Semest entrega 100 cestas básicas para micro e empreendedores do segmento da Umbanda

Nesta quarta-feira (13), foi realizada a entrega de 100 cestas básicas para micro e pequenos empreendedores que atuam na economia solidária voltados para o segmento Umbandista. A ação foi realizada no prédio da Secretaria Municipal de Economia Solidária de Teresina (Semest). Teresina possui, atualmente, 800 terreiros de matriz africana catalogados.

Na oportunidade, o representante do movimento pai Rondinele Oxun, agradeceu a equipe pela ação e solicitou uma reunião para apresentar projetos voltados para o incentivo ao empreendedorismo nas comunidades tradicionais de terreiros.

“Agradecemos a equipe, na pessoa do secretário executivo, Francisco Wallysson, pela iniciativa em contemplar os micro e pequenos empreendedores das comunidades tradicionais. É importante ter o olhar público voltado pra gente. Para aproveitar a ocasião gostaria de posteriormente marcar uma reunião para apresentar projetos que visam contemplar nossos empreendedores” falou

O secretário executivo, Francisco Wallysson Almeida, falou da importância em contemplar todo o segmento empreendedor. “Somos uma equipe que trabalha para integrar a todos. Enfatizando nosso lema- Uma gestão integrada com o povo”, destacou.

Liberdade Religiosa é tema de união no Cultura Negra Estaiada na Ponte

Renato Bezerra

Em um mundo repleto de lutas e conquistas, ideias e expressões, quando se trata de cultura negra existem as palavras resistência e liberdade. Em Teresina, no último sábado (24), mais de 50 terreiros do Piauí e Maranhão estiveram reunidos no Parque Potycabana para a sétima edição do Cultura Negra Estaiada na Ponte.

Com o tema liberdade religiosa, a principal causa do evento foi mostrar para a sociedade uma manifestação de pensamento, compreendendo liberdades de crença, de culto e de expressão. Essa mesma liberdade que encanta a vendedora trans Sayara Rodrigues, frequentadora da umbanda desde o começo do ano.

Levada pela dor e pela luta contra as drogas, Sayara, através de um amigo, descobriu na umbanda um porto seguro, onde ela pode ser quem quiser, livre de preconceitos e julgamentos. “Desde os 11 anos me transformei em trans e passei por muitas coisas na vida, como o julgamento errado e o preconceito, e aí acabei nas drogas. Foi por conta da dor que conheci a cultura negra e foi libertando a dor dentro de mim que consegui sair das drogas e comecei a viver com Cristo. Dentro da minha religião não há julgamentos, só tem amor e gratidão aos santos”, afirma a vendedora.

Seguindo os moldes de edições anteriores, 11 grupos afros fizeram a abertura do evento, que seguiu em direção a Ponte Estaiada na Caminhada do Axé. A ideia era fortalecer as ações de monitoramento e controle social de políticas públicas na saúde e educação, entre outros aspectos.

Com objetivo de promover a igualdade e inclusão social dos povos de matriz africanas, o Cultura Negra é um espaço para mostrar uma das grandes expressões do país e revelar a capacidade de produção desses grupos.

Há 26 anos buscando palavras de apoio, a enfermeira Dilza Soares, atual Yakekere (mãe pequena Candomblé) encontrou no Candomblé a leveza para dias melhores. “Minha filha há 26 anos me aproximou dessa cultura tão rica e poderosa. Foi com ela que comecei a frequentar e conhecer novas crenças”, disse.

Segundo a Yakekere, o Candomblé é um lugar de encontro com Deus, onde a pessoa consegue estar em contato com todas as energias: mar, terra, ar e mar. “A união de religiões de matriz africanas mostra o respeito às religiões. Nossa cultura é estar conectado a todas as energias de maneira livre, respeitosa e com muito amor”, afirma Dilza.

Em Teresina são mais de 700 terreiros, entre candomblé e umbanda. A reunião dos terreiros tem como missão promover a igualdade e inclusão social dos povos de matriz africanas.

O sétimo Cultura Negra Estaiada na Ponte foi uma realização da Prefeitura de Teresina, através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC)  e o Centro Nacional de Africanidade e Resistencia Afro Brasileira (CENARAB).