FMS alcança recorde de cadastramento de pessoas na Atenção Básica

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina cadastrou 130 mil novas pessoas na Atenção Básica em Saúde somente este ano, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. O número representa um recorde e ultrapassa a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para a capital, que era de cadastrar 85 mil novas pessoas no decorrer de 2020.

“Esse cadastramento é importante por dois motivos: o município pode garantir recursos para manter os serviços com base em dados reais e a gestão pode identificar pacientes residentes e não residentes na cidade. É de fundamental importância sabermos quantas pessoas de outras cidade procuram nossas unidades. Esses dados são repassados aos órgãos de controle para que possam cobrar dos outros municípios o devido atendimento na Atenção Básica em Saúde”, explica Kledson Batista, diretor de Atenção Básica em Saúde da FMS.

Ele ressalta ainda que foi possível alcançar a meta de novos cadastramentos porque muita gente  passou a procurar as Unidades Básicas de Saúde nos últimos meses por conta da pandemia. “Muitas pessoas que eram difíceis de serem localizadas em bairros como Ininga, Fátima, São João e São Cristovão, procuraram os serviços de saúde para realizarem teste para Covid-19 e receberem atendimento médico durante a pandemia. Nesse momento, aproveitamos e realizamos o cadastro delas junto à Atenção Básica em Saúde”.

Em outra estratégia de cadastramento da população, os Agentes Comunitários de Saúde da FMS, devidamente fardados, visitam os domicílios de Teresina. Mas a recomendação da Fundação é de que aqueles que não receberam essa visita e que não são cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde devem se dirigir a uma das 90 UBSs espalhadas pela capital, portando os documentos pessoais como o CPF e o cartão do SUS, caso possuam.

UBSs não gripais reforçam equipes e registram aumento nos atendimentos durante a pandemia

Entre os meses de abril e agosto foi verificado um aumento de mais de 40% nos atendimentos pelas equipes Estratégia Saúde da Família. Isso foi possível porque, mesmo com o direcionamento das ações de saúde para o enfrentamento à Covid-19, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) reforçou as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para o atendimento de demandas gerais na atenção básica.

Segundo dados da FMS, as UBSs do município realizaram um total de 34.176 atendimentos no mês de abril. Já no mês de agosto foram registrados 79.746 atendimentos, o que representa um aumento de 43% neste período de tempo. “Estes números contemplam todas as demandas da atenção básica, como clínica médica, pediatria, pré-natal, acompanhamento de doenças como tuberculose e hanseníase e também doenças crônicas como hipertensão e diabetes”, informa Kledson Batista, diretor de Atenção Básica da FMS.

O gestor também explica que, com o deslocamento de 26 UBSs para o atendimento exclusivo de síndromes gripais, a FMS promoveu um reforço nas unidades restantes para atender a demandas das comunidades atendidas nestas áreas. “Estendemos o horário de atendimento de 60 UBSs, sendo as 26 gripais e 34 não-gripais. Agora elas funcionam das 7h às 19h”, afirma o diretor.

Para suprir esta ampliação de horário, bem como para substituir aqueles que estavam afastados por serem grupos de risco para a Covid-19, a Prefeitura de Teresina promoveu um reforço no quadro de profissionais de saúde. “Tivemos um salto no número de médicos da atenção básica: de 260 para 332 profissionais em atendimento. Essa oferta garante à população o acesso à porta de entrada da saúde, evitando adoecimento precoce e internações desnecessárias”, ressalta Kledson Batista.

Ele garante ainda que este reforço será mantido mesmo com a retomada das atividades, pois com elas vêm um novo desafio para a saúde municipal: o “novo normal”, em que surgem demandas que ficaram represadas no período da pandemia. “Assim a atenção básica garante o acesso e permanece forte neste novo normal, como esteve forte contra o novo coronavírus”, disse o diretor.

Atualmente, em Teresina, a FMS mantém 64 UBSs que estão atendendo usuários com outros problemas básicos de saúde que não sejam gripais. Nestes locais, há oferta de consulta médica e de enfermagem, além de serviços de vacina, coleta de exame, curativo e entrega de medicamentos.

 

 

Centros de Atenção Psicossocial já realizaram mais de 35 mil atendimentos em 2020

Mesmo durante a pandemia de Covid-19 os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) mantiveram seu atendimento às pessoas com transtornos mentais. Somente em Teresina, no primeiro semestre de 2020, já foram realizados 35.348 atendimentos nestes Centros, que são gerenciados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Até julho deste ano, foram realizados 25.161 atendimentos individuais e 10.187 atendimentos familiares. As equipes realizaram ainda 372 visitas domiciliares a pacientes que necessitaram um acompanhamento junto à família.

A gerente de Saúde Mental da FMS, Isabel Karine, avalia o período como de grande demanda em função da reorganização do serviço durante o período mais crítico da pandemia, em que os ambulatórios estiveram fechados. “Os CAPS fizeram uma readaptação das atividades para atender pacientes em crise e fazer triagem e acolhimento a todos que venham a precisar dos serviços de saúde mental da capital”, comenta.

“Mesmo com todo transtorno que essa pandemia nos trouxe, o CAPS não parou de funcionar, pelo contrário, o atendimento ficou mais rápido. Isso prova o comprometimento de sua equipe com a saúde de seus usuários”, relata Lourdes Almeida, que cuida de seu irmão Nilson, usuário do CAPS II Norte. Ela conta que o atendimento da equipe foi importante para superar um período muito difícil para a família, quando seu irmão passou por várias internações sem apresentar melhora. “Foi no CAPS que encontramos apoio, pessoas solidárias e preocupadas com o bem-estar de seus usuários. Meu irmão teve uma melhora significativa e sinto que esse acompanhamento fez a diferença. Hoje em dia costumo dizer que o CAPS é a segunda casa do meu irmão”, afirmou.

A Rede de Atenção Psicossocial conta também com sete CAPS, voltados ao acolhimento de usuários com transtornos mentais severos e persistentes, oferecendo atendimento médico e psicossocial, além de desenvolver outras atividades em grupo. Os Centros são divididos em CAPS infanto-juvenil, CAPS II, CAPS III (com acolhimento noturno) e CAPS Álcool e Drogas.

Os sete CAPS funcionam em dias úteis, das 8h às 11h e das 14h às 17h. Para ter acesso, o usuário pode ir diretamente sozinho ou acompanhado devendo, preferencialmente, procurar o CAPS que atende na região onde mora. “Qualquer cidadão, pessoas com transtornos mentais, têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direito a receber cuidado e tratamento, sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadão. Por isso, nossos serviços estão de portas abertas”, disse Isabel Karine.

 

Centro de Atenção ao Diabético registra aumento de 26% nos atendimentos

Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Diabetes, celebrado nesta quinta-feira (14), a Fundação Municipal de Saúde (FMS) divulgou que, entre janeiro e outubro de 2019, foram realizados 7.998 atendimentos no Centro de Atenção ao Diabético (CAD). Isso representa um aumento de 26%, se comparado ao mesmo período de 2018. O serviço fica no Centro Lineu Araújo e atende pessoas com diabetes tipo 1 e casos específicos do tipo 2.

O presidente da FMS, Charles Silveira, explica o fluxo de atendimento em saúde na capital piauiense. “As Unidades Básicas de Saúde (UBS) realizam a prevenção de doenças bem como o acompanhamento de usuários com diabetes, inclusive fornecendo medicações e insumos básicos para controle e tratamento dessa doença. Se houver necessidade, acontecem também marcações de consultas especializadas. Já o CAD  do Lineu Araújo dá um bom suporte para esse público, em caso de complicações”, ressalta.

Para ter acesso ao Centro de Atenção ao Diabético (CAD) o usuário deve se dirigir à Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa para ser atendido por um médico clínico. Ele pode ser encaminhado ao CAD, se for diagnosticado com diabetes tipo 1 e também se for diabetes tipo 2 que precise do uso de insulina, que esteja com complicações associadas ou com diabetes descompensado. O Centro conta com equipe multiprofissional com médicos endocrinologistas, angiologistas, cardiologistas, oftalmologistas, nutricionistas e enfermeiros.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento de glicose no sangue e que não tem cura, mas tem controle. As complicações do diabetes podem atingir o coração, os olhos, os nervos, os rins, as artérias e até levar a morte do indivíduo. “É essencial que o usuário tenha uma alimentação adequada, faça exercícios físicos e utilize as medicações de acordo com as orientações médicas”, explica a médica endocrinologista do CAD do Lineu Araújo, Patrícia Moreira.

 

FMS realiza Encontro para o Fortalecimento da Atenção Básica da capital

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina vai realizar nesta quinta-feira (29), das 8h às 12h, o Encontro Municipal para o Fortalecimento da Atenção Básica, no auditório da FMS. O evento tem o objetivo de discutir propostas para o aprimoramento da Atenção Primária à Saúde e identificar os principais desafios para a concretização de uma Atenção Básica acolhedora, integral e resolutiva.

“Vão participar diretores da FMS, gerentes da Diretoria da Atenção Básica da FMS, coordenadores regionais e apoiadores, presidente do Conselho Municipal de Saúde, representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Piauí (Cosems-PI) e representantes da Secretaria de Estado de Saúde do Piauí (Sesapi)”, afirma Francisco Pádua, diretor de Atenção Básica da FMS.

Das 8h às 8h30, no dia do evento, acontecerá a mesa de abertura com a presença do prefeito Firmino Filho e outras autoridades. De 8h30 a 9h30 haverá a acolhida pelo presidente da FMS, Charles Silveira. De 9h30 às 10h30 discussão da temática Programa Saúde na Hora e Nova Proposta de Financiamento da Atenção Primária, com Dr. Otávio Pereira D’ Vila, diretor do Departamento de Saúde da Família da Secretaria de Atenção Primária a Saúde do Ministério da Saúde. Às 11h haverá a retomada das discussões, com um debate com a participação dos técnicos do Ministério da Saúde.

 

Redes de Atenção à Saúde Mental são discutidas em Seminário

Acontece nesta terça-feira (30) o Seminário ‘Redes de Atenção em Saúde no Contexto Atual: Avanços e Desafios’. O evento será no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FACIME), da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), de 8h às 17h. A atividade reunirá diversos profissionais de órgãos estaduais e municipais. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina participará através de Sayonara Lima, coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) e uma das idealizadoras do projeto RIA (Rede, Instituições e Articulação).

“A RIA tem como objetivo articular órgãos da saúde, da assistência social e outras áreas a se unirem em prol de um acompanhamento mais completo dos usuários da Rede de Saúde Mental. As RIAs atuam em toda a cidade de Teresina e se dividem por zona: Norte, Sul, Leste e Sudeste, reunindo órgãos como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), CREAS, Centros de Referência, ONGs, e mais áreas como segurança pública e educação. Estes órgãos se reúnem mensalmente, quando discutem casos e planejam ações intersetoriais e atividades intergeracionais para acolher os usuários e permitir que eles se sintam parte de seus territórios também”, explica Sayonara Lima.

As RIAs foram pensadas com o propósito de reinserir no território a pessoa com transtorno mental, para que ela possa usar todos os dispositivos que esse território dispõe, não apenas os CAPS. “A gente faz articulações para sensibilizar estes atores, para que eles acolham as demandas das pessoas com transtorno mental, uma vez que elas têm necessidades e demandas outras, que não podem ser supridas pelos CAPS”, diz Sayonara.

O Seminário ‘Redes de Atenção em Saúde no Contexto Atual: Avanços e Desafios’ é uma das atividades do Projeto de Extensão Integra Rede Uespi, que atua principalmente na Maternidade Evangelina Rosa, CRAS, CAPS, ONGs, nos bairros Monte Castelo e Cristo Rei. O evento tem a finalidade de integrar essas instituições de saúde e ajuda social para agirem juntas em prol de melhores condições para os usuários desses serviços. As inscrições para participar do seminário são gratuitas e serão feitas no local do evento. A certificação é de 8 horas.

Confira a programação do Seminário de Redes de Atenção em Saúde no Contexto Atual:

Manhã

-7:00 às 8:00 – Credenciamento

-8:00 às 8:30 – Acolhimento/Apresentação cultural (Corpo de Dança Uninovafapi)

-8:30 às 9:00 – Mesa de Abertura (Reitor, Diretor, PROP, MS, Andrea, Vinícius, Michelle)

-9:00 – Palestra Magna, Tema: “RAS: Percursos Epistemológicos”

-9:40 – Mesa Redonda I

. RUE – Samara Félix

. RAPS – Sofia Laurentino

. Rede Cegonha

. RIA – Sayonara Genilda

-12:00 – Intervalo para Almoço

Tarde

-14:00 – Apresentação Cultural/Acolhimento

-14:20 – Mesa Redonda II

. Rede de doenças crônicas (Glauto Turraque)

. Rede de pessoas com deficiências (Leonardo)

. Redes Invisíveis (Martha Evellyn)

-16:20 – Experiências exitosas (projeto Integra Rede)

-17:00 – Encerramento

Rio Poti atinge “cota de atenção” e Programa Lagoas do Norte monitora região

Segundo dado divulgado pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), o rio Poti atingiu uma “cota de atenção” de 8,0m nesta quarta-feira (03) na zona urbana de Teresina. O Programa Lagoas do Norte está realizando o monitoramento diário do nível dos rios Poti e Parnaíba junto aos órgãos federais responsáveis pelas medições. O aumento no nível das águas em decorrência das chuvas que caíram nos últimos dias tem demandado o trabalho diuturno das bombas na estação elevatória.

Esses equipamentos fazem o bombeamento das águas das lagoas para o rio Parnaíba. Com o aumento no nível das águas do Poti, o Parnaíba já está represado e as águas tendem a invadir o Parque Encontro dos Rios. A Defesa Civil Municipal está em estado de atenção, considera o estado de alerta para as populações ribeirinhas e monitora 56 áreas de risco em toda a cidade, sobretudo na zona Norte. Nos últimos 15 dias foi registrado acumulado de chuva de 500 mm. Essa atenção se redobra para áreas sujeitas a deslizamentos.

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) informou na segunda-feira (1º) que a barragem de Boa Esperança apresentou volume útil de 82.99% no dia 31. Ainda de acordo com a Companhia, no dia 02 de março o volume da barragem era de pouco mais de 52%. A preocupação maior é com o rio Poti, que atingiu cota média de 7.28 metros nesta segunda-feira (1), na altura do município de Prata do Piauí.

O Programa Lagoas do Norte faz o monitoramento diário através de boletins divulgados pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), Inmet (Instituto Nacional de Metrologia), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ANA (Agência Nacional de Águas) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

“Estamos diariamente em contato com esses órgãos acompanhando a evolução das chuvas e o nível dos rios e lagoas que formam o complexo hídrico da região norte da cidade. Além disso, acompanhamos também a situação das famílias que moram nas beiras de lagoas, já que muitas delas estão em situação de risco imediato de inundação”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do Lagoas do Norte.

Pesquisadores revisitam a história da Atenção Básica em Teresina

A origem da atenção básica em Teresina contada por aqueles que participaram dela desde o começo. Conhecer e registrar esta história é um dos objetivos da visita dos pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), que visitam Teresina durante esta semana. Na tarde da última segunda-feira (25) eles estiveram reunidos com representantes de diversos segmentos relacionados à saúde para entender mais sobre como se deu esse processo.

Os pesquisadores vieram fazer registros e recolher depoimentos das experiências exitosas em Atenção Básica desenvolvidas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) na capital. No primeiro momento, foram ouvidos os profissionais de saúde envolvidos nas primeiras equipes de saúde da família instaladas na capital, que contemplavam três áreas da cidade: Cerâmica Cil, Usina Santana e Santa Maria da Codipi.

Ao longo de 23 anos, as equipes foram se expandindo, sempre priorizando áreas de maior vulnerabilidade social, e atualmente são 256 equipes em 90 Unidades Básicas de Saúde, o que corresponde a 100% de cobertura em nossa cidade. Em seguida, foi a vez dos representantes dos segmentos de usuários, trabalhadores, prestadores e gestores de saúde que desbravaram o controle social em Teresina.

O médico Ernesto Alberto Bravo foi um dos pioneiros da implantação do programa. Ele veio para Teresina em junho de 1997 como enviado de Cuba (país de origem da Estratégia Saúde da Família) para prestar assessoria técnica na implantação do programa por meio de convênio entre Teresina e o Ministério da Saúde Pública de seu país. “Quando chegamos aqui já existiam três equipes com médico, enfermeiro e agentes comunitários de saúde, além da técnica de enfermagem”, conta o médico. “Junto com estes profissionais, começamos a discutir, construir ferramentas e tentar repassar conhecimentos trazidos da estratégia que há muitos anos acontecia como referência latino-americana em Cuba, como programas básicos de saúde da mulher, criança, idoso, acompanhamento de diabéticos e hipertensos. Junto com esse trabalho, acompanhamos visitas e assessoramos esse processo inicial. Posteriormente, participamos do processo seletivo para a contratação de novos médicos e enfermeiros e do curso de capacitação”, relata ele.

O médico cubano avalia como positivo o trabalho desenvolvido pela FMS em relação à atenção básica em saúde. “Podemos ver uma diminuição muito evidente de indicadores como mortalidade infantil e materna, além de uma melhoria significativa de condições como tuberculose e hanseníase. Além disso, hoje é muito raro encontrar uma criança desnutrida, o que era comum naquela época. Então eu vejo que tem sido uma evolução muito boa”, diz Ernesto Bravo.

A visita é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na capital, que tem como objetivo o acompanhamento e a sistematização das transformações que estão ocorrendo na saúde da cidade, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde. “Diversos aspectos, como o investimento da Estratégia Saúde da Família, investimento em estrutura e regulação do acesso, têm feito com que Teresina possa servir de modelo para outros municípios interessados no fortalecimento da atenção primária no nosso país”, comenta Luiz Alberto Facchini, coordenador da rede em pesquisa em atenção primária à saúde da ABRASCO e professor da Universidade Federal de Pelotas-RS.

Nesta terça-feira (26) pela manhã a equipe vai conferir de perto a qualificação e informatização das Unidades Básicas de Saúde e do complexo regulador, além de fazer uma visita à UBS Monte Castelo. À tarde eles vão conhecer a Central de Regulação Ambulatorial, Hospitalar e de Transporte.

Ascom FMS

 

Associação Brasileira de Saúde Coletiva vem a Teresina registrar experiências da Atenção Básica

Teresina receberá, do dia 25 ao dia 29 de março, pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). A visita é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na capital, que tem como objetivo o acompanhamento e a sistematização das transformações que estão ocorrendo na saúde da cidade, além de dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde.

36Esses pesquisadores vão registrar nossas experiências exitosas, consolidando essas experiências dentro do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde”, explica Sâmmia Barros, da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Cada experiência é abordada de acordo com a especificidade do território, a partir do levantamento de informações sobre a organização da APS, a situação de saúde da população e as metas da gestão voltadas para a melhoria da APS.

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, a Atenção Básica tem sido prioridade no sistema de saúde. “A Atenção Básica fortalecida é essencial para que o SUS consolide a sua resolutividade e qualidade e por este motivo está entre nossas prioridades. Teresina já alcançou a cobertura de 100% pela Estratégia de Saúde da Família e, recentemente, estamos realizando várias ações, como reformas e construções de Unidades Básicas de Saúde”, afirma.

Programação da visita dos pesquisadores:

Segunda-feira – 25/03

Manhã: Acolhida do presidente da FMS, Prof. Charles Silveira; Consolidação da ESF em Teresina como modelo único de APS; Entrevista com Sílvio Mendes: história da Atenção Básica em Teresina

Tarde: Roda de conversa com profissionais pioneiros na ESF em Teresina e com representantes dos segmentos usuários, trabalhadores, prestadores e gestores de saúde que desbravaram o controle social em Teresina

Terça-feira – 26/03

Manhã: Qualificação e informatização das UBS e do complexo regulador e visita a UBS Monte Castelo

Tarde: Visita à Central de Regulação Ambulatorial, Hospitalar e de Transporte

Quarta-feira – 27/03

Manhã: Entrevista com o prefeito e ex-gestor da Fundação Municipal de Saúde, Firmino Filho; Visita ao laboratório Raul Bacelar, experiência exitosa de diagnóstico-laboratorial que ampara e fortalece as ações desenvolvidas na ESF;

Tarde: Roda de conversa sobre experiências de integração Ensino-Serviço-Comunidade e visita ao Pólo de Academia de Saúde do Angelim – promoção da saúde e inclusão social no território

Quinta-feira – 28/03

Manhã: Consolidação da experiência de integração no cuidado materno infantil como estratégia inovadora e exitosa da APS (visita à UBS Poty Velho) e visita à maternidade do Buenos Aires

Tarde: visita a UBS Boa Hora (zona rural)

Sexta-feira – 29/03

Manhã: Roda de Conversa na UBS Cidade Jardim- Empodermento, autonomia e promoção da saúde-conselho local-formação de liderança, PSE-saúde na escola, RIA (rede de instituições e articulações), matriciamento.

 

CMAM realiza fórum para dialogar sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Professores e coordenadores pedagógicos de escolas municipais de Teresina participam nesta sexta-feira (15) do I Fórum Municipal sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, no Centro de Formação Odilon Nunes. A organização é do Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar Professora Ceiça Carvalho (CMAM), uma parceria da Secretaria Municipal de Educação (Semec) com a Fundação Municipal de Saúde (FMS) para o atendimento de crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é a patologia neurocomportamental mais frequente na infância, por isso o Fórum traz uma ampla discussão sobre o que é, como identificar e as principais formas de tratamento. O objetivo é informar corretamente para desmistificar o transtorno.

A programação inclui palestras e mesas redondas com psiquiatra, psicóloga, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional, entre outros especialistas do CMAM. Um relato de caso também vai ajudar os participantes a entenderem na prática todas as etapas, do diagnóstico ao tratamento.

A neuropediatra Nayana Falcão explicou as bases biológicas e comportamentais que contribuem para o desenvolvimento e manutenção dos comportamentos do TDAH. “É um transtorno que gera desatenção e hiperatividade, a partir de distúrbios nas funções cerebrais. Entender melhor esses sintomas pode fazer toda a diferença na forma como o aluno com a patologia será tratado na escola. Ele é capaz de aprender e precisamos trabalhar em conjunto para que isso aconteça”, afirma a especialista.

Segundo o secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma, o trabalho desenvolvido pelo CMAM, que completa dois anos de atuação, é pioneiro no Nordeste. “Teresina é exemplo para o país ao acolher alunos com transtornos e dificuldades de aprendizagem em um centro especializado, tratando com uma equipe multiprofissional de excelência. Isso muda completamente a vida dessas crianças”, destaca.

O presidente da FMS, Charles Silveira, também participou do evento e exaltou o serviço prestado pelo CMAM. “Temos que institucionalizar o Centro para que seja uma política permanente. Estamos trabalhando juntos pelo bem da cidade”, falou sobre a parceria. Charles aproveitou para lembrar da importância dos professores na identificação dos casos de transtorno. “Os professores possuem esse olhar sensível, conhecem seus alunos, então temos que entender as patologias para melhor acolher nossas crianças e adolescentes”, disse.

Para a diretora do CMAM, Daniela Escórcio, o evento é a coroação dos primeiros anos de atuação, contabilizando mais de 13 mil atendimentos terapêuticos. “Dobramos nossa capacidade de atendimento e hoje contamos com uma rede de parceiros para apoiar as crianças e os adolescentes em todas as suas dificuldades. Mais que números, prezamos pela qualidade. O aluno que passa pelo CMAM volta para sala de aula pronto para aprender”, conclui.