Teresina participa de missão técnica em Salvador sobre enfrentamento ao calor urbano

Missão técnica em Salvador sobre enfrentamento ao calor urbano (Foto: Ascom Semai)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Coordenação da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Articulação Institucional (Semai), participou da missão técnica do Acelerador de Soluções para o Calor Urbano, realizada entre os dias 10 e 12 de março, na cidade de Salvador (BA). A capital piauiense foi representada pelo coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, e pela assessora técnica da coordenação, Patrícia Marinho.

A iniciativa é conduzida pelo WRI Brasil e reúne cidades brasileiras que desenvolvem projetos voltados ao enfrentamento do calor extremo por meio de soluções sustentáveis e de baixo carbono. Além de Teresina, participam do programa cidades como Campinas, Florianópolis, Fortaleza e Recife, que compartilham experiências e recebem apoio técnico para estruturar projetos capazes de reduzir os impactos das altas temperaturas nos territórios urbanos.

Durante a missão, os representantes das cidades participaram de visitas técnicas, oficinas de cocriação e intercâmbio de experiências com especialistas e gestores públicos. As atividades incluíram a apresentação de soluções implementadas em Salvador, como corredores verdes e iniciativas de infraestrutura urbana voltadas à melhoria do microclima e da qualidade ambiental nas cidades.

Para Teresina, a participação na missão representa uma oportunidade estratégica de fortalecer o planejamento urbano voltado à adaptação climática e de aprimorar o projeto que está sendo desenvolvido no âmbito do acelerador, com foco na criação de territórios mais resilientes ao calor extremo.

Segundo Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030, a experiência reforça o papel da cooperação entre cidades no enfrentamento de um dos grandes desafios climáticos da atualidade. “Participar dessa missão é uma oportunidade muito importante para Teresina. Estamos dialogando com outras grandes cidades brasileiras e aprendendo com experiências concretas de adaptação urbana. O calor extremo é um dos maiores desafios das cidades no mundo hoje, e Teresina se soma a esse esforço coletivo para construir soluções inovadoras que protejam a população e tornem nossos territórios mais resilientes”, destacou.

A participação no Acelerador de Soluções para o Calor Urbano integra a estratégia da Prefeitura de Teresina de fortalecer políticas públicas voltadas à adaptação climática, à justiça ambiental e à melhoria da qualidade de vida da população, especialmente nos territórios mais vulneráveis às altas temperaturas.

Catalisa Gov entra na segunda fase com mapeamento de desafios e foco em soluções

Foto: SECTI

O programa Catalisa Gov, iniciativa que busca identificar e solucionar desafios da gestão pública por meio da inovação, entrou em sua segunda fase em Teresina, com foco nas demandas da população.

Desenvolvido em parceria com o Sebrae, o programa tem como objetivo mapear problemas, priorizar soluções e propor ações estratégicas que impactem diretamente a eficiência dos serviços públicos.

Nesta sexta-feira, 24, a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) se reuniu com o Sebrae, representado pela consultora Bruna Neves, para tratar do mapeamento dos desafios e da priorização de soluções que compõem a segunda etapa do programa.

O secretário-executivo de Ciência e Inovação da SECTI, Carlos Giovanni, explicou como está sendo feita a análise dos desafios.
“Estamos utilizando ferramentas de design thinking para diagnosticar os problemas e desafios nas SDUs, SEMA e FMS. Esta etapa inicial é fundamental para identificar quais problemas serão tratados com soluções inovadoras e, assim, melhorar a gestão pública e os serviços oferecidos à população”, destacou.

Bruna Neves, do Sebrae, detalhou o trabalho de mapeamento realizado pelo programa.
“Esta é uma reunião de alinhamento do mapeamento e priorização de desafios que compõem a segunda etapa do Catalisa Gov. Estamos apresentando os desafios mapeados, os impactos, as causas e as consequências, além do contexto dos problemas levantados nas SDUs, SEMAM, FMS, SEMA e demais órgãos participantes”, pontuou.

O Catalisa Gov segue avançando para transformar desafios em soluções que beneficiem a população.

Empresa inicia estudo sobre a situação dos diques do Parnaíba e Poti para propor soluções

Ascom/Lagoas do Norte

O Programa Lagoas do Norte licitou e contratou uma empresa especializada em projetos de engenharia para fazer um estudo amplo da situação dos diques dos rios Parnaíba e Poti. Esse estudo vai propor soluções para cada trecho analisado, levando em conta os aspectos sociais, ambientais, hidráulicos, hidrológicos e geológicos. Com base nesse estudo, a Prefeitura adotará um dos modelos de reforço do dique propostos pela empresa.

Esse estudo é uma continuidade dos painéis de segurança já realizados por especialistas contratados pelo Programa Lagoas do Norte através do Banco Mundial, órgão financiador do programa. Os três painéis de segurança detectaram a existência de problemas, como é o caso da altura do dique em relação ao nível dos rios na máxima cheia ocorrida na década de 80. Em alguns trechos, há risco de que, num momento de encontro das cheias dos dois rios, a água atravesse o dique e passe do rio para o outro lado. Agora, esses problemas serão analisados de forma criteriosa e, a partir disso, haverá a proposição de soluções.

O estudo segue da avenida Boa Esperança até a rua Santa Clara, no Mocambinho. “Nós temos conclusões dos painéis de segurança que agora serão aprofundadas. Todo esse esforço do Programa Lagoas do Norte é no sentido de embasar a tomada de decisão quanto ao modelo de obra a ser adotado e, assim, garantir a proteção das pessoas que vivem na região norte”, explica Márcia Muniz, diretora geral do PLN.

Os especialistas da empresa contratada percorrerão toda a extensão do dique fazendo medições e análises. A população está sendo informada como será esse trabalho em reuniões e material informativo que está sendo distribuído na região. Em alguns trechos, os especialistas precisarão ter acesso aos quintais das residências.

O dique é uma estrutura de engenharia construída para proteger a população das águas dos rios em momentos de intensa cheia, em decorrência do aumento do volume das águas. Para que essa estrutura funcione com total segurança, não deve ter interferências em sua base, como árvores de grande porte, poços, fossas e casas.