Teresina ganha destaque internacional no C40 World Mayors Summit 2025 com projeto de resiliência climática

Encontro C40 World Mayors Summit 2025 no RJ (Foto: Ascom Agenda 2030)

A cidade de Teresina participa do C40 World Mayors Summit 2025, um dos mais importantes eventos globais sobre ação climática urbana, realizado no Rio de Janeiro, até esta quarta-feira (5). Promovido pelo C40 Cities Climate Leadership Group, o encontro reúne prefeitos, líderes municipais, investidores, filantropos e representantes da sociedade civil para debater soluções concretas que fortaleçam a agenda de mitigação e adaptação climática nas cidades, em preparação para a COP30, que será sediada no Brasil em 2026.

Integram a comitiva da prefeitura de Teresina o vice-prefeito, Jeová Alencar; o superintendente da SDU Norte, Alan Brandão; o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonado Madeira e a analista, Bárbara Isa.

Teresina foi reconhecida internacionalmente ao se tornar finalista do prêmio Bloomberg Philanthropies Local Leaders Award 2025, promovido em parceria com o C40. A cidade concorreu na categoria “Infraestruturas mais seguras para um mundo em transformação – Protegendo comunidades com sistemas resilientes e preparados para o clima”, com o projeto Lagoa de São Joaquim – Infraestrutura Verde e Resiliência Climática, que propõe intervenções urbanas voltadas à drenagem sustentável, valorização ambiental e adaptação às mudanças climáticas.

A capital também apresentou o projeto eleito para participar da Incubadora de Projetos “Solução Natureza”, iniciativa conduzida pelo C40 e pela Fundação Grupo Boticário. O projeto da capital piauiense, voltado à requalificação da Lagoa dos Oleiros, na zona norte da cidade, é focado em Soluções Baseadas na Natureza (SBN), que buscam qualificar ambientalmente o espaço urbano, criar microclimas mais confortáveis e fortalecer a proteção da biodiversidade.

Encontro C40 World Mayors Summit 2025 no RJ (Foto: Ascom Agenda)

Como parte da incubadora, a cidade receberá suporte técnico gratuito para concepção e estruturação do projeto e participará de uma mesa-redonda de investidores de alto nível durante o evento, com o objetivo de atrair financiamentos e parcerias estratégicas para a sua implementação.

A participação no Summit e nas iniciativas internacionais posiciona Teresina como uma das cidades brasileiras líderes em inovação e sustentabilidade urbana, reforçando o compromisso da gestão municipal com a construção de uma cidade mais resiliente e inclusiva. O evento também é uma oportunidade para conectar Teresina à rede global de cidades do C40, ampliando o intercâmbio de experiências, parcerias técnicas e oportunidades de investimento em infraestrutura verde.

Segundo a coordenação da Agenda Teresina 2030, a participação no evento é uma forma de projetar as ações locais em escala global. “Teresina mostra que é possível unir tecnologia, natureza e desenvolvimento social em favor do clima. As cidades têm assumido papel decisivo na agenda climática mundial. As ações e projetos que a Agenda Teresina 2030 vem desenvolvendo, com foco em sustentabilidade, como esse que elaboramos para a Lagoa de São Joaquim, demonstra que a cidade está preparada para liderar o debate sobre resiliência urbana e transição ecológica justa, alinhada aos compromissos globais que serão consolidados na COP30”, destacou Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Maratona “Pense quente, Teresina” desafia estudantes e professores a produzirem dados sobre calor extremo

A Agenda Teresina 2030 lançará, na terça-feira (28), a maratona “Pense Quente, Teresina – Cabeça fervendo, cidade evoluindo”, com apoio do Conselho Regional de Engenharia do Piauí (CREA-PI), da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e do Instituto Federal do Piauí (IFPI).

O desafio é destinado a estudantes e professores da capital a produzirem pesquisa com foco no calor extremo.A intenção é fomentar e acelerar pesquisas científicas sobre o impacto do calor extremo sob os mais diversos aspectos, tornando a capital uma cidade-laboratório de inovação climática. O ponto de partida para os participantes é o Plano de Ação Climática de Teresina, que traz o inventário de emissão de gases do efeito estufa e todo o arcabouço de informações e prognósticos para a cidade no que diz respeito a riscos de desastres, saúde e ampliação das ilhas de calor.

As evidências científicas são essenciais para a formulação de políticas públicas mais assertivas diante do desafio imposto pela crise do clima. “Essa maratona é uma coalisão de forças para que possamos enfrentar, juntos, um problema crítico da cidade, que é o calor extremo, que tende a se agravar em virtude da crise do clima. O impacto do calor não é igual para todos nós. Ele atinge de maneira muito mais intensa aqueles que não possuem recursos de resfriamento. Precisamos olhar para esse problema, compreender e levantar dados com foco preciso em projetos de mitigação e adaptação”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O edital da maratona “Pense quente, Teresina!” e o formulário de inscrições estarão disponíveis no site www.semplan.pmt.pi.gov.br . O documento contém informações sobre inscrição, critérios e cronograma. O resultado será divulgado durante a programação do ClimaTHE 2025 – III Conferência do Clima de Teresina, entre os dias 26 e 28 de novembro.

Os projetos devem seguir três eixos norteadores: Saúde e vulnerabilidade social; Infraestrutura urbana e conforto térmico e Governança, dados e adaptação climática. A pesquisa científica aplicada e prática deve oferecer soluções para os desafios identificados, podendo incluir metodologias de coleta de dados, modelagens, indicadores ou tecnologias aplicáveis à mitigação ou adaptação.

Com a participação de especialistas da Universidade Federal do Piauí (UFPI), do Instituto Federal do Piauí (IFPI) e do Crea, serão selecionadas as cinco melhores propostas. A partir daí, cada equipe deverá preparar a apresentação do projeto (pitch) de forma objetiva, destacando introdução, metodologia, resultados esperados e cronograma de execução, para avaliação pela banca julgadora durante a programação da III Conferência do Clima de Teresina, onde serão eleitos os três melhores projetos, de acordo com os critérios previstos no edital.

As pesquisas eleitas receberão incentivo financeiro para aceleração da produção de dados e evidências e contarão também com o apoio técnico e institucional dos organizadores para que o objetivo seja alcançado.

Clique aqui para acessar o edital.

Clique aqui para acessar o formulário de inscrição.

Parceria da Agenda Teresina 2030 com o UNFPA garante elaboração do Plano de Enfrentamento ao Feminicídio para a capital

A cidade de Teresina passará a contar com um Plano de Enfrentamento ao Feminicídio e de Combate à Violência Baseada no Gênero. A viabilidade da construção desse plano se deve à parceria da Agenda Teresina 2030 com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O organismo internacional fez a contratação de uma consultoria, que fará o levantamento de dados e a elaboração do documento. Também está inserida nesta construção a Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para as Mulheres. O trabalho da consultoria inicia na próxima semana.

Nesta sexta-feira (17), foi realizada a primeira reunião de alinhamento com a consultoria para estabelecimento de cronograma. “Estamos iniciando a construção desse plano de extrema importância para a cidade, que vem testemunhando números crescentes de mulheres sendo agredidas e mortas. Essa parceria com a SMPM renderá esse fruto e o que esperamos é que seja desenvolvida, a partir dele, uma política pública sólida de proteção a mulheres e meninas da nossa cidade”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O Plano de Enfrentamento ao Feminicídio e de Combate à Violência Baseada no Gênero trará um panorama geral dos crimes cometidos contra mulheres na capital para propor ações diretas e indiretas no sentido de garantir os direitos de mulheres e meninas, não apenas no aspecto punitivo aos agressores, mas também de prevenção e fortalecimento da rede de apoio e dos fluxos de atendimento.

É a Agenda Teresina 2030 o órgão que estabelece parcerias entre a Prefeitura e instituições nacionais e internacionais para o desenvolvimento de políticas públicas para o atendimento de populações vulneráveis, atendendo às diretrizes dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU. A construção desse plano atende ao ODS 5 – Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

Violência contra a mulher em Teresina

O Mapa da Segurança Pública de 2025 aponta que o Piauí apresentou o maior aumento percentual de feminicídios no Brasil entre os anos de 2023 e 2024. O número no Estado cresceu 42,86% e o de estupro teve um aumento de 23,61% no período. Teresina também aparece entre as capitais com os maiores números absolutos em 2024, ficando em quarto lugar, com 12 vítimas.

Até o mês de junho de 2025, a polícia já contabilizava 24 feminicídios no Estado. A delegada Bruna Verena, da Diretoria de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, confirmou à imprensa que um estudo mostra que 90% das vítimas não tinham feito boletim de ocorrência ou pedido medida protetiva.

Teresina é ponto inicial de pesquisa inédita sobre mudanças climáticas da Fundação Getúlio Vargas

Foto: Ascom Teresina Agenda 2030

Uma equipe da Fundação Getúlio Vargas, inserida no projeto CliMunE – Clima, Municípios e Evidência, iniciou pela cidade de Teresina a pesquisa “Fortalecendo a resiliência climática em municípios brasileiros por meio de políticas baseadas em evidências”. A iniciativa busca fortalecer a capacidade dos municípios brasileiros a darem respostas aos desafios impostos pela crise climática.

O projeto é desenvolvido em parceria com a Cardiff University, com a Universidade de São Paulo, com financiamento da The British Academy e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, dedicado a pesquisar mecanismos e incentivos para a formulação de políticas ambientais baseadas em evidência nos municípios brasileiros.

A primeira entrevista da pesquisa foi feita em Teresina, com o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira. Os questionamentos focaram na formulação e desenvolvimento de políticas públicas que estejam contribuindo para estratégias de adaptação e mitigação de problemas como secas, enchentes, deslizamentos e arboviroses, por exemplo.

“Tivemos a honra de inaugurar essa pesquisa realizada por uma instituição de tanto reconhecimento nacional e internacional pela seriedade com que conduz suas pesquisas e apoia o país na construção de políticas públicas sólidas. Teresina é vanguardista em vários aspectos no que diz respeito a estruturação de políticas contra os efeitos das mudanças climáticas, principalmente na forma inovadora com que vem conduzindo a produção de conhecimento e o financiamento da construção dessas políticas”, afirma Leonardo Madeira.

Os pesquisadores percorrerão as cidades de Teresina e Barras, no Piauí, e outros 18 municípios em nove estados brasileiros conduzindo as entrevistas presencialmente com gestores envolvidos na formatação de políticas públicas. O estudo está sendo conduzido pelo pesquisador do FGV EAESP, Mario Aquino.

Segundo a FGV, o objetivo é promover soluções baseadas em evidências para enfrentar a crise climática, especialmente no nível local, onde os impactos são mais imediatos e as capacidades mais limitadas.

O FGVearth

O FGVEarth, Centro de Inovação, Pesquisa e Difusão (CEPID) em Governança das Mudanças Ambientais Globais, é uma iniciativa da FGV EAESP, apoiada pela FAPESP, que visa posicionar o Brasil como referência internacional em soluções inovadoras para os desafios ambientais globais, integrando pesquisadores das áreas de gestão e economia, promovendo pesquisas acadêmicas de ponta e conectando os resultados aos debates políticos sobre questões ambientais em todo o mundo.

Prefeitura de Teresina recebe investimentos para melhorias na infraestrutura da zona Norte

Foto: Ascom/Lucas Dias

A Prefeitura de Teresina recebeu, na tarde desta sexta-feira (10), representantes da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, da Caixa Econômica e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). O encontro ocorreu no Salão Nobre da cidade no âmbito da Caravana das Periferias, uma ação do Ministério das Cidades.

Em parceria com o Governo Federal, foi anunciado que Teresina receberá investimentos em diversos projetos e iniciativas. Entre eles, destacam-se o programa Periferia Viva, o programa CEP Para Todos, o Plano Comunitário de Prevenção de Riscos e Adaptação Climática, e o Plano Municipal de Redução de Riscos, que está sendo elaborado para Teresina pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com a Prefeitura, por meio da Agenda Teresina 2030.

A CPRM entregou, durante o evento, um documento com a atualização das áreas de risco de Teresina. O prefeito Silvio Mendes destacou que o material ajudará na prevenção principalmente durante o período chuvoso.

“Teresina é uma cidade que já sofreu bastante com enchentes e alagamentos. Recentemente, recebemos um documento produzido e atualizado este ano pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que tem como objetivo ajudar a cidade a monitorar as áreas de risco. Esse material servirá como um importante subsídio para evitar os transtornos e prejuízos causados por eventos climáticos, especialmente em regiões como a Vila da Paz, a Beira do Rio Poti e o bairro Parnaíba, que são frequentemente afetadas por essas situações”, afirmou.

O secretário nacional de Periferias, Guilherme Simões, comentou os investimento que serão feitos na capital.

“O Ministério das Cidades está presente em Teresina para reforçar o anúncio do investimento de R$ 27 milhões para a urbanização da região da Lagoa dos Oleiros. Esse projeto faz parte do programa Periferia Viva, que é desenvolvido pelo Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, e já investiu mais de R$ 7 bilhões em favelas e comunidades urbanas em todo o Brasil. O objetivo do projeto é levar infraestrutura urbana, melhorias habitacionais, iluminação pública, equipamentos comunitários e, enfim, tudo o que for necessário para que as pessoas que vivem nesses territórios tenham uma qualidade de vida e um nível de dignidade mais elevado”, finalizou.

O superintendente de Desenvolvimento Urbano (SDU) da zona Norte, Alan Brandão, comemorou os recursos que serão aplicados na zona Norte.

“Gostaria de agradecer principalmente ao Ministério por acreditar no potencial de Teresina e por realizar esse trabalho que está ajudando a transformar nossa cidade e a vida de muitas pessoas. Este é um projeto robusto para a nossa Zona Norte, focado na revitalização, preservação e cuidado com o meio ambiente. Ele também traz mais mobilidade, sustentabilidade e inclusão”, celebrou.

Ministério das Cidades anuncia investimentos em diversos projetos e iniciativas em Teresina

A Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades cumpre agenda em Teresina, nesta sexta-feira (10), onde fará a inauguração do Posto Territorial do Programa Periferia Viva na Operação de Urbanização do Poti Velho, Olarias e São Joaquim, bairros da zona norte da capital.

Além disso, haverá o anúncio de investimentos da pasta em diversos projetos e iniciativas, entre elas o programa Periferia Viva; o Plano Municipal de Redução de Riscos, que está sendo construído para Teresina através do Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com a Prefeitura, através da Agenda Teresina 2030 (Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação); o programa CEP Para Todos e o Plano Comunitário de Prevenção de Riscos e Adaptação Climática.

A agenda terá início às 8h30, com uma caminhada pela região que será atendida pelo Periferia Viva, na zona norte. O ponto de concentração para o início da atividade será o Parque Ambiental Encontro dos Rios.

Às 14h ocorrerá, no Salão Nobre do Palácio da Cidade, a solenidade de anúncios de investimentos e de inauguração do Posto Territorial do Programa Periferia Viva.

Serviço:

8h30 – Visita à área entre os bairros Olarias e Vila Apolônia até o Posto Territorial do Programa Periferia Viva (Escola Municipal Antônio Dilson Fernandes)
📍Local de encontro: Parque Ambiental Encontro dos Rios

14h – Solenidade de anúncios de investimentos do Ministério das Cidades em Teresina
📍Local: Salão Nobre do Palácio da Cidade

Teresina é finalista de prêmio internacional que reconhece melhores projetos e práticas contra os efeitos das mudanças climáticas

Foto: Ascom Agenda Teresina 2030

A cidade de Teresina é finalista do Prêmio Bloomberg Philanthropies Local Leaders de 2025 , que reconhece as melhores políticas, projetos ou programas liderados por líderes locais, estados e regiões que abordaram as mudanças climáticas de forma eficaz nos últimos três anos. A iniciativa da indicação da capital piauiense é da Agenda Teresina 2030. O anúncio dos finalistas ocorreu nesta quinta-feira (09).

De acordo com a Bloomberg Philanthropies, o prêmio destaca o papel exemplar e crucial que prefeitos e líderes locais desempenham em todo o mundo na aceleração do progresso climático global rumo à COP30.

Teresina concorre na categoria Infraestrutura mais segura para um mundo em mudança – Protegendo comunidades com sistemas resilientes e preparados para o clima. A Agenda Teresina 2030 submeteu o projeto Lagoa de São Joaquim – Infraestrutura Verde e Resiliência Climática. Ele reflete o esforço da gestão municipal em transformar uma área antes totalmente degradada em um espaço público qualificado, totalmente voltado para a criação de um microclima mais agradável e um projeto arquitetônico voltado para crianças em idade de primeira infância.

A obra, que está sendo executada agora pela Superintendência de Desenvolvimento Urbano Norte, é remanescente do Programa Lagoas do Norte, pioneiro nas iniciativas de adaptação climática num período em que a maior parte das cidades do mundo inteiro pouco estavam estruturando em intervenções urbanas para combater os efeitos da crise do clima.

“Esse é um projeto especial que a cidade vai ganhar, principalmente as crianças daquela região que, até um tempo atrás, estava imersa em uma situação social bastante preocupante. Isso é fruto de um programa disruptivo e ousado por integrar tantos eixos de atuação, como social, saneamento, modernização da gestão municipal e requalificação urbana e ambiental, que foi o Lagoas do Norte, executado junto com o Banco Mundial”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Concorrem com a capital piauiense a cidade de Pequim (China) – Construindo um Centro Administrativo Municipal de Pequim Resiliente ao Clima; Bogotá (Colômbia) – Revitalização urbana resiliente em Bogotá; e o Rio de Janeiro (RJ) – Protocolo de Resposta ao Calor Extremo.

As categorias do Prêmio Bloomberg Philanthropies Local Leaders de 2025 estão alinhadas com as prioridades da presidência da COP30 — transição energética justa, adaptação, saúde pública e parcerias multiníveis poderosas — enfatizando soluções climáticas ousadas e inovadoras nos níveis local e regional.

“A mudança climática é um desafio global, mas soluções eficazes muitas vezes começam no nível local – onde grandes ideias podem criar raízes e se espalhar de cidade para cidade”, disse Michael R. Bloomberg, Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para Ambição e Soluções Climáticas e Fundador da Bloomberg LP e da Bloomberg Philanthropies. “Cada um desses finalistas está tomando medidas ousadas para reduzir as emissões, melhorar a saúde pública e estimular o crescimento econômico – demonstrando o quanto de progresso é possível quando líderes trabalham juntos em diferentes cidades, países e setores público e privado”, finaliza.

Agenda Teresina 2030 apresenta portfolio de projetos em evento internacional sobre justiça climática e resiliência

Foto: Ascom Agenda Teresina 2030

Nesta quinta-feira (02), a Agenda Teresina 2030 marcou presença no Daring Cities 2025, evento internacional promovido pelo ICLEI em parceria com a cidade de Bonn, na Alemanha. Realizado em formato virtual, o encontro reuniu especialistas e gestores públicos de várias partes do mundo para debater os desafios e soluções da Just Transition — conceito que conecta justiça social, resiliência urbana e ação climática multissetorial.

A atividade foi mediada por Nida Bilgen, especialista em desenvolvimento resiliente, e contou com a apresentação de Maryke van Staden, diretora do ICLEI’s Carbonn Climate Center, que introduziu o novo guia de Just Transition da organização. Em seguida, as sessões City Deep Dives trouxeram experiências de cidades em diferentes contextos.

Teresina foi representada por Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030, ao lado das cidades de Izmir, na Turquia, representada por Mouran Ditbashatrkmani, consultora comunitária, e Seçil Uysal Halli, engenheira ambiental da municipalidade metropolitana.

Durante a apresentação, a capital piauiense destacou sua trajetória no enfrentamento ao calor extremo e na construção de políticas públicas inovadoras. Entre as iniciativas estão a pesquisa pioneira sobre os impactos do calor na saúde de gestantes, reconhecida pela ONU em 2024; a Política Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais; os estudos para eletrificação do transporte público em parceria com a GIZ; e a participação no Acelerador de Soluções Urbanas do WRI.

Segundo Leonardo Madeira, Teresina tem um portfolio diverso e consolidado que converge para o objetivo de promover resiliência e atender às populações climaticamente vulneráveis e esse trabalho tem reverberado em diversos eventos de caráter internacional.

“A presença de Teresina no Daring Cities reforça a importância da cooperação internacional e do diálogo multinível para que cidades brasileiras contribuam ativamente na definição das NDCs 3.0 e na preparação para a COP30, em Belém. Ao lado de experiências de outras cidades globais, a capital piauiense demonstrou como é possível alinhar ciência, justiça social e inovação para tornar os territórios mais inclusivos, resilientes e sustentáveis”, afirmou o coordenador.

Com a participação no Daring Cities 2025, Teresina consolida-se como referência em adaptação climática, ampliando sua inserção nas redes internacionais de cooperação urbana.

Teresina apresenta projeto a programa que auxilia cidades do Mercosul a se tornarem mais resilientes

8ª edição da Escola de Resiliência de Mercocidades (Foto: Agenda Teresina 2030)

A equipe da Agenda Teresina 2030 participa, nesta semana, da 8ª edição da Escola de Resiliência de Mercocidades, iniciativa do Programa de Cooperação Sul-Sul de Mercocidades e do R-Cities, que ocorre na cidade de Niterói (RJ). O objetivo do encontro é que cada uma das 25 cidades participantes apresentem um projeto que poderá ser selecionado para receber assistência técnica com foco em melhorar suas estratégias de resiliência, especialmente a infraestrutura para construção de cidades cuidadoras, seguras e resilientes.

A participação foi garantida a partir de um processo competitivo submetido pela Agenda Teresina 2030. Os projetos apresentados no evento serão avaliados pelo comitê de seleção da Escola, que selecionará até três projetos para receber apoio para seu desenvolvimento por meio de assistência técnica, compartilhamento de experiências ou outros mecanismos.

“Temos um foco de projeto de resiliência na zona norte de Teresina. É uma área de forte degradação ambiental, que precisa de requalificação e de um projeto robusto que devolva sua biodiversidade. Ao mesmo tempo, temos grandes desafios relacionados ao calor extremo. Apresentamos essa contextualização e nosso projeto para que, com essa assistência técnica, possamos fortalecer esse planejamento e, assim, implementarmos uma política pública que dote a região da resiliência necessária para frear o avanço das ilhas de calor e os riscos de alagamentos e inundações”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, o Iclei Brasil – Governos Locais pela Sustentabilidade e o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (G-Com) também contribuem na capacitação.

“Participamos do evento e colocamos nosso projeto para concorrer na seleção. Esperamos que Teresina seja escolhida e receba essa consultoria. Os desafios da cidade são intensos e a Agenda Teresina 2030 vem fazendo um trabalho de mapeamento dessas oportunidades. Temos conquistado muitas parcerias e estamos desenvolvendo políticas públicas fundamentais para a sustentabilidade e para o atendimento de populações vulneráveis nesse contexto de mudanças climáticas”, destaca Bárbara Sales, analista da Agenda Teresina 2030.

O que é Mercocidades?

O Mercocidades é uma rede de governos locais criada em 1995, que reúne cidades da América do Sul com o objetivo de fortalecer a integração regional e promover a cooperação entre os municípios. Além da integração econômica promovida pelo Mercosul, a rede cria um espaço para que as cidades compartilhem experiências e articulando políticas públicas em áreas estratégicas. Hoje, a rede reúne mais de 370 cidades de 10 países sul-americanos, representando cerca de 120 milhões de habitantes.

Teresina é selecionada pelo Grupo Boticário e C40 para integrar projeto inovador de adaptação climática

Ponte Estaiada João Isidoro França (Foto: Arquivo SEMCOM)

Teresina foi selecionada pela Fundação Grupo Boticário e pelo C40 Cities para participar da incubadora de projetos Solução Natureza, resultado de um processo competitivo nacional que a Agenda Teresina 2030 participou. Ao todo, 30 municípios foram selecionados. A proposta da incubadora é garantir apoio técnico especializado para facilitar o acesso a financiamento de projetos com Soluções Baseadas na Natureza (SBN).

O projeto inscrito pela Agenda Teresina 2030 é destinado à Zona Norte e tem como objetivo dotar a região de um espaço ambientalmente qualificado, que permita a criação de um microclima mais confortável e que proteja a biodiversidade.  “Na Zona Norte temos uma grande oportunidade de desenvolver um projeto dedicado a devolver a natureza àquele espaço, que vem sendo degradado ao longo do tempo. Esse projeto já tem um escopo e agora vamos qualificá-lo”, destaca Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A incubadora de projetos dará suporte técnico à equipe de Teresina, de forma gratuita, para o desenvolvimento e conceituação do projeto de desenvolvimento urbano e adaptação climática que incluam SBNs. “O Plano de Ação Climática aponta o aumento da temperatura média e, consequentemente, a necessidade de criarmos espaços verdes, que protejam a população e a biodiversidade do calor extremo”, completa o coordenador.

A iniciativa da Fundação Grupo Boticário em parceria com a C40 Cities tem apoio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e da Aliança Bioconexão Urbana. As cidades participantes irão apresentar seus projetos para instituições financeiras de desenvolvimento, mecanismos de preparação de projetos e investidores relevantes em uma Mesa-Redonda de Investidores de alto nível, que ocorrerá em novembro durante o C40 World Mayors Summit, no Rio de Janeiro.

O C40 World Mayors Summit é um evento que antecede a COP30 e reunirá prefeitos, líderes climáticos, empresas, filantropos, investidores, cientistas, acadêmicos e jovens lideranças de todo o mundo para fazer um balanço, celebrar as duas últimas décadas de liderança decisiva das cidades no enfrentamento da crise climática e gerar um novo impulso para as negociações climáticas internacionais. O Summit é uma plataforma para apresentar ações das cidades, compartilhar ideias ambiciosas e inclusivas, unindo forças por um futuro sustentável, próspero e equitativo.