COE Teresina afirma diminuição de síndromes gripais

A diminuição foi de 45% no número de síndromes gripais segundo indicadores comparativos entre a 6ª e 7ª Semana Epidemiológica (13 a 19 de fevereiro). O dado consta no painel do Centro de Operações Emergenciais (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina – PI que alerta para a necessidade das pessoas continuarem seguindo os protocolos para evitarem um novo aumento da contaminação pelo vírus da Covid-19.

Outros destaques relativos a esse período são: queda importante e persistente do número de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG); queda acentuada da demanda por testes RT-PCR; queda na positividade dos testes diagnósticos (embora ainda tenha se mantido em patamar elevado); esboço de estabilização / queda do número de óbitos por COVID-19.

O infectologista e coordenador médico do COE da FMS Teresina, Walfrido Salmito, explica sobre a análise dessa última semana. “Mesmo com os números em queda chamamos atenção sobre a necessidade de se manter os protocolos apesar da vacina em estágio avançado. Pedimos que todos usem máscara facial, evitem aglomeração e façam a limpeza das mãos com frequência”, alerta.

 

Teresina apresenta aumento nos atendimentos por síndromes gripais e redução nos casos de covid-19

Teresina encerrou o ano de 2021 apresentando aumento nos atendimentos por síndrome gripal e redução dos casos confirmados de covid-19. É o que indica a análise da 52ª semana epidemiológica na capital, que compreende o período de 26 de dezembro de 2021 a 1º de janeiro de 2022.

O relatório foi divulgado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública – COE municipal, vinculado à Fundação Municipal de Saúde (FMS). Segundo o relatório, entre a 51ª e 52ª semanas, houve um aumento de 76% nos atendimentos de casos de síndromes gripais em Teresina, enquanto a demanda por testes RT-PCR para covid-19 subiu 56%. No entanto, observa-se uma queda na positividade destes testes de 12% para 10%. Neste mesmo período, as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) subiram de 54 para 59, mas observou-se uma queda nos óbitos atribuídos à covid-19 – de seis para apenas um.

Walfrido Salmito, coordenador médico do COE, ressalta que esta tendência tem sido observada desde a 50ª semana epidemiológica, que compreendeu os dias 12 a 18 de dezembro de 2021. “Percebe-se um hiato entre os atendimentos por síndrome gripal e casos confirmados de COVID-19, atendimentos por síndrome gripal e hospitalizações por SRAG e na demanda por testes RT-PCR e sua positividade”, analisa Walfrido Salmito, coordenador médico do COE.

Ainda segundo Salmito, é possível que esta diferença seja um reflexo da situação do vírus H3N2 em Teresina, o que resulta em mais casos de síndromes gripais, porém em menos hospitalizações (proporcionalmente).

Aumenta atendimento por síndrome gripal e exames para detectar Covid em Teresina

Em Teresina os dados da 33ª Semana Epidemiológica no período de 15 a 21 de agosto, em relação à semana anterior, foi caracterizada pelo aumento de três indicadores relativos a Covid-19. Pela análise dos dados do Comitê de Operações Emergenciais (COE) de Teresina foi demonstrado aumento nos atendimentos por síndrome gripal, crescimento da demanda por testes de diagnósticos e elevação do percentual de positividade dos resultados de exames liberados.

Foto: Divulgação (FMS)

O coordenador médico do COE e infectologista da FMS, Walfrido Salmito, alerta que os novos dados revelam alterações no quadro de análise da pandemia em Teresina. “Estamos em uma situação de alerta com aumento discreto dos casos de Covid, a procura por exames e os casos de síndromes gripais. Se não fizermos a manutenção dos cuidados com distanciamento, higienização das mãos e uso da máscara facial pode representar uma mudança negativa nesse cenário que temos atualmente, principalmente se persistir o aumento pela procura por exames”, fala.

O infectologista também alerta para a necessidade das pessoas se vacinarem com a segunda dose. “Sabemos que existe muita gente que não está se vacinando com a segunda dose e é preocupante porque somente com a imunização completa a pessoa está mais protegida”, destaca.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, analisa que mesmo com a vacinação contra a Covid sendo disponibilizada para mais pessoas em Teresina é necessário manter todos os cuidados. “A vacinação está sendo ofertada para novos públicos avançando por idade e já estamos atendendo o público de 23 anos, mas as pessoas devem seguir com os cuidados para evitar contágio com o vírus”, diz.

Dados: FMS

Teresina registra queda de 47% nas internações por síndrome respiratória aguda grave

Dados do Comitê de Enfrentamento a Covid-19 (COE) apontam a redução de 47% nas internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em Teresina. O dado está na análise da 17ª semana epidemiológica, no período de 25 de abril a 01 de maio, em relação à 13ª semana, de 4 a 10 de abril, considerada como o pior momento da pandemia neste ano.

Em relação à semana anterior, a queda foi de 9% e já reflete na redução das filas por internação em enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva. A queda nas atendimentos por síndromes gripais foi de 2,5% em relação à última semana e de 14% em relação ao período de 4 a 10 de abril.

Os dados em relação ao número de testes RT-PCR realizados caíram em 38% em relação à semana anterior e a positividades dos testes reduziu de 32% para 28%, graças à triagem realizada pelo teste rápido de antígeno em swab nasal que está sendo feita previamente pelas Unidades de Saúde.

O integrante do COE, infectologista Walfrido Salmito, explica que pela análise do COE, os dados apontam o início do declínio da segunda onda da Covid em Teresina. “A redução dos óbitos está em torno de 33% entre as duas últimas semanas e o número básico de reprodução da Covid ficou abaixo de 1 nesta 17ª semana epidemiológica”, diz. Ele informa que permanecerá o monitoramento continuo como ferramenta essencial para as tomadas de decisão em saúde pública.

Para o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, apesar dos dados, é necessário manter atenção as novas cepas, linhagens e variantes do SARS-COV-2. “Todas as pessoas devem manter as medidas para evitar o contágio, como a higiene das mãos, o distanciamento e até as que foram vacinadas com as duas doses devem seguir essas recomendações”, diz.

Em relação à semana anterior, a queda foi de 9% e já reflete na redução das filas por internação em enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva. Foto: Ascom (FMS)

Teresina mantém queda no atendimento de síndromes gripais graves e óbitos por Covid-19

Teresina continua registrando queda nas estatísticas relacionadas à pandemia do novo coronavírus. Segundo o Painel de Monitoramento Covid-19 da Prefeitura de Teresina disponibilizado nesta segunda-feira (28), o número de atendimentos por síndromes gripais graves caiu 27,42% nas últimas duas semanas. Além disso, a média de óbitos decorrentes da doença também sofreu quedas significativas.

De acordo com o levantamento, no período de 28 de abril a 28 de dezembro foram atendidos 11.631 pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Os dados mostram uma redução de 27,42% entre a média atual de atendimentos (25,71) e a média calculada há 14 dias (35,43). Se comparado ao final do mês de junho, período do pico da Covid-19 na cidade, onde chegou a se registrar cerca de 140 atendimentos em um dia, a redução é de mais de 60%.

Com relação aos óbitos ocorridos na capital, considerando a média móvel de 14 dias, houve uma queda de 22,22%. A média atual é de apenas um óbito por dia, enquanto no pico da doença em junho, chegou a se registrar até 19 mortes diárias. No período de 26 de março a 27 de dezembro, ocorreram 1.205 óbitos de residentes em Teresina.

O Painel apresenta ainda um crescimento moderado de 11,95% na taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19, que é de 60,64% atualmente. Esse número indica que 114 dos 188 leitos disponibilizados estão sendo utilizados. Há 14 dias, o índice era de 54,17%. “Esse leve aumento é um alerta para que a gente continue mantendo todos os cuidados ainda para evitar a proliferação do vírus, tendo em vista que ele ainda segue em circulação. Estamos no período de confraternizações, mas é importante evitarmos as aglomerações e nos mantermos vigilantes com o uso de máscara e álcool em gel”, alerta o infectologista Walfrido Salmito, membro do Comitê de Operações Emergenciais em Saúde (COE).

Teresina registra queda no atendimento de síndromes gripais por sete semanas

Rômulo Piauilino

Teresina apresentou, por sete semanas consecutivas, uma queda no número de atendimentos por Síndromes Gripais (SG), infecções respiratórias causadas por diversos agentes, entre eles o novo coronavírus. No período de 21 a 27 de junho, foram registrados 20.016 atendimentos. Já entre os dias 9 e 15 de agosto, o número caiu para 11.875, sinalizando diminuição de 41% desses casos em Teresina.

Os dados foram extraídos do Painel de Dados Covid-19 da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, que contabiliza dados da rede pública e privada da capital piauiense. “Houve redução nos atendimentos por Síndromes Gripais, de forma gradual, desde a 26º semana até a 33° semana. No caso da 34º semana, que só irá se encerrar no dia 22 de agosto,  iremos observar se continua essa tendência de queda”, explica o médico infectologista do Comitê de Operações em Emergências (COE) da FMS, Kelsen Eulálio.

Ele informa ainda que fenômeno semelhante de queda foi observado na quantidade de pessoas que morreram em decorrência de complicações da Covid-19 e eram residentes em Teresina. Na 29º semana, foram registradas 87 mortes e na 33° semana, o número caiu para 43, o que representa diminuição de 50% de óbitos.

Segundo Kelsen Eulálio, essa alteração na curva pode ser um sinal de que o número elevado de casos aconteceu no mês de junho em Teresina. “Podemos inferir que estamos saindo do pico devido à queda expressiva no número dos atendimentos de Síndrome Gripal e dos óbitos pela doença, além da taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19, que tem se mantido sempre igual ou inferior a 70% nas últimas semanas”, informa.

O médico infectologista ressalta, entretanto, que, com a abertura das atividades econômicas, é importante que a população mantenha as medidas de higiene e de distanciamento social, além do uso de máscara, sob risco de haver uma segunda onda da doença.

Teresina registra queda no atendimento de síndromes gripais por sete semanas

Rômulo Piauilino

Teresina apresentou, por sete semanas consecutivas, uma queda no número de atendimentos por Síndromes Gripais (SG), infecções respiratórias causadas por diversos agentes, entre eles o novo Coronavírus. No período de 21 a 27 de junho, foram registrados 20.016 atendimentos. Já entre os dias 9 e 15 de agosto, o número caiu para 11.875, sinalizando diminuição de 41% desses casos em Teresina.

Os dados foram extraídos do Painel de Dados Covid-19 da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, que contabiliza dados da rede pública e privada da capital piauiense. “Houve redução nos atendimentos por Síndromes Gripais, de forma gradual, desde a 26ª semana até a 33ª semana. No caso da 34ª semana, que só irá se encerrar no dia 22 de agosto,  iremos observar se continua essa tendência de queda”, explica o médico infectologista do Comitê de Operações em Emergências (COE) da FMS, Kelsen Eulálio.

Ele informa ainda que fenômeno semelhante de queda foi observado na quantidade de pessoas que morreram em decorrência de complicações da Covid-19 e eram residentes em Teresina. Na 29ª semana, foram registradas 87 mortes e na 33ª semana, o número caiu para 43, o que representa diminuição de 50% de óbitos.

Segundo Kelsen Eulálio, essa alteração na curva pode ser um sinal de que o número elevado de casos aconteceu no mês de junho em Teresina. “Podemos inferir que estamos saindo do pico devido à queda expressiva no número dos atendimentos de Síndrome Gripal e dos óbitos pela doença, além da taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19, que tem se mantido sempre igual ou inferior a 70% nas últimas semanas”, informa.

O médico infectologista ressalta, entretanto, que, com a abertura das atividades econômicas, é importante que a população mantenha as medidas de higiene e de distanciamento social, além do uso de máscara, sob risco de haver uma segunda onda da doença.

 

Teresina registra mais de 40 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em crianças

De janeiro a agosto deste ano, Teresina registrou 43 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de 13 anos, sendo seis deles de Influenza A H1N1 e 37 de Covid-19. Os dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEPGripe) acendem um alerta sobre a baixa procura pela vacina contra a gripe e em relação à adoção de medidas de prevenção para evitar a disseminação do novo Coronavírus neste público.

O último balanço da Fundação Municipal de Saúde (FMS) apontou que a cobertura vacinal contra a gripe, causada pelos vírus Influenza A H1N1, H3N2 e Influenza B em crianças de seis meses a seis anos, está em 59.76%. A quantidade de casos este ano já ultrapassa o registrado durante todo o ano passado, quando quatro casos de Influenza foram confirmados, sendo um caso de Influenza H3N2 e três casos de Influenza B.

A diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, reforça que as crianças fazem parte do grupo de risco para a Inluenza, pois estão em desenvolvimento e o seu sistema imunológico encontra-se em formação. “Estudos epidemiológicos nacionais e internacionais mostram que as crianças, principalmente as menores de 5 anos, são as que mais desenvolvem a forma grave de doença viral respiratória e têm complicações que levam ao óbito”, alerta.

Em Teresina, a FMS segue imunizando pessoas pertencentes aos grupos prioritários da campanha de vacinação contra a gripe nas Unidades Básicas de Saúde que não realizam atendimentos relacionados às síndromes gripais. Nestes locais, uma série de cuidados estão sendo tomados para reduzir os riscos de contaminação pelo novo Coronavírus e garantir segurança à população na ida às salas de vacinação durante a pandemia.

Walfrido Salmito, médico infectologista da FMS, explica que a vacina da gripe não tem eficácia contra o novo Coronavírus, e que mesmo com evidências de que a Covid-19 afete com menos frequência e menor gravidade as crianças em relação aos adultos, as medidas de prevenção são necessárias e os cuidados com esta faixa etária precisam ser reforçados.

“É importante que as crianças tenham hábitos de higiene, usem máscaras a partir dos dois anos de idade e respeitem o isolamento social. Embora não façam parte do grupo de risco para Covid-19, elas podem ser infectadas pelo novo Coronavírus. A maioria não apresenta sintomas, mas as que têm sintomas devem buscar atendimento médico”, orienta o infectologista.

Teresina registra aumento de 83% nas internações por síndrome respiratória aguda grave

Somente na última quarta-feira (24), 3.019 pessoas com sintomas de síndrome gripal procuraram por serviços de saúde em Teresina, sendo 2.065 na rede pública e 954 na rede privada. Foram registrados no mesmo dia, 128 atendimentos de síndrome respiratória aguda grave. Foi o maior número até agora, representando um aumento de 83% no número de internações desde o início da pandemia.

De março até agora, já foram prestados 83.613 atendimentos a pessoas com sintomas gripais, dos quais 57.938 foram na rede pública de saúde e 30.679 na rede privada. Atualmente, a taxa de ocupação de leitos de UTI COVID está em 79,87%. Das 162 unidades da rede pública, 132 estão ocupadas. Na assistência privada existem 156 UTI’s e 122 estão sendo utilizadas.

Para o diretor de Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Kledson Batista, o aumento dos casos de síndromes gripais é uma evidência de que os casos de Covid-19 também estão crescendo e é um reflexo da diminuição nas taxas de isolamento social na capital. “No início da pandemia, em meados de março, Teresina ainda estava com um número reduzido de pessoas com síndrome gripal, pois a quarentena estava sendo respeitada mais fortemente. Mas, mesmo com as imposições, decretos e as ações da prefeitura, é notório que muitas pessoas desrespeitam o isolamento e se aglomeram em filas de banco, em feiras livres, pequenas lojas, ou até mesmo em serviços essenciais. Nesse sentido, os casos tendem realmente a aumentar”, comenta.

Com o registro do aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave, a principal preocupação dos órgãos de saúde é com a capacidade de assistência da rede hospitalar. “O número de leitos de UTI continua com ocupação acima de 70% e acreditamos que as medidas de isolamento ainda sejam as mais efetivas para o controle da pandemia. A covid-19 é uma doença extremamente grave e é transmitida com facilidade. É essencial que as pessoas continuem os cuidados de prevenção, distanciamento social, uso de máscara e, principalmente, lavagem constante das mãos”, alerta a infectologista Amparo Salmito, gerente de epidemiologia da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

“Como número de casos de Covid não para de crescer, precisamos aumentar os leitos de UTI. A FMS já adquiriu os equipamentos e agora são necessários mais médicos, de qualquer especialidade, para iniciarmos o atendimento. Já temos número suficiente de enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas”, explica o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Manoel de Moura Neto.

Teresina registra mais de 1.500 atendimentos de síndromes gripais em um dia

Com baixos índices de isolamento social, Teresina apresentou na última terça-feira  (09) o maior número de atendimentos por síndromes gripais desde o início da pandemia. Foram 1.514 registros na rede pública e privada, dado que tem apresentado um aumento desde o último domingo (07), quando foram registrados 1.040 atendimentos.

O diretor de Atenção Básica da FMS, Kledson Batista, explica que a consequência mais grave dessa situação é evolução da doença para casos que requerem internação. “Em um universo em que, por exemplo, de cada 100 pessoas, uma complica para o caso de internação, se este número sobe para 10 mil, teremos 100 internações e esta proporção tende a aumentar. Com isso, Teresina pode ter uma sobrecarga no sistema de saúde e até entrar em colapso”, alerta.

Segundo os dados do Painel de monitoramento da COVID-19, elaborado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), no início da pandemia eram registrados em torno de 103 atendimentos para casos de síndromes gripais. O número foi crescendo e chegou a 1.384 no dia 3 de junho, um aumento de mais de 1000%.

De março até agora, já foram prestados mais de 34 mil atendimentos a pessoas com sintomas gripais, dos quais 57% (mais de 19 mil) foram na rede pública de saúde.

Para Kledson Batista, o aumento é uma evidência de que os casos de COVID-19 ainda estão crescendo e é um reflexo da diminuição nas taxas de isolamento social na capital. Dados da startup Inloco revelam que, na última segunda-feira, este índice estava em 41,20%, uma queda em relação ao mesmo dia da semana anterior, que estava em 43,3%. Segundo os protocolos dos órgãos de saúde, o ideal seria uma porcentagem em torno dos 73%.

Ele explica que o aumento dos números ocorre porque uma das características do vírus é a alta transmissibilidade entre as pessoas, o que leva à evolução da doença pelo não cumprimento do isolamento social. “No início da pandemia, em meados de março, Teresina ainda estava com um número bem reduzido, pois a quarentena estava sendo respeitada mais fortemente e as pessoas não frequentavam lugares que geram aglomerações. Mas, mesmo com as imposições, decretos e as ações da prefeitura, é notório que muitas pessoas desrespeitam o isolamento e se aglomeram em filas de banco, em feiras livres, pequenas lojas, ou até mesmo em serviços essenciais. Nesse sentido, os casos tendem realmente a aumentar”, comenta Kledson Batista.

Por isso, o Centro de Operações em Emergências (COE) em Saúde Pública COVID-19 da FMS avaliou que ainda não há viabilidade para uma flexibilização do isolamento social na capital. “Todos querem voltar às suas atividades normais, mas é preciso seguir as medidas de isolamento, criadas por técnicos e estudiosos do tema. Estamos lidando com o risco de perder vidas humanas e é preciso ter cautela”, alerta Amparo Salmito, infectologista da FMS e membro do COE.