Mais de 43 mil transferências de pacientes foram realizadas em um ano na rede municipal

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) está acrescentando à frota de carros da Central de Transferência de pacientes uma nova ambulância, que vai oferecer mais agilidade ao atendimento das demandas de transferências entre hospitais. Existem oito veículos na central, sendo seis ambulâncias (para transferências de pacientes) e dois carros administrativos para transporte de hemoderivados e amostras para exames. Em 2021, a Central de Transferência de pacientes realizou 43.619 transferências e em 2022, até o momento, foram 15.705 transferências.

As ambulâncias da Central de Transferência são distribuídas em vários pontos da cidade: Upa Promorar, Upa Satélite, Upa Renascença, Hospital Parque Piauí, Hospital do Buenos Aires e Hospital Mariano Gayoso Castelo Branco. O serviço funciona em regime de plantão 24h e atende as necessidades de transporte de pacientes entre hospitais, cujas demandas são organizadas pela equipe da Central de regulação.

“Quando chega a demanda, a Central aciona os pontos de apoio, onde estão ambulâncias que vão realizar esta transferência. O motorista responsável é comunicado e se desloca para o hospital onde está o paciente, que é recebido em companhia de um técnico de enfermagem para acompanhá-lo durante o processo de transferência”, informa a coordenadora da Central de Regulação de Transporte, Elisabeth Lima. A Central é responsável pelo transporte de pacientes estáveis e sem risco de vida, com prioridade para gestantes e crianças.

Transferência dos venezuelanos para novo abrigo acontece nesta quinta-feira

Os 115 venezuelanos que estão refugiados em Teresina serão transferidos para um novo abrigo na manhã desta quinta-feira (04). Os migrantes serão acomodados no Centro Social Urbano do bairro Buenos Aires, localizado na Rua Crisipo Aguiar. A chegada deles está prevista para às 8h.

“Estamos cumprindo uma obrigação humanitária e institucional que é acolher os venezuelanos. Desde a chegada deles, temos prestado, juntamente com a sociedade civil, igreja, governo e ONGs, toda a assistência necessária, distribuindo kits de limpeza, higiene, alimentação, além de disponibilizarmos espaços para eles ficarem abrigados”, explica o secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira.

Com a mudança, os venezuelanos que estão nos abrigos do KM7, Pastoral de Rua e sede do MP3 serão remanejados para o CSU do Buenos Aires, que é mais espaçoso e foi reformado para recebê-los. Já o grupo de migrantes do Piratinga permanecerá no local. Dessa forma, o número de abrigos passará de cinco para dois. Esses espaços foram cedidos pelo Governo e serão administrados pela Prefeitura de Teresina.

De acordo com a chefe de divisão de Média Complexidade da Semcaspi, Layla Paiva, a mudança deve melhorar o atendimento na área da saúde e assistência aos migrantes. “O processo de mudança facilitará o fornecimento do serviço básico por parte das nossas equipes de assistentes sociais e agentes de proteção social”, reforça.

Os venezuelanos chegaram em Teresina no dia 13 de maio. Os migrantes são indígenas da etnia Warao e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela. O número deles na capital já chegou a 206 no mês passado, mas alguns já migraram para outras cidades. Cerca de 40% são crianças e adolescentes. Os migrantes não sabem ler, não falam português e possuem dialeto e religião própria.