Campanha de vacinação contra a raiva em Teresina será nos meses de abril e maio

Campanha de vacinação contra a raiva em Teresina (Foto: Ascom FMS)

A gerência de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS) divulgou, nesta terça-feira (24), a nova estratégia para a Campanha de Vacinação Antirrábica 2026. Este ano, a imunização de cães e gatos acontece nos meses de abril e maio, como forma de garantir maior conforto térmico para animais e seus responsáveis, como também os profissionais que atuam na ação.

O novo calendário se inicia com a etapa rural, que ocorre nos dias 18/04 (povoados das zonas Norte e Leste) e 25/04 (localidades Sul e Sudeste). A vacinação tem continuidade com a etapa urbana, que está programada para acontecer no mês de maio: dia 09/05 nos bairros das zonas Norte e Leste e dia 16/05, Sul e Sudeste.

A justificativa é trazer a campanha para os meses menos quentes do ano, evitando o período do B-R-O-BRÓ. “Considerando que Teresina a cada ano está mais quente, nós resolvemos antecipar objetivando o bem-estar dos animais, reduzindo o desconforto provocado pelo calor, considerando que os cães e gatos são levados caminhando”, justifica Oriana Bezerra, veterinária da gerência de Zoonoses da FMS. “Desde 2020 iniciamos as tratativas para o alinhamento da proposta entre a Secretaria de Saúde do Estado e o Ministério da Saúde, e agora em 2026, conseguimos efetivar o calendário de vacinação para o período com temperaturas mais amenas”, complementa.

Oriana, explica ainda que todos os animais que se vacinaram na última campanha, ocorrida em novembro, podem e devem comparecer. “Na época da campanha nós já teremos um intervalo superior a quatro meses, conforme recomendação técnica, evitando superdosagem, então é fundamental que a população atenda ao chamamento para campanha, protegendo os animais. Vale ressaltar que, no início do ano, já houve registro de casos de raiva em cães, gatos, saguis e morcegos na região nordeste, além do caso humano, no Piauí, em 2024, demonstrando a circulação do vírus”.

Diante desses casos, a vacinação se faz ainda mais importante, segundo recomendação da FMS. “Precisamos voltar a ter uma boa cobertura vacinal na cidade de Teresina e proteger os animais e a população”, finalizou a veterinária.

Vacinação contra a raiva acontece nas zonas rurais Sul de Sudeste amanhã, 02

As equipes da Prefeitura de Teresina já estão realizando, desde o dia 24 de fevereiro, a segunda fase da campanha de vacinação antirrábica. Amanhã, dia 2 de março, a campanha acontecerá nas zonas rurais Sul e Sudeste de Teresina. Um total de 12.560 animais já foram imunizados nas zonas rurais Leste e Norte.

Na etapa rural de vacinação, os vacinadores vão nas propriedades aplicar o imunizante nos animais. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) vacinou 132.673 cães e gatos contra a raiva na zona urbana de Teresina, sendo 91.027 cães e 41.646 gatos. A campanha de vacinação antirrábica na zona urbana foi realizada em duas etapas, dias 2 e 9 de dezembro.

A vacinação de cães e gatos é prevenção fundamental contra vírus da raiva. Para proteger a todos, os tutores de cães e gatos devem manter os animais vacinados. O vírus, que pode ser transmitido para humanos por meio de mordidas, arranhões e lambidas, tem letalidade de quase 100%.

O gestor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Élcio Leite Alves, informa que os tutores, que por algum motivo perderam a campanha de vacinação, podem levar os animais em qualquer dia do ano até a gerência de zoonoses, incluindo feriados e finais de semana. Para mais informações basta acessar o endereço eletrônico https://antigo-site.fms.pmt.pi.gov.br/zoonoses.

Zoonoses e Exército se unem para combate ao Aedes aegypti

Zoonoses e Exército se unem para combate ao Aedes aegypti. Foto: Ascom/FMS

Será lançado amanhã, 28, trabalho conjunto de combate ao Aedes aegypti em Teresina, onde agentes de endemias do Centro de Zoonones de Teresina e militares do 25º Batalhão de Caçadores vão percorrer a Avenida Marechal Castelo Branco (linha de partida), acessando os bairros Cabral, Primavera e Porenquanto. O evento está marcado para iniciar com café da manhã às 7 horas na sede do 25 BC, de onde os militares sairão em marcha às 8h30 até a Ponte Juscelino Kubitschek.

“Os 238 agentes de endemias estarão lá na ponte aguardando os militares que participarão da ação, que segue cronograma em outros bairros a partir do dia 29 de novembro”. Vamos iniciar amanhã pelos bairros da zona Norte, explica Élcio Leite, gerente de Zoonoses da capital.

Ele fala ainda que todos os militares foram treinados para o combate ao Aedes aegypti e receberão bolsa com kit idêntico ao que os agentes de endemias trabalham para procurar o mosquito transmissor da dengue e evitar a disseminação da doença. Medidas simples, como evitar acúmulo de água em vasos de plantas e em pneus, contribuem para inibir a proliferação do mosquito e resguardar a saúde. “Estamos iniciando os trabalhos em novembro, antes do período chuvoso, como forma de prevenção. Queremos com a ação orientar e retirar os objetos que servem para acumular água e servir de espaço para criação do mosquito”, reforça Élcio Leite.

SEMP realiza parceria com o Zoonoses para controle da proliferação do Aedes Aegypti em hortas comunitárias

Reunião com os dirigentes da SEMP e do Centro de Controle de Zoonoses de Teresina. Foto (Ascom/SEMP)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Produção Agropecuária (SEMP), se reuniu com o gerente do Centro de Controle de Zoonoses da capital, Paulo Marques, para discutirem sobre a criação de um projeto de controle da proliferação de mosquitos em hortas comunitárias da cidade, principalmente, o Aedes Aegypti, transmissor da dengue, além de outros mosquitos que causam doenças para a população.

Atualmente, a Prefeitura realiza assistência técnica em 45 hortas comunitárias e 21 campos agrícolas, situados nas zonas Rural e Urbana da capital, onde nestes locais existem reservatórios (manilhas, caixas, tanques e outros) com acúmulo de água que podem ocasionar a proliferação de mosquitos e proporcionar danos a saúde pública, principalmente, aos produtores que estão trabalhando diariamente no local.

Diante à problemática, o secretário da SEMP, Paulo Roberto da Iluminação, junto a sua equipe estão criando um projeto que visa o controle e o combate destes mosquitos que são prejudicais a saúde humana. O projeto será realizado em parcerias com o Zoonoses e outros órgãos que possam contribuir para a sua execução.

“Hoje recebemos dois técnicos veterinários da Zoonoses, quando discutimos sobre o controle de doenças transmitidas por mosquitos, em especial, o Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika, nas mediações das hortas comunitárias de Teresina. De início, estamos elaborando um projeto de controle destes mosquitos, por meio da criação de peixes predadores que irão se alimentar com as larvas dos mosquitos para que não se tenha a proliferação. É um trabalho integrado entre as secretarias para que tenhamos uma maior eficiência e apresente bons resultados à população”, afirma Paulo Roberto da Iluminação.

O gerente da Zoonoses, Paulo Marques, explica como o sistema será implantado nas hortas comunitárias. “Nosso objetivo com o projeto é de controlar a proliferação do mosquito, menos mosquitos atacando, menos pessoas adoecendo. Colocaremos peixes em vasilhas, principalmente, nas hortas comunitárias que possuem reservatórios com grande acúmulo de água, onde os horticultores têm dificuldades de limpar diariamente esses reservatórios, com a utilização dos peixes essa manutenção não será necessária diariamente. Eles se alimentam por meio das larvas dos mosquitos, fazendo com que não se proliferem e pessoas não adoeçam”, ressalta o gerente da Zoonoses.

Em outras cidades do país, já é utilizado esse sistema de controle de doenças provocadas pelos mosquitos, onde utilizam peixes que se alimentam de suas larvas. Em Teresina, os peixes que devem ser utilizados nesse controle são: o Guppy e o Corró que são mais propícios para realização do trabalho.

Mais de 82% dos animais das zonas Sul e Sudeste foram vacinados contra a raiva

Tutor e seu cãozinho vacinado (Foto: Ascom/FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina vacinou contra a raiva o total de 66.243 animais das zonas urbanas Sul e Sudeste no último sábado, 3, totalizando 82,33 % de cobertura vacinal. Nas zonas urbanas Norte e Leste foram vacinados no dia 26 de novembro um total de 72.753 animais, alcançando a cobertura vacinal de 86,58 %.

A vacina da raiva animal está disponível o ano todo no Centro de Zoonoses de Teresina. “Se por algum motivo você não conseguiu levar seu animal na campanha, basta trazer ao centro de zoonoses que ele será vacinado”, afirma Paulo Marques, gerente de zoonoses. O atendimento acontece todos os dias (inclusive fins de semana e feriados) de 8h às 15h.

A transmissão do vírus da raiva em cães e gatos se dá através do contato com a saliva de um animal doente, principalmente pela mordida, do cão ou gato. É importante saber que nem toda mordida transmite a raiva. Para haver a transmissão, é necessário que o animal agressor seja portador do vírus na saliva.

A doença pode ser transmitida por animais silvestres como furões, raposas, coiotes, guaxinins, gambás e morcegos, mas a campanha contempla cães e gatos por serem animais de companhia que possuem maior convívio com os humanos.

“A vacina é gratuita e é a única forma de prevenção contra a doença, que pode ser transmitida para humanos. Ou seja: protegendo o seu animal você também se protege”, reforça Paulo Marques.

Primeira etapa da vacinação contra a raiva na zona rural atinge quase 95% de cobertura

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizou no sábado, 24 de outubro, a primeira etapa da Campanha rural de Vacinação Antirrábica em Teresina, contemplando as zonas Norte e Leste. A cobertura vacinal atingiu 94,65% dos 18 mil cães e gatos das duas regiões. A segunda etapa da vacinação na zona rural será dia 31 nas zonas Sul e Sudeste.

As etapas urbanas da vacinação antirrábica já foram concluídas, onde foram ultrapassados os 95% de cobertura vacinal. “A meta é imunizar mais de 140 mil animais juntando as zonas urbana e rural”, esclarece Oriana Bezerra, gerente de zoonoses de Teresina. A vacinação é a única forma de prevenção contra a raiva, que pode ser transmitida para o homem e é fatal.

O último caso de raiva em ser humano em Teresina foi em 1986. Já o último caso de raiva canina foi em 2011 em um cão proveniente do interior do Estado, cujo proprietário é residente de Teresina.

 Bairros Porto Alegre e Novo Horizonte recebem mutirão de limpeza amanhã (14)

A Prefeitura de Teresina promove amanhã (14) mutirão de limpeza e educação com o objetivo de acabar com os criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como a zika, dengue e chikungunya. Nesta edição, a Faxina nos Bairros visita os bairros Novo Horizonte (zona Sudeste) e Porto Alegre (zona Sul).

A atividade é feita em parceria entre a Fundação Municipal de Saúde (FMS) e as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) de cada área. Durante a semana, os moradores dos locais são orientados pelos agentes de saúde a fazer uma limpeza dentro de suas casas e depositar o lixo na calçada no sábado, quando ele será recolhido pelas equipes da SDU. “Pedimos especial atenção para o lixo que não é recolhido pela limpeza regular, como eletrodomésticos e móveis de grande porte”, diz Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da FMS.

Ainda no sábado, a equipe da FMS faz uma caminhada educativa, orientando a população sobre medidas preventivas de combate à dengue, zika e chikungunya e os males trazidos por estas doenças. As equipes se reúnem em um ponto de encontro a partir das 8h e de lá iniciam o percurso.

Com a colaboração da população, a FMS tem centrado suas ações em evitar o acúmulo de lixo pela cidade, pois eles podem acumular água e se tornar criadouros do mosquito. “A população precisa ficar atenta e criar o hábito de manter sua residência e arredores sempre limpos. As atitudes rotineiras trazem muitos benefícios à saúde, não apenas em evitar a zika, dengue e chikungunya, como também outras doenças decorrentes de falta de higiene”, alerta Oriana Bezerra. “Mesmo com o fim da época de chuvas, não devemos nos descuidar com o acúmulo de água em objetos que ficam depositados nas residências, por isso pedimos a ajuda de todos nessa luta”, finaliza a gerente.

Teresina tem quase 150 mil cães e gatos, aponta Censo Animal da FMS

Ascom/FMS

Quase 150 mil cães e gatos em Teresina. Este é o número estimado pelo primeiro Censo Animal, divulgado hoje (18) pelo Centro de Zoonoses de Teresina. A pesquisa teve como objetivo dimensionar a população canina e felina do município e utilizar os dados obtidos para fomentar campanhas educativas e de saúde.

A pesquisa aponta um total de 148.943 animais na cidade, dos quais 111.987 são cães e 36.956 são gatos, entre domiciliados, semidomiciliados e animais de rua. O resultado leva a uma média de um cão para cada 7,7 habitantes da capital e um gato para cada 23,23 teresinenses. Ainda segundo o censo animal, 47,1% das residências em Teresina possuem um pet, sendo 37,6% com cachorros e 14,7% com felinos.

Conforme explica Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a metodologia utilizada seguiu os mesmos parâmetros que o Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRA), no qual é usada uma amostragem para mensurar e calcular os resultados obtidos.

“Aplicamos um questionário, por meio dos formulários do Google, em 12.289 residências. Após a aplicação deste questionário, os dados foram tabulados, analisados e também validados por um profissional da área de estatística”, explica. De acordo com este método, a população de rua é estimada em 3% do número de animais domiciliados, o que leva a cerca de 3.360 cães sem um tutor responsável por eles.

A gerente chama atenção para o número de animais com acesso à rua, que pode levar a perigos como doenças, atropelamentos, envenenamento e agressão. “Em relação aos felinos, nós constatamos que 68,84% deles têm acesso livre à rua. É um percentual muito alto, e para reduzir o indicador você pode castrar o animal e reproduzir em casa um ambiente parecido com o que seu instinto vai procurar na rua”, diz Oriana Bezerra.

“Já em relação aos cães, constatamos que 22,74% têm acesso à rua acompanhado por um responsável, e 26,46% são soltos na rua pelos próprios tutores, um dado que nos surpreendeu. Lembramos que esta é uma conduta inadequada, pelos riscos e também porque o código sanitário proíbe que eles andem nas vias desacompanhados e sem proteção como focinheiras, para evitar agressão às pessoas”, alerta a gerente de Zoonoses.

O Censo Animal também apontou dados relativos à castração, que tem aumentado desde a implementação do programa da FMS em parceria com a Universidade Federal do Piauí. “A gente observou que a porcentagem de cães castrados é bem menor que a de felinos”, afirma Oriana Bezerra. Ela conta que, dentre os cães, 3,96% dos machos e 8,25% das fêmeas são castrados, uma diferença de mais de duas vezes entre os sexos, o que não acontece com os gatos, que apresentaram 12,35% dos machos e 18,44% das fêmeas esterilizados – uma relação equilibrada.

O levantamento também apurou dados em relação a reprodução e zoonoses, o que possibilitará a adoção de estratégias de controle sanitário e prevenção. “Os dados irão servir como direcionamento para um trabalho educativo relacionado à posse responsável, a importância da castração e de se manter os animais dentro dos domicílios, bem como melhorar indicadores”, finaliza a gerente.