus na cidade. Já foi comprovado em levantamentos feitos em outros feriados que o percentual de isolamento se eleva e as pessoas ficam mais em casa quando há um feriado. Na Sexta-feira Santa, por exemplo, o índice de pessoas que permaneceu em casa ficou em 63%, em Teresina, segundo dados da startup InLocu. Já na última segunda-feira (13) foi registrado o menor índice de isolamento social nas últimas duas semanas em Teresina, com 49%.

De acordo com o prefeito Firmino Filho, como existe subnotificação, mesmo pessoas assintomáticas podem estar contaminadas com a Covid-19 e podem ser transmissores da doença, daí a necessidade de fortalecer o isolamento.

“Antecipar esse feriado é mais uma alternativa para que possamos manter as pessoas em casa. Segundo o infectologista Carlos Henrique Nery Costa, estimativas apontam que, atualmente, apenas 20% dos infectados apresentam os sintomas e que, apesar de serem assintomáticos, eles continuam transmissores da doença, sem saber que estão doentes. Isso representa o principal obstáculo de controle da doença. Portanto, estamos lançando mão de toda e qualquer estratégia para garantir o isolamento social, pois todo esforço, por menor que seja, é altamente eficiente”, explica Firmino.

Confira aqui o decreto

Índice de isolamento social em Teresina foi de 47% na última quarta-feira (16)

O índice de isolamento social registrado na última quarta-feira (16) em Teresina foi de 47%, bem abaixo do esperado para a cidade, que é de 73%. Os dados são produzidos diariamente pelo sistema de georreferenciamento da startup InLoco, que atua em parceria com a Prefeitura do município.

De acordo com o prefeito Firmino Filho, Teresina vem registrando constantemente índices abaixo do esperado de isolamento social. “Apesar de todas as orientações da Prefeitura e das autoridades de saúde ainda percebemos que muita gente não está cumprindo a quarentena. Isso nos preocupa muita, pois estamos trabalhando incansavelmente para que nossa cidade tenha o menor impacto possível com essa pandemia”, disse o gestor.

Os índices de isolamento são observados diariamente através de um sistema de georreferenciamento , que monitora a localização de 217 mil celulares na cidade. A startup também utiliza ferramentas de marketing para enviar alertas para aparelhos de pessoas que moram nas regiões que mais vêm descumprindo o isolamento social.

 

Teresina tem índice de isolamento social de 52% na última terça-feira (14)

Um novo gráfico, produzido diariamente pelo sistema de georreferenciamento da startup InLoco, que atua em parceria com a Prefeitura de Teresina, aponta que, após quase um mês do início da quarentena, Teresina ainda registra índices abaixo do esperado de isolamento social. Dados colhidos na última terça-feira (14) apontam que neste dia foi registrado o índice de 52% de isolamento social, um dos menores nas duas últimas semanas em Teresina.

Os maiores percentuais registrados até agora foram de 63%, em um domingo, dia 5 de abril; 66% no feriado da sexta-feira santa, celebrado no dia 10 deste mês, e 62% no último domingo, dia 12.

De acordo com o prefeito Firmino Filho, os índices mostram que, mesmo com as medidas restritivas adotadas pela Prefeitura e as recomendações das autoridades de saúde, a população continua saindo de casa. “Foi assinado um novo decreto, que altera os horários de funcionamento de alguns estabelecimentos comerciais e de serviços, mas percebemos que as pessoas não estão fazendo sua parte, que é ficar em casa. Estamos fazendo o que está ao nosso alcance para proteger os teresinenses, mas precisamos contar com a ajuda de todos”, pede o gestor.

Firmino explica que o índice de isolamento recomendado para diminuir a disseminação do novo coronavírus em Teresina é de 73%. “Se conseguirmos alcançar essa marca a transmissão diminui muito, o que nos faz ganhar tempo para agir com mais eficiência. Quanto menos pessoas circulando, menos pessoas adoecem”, explica.

Os índices de isolamento são observados diariamente através de um sistema de georreferenciamento , que monitora a localização de 217 mil celulares na cidade. A startup também utiliza ferramentas de marketing para enviar alertas para aparelhos de pessoas que moram nas regiões que mais vêm descumprindo o isolamento social.

“Teresina é exemplo em Vigilância Participativa”, afirma epidemiologista em live com o prefeito Firmino

Durante live com o prefeito Firmino Filho, o biomédico PhD em Saúde Pública e Epidemiologia, Onicio Leal, afirmou que ferramentas de Vigilância Participativa, como a plataforma Colab, são importantes para identificar e agir de forma mais eficaz nos casos de Covid-19 em Teresina. A conversa, que foi transmitida pelas redes sociais nesta segunda-feira (13), abordou temas como as tecnologias utilizadas ao redor do mundo para o enfrentamento do novo coronavírus e sobre a iniciativa Brasil Sem Corona.

Teresina é uma das 1.100 cidades brasileiras que utilizam a plataforma Brasil sem Corona em parceria com o Colab com o objetivo de mapear os casos de Covid-19. A iniciativa pode ajudar as equipes de saúde das prefeituras e governos estaduais e federal a combater a epidemia do coronavírus.

“O perfil dos usuários de Teresina é muito bom. As pessoas são comprometidas no fornecimento dos dados, o que ajuda muito o Poder Público. A Prefeitura tem feito um ótimo trabalho de divulgação, o que a diferencia de muitas cidades que também utilizam a plataforma. Teresina é um exemplo de utilização de tecnologias que promovem a Vigilância Participativa”, afirmou o epidemiologista.

Ele ressalta que, métodos como a Vigilância Participativa, tentam desburocratizar a informação utilizando o cidadão como fonte de participação na construção desses dados. “Os usuários cadastrados na plataforma devem reportar, pelo menos uma vez por dia, a presença ou não dos sintomas relacionados ao Covid-19”, explica Dr. Onicio Leal, um dos desenvolvedores da plataforma Brasil sem Corona.

O prefeito Firmino Filho acredita que o Colab é uma ferramenta que pode ajudar na diminuição da disseminação do vírus na cidade, mapeando os casos de Covid-19 e ajudando as equipes de saúde a combater a epidemia. “Essa é uma plataforma que ajuda a estreitar a ligação dos cidadãos com a Prefeitura. Através do aplicativo Colab, a atuação acontece em três frentes: vigilância participativa, informação e fiscalização. Todas dentro de um único pilar: a colaboração”, comentou o prefeito Firmino Filho durante a conversa.

Isolamento social em Teresina sobe para 60% neste domingo

O gráfico do índice de isolamento social em Teresina, divulgado nesta segunda-feira (07), mostrou que houve um aumento no número de pessoas que ficou em casa no domingo (12), se comparado com os dados do dia anterior. Enquanto no sábado (11) 56% da população não saiu de sua residência, no domingo esse percentual subiu para 60%.

O feriado da Sexta-Feira Santa apresentou o maior índice de isolamento social em Teresina, dos últimos 30 dias, quando 66% da população ficou em casa. Embora com estes aumentos registrados, os índices continuam bem abaixo do percentual mínimo recomendado para diminuir a disseminação do novo coronavírus na capital, que é de 73%.

A Prefeitura de Teresina tem apostado em campanhas para conscientizar a população a ficar em casa e tem endurecido as medidas restritivas em relação ao comércio da capital, com o objetivo de diminuir a circulação de pessoas nas ruas. Nesta semana, mais um decreto deverá ser assinado, alterando o horário de funcionamento de alguns estabelecimentos de serviços essenciais que continuam abertos na capital.

Doutor em Reumatologia afirma que a cloroquina é uma boa opção no tratamento da Covid-19

Em conversa com o prefeito Firmino Filho, o Professor Doutor em Reumatologia José Tupinambá afirmou que a hidroxicloroquina é o medicamento mais indicado para suavizar e reduzir o curso da doença em pacientes com a Covid-19. O bate-papo aconteceu na tarde desde domingo (12) em uma live transmitida através do instagram do prefeito (@firminosfilho).

Segundo o reumatologista, não há uma vacina nem cura para a Covid-19, tornando o vírus intratável, mas existem várias formas de intervenção medicamentais para aliviar e encurtar o curso da Covid-19, sendo a de maior destaque a hidroxicloroquina, que atua no mecanismo de acesso do vírus à célula.

“A medicina nem sempre pode trabalhar com as melhores evidências para tomada de decisões, pois elas podem não estar disponíveis. Mas isso não pode desencorajar o estudo e o uso de medicamentos que merecem ser levados em consideração, visto que estamos lidando com o desfecho morte, algo muito sério que nos permite transigir aspectos metodológicos que em situações ordinárias não faríamos. Além disso, não temos como rebobinar o tempo. Não podemos esperar a melhor evidência aparecer e então voltar no passado para mudar as coisas. Temos que agir agora”, enfatiza.

Quando questionado pelo prefeito se, além de eficaz, o medicamento também é seguro para os pacientes, o médico afirma que reumatologistas, infectologistas e médicos de saúde pública possuem grande experiência com o uso da cloroquina e podem atestar sua segurança. “Eu, por exemplo, utilizo há mais de 30 anos no consultório e é uma droga que dá pouco problema. Claro que tem efeitos adversos, e são situações diferentes, o uso na reumatologia e o uso para Covid-19, mas pela experiência que temos é uma droga bastante segura.”

Para o reumatologista, a melhor saída ainda é o distanciamento social pois, ao desacelerar a disseminação do vírus, é possível ganhar tempo para preparar o sistema de saúde e para que os acadêmicos possam pesquisar e entender melhor a doença. Ele reforça também que o isolamento deve contemplar todas as pessoas, e não só apenas as dos grupos de risco.

“Houve uma mudança do perfil das mortes. A princípio o número representava, em sua maioria, casos de idosos e pessoas com comorbidades, os chamados grupos de risco. Atualmente, podemos notar que há muitos jovens e indivíduos completamente saudáveis figurando nos números de óbitos. Além disso, quando o jovem sai do isolamento e se infecta com o vírus, ele o leva para dentro de casa e alcança os vulneráveis que estavam protegidos ao decidirem não sair”, pontua Tupinambá.

O Professo Doutor em Reumatologia destaca ainda que é possível observar que os locais que começaram o isolamento mais cedo e que mantiveram essa medida parecem ter resultados melhores do que aqueles que flexibilizaram a quarentena.