“Desde pequena ela não interagia com as outras crianças, mas o tratamento era caro. Foi só depois que a escola encaminhou para o CMAM (Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar ) que ela conseguiu evoluir no aprendizado e na interação com outras crianças. O CMAM é um projeto que precisa continuar e ter mais apoio, porque é muito importante”, fala Socorro Rodrigues, avó de Emily Luara S. Rodrigues, de 10 anos. A menina está sendo acompanhada pelo CMAM há 3 anos e agora recebeu alta das terapias. “Gosto muito. Aprendi muitas coisas aqui”, diz, tímida, a menina Emily.

A Prefeitura de Teresina mantém o Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar Professora Ceiça Carvalho (CMAM), que tem como objetivo fazer com que crianças e adolescentes de 5 a 16 anos, que possuem transtornos e dificuldades de aprendizagem, tenham um desenvolvimento maior através das suas habilidades cognitivas, sociais e emocionais.

Desde sua inauguração em 2017, o CMAM já realizou 3.246 consultas médicas e 34.177 sessões terapêuticas, com 265 escolas beneficiadas. O Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar fica localizado na rua Desembargador Freitas, 1599, Centro/Sul.

Firmino Borges da Silva, de 18 anos, sonha em ser cirurgião e hoje tem apoio e ajuda para realizar seus desejos. De 2017 a 2019 fez tratamento no CMAM, agora foi encaminhado para tratamento na Clínica Batista, parceira da rede. “Eu agradeço demais ao CMAM. A educação é prazerosa e eu tenho sede de aprender. Mas tenho dificuldades e só depois de ter a ajuda certa consegui evoluir. Com apenas dois meses de tratamento no CMAM já aprendi fazer meu nome, que com 14 anos eu ainda não sabia. Hoje já recebi alta do CMAM, mas fui encaminhado para continuar atendimento médico. Eu me achava incapaz antes do tratamento para meu transtorno de aprendizagem, mas percebi que não sou. Se você tem força de vontade e a ajuda certa você consegue evoluir”.

Firmino foi acompanhado por fonoaudiólogo, psicopedagogo e neuropediatra. Entrou no CMAM aos 14 anos e hoje tem 18. “Desde a creche eu percebia as dificuldades dele. Mas eu não conseguia ajudá-lo. Fui atrás de tratamento em algumas Universidades, mas não obtivemos muitos resultados. São muitos anos de luta. As escolas não conseguiam me ajudar, acho que eles também precisavam desse suporte que é o CMAM”, explica Wanda Maria C. Barbosa, avó de Firmino.
