“Marcas da Alegria” vai conscientizar foliões sobre violência de gênero no Corso de Teresina

Ascom/SMPM

A Campanha “Marcas da Alegria”, que visa o enfrentamento à violência de gênero, realiza mais uma das suas atividades no Corso de Teresina, que acontece sábado (15), no Complexo Cultural da Ponte Estaiada. Ação é promovida pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e a meta é entregar 15.000 mil materiais informativos com mensagem de conscientização para um carnaval com mais respeito às mulheres.

Segundo levantamento realizado pela SMPM, foram distribuídos no ano de 2019 cerca de 13.000 materiais informativos durante toda a campanha. “Desde 2014 que realizamos a campanha Marcas da Alegria. É importante destacar que a cada ano ela vai aumentando, tudo isso é reflexo de um trabalho que vem dando certo. É uma campanha muito relevante por divulgar mecanismos de apoio às mulheres que sofreram os diversos tipos de violência de gênero”, afirma a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira.

Este ano, a campanha esteve nas prévias de Carnaval do The Vejo na Ponte, Escolha do Rei e Rainha de Carnaval e Concurso de Marchinhas. Após as prévias, as atividades da campanha marcarão presença também em blocos do próprio Carnaval, como o tradicional Bloco do Paçoca, no bairro Saci, que acontece no domingo de Carnaval (23).

“Queremos um carnaval com respeito à diversidade, às mulheres e a todas as pessoas. Fizemos essa parceria com a SMPM justamente para levar essa informação de empoderamento e respeito às mulheres em locais públicos. No carnaval tem muito assédio, as pessoas não respeitam o limite do outro, não queremos isso no nosso bloco”, enfatizou Júnior Messias, Coordenador do Bloco Paçoca.

A Campanha “Marcas da Alegria” é uma iniciativa da SMPM em parceria com a Secretaria Municipal da Juventude (SEMJUV), Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FCMC) e Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM).

Prefeitura define critérios de seleção de mulheres e seus filhos para o serviço Amor de Tia

Ascom/SMPM

A equipe da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) se reuniu nesta quinta-feira (13) com representantes do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS Sudeste III), Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) e Conselho Tutelar para definição dos critérios de seleção de mulheres e seus filhos para o serviço Amor de Tia.

Para ter acesso ao serviço, as mulheres que se encaixam nos critérios estabelecidos precisam fazer um cadastro junto ao CRAS, que tem o papel de avaliação. “Após essa avaliação, essas mulheres são encaminhadas para o Serviço Amor de Tia, onde elas e seus filhos recebem um acompanhamento especializado. Mas essa reunião serviu também para mostrar como foi nossa experiência esse ano, fazendo uma comparação com o ano passado. A gente queria está expondo nossos critérios, todo o trabalho desenvolvido, e assim, alinhar junto a SMPM, novas formas de funcionamento”, explica o psicólogo do CRAS Sudeste III, Antônio Sales.

Ainda segundo o profissional, o grande foco de toda a equipe no momento são os critérios de seleção das mulheres para acessar o serviço. “Queremos fazer toda essa análise com ainda mais cuidado, para que as mulheres inseridas sejam mulheres que realmente estejam vivenciando uma situação de vulnerabilidade social. Com isso, pretendemos ajudar ainda mais mulheres, para potencializar suas forças”, finalizou o psicólogo.

Para a secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Macilane Gomes, é de extrema importância todo o alinhamento do trabalho desenvolvido pela Secretaria com outros setores envolvidos. “Foi bem interessante dialogar, alinhar. O CRAS já trouxe um feedback dos índices de vulnerabilidade dessas mulheres, do impacto do serviço na vida delas. Esses dados só contribuem para realização de outros trabalhos, porque o que a gente quer é aperfeiçoar e impactar a vida dessas mulheres”, destacou.

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia (Norte e Sudeste), unidades vinculadas à SMPM, atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência baseada no gênero. Somente no ano de 2019 as duas unidades realizaram o total de 314 atendimentos. Os dados correspondem ao atendimento de 155 mulheres e 159 crianças.

Secretaria padroniza formulário para atendimento às mulheres em situação de violência

Ascom/SMPM

A especialista em Estudos de Gênero e Violência contra a Mulher, Wânia Pasinato, esteve nesta segunda-feira (10) com a equipe da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e de unidades vinculadas para a discussão sobre o aprimoramento dos formulários de atendimento às mulheres em situação de violência  em Teresina. Os formulários são utilizados para realização dos cadastros das mulheres atendidas pelos serviços Amor de Tia (Norte e Sudeste) e Centro de Referência Esperança Garcia (CREG).

Segundo a especialista, a ideia é criar um documento único para as unidades e assim formular uma compreensão mútua sobre o público atendido. Para isso, o documento deve responder questões sobre escolaridade, renda, trabalho, entre outros itens.

“A partir dessas respostas, vamos traçar estratégias para essas mulheres voltarem a estudar, realizarem cursos de capacitação ou desenvolver alguma atividade. Todas essas respostas atendem os dois públicos, assim, a SMPM consegue ter um dado padronizado. Além de conseguir identificar onde estão às mulheres que mais precisam de emprego, se está no Amor de Tia ou no CREG. A unificação desse formulário vai ajudar a secretaria a se planejar melhor”, destacou Wânia Pasinato.

Para a coordenadora do Amor de Tia Norte, Aline Heíra, que também participou do encontro, a expectativa é que a orientação da especialista traga um aperfeiçoamento do serviço. “Nosso desejo é conhecer ainda mais o perfil dessas mulheres. Queremos empoderá-las para que se sintam ainda mais pertencentes ao serviço”, enfatizou.

Além dos formulários, também foi pauta da reunião algumas diretrizes para o funcionamento do Centro de Referência Esperança Garcia. Segundo a especialista em Gênero, os novos encaminhamentos que estão sendo discutidos para a unidade, devem servir de modelo para outros centros que venham a ser criados.

A consultoria, financiada pelo Programa Lagoas do Norte, que tem como finalidade também fortalecer e aprimorar o serviço de atendimento às mulheres vítimas de violência, segue nesta terça-feira (11), e encerra na quarta-feira (12).

Mulheres participam na sexta (09) de roda de conversa sobre relacionamentos afetivos

Ascom/SMPM

Com os índices de violência contra a mulher crescendo em suas mais variadas tipificações, torna-se necessário cada vez mais orientar mulheres sobre os relacionamentos afetivos. Para falar sobre a temática, será realizada uma roda de conversa nesta sexta-feira (07), às 9h, no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), localizado na Rua Benjamin Constant, 2170, região Centro Norte de Teresina.

A atividade será mediada pela psicóloga Amanda Graziela e tem como finalidade desmitificar conceitos e trazer reflexões sobre o tema. “Essa atividade é exatamente para trazer uma reflexão sobre os relacionamentos afetivos. Não é um trabalho terapêutico, mas tem efeitos terapêuticos, porque permite a troca de vivências, de situações e de histórias que cada uma passa, e isso acaba trazendo uma aproximação e identificação”, diz a especialista.

A psicóloga relata ainda que a roda de conversa permite que as mulheres consigam desenvolver uma autonomia para que possam identificar determinados comportamentos que firam sua integridade dentro das relações. “Vamos aprofundar os assuntos, discutir, falar sobre os equilíbrios que devem existir que não há superioridade e sim uma troca igual dentro de cada relação”, finaliza.

O Centro de Referência Esperança Garcia, unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero, oferecendo atendimento psicossocial e jurídico. Mais informações podem ser obtidas pelo número: (86) 3233- 3798.

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento elabora projeto voltado para igualdade de gênero em Teresina

Representantes da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) receberam, em solenidade realizada no auditório da Academia Piauiense de Letras, o relatório “Mulheres Resilientes: Cidades Resilientes”. O documento, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), visa auxiliar na elaboração de políticas públicas para as mulheres na região metropolitana de Teresina.

O projeto foi realizado com base em diagnósticos, construções coletivas e aprofundamentos em pesquisas. O objetivo é formular a criação de propostas e soluções para igualdade de gênero e empoderamento econômico de mulheres na capital.

As atividades do projeto foram desenvolvidas nas cidades de Teresina, Demerval Lobão, José de Freitas, Nazária e Timon, no Maranhão. Juntas, essas cidades concentram cerca de 1,5 milhão de habitantes.

A analista do Programa de Gênero e Raça da Pnud Brasil, Ismália Afonso, destacou o que o projeto representa para as mulheres e para a sociedade em geral.“Esse projeto é um esforço de identificação, aprofundamento de problemas e propostas de solução para a igualdade de gênero. Na oportunidade, apresentamos um conjunto de 20 propostas voltadas a melhorar a capacidade produtiva das mulheres jovens dessa região. Fizemos todo esse rol de sugestões com base em um trabalho de um ano de diagnóstico. Com tudo isso, pretendemos que os poderes públicos consigam melhorar a perspectiva de gênero no desenho das suas ações”, enfatizou a analista.

Para a secretária da SMPM, Macilane Gomes, o relatório marca a chegada de uma ferramenta importante para o avanço da implementação de políticas públicas para as mulheres de Teresina.

“Será um instrumento para analisar problemas, com base nas ações que já executamos e potencializar essas atividades que vêm sendo realizadas. Olhando as referências, achei interessante que colocaram várias leis municipais. O próprio Plano Municipal de Políticas para as Mulheres virou uma referência. Ficamos satisfeitas, pois mostra que estamos antenados e no caminho certo”, finalizou.

 

Guarda Municipal inicia em fevereiro monitoramento com mulheres em situação de violência

Os guardas municipais da Prefeitura de Teresina realizarão, a partir de fevereiro, visitas periódicas para monitorar o cumprimento das medidas protetivas de urgência de 40 mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O Projeto Patrulha Maria da Penha atenderá inicialmente as mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG).

Para implantação do projeto, de iniciativa da Secretaria Municipal de Cidadania assistência social e Políticas Integradas (Semcaspi) em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), os guardas municipais participaram de capacitação no mês de janeiro. Contou ainda com visita técnica, realizada por representante da SMPM, para conhecer a experiência exitosa de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde a patrulha já é executada.

Na capital gaúcha, a gerente de enfrentamento à violência da SMPM, Lidiane Oliveira, conheceu os protocolos de atendimento da organização, formas de abordagens nas situações de violência apresentadas pelas mulheres e realizou visitas às residências de mulheres que recebem acompanhamento em Porto Alegre.

“A experiência nos possibilitou conhecer como eles trabalham essa proposta de monitoramento com as mulheres. No Projeto, a visita técnica, além de agregar muitos conhecimentos, gerou também fluxos de natureza administrativa para Teresina. Poderemos alinhar alguns pontos do nosso protocolo, a partir da atuação realizada em Porto Alegre”, afirma Lidiane Oliveira.

A gerente esclarece que a ideia não é trabalhar o projeto em Teresina da mesma forma que acontece em Porto Alegre. “Cada espaço tem suas singularidades. Buscamos perceber quais foram as dificuldades enfrentadas inicialmente no processo de implantação na capital gaúcha. A ideia é trazer essas informações para que nosso serviço funcione de forma eficiente”, conclui.

No Brasil, o projeto Patrulha Maria da Penha foi implantado pela primeira vez em Porto Alegre (RS), em 2012. O estado se tornou referência no monitoramento de medidas protetivas contra mulheres vítimas de violência. Atualmente o projeto já presente em Pernambuco, Minas Gerais, Pará e Paraná.

Campanha “Marcas da Alegria” irá alertar sobre violência de gênero no Carnaval

Ascom/SMPM

Inicia neste domingo (26) e seguem nos dias 02 e 09 de fevereiro, na 3ª Edição do The Vejo na Ponte, as ações da campanha “Marcas da Alegria”, que visa enfrentar a violência de gênero na capital. Idealizada pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), a campanha faz uma sensibilização por meio da distribuição de material educativo. O The Vejo na Ponte este ano acontece como prévia carnavalesca, na Ponte Estaiada, a partir das 17h.

“Estaremos também em todos os eventos de prévias de carnaval realizados pela Prefeitura de Teresina, como escolha do rei e rainha de carnaval, concurso de marchinhas e corso. Essa é uma campanha de enfrentamento à violência, principalmente ao assédio no carnaval, onde se tem a ideia de que na folia tudo é permitido. Nosso foco principal é no enfrentamento ao assédio que é uma forma de violência de gênero”, enfatiza a assistente social da SMPM, Caroline Leal.

Ainda segundo a assistente social, na oportunidade também será divulgado o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que atende mulheres em situação de violência doméstica e de gênero. “A nossa intenção é que cada vez mais mulheres em situação de violência possam ter um acompanhamento especializado, que é realizado gratuitamente por psicólogo, assistente social e advogado no Centro de Referência”, pontua.

A campanha que vem sendo realizada na cidade de Teresina desde 2014, dessa vez conta com o apoio da Secretaria Municipal da Juventude (SEMJUV), Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FCMC) e Conselho Municipal de Direito das Mulheres (CMDM).

“Nesta edição também serão disponibilizadas placas educativas para que os foliões tirem fotos e espalhem a campanha nas redes sociais. Esse será mais um canal estratégico que utilizaremos como divulgação”, conclui a assistente social.

Não é Não

Durante os três dias do The Vejo na Ponte, a SMPM juntamente com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) estará apoiando a campanha idealizada pelo coletivo nacional “Não é Não”, que distribuirá gratuitamente mais de três mil tatuagens temporárias em apoio a uma campanha pela não violência contra mulher.  A ação visa levantar o debate sobre o enfrentamento ao assédio às mulheres em festas de carnaval.

Projeto de dança une mulheres pelo fim da violência de gênero

Quando o grupo de mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) reúne-se para atividade de dança, as transformações acontecem além do que os olhos podem ver. A prática tem sido uma forma de reinventar a vida, dando para elas novas cores, sons, movimentos múltiplos de singularidade para o enfrentamento da violência de gênero.

A atividade denominada “Mulheres que dançam” é um projeto de iniciativa do CREG em conjunto com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e acontece uma vez ao mês. O Projeto busca proporcionar alegria, interação e bem-estar às mulheres atendidas, procurando ajudar também, cada vez mais, no fortalecimento e no rompimento do ciclo de violência sofrido.

A voluntária e professora, Ana Lídia, afirma que a dança é uma atividade que tem contribuído com a autoestima e empoderamento dessas mulheres. “Estamos no quinto mês da atividade e percebo que elas gostam muito, pois a dança ajuda na situação de enfrentamento da violência que elas vivenciaram. Além de ajudar na melhora da autoestima, desenvoltura, timidez, percebo que elas se já se soltam mais durante as aulas. É um momento agradável e de alegria para elas”, considera.

A.S, desempregada, de 32 anos, que frequenta a unidade há cerca de um ano, afirma que mesmo com a limitação de uma deficiência se sente bastante motivada em participar do momento. “Mesmo com a deficiência que tenho em um braço e perna, muitas vezes chego com dores, e com as atividades de alongamento e dança acaba passando todas as dores, e além de contribuir com a autoestima a gente sai com as energias renovadas para enfrentar o dia e o momento ruim que passei desaparece cada vez mais. Mesmo com a minha deficiência eu consigo dançar, no meu limite, mas eu consigo. E a mesma determinação que estou tendo na aula de dança procuro levar para minha vida”, pontua.

Já a segurança particular, D.S, por considerar o momento bastante atrativo e com diversos benefícios avalia que a atividade deveria ser realizada mais vezes.  “A dança contribui de várias formas. É uma atividade que nos traz alegria e benefícios para o corpo, além de me ajudar a esquecer toda violência sofrida. Uma distração e eu até preferia que fossem mais dias e não apenas uma vez por mês”, relata.

O Centro de Referência Esperança Garcia oferece atendimento social, psicológico e jurídico para mulheres em situação de violência em Teresina e desenvolve diferentes práticas integrativas complementares.  Entre janeiro e novembro de 2019 o Centro acompanhou 384 mulheres que sofreram algum tipo de violência na cidade de Teresina. Segundo levantamento realizado pela SMPM, juntamente com o CREG, dessas mulheres 125 foram inseridas no serviço no ano de 2019 e 259 já realizam acompanhamento na unidade. Através do atendimento especializado e trabalho de conscientização, somente nesse ano 15 mulheres conseguiram romper o ciclo de violência.

“O propósito da dança é reunir, esclarecer, descobrir todos os aspectos da vida. No dia de hoje, a usamos especialmente para enaltecer a mulher, que precisa se redescobrir, se aceitar, se respeitar. Por isso, procuramos essa harmonia. A atividade funciona também como mais um dos momentos de fortalecimento para que ela consiga cada vez mais romper esse ciclo de violência,” finaliza a gerente de enfrentamento a violência da SMPM, Lidiane Oliveira.

Mais informações sobre os serviços oferecidos pelo Centro podem ser obtidas por meio do telefone: (86) 3233-3798.

 

 

 

Selo Dona Saló: comissão inicia processo de avaliação das empresas

As empresas que realizaram inscrição na 2ª edição do Selo Dona Saló estão passando por um processo de avaliação.  Nesta etapa, a equipe técnica especializada está disponibilizando questionários para que os funcionários descrevam as atividades desenvolvidas em prol da equidade de gênero de acordo com os critérios estabelecidos em edital.

Essa etapa de acompanhamento, através das visitas, serve para estabelecer um contato mais próximo com os colaboradores de cada empresa, para esclarecimento de dúvidas e informações, entre outros. Após essas visitas, será elaborado um portfólio com as considerações da comissão que fará uma avaliação final.

“É importante que o questionário seja respondido de forma clara e completa, pois todas as informações colocadas lá irão compor o portfólio da empresa, juntamente com as considerações da comissão”, esclarece a analista em Gestão Pública da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Ana Régia Nolêto.

No total, 17 empresas estão participando dessa fase. Dentre elas, serão selecionadas nove empresas que irão concorrer aos prêmios nas categorias de pequenas, médias e grandes empresas. O Selo Dona Saló – empresa promotora de equidade de gênero – será concedido a pelo menos três empresas de cada categoria.

A analista de Recursos Humanos do Hospital de Olhos Francisco Vilar, Flávia Marques, uma das empresas que estão concorrendo ao Selo, enfatizou a importância de dar esse reconhecimento às empresas que fazem um trabalho diferenciado de valorização do trabalho feminino.

“Não é fácil fazer um trabalho de equidade, porque a gente tem raízes culturais que ainda permanecem muito fortes na sociedade. Somos uma empresa com mais de 40 anos no mercado e sempre buscamos valorizar o trabalho feminino, nossa essência é feminina, é do empoderamento feminino, de desenvolver mulheres para que possam ter autonomia”, afirma Flávia.

As empresas serão avaliadas pelos critérios de empregabilidade e liderança de mulheres, igualdade salarial, saúde e qualidade de vida, educação, prevenção e violência, todos voltados para o público feminino. A cerimônia de concessão do Selo vai ser realizada no mês de março, em evento alusivo ao mês da mulher.

O Selo Dona Saló é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC) em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI). O objetivo é promover o reconhecimento de empresas privadas que atuam ou estabeleçam projetos, programas ou ações em prol da equidade de gênero na cidade de Teresina.