Ascom/SMPM

Dando continuidade às ações do Selo Dona Saló, aconteceu na última quarta-feira (29) uma oficina de teatro na Universidade Federal do Piauí (UFPI), tendo como principal objetivo criar situações de reflexão relacionadas a equidade no ambiente laboral.

O “Selo Dona Saló – Empresa Promotora de Igualdade de gênero”, que está na sua primeira edição, é uma iniciativa da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) e da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e visa certificar as empresas que, de alguma forma, promovam a igualdade de gênero no mercado de trabalho. Em abril deste ano, nove empresas privadas de Teresina receberam o Selo em uma solenidade no Teatro João Paulo II.

Bia Magalhães, que estuda Teatro na Escola Técnica Gomes Campos, sediada no centro de Teresina, foi convidada a ministrar uma oficina pensando em criar situações do dia-a-dia que os façam refletir sobre a necessidade de trabalhar em um ambiente saudável para ambos os sexos, principalmente para as mulheres que constantemente sofrem com o assédio sexual. “Eu espero que seja mais divertido trabalhar essa questão de gênero e também de uma forma mais presente na questão do corpo, para que as pessoas possam perceber o assédio e a desigualdade dentro das empresas”, disse.

Segundo o Código Penal, art. 216-A, o assédio sexual é definido por lei como o ato de constranger alguém, com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.

A SMPM também participou da oficina e segundo Vitória Silva, estagiária na Assessoria Técnica, a oficina de teatro teve como objetivo criar situações de reflexão. “Trabalhamos com o tema equidade de gênero e foi bem interessante, porque fizemos uma dinâmica na qual os homens se colocaram no lugar de mulheres grávidas, e também para os fazerem perceber o assédio no ambiente de trabalho, então o propósito foi fazer os homens sentirem o que a mulher passa tanto na sociedade quanto no ambiente laboral”, relatou.