Lineu Araújo atende paciente pós-Covid com seis especialidades

Já foram ofertados 4.406 atendimentos, no período de 18 de novembro do ano passado a 23 de junho deste ano Foto(Asom/FMS)

O Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo (Cisla) faz atendimento a pacientes pós-Covid, desde novembro do ano passado, com consultas e exames nas especialidades de neurologia, nefrologia, pneumologia, fisioterapia, nutricionista e cardiologia. O Cisla é administrado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Já foram ofertados 4.406 atendimentos, no período de 18 de novembro do ano passado a 23 de junho deste ano. Todos os agendamentos para atendimento no Lineu Araújo são realizados com encaminhamentos das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O infectologista e diretor clínico do Lineu Araújo, Walfrido Salmito, destaca que esses atendimentos são extremamente importantes, pois a Covid pode evoluir para doenças graves. “Os nossos atendimentos no ambulatório pós-Covid são para os pacientes, que especialmente tiveram internação em ambiente de UTI ou internação prolongada”, diz.

O médico esclarece que nos casos mais graves os pacientes são acometidos por várias sequelas. “Podem ser sequelas pulmonares, problemas cardiovasculares e renais nos pacientes que fizeram hemodiálise. Todos esses que tiveram complicações provocadas pela Covid precisam ser reabilitados para terem a saúde restabelecida”, diz.

Ambulatório Pós-Covid do Lineu Araújo já prestou mais de 1.500 atendimentos

A Covid-19 é uma doença que pode causar sequelas a curto, médio e longo prazo. Pensando nisso, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) mantém um ambulatório específico para atendimento à população, que funciona no Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo. Desde o início de seu funcionamento, em novembro de 2020, um total de 1.581 consultas já foram realizadas nas seis especialidades ofertadas pelo local.

Chamado de Ambulatório Pós-Covid, o serviço funciona em dias úteis, nos turnos manhã e tarde. Há oferta de consultas e exames nas áreas de cardiologia, nefrologia, neurologia, pneumologia, fisioterapia e nutrição, consideradas especialidades que contribuem para a completa recuperação do indivíduo.

Para receber atendimento no ambulatório, os pacientes que ficaram com sequelas após infecção por Covid-19 podem se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Eles são avaliados por médicos nesses locais e, se houver necessidade, são encaminhados para o ambulatório. Já os pacientes com Covid-19 que estão internados nos Hospitais da Prefeitura, no momento da alta, podem também ser direcionados ao Centro de Saúde Lineu Araújo.

Segundo o diretor do Lineu Araújo, Francisco Cavalcante, o ambulatório promove melhor qualidade de vida para quem sofre com as sequelas da Covid-19. “Têm pessoas que tiveram Covid-19 e os sintomas persistem mesmo após o término dos 15 dias de isolamento. O acompanhamento da saúde dessas pessoas é necessário e agora o município está viabilizando o atendimento sequencial desses indivíduos”.

O médico infectologista e coordenador médico do COE da FMS, Walfrido Salmito, alerta que a Covid-19 pode trazer sequelas a curto, médio e longo prazos. “A Covid-19 é uma doença nova, que ainda é alvo de estudos científicos pelo mundo, mas sabe-se que a lista de sequelas dessa infecção é extensa e pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos. Os pacientes podem, por exemplo, desenvolver pneumonia, ter disfunção renal, além de problemas neurológicos, cardíacos e pulmonares”.

Os pacientes com Covid-19 que estão internados nos Hospitais da Prefeitura, no momento da alta, podem também ser direcionados ao Centro de Saúde Lineu Araújo (Foto: Ascom/FMS)

Lineu Araújo passa a atender pessoas com sequelas da Covid-19 a partir desta segunda-feira

A partir de hoje (23), o novo ambulatório criado pela Prefeitura de Teresina para atender pessoas que ficaram com sequelas da Covid-19 inicia o atendimento à população. O serviço passa a funcionar em dias úteis, nos turnos manhã e tarde, no Centro de Saúde Lineu Araújo. Há oferta de consultas e exames nas áreas de cardiologia, nefrologia, neurologia, pneumologia, fisioterapia, nutrição e psicologia, consideradas especialidades que contribuem para a completa recuperação do indivíduo.

Para receber atendimento no ambulatório, os pacientes que ficaram com sequelas após infecção por Covid-19 podem se dirigir às 68 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Eles são avaliados por médicos nesses locais e, se houver necessidade, são encaminhados para o ambulatório. Já os pacientes com Covid-19 que estão internados nos Hospitais da Prefeitura, no momento da alta, podem também ser direcionados ao Centro de Saúde Lineu Araújo.

Segundo a médica pneumologista do Centro de Operações em Emergências (COE) da FMS, Tatiana Nunes, o ambulatório promove melhor qualidade de vida para quem sofre com as sequelas da Covid-19. “Tem pessoas que tiveram Covid-19 e os sintomas persistem mesmo após o término dos 10 dias de isolamento. O acompanhamento da saúde dessas pessoas é necessário e agora o município está viabilizando o atendimento sequencial desses indivíduos”, explica.

O médico infectologista e coordenador médico do COE da FMS, Walfrido Salmito, alerta que a Covid-19 pode trazer sequelas a curto, médio e longo prazos. “A Covid-19 é uma doença nova, que ainda é alvo de estudos científicos pelo mundo, mas sabe-se que a lista de sequelas dessa infecção é extensa e pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos. Os pacientes podem, por exemplo, desenvolver pneumonia, ter disfunção renal, além de problemas neurológicos, cardíacos e pulmonares”, informa.

FMS faz alerta para sequelas após infecção por Covid-19

A Covid-19 é uma doença nova e por isso o tempo de recuperação e suas sequelas são informações que ainda estão sendo estudadas. Alguns pacientes podem manifestar sintomas persistentes mesmo após a infecção inicial pelo novo coronavírus. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) faz um alerta para o problema, que pode trazer consequências a curto, médio e longo prazos.

Este problema, chamado de síndrome pós-covid, pode se manifestar de diversas formas e trazer limitações às atividades cotidianas. O infectologista do Centro de Operações em Emergências (COE) da FMS, Carlos Gilvan Nunes, listou os sinais mais comuns. “Um dos mais presentes seria o esgotamento físico, que chamamos de astenia, associado a outros sintomas como dores musculares e uma tosse prolongada”, diz.

O pulmão, alvo preferencial do novo coronavírus, tende a demorar mais para se recuperar. A inflamação pode persistir por semanas após a cura da doença, comprometendo o funcionamento do órgão. “Muitos pacientes têm mostrado que a funcionalidade pulmonar passou a ser modificada após o evento inicial da Covid, e alguns relatos de casos mostram até mesmo fibrose pulmonar, que seriam cicatrizes que podem se tornar irreversíveis”, conta Carlos Gilvan.

A existência de comorbidades respiratórias prévias pode agravar o quadro. “Este é um fator que não apenas é impactante para uma piora clínica como também para a persistência de sequelas respiratórias”, comenta o fisioterapeuta Saulo Carvalho, que atua no Hospital de Campanha Padre Pedro Balzi. “A Covid-19 é uma doença que diminui o volume do pulmão e dificulta sua expansão. A fibrose causada pela doença dificulta o intercâmbio entre o ar e o sangue, essencial para que ocorram trocas gasosas. Então por isso muitas vezes esses pacientes vão precisar de oxigênio por muito tempo e posteriormente vão precisar de terapias de expansão pulmonar, para melhorar essa troca e a capacidade respiratória”, explica ele.

A servidora pública Lídia Dias teve Covid-19 e relata que, mesmo após três meses de alta da sua internação, ainda sente sintomas como falta de ar. “Os médicos que me acompanham explicaram que a infecção pelo coronavírus acabou, mas a inflamação no pulmão ainda não, e que vai demorar ainda alguns meses para me recuperar totalmente”. Ela conta que faz uso de medicação e também acompanhamento médico com um pneumologista.

Outra sequela da Covid-19 é o possível comprometimento da musculatura do coração, o que pode levar ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca. Além disso, o paciente pode vir a desenvolver alterações emocionais. “Isso porque o estado ansioso está muito presente, trazido pela preocupação com o futuro, que ainda é incerto em relação às consequências da Covid”, alerta Gilvan Nunes. Além disso, há a perda de paladar e olfato – chamada anosmia – relatada por diversos pacientes. Estudos indicam que isso acontece porque o novo coronavírus encaixa-se em receptores nasais e gera inflamação que culmina na perda temporário do sentido.

Diversas abordagens estão sendo estudadas para esses pacientes, que requerem um tratamento multidisciplinar devido à heterogeneidade em suas manifestações clínicas. “São pacientes que inspiram cuidados e que precisam fazer acompanhamento periódico com especialistas”, diz o médico. “As técnicas são prescritas de acordo com a especificidade de cada paciente. Do ponto de vista respiratório, por exemplo, alguns vão ter força muscular para fazer padrões que dependem menos do uso de equipamentos, outros não. Por isso é importante que sejam feitas avaliações individuais para o acompanhamento após a doença”, pontua Saulo Carvalho.