A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina cadastrou 130 mil novas pessoas na Atenção Básica em Saúde somente este ano, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. O número representa um recorde e ultrapassa a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para a capital, que era de cadastrar 85 mil novas pessoas no decorrer de 2020.
“Esse cadastramento é importante por dois motivos: o município pode garantir recursos para manter os serviços com base em dados reais e a gestão pode identificar pacientes residentes e não residentes na cidade. É de fundamental importância sabermos quantas pessoas de outras cidade procuram nossas unidades. Esses dados são repassados aos órgãos de controle para que possam cobrar dos outros municípios o devido atendimento na Atenção Básica em Saúde”, explica Kledson Batista, diretor de Atenção Básica em Saúde da FMS.
Ele ressalta ainda que foi possível alcançar a meta de novos cadastramentos porque muita gente passou a procurar as Unidades Básicas de Saúde nos últimos meses por conta da pandemia. “Muitas pessoas que eram difíceis de serem localizadas em bairros como Ininga, Fátima, São João e São Cristovão, procuraram os serviços de saúde para realizarem teste para Covid-19 e receberem atendimento médico durante a pandemia. Nesse momento, aproveitamos e realizamos o cadastro delas junto à Atenção Básica em Saúde”.
Em outra estratégia de cadastramento da população, os Agentes Comunitários de Saúde da FMS, devidamente fardados, visitam os domicílios de Teresina. Mas a recomendação da Fundação é de que aqueles que não receberam essa visita e que não são cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde devem se dirigir a uma das 90 UBSs espalhadas pela capital, portando os documentos pessoais como o CPF e o cartão do SUS, caso possuam.
