
Dados do e-Gestor Atenção Básica, sistema de informação da Atenção Básica em saúde do país, indicam que Teresina está em primeiro lugar entre as capitais do Nordeste com maior cobertura no cumprimento das condicionalidades do Programa Bolsa Família na vigência 2019/1, com o percentual de cobertura de 69,4%.
“Sabemos a dificuldade que é chegar até essas famílias beneficiárias em uma capital, por conta das dimensões territoriais e o fluxo migratório dessas pessoas. Elas mudam muito de local. Então para nós, estar com essa cobertura de 69,4%, ou seja, praticamente sete dentre 10 famílias sendo acompanhadas pelas condicionalidades em saúde é muito bom e nós da prefeitura ficamos muito felizes e parabenizamos todos das Equipes de Saúde da Família e da gestão”, explica Charles Silveira, presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS).
O Programa Bolsa Família foi instituído em 2004 e desde então vem sendo aperfeiçoado. “Nós da área da saúde temos que cumprir algumas condicionalidades, ou seja, no momento que o beneficiário do Bolsa Família assina que vai receber o benefício ele sabe que terá o compromisso de cuidar de sua saúde. E nós, como política pública, temos a obrigação de cuidar dessa família, já que ela está em situação mais vulnerável. Esse cuidado significa o quê? Duas vezes ao ano ter um olhar especial para mulheres de 14 a 44 anos, crianças de 0 a 7 anos, que são parte do público alvo”, diz Theonas Gomes, técnica da gerência de Ações Estratégicas da FMS.
Ela fala ainda que essas pessoas são convocadas pelos agentes comunitários para ir até a Unidade Básica de Saúde e lá serem feitos os atendimentos. Averiguando as condições como: “No caso de uma mulher, ver se fez citologia. Se estiver gestante, ver como está o pré-natal, a vacinação, peso, medidas, se tem doença crônica, fazer avaliação quanto a obesidade, alimentação, todo um cuidado. Na criança a mesma coisa. Se é uma criança que faz as consultas, se for bebê, ver se está amamentando bem, como está a vacinação. Fazemos uma busca ativa junto a essas famílias”, completa Theonas.
A família é ciente de que precisa cumprir as condicionalidades em saúde e procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima, mesmo se o agente comunitário de saúde não fizer a convocação.
“Nós utilizamos algumas estratégias de mobilização junto a essas famílias beneficiárias. Foi implantado um cartão, onde a família que consulta no primeiro semestre já fica com agendamento de consulta para o próximo semestre, garantindo o retorno dessas pessoas à unidade de saúde. Outra estratégia utilizada que também deu muito certo foi o prontuário eletrônico nas Unidades Básicas de Saúde, pois agora as próprias Equipes Estratégia Saúde da Família colocam as informações pertinentes dos pacientes no sistema”, fala Theonas.
Antes as informações eram preenchidas de forma manuscrita e mandadas ao nível central e lá as informações eram digitadas. A partir do segundo semestre de 2018 isso mudou e as informações já vão direto para sistema no momento que são coletadas, com o novo sistema do Bolsa Família, e cada Equipe Estratégica Saúde da Família tem a gestão sobre as pessoas que moram nas comunidades assistidas.
