Em alusão a Campanha Mundial de luta contra à Hanseníase – Janeiro Roxo, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) promoveu nesta sexta-feira (29), uma manhã educativa na Pastoral do Povo de Rua. A atividade faz parte de uma série de ações promovidas pelos profissionais de saúde da FMS, junto a diversos grupos e dentro dos protocolos de prevenção da Covid-19.

A atividade foi realizada pelo Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS, em parceria com o Consultório na Rua. “A campanha Janeiro Roxo 2021 está relacionada ao enfrentamento do estigma e preconceito relacionados à Hanseníase e tem como tema: Conhecer para não discriminar. Entre as práticas não discriminatórias estão estratégias de informação, educação e comunicação, e intervenções em ambientes para além das Unidades de Saúde como igrejas, escolas, comunidades terapêuticas, espaços públicos orientando a população sobre a doença”, relata a enfermeira da FMS Svetlana Coelho.

“Diante da pandemia da Covid-19 estamos impossibilitados de realizar Mutirões, e tendo em vista o tema a ser trabalhado promovemos um momento educativo com os internos da Pastoral do Povo de Rua, esclarecendo sobre os principais sinais e sintomas relacionados à hanseníase, tratamento, forma de transmissão e ressaltando a cura, como também fizemos uma atividade de busca ativa entre eles”, conta. Ela informa que a mesma atividade foi realizada na comunidade terapêutica Casa do Oleiro na última quarta-feira (27).

As atividades do Janeiro Roxo se encerram no próximo domingo (31), Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase, quando as equipes estarão promovendo ações educativas junto às igrejas.

“Até esta data, a Ponte Estaiada estará iluminada de roxo, uma forma de ressaltar que a Hanseníase ainda é um grave problema de Saúde Pública no Brasil, primeiro país das Américas e segundo no mundo, ficando atrás apenas da Índia e que nosso estado configura entre os dez primeiros da federação com maior taxa de detecção de casos, ocupa atualmente a 7ª colocação”, comenta Svetlana Coelho.

Conhecida como a doença mais antiga da humanidade, com registros de 5 a 6 a.C, a Hanseníase ou Lepra, como era chamada no passado, é uma doença infecciosa, transmissível e de caráter crônico, que ainda persiste como problema de saúde pública no Brasil. Seu agente etiológico é o Mycobacterium leprae, uma bactéria que afeta principalmente os nervos periféricos, olhos e pele.

O principais sinais e sintomas da doença incluem: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas principalmente na face, braços e pernas, com diminuição da sensação ao calor e ao frio, à dor e/ou tato; caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos; dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços, das pernas e dos pés, inchaço de mãos e pés; área de pele com diminuição ou queda de pelos inclusive nas sobrancelhas.

O tratamento é gratuito e está disponível pelo SUS. Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão a cada 28 dias na Unidades Básicas de Saúde e que o diagnóstico tardio pode trazer deformidades e incapacidades físicas. Durante todo o ano as UBS do município dispõem de profissionais da Estratégia de Saúde da Família habilitados para o diagnóstico e tratamento adequado dos casos de hanseníase.