Agenda Teresina 2030 reúne startups, especialistas e poder público para discutir soluções ao calor extremo

Foto: Agenda 2030/Prefeitura de Teresina

O B-R-O Bró foi tema do City-Business Accelerator (CiBiX), evento realizado pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e pelo Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, nesta quinta-feira (25). Startups, especialistas, estudiosos e gestores públicos municipais se reuniram com o objetivo de discutir os impactos e soluções inovadoras para o calor extremo.

Durante o workshop, cinco startups (Verde Link, DisasterScan, GaiaXS, Ninho do Verde e Fonte Viva)  selecionadas se debruçaram sobre os efeitos do B-R-O Bró (período mais quente do ano) e apresentaram soluções inovadoras com o objetivo de minimizar os efeitos do calor extremo na cidade de Teresina para representantes do poder público, identificando oportunidades de colaboração e parcerias estratégicas. O foco é o  fortalecimento de conexões e visibilidade das propostas.

O evento, que contou ainda com a participação do Sebrae, da Prefeitura de Timon e da Investe Piauí durante a programação, revelou-se uma oportunidade única para que empresas e organizações pudessem estabelecer um diálogo direto com autoridades públicas, apresentem os possíveis resultados de suas soluções inovadoras e fortaleçam sua presença institucional por meio do alinhamento com uma iniciativa líder em inovação climática. Além disso, os participantes passam a ter acesso a uma rede ampliada de contatos estratégicos nos setores público, privado e da sociedade civil.

“O calor extremo é uma realidade que precisa ser enfrentada. Então, esse é um momento de coalizão, de formalização de parcerias e de cooperações, de nos conhecermos melhor. 
Esse é o grande objetivo, que a gente possa continuar essa conversa e, quem sabe, celebrarmos parcerias, operações e oportunidades de negócios que a gente também imagina com o objetivo de buscar soluções para nossa capital”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O secretário executivo do Iclei América do Sul, Rodrigo Perpétuo, participou da programação e comentou sobre os desafios que o mundo vive atualmente acerca do calor. “Quando a gente vai discutir transição justa e justiça climática, nós temos que lembrar que o calor extremo é um dos riscos climáticos que vêm impactando as cidades e precisa ser considerado também afim de priorizarmos as populações que estão em maior vulnerabilidade social”, destaca.

O CiBiX é uma iniciativa operacionalizada em Teresina pelo Iclei e Agenda Teresina 2030, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do WRI (Word Resources Institute) e conta com financiamento do Global Environment Facility (GEF) por meio do programa UrbanShift, uma plataforma global que reúne líderes e instituições comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o planejamento urbano integrado.

Foto: Agenda 2030/Prefeitura de Teresina

CiBiX: evento realizado pela Agenda Teresina 2030 e Iclei fomentará ideias inovadoras contra o calor extremo; saiba como participar

Foto: Agenda Teresina 2030

Teresina receberá, no dia 25, o CiBiX – City-Business Accelerator, evento realizado pela Agenda Teresina 2030 e pelo Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, para discutir os efeitos do B-R-O Bró (período mais quente do ano) e desenvolver soluções inovadoras com o objetivo de minimizar os impactos sentidos pela população e pelo meio ambiente. Startups, empresas e setor público participarão das discussões e o público em geral poderá se inscrever para assistir o evento.

O desafio é desenvolver soluções viáveis e inovadoras com o objetivo de minimizar os efeitos do calor extremo na cidade. Os participantes serão incentivados a propor projetos acionáveis que abordem diretamente a principal vulnerabilidade climática da cidade – calor extremo – por meio de parcerias tangíveis e caminhos claros de implementação. As propostas devem ser voltadas especificamente para estratégias de mitigação ou adaptação ao calor extremo, com ênfase em soluções escalonáveis e impactantes.

O workshop proporcionará uma oportunidade única para que empresas e organizações se envolvam em um diálogo direto com autoridades públicas, apresentem os possíveis resultados de suas soluções inovadoras e fortaleçam sua presença institucional por meio do alinhamento com uma iniciativa líder em inovação climática. Além disso, os participantes terão acesso a uma rede ampliada de contatos estratégicos nos setores público, privado e da sociedade civil.

E o público em geral poderá participar desse momento. Estudantes, especialistas, estudiosos do tema e demais interessados podem fazer a inscrição através do link (http://bit.ly/4mMiMsW)

O CiBiX é uma iniciativa operacionalizada em Teresina pelo ICLEI e Agenda Teresina 2030, com apoio do MCTI e do WRI e conta com financiamento do Global Environment Facility (GEF) por meio do programa UrbanShift, uma plataforma global que reúne líderes e instituições comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o planejamento urbano integrado. O evento acontecerá no Museu da Imagem e do Som (MIS), no dia 25 de setembro.

Agenda Teresina 2030 desenvolverá espaços de resfriamento urbano em parceria com o WRI Brasil

Teresina foi uma das cinco cidades brasileiras selecionadas para participar do Acelerador de Soluções para o Calor Urbano do WRI Brasil. O programa vai apoiar ideias e projetos em fase de ideação que proponham soluções verdes ou de baixo carbono para reduzir o calor e seus impactos na saúde, com foco em inclusão social e populações vulneráveis. O projeto inscrito pela Agenda Teresina 2030 no desafio proposto foi o “Territórios de Resfriamento”, um projeto piloto a ser desenvolvido na zona sudeste com o objetivo de transformar praças e hortas urbanas em refúgios climáticos, diminuindo em até 5˚ C o calor nesses espaços.

O público-alvo desse projeto são as gestantes da região. A pesquisa “Análise dos impactos do calor na saúde da mulher gestante de Teresina”, realizada pela Agenda Teresina 2030 no ano passado mostrou que 69% das gestantes não frequentam praças por falta de atratividade, segurança ou interesse, apesar de 60% se locomoverem a pé para consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e 57% realizarem deslocamentos cotidianos a pé. Esse cenário evidencia a urgência de integrar arborização e infraestrutura verde ao cotidiano das mulheres.

O relatório da pesquisa pode ser consultado aqui.

Além da pesquisa, o projeto utiliza como base o Plano de Ação Climática, documento também elaborado pela Agenda Teresina 2030 que traz um diagnóstico da situação climática atual e projeções futuras sobre a formação de ilhas de calor, espaços urbanos que concentram calor em determinadas áreas da cidade, que tendem a aumentarem caso não sejam adotadas medidas de resfriamento.

O conteúdo do Plano de Ação Climática de Teresina pode ser consultado aqui.

“Nossa equipe tem se debruçado sobre os desafios climáticos urbanos em busca de soluções que possam melhorar a qualidade de vida da nossa população. A pesquisa sobre a saúde das gestantes, especialmente no período mais quente do ano, nos mostra a urgência na adoção de medidas de resfriamento e de atenção às populações climaticamente vulneráveis. Já temos alguns projetos em andamento, como o protocolo de calor voltado às gestantes, mas precisamos avançar em intervenções urbanas para que a população tenha mais conforto e menos impacto do calor na sua saúde durante atividades cotidianas, como se locomover até um hospital, escola ou mercado”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Além da capital piauiense, foram escolhidas neste desafio do WRI Brasil as cidades de Campinas, Florianópolis, Recife e Fortaleza. O WRI Brasil é um instituto de pesquisa que transforma grandes ideias em ações através de estudos e soluções em florestas, cidades e clima.

Agenda Teresina 2030 e FMS desenvolvem política inovadora de atendimento a gestantes que sofrem efeitos do calor extremo

Agenda Teresina 2030 e FMS desenvolvem política inovadora (Foto: Ascom Agenda 2030)

Os resultados da pesquisa “Análise do impacto do calor na saúde da mulher gestante de Teresina”, realizada pela Agenda Teresina 2030, estão sendo utilizados como base para a construção de uma nova política pública da atenção básica em saúde para a capital, a partir de uma parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS). Representantes dos dois órgãos da gestão municipal participaram, durante esta semana, do curso Applying Behavioural Science for Early Childhood Development, oferecido pelo INSEAD, Save the Children’s CUBIC e BVA Nudge Unit, na cidade de Fontainebleau (França).

O curso é uma iniciativa da Fundação Van Leer e a capital piauiense foi a única cidade do Brasil escolhida para participar. A equipe da Prefeitura de Teresina foi representada pelo coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, pela arquiteta Elisa Carvalho e pelo médico Breno Noah, da Diretoria de Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde. Além do Brasil, participam equipes da Índia, Israel, Jordânia, Etiópia, Zâmbia e Holanda.

“Tivemos a oportunidade de estudar a ciência comportamental aplicada ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas à primeira infância. Teresina foi o grande case do Brasil e discutimos o impacto do calor extremo na saúde da mulher gestante, tema da pesquisa que realizamos no ano passado em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas. A partir de agora, em parceria com a FMS, estamos iniciando o desenvolvimento de uma política pública inovadora, que tem como prioridade qualificar o atendimento no pré-natal, dotando os profissionais de subsídios para que eles possam considerar os efeitos do calor nas queixas das gestantes”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O médico Breno Noah, que também participou do curso, considera que essa política pública será essencial para a atenção básica e vai transformar a forma de atendimento às gestantes da capital. “Participamos de uma semana intensa de curso onde aprendemos mais sobre a ciência comportamental aplicada a políticas públicas. Isso vai nos permitir transformar a forma como a gente educa nossos profissionais de saúde, a forma como a gente constrói políticas públicas, que a gente faz a nossa assistência em Teresina. A partir de agora, com uma parceria intersetorial nesse projeto, vamos fortalecer a atenção primária e fazer um pré-natal pioneiro com o que aprendemos aqui”, destaca Breno Noah.

A Agenda Teresina 2030, coordenação vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), é o órgão da Prefeitura que trata da construção de projetos, ações e iniciativas de clima e sustentabilidade de forma articulada com outros órgãos. Além disso, desenvolve a função de articulação com instituições nacionais e estrangeiras em busca de oportunidades para a capital.

A pesquisa

Durante o período mais quente do ano de 2024, tradicionalmente conhecido como B-R-O Bró (sílabas finais dos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro), as equipes percorreram todas as 75 Unidades Básicas de Saúde da zona urbana e aplicaram 411 questionários buscando entender como é a relação entre o calor extremo e saúde da mulher gestante.

Entre os dados mais expressivos, a pesquisa aferiu que 83,7% das mulheres afirmam que o calor afeta seu bem-estar de forma negativa, sendo que 66% sente desconforto frequente por conta do calor e 44% disse que enfrenta uma intensidade extremamente alta de calor.

“Temos dados significativos que nos indicam a necessidade de formatação de políticas públicas para o atendimento dessas mulheres. Em sua maioria, são mulheres pretas e pardas, em situação de vulnerabilidade socioeconômica e ambiental e que se locomovem a pé pela cidade. Nesse trabalho, pudemos compreender a necessidade de mudanças estruturais nos serviços de saúde, mudanças de comportamento e, especialmente, a necessidade de uma coalisão entre instituições para o enfrentamento aos desafios impostos pelas mudanças climáticas”, analisa Leonardo Madeira.

Agenda Teresina 2030 apresenta estudo de eletrificação do transporte público durante simpósio no RJ

A Agenda Teresina 2030 participa, nesta quarta-feira (10) e quinta-feira (11), do simpósio “M2G 2025: Eletrificação do transporte público e garagens de veículos no Brasil e na Alemanha”, apresentando a experiência da capital piauiense no desenvolvimento do estudo de viabilidade de implementação do transporte público elétrico, em parceria com a Strans (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito). O objetivo do evento é fomentar o diálogo no meio acadêmico e entre planejadores urbanos, autoridades públicas e partes interessadas da indústria.

“Temos um projeto em pleno andamento em Teresina e estamos buscando qualificar essa experiência. O estudo vai estruturar uma futura implantação dos ônibus elétricos não apenas para reforçar o sistema existente, mas também é uma etapa para avançarmos na transição do modelo a diesel para uma energia limpa. O abastecimento desses veículos será a partir da produção de energia fotovoltaica. Isso é significativo, já que o Plano de Ação Climática de Teresina aponta que o principal emissor de gases do efeito estufa é o setor de transporte”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Participam do simpósio especialistas e gestores de outras cidades, além de instituições que apoiam iniciativas de sustentabilidade no país. Teresina foi convidada pela Embaixada da Alemanha e a organização está a cargo da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Technische Universität Berlin (TU Berlin). O espaço é uma plataforma para a troca de perspectivas sobre tendências emergentes em infraestrutura e planejamento de ônibus elétricos.

A pauta que está sendo abordada no simpósio é a integração de sistemas de ônibus elétricos e gestão digital de garagens. A TU Berlin tem mais de uma década de pesquisa sobre eletrificação de sistemas de ônibus, conduzida em cooperação com a operadora de transporte público de Berlim, a BVG. Já a UFRJ apresenta os desafios e oportunidades específicos relacionados à eletrificação de ônibus no Brasil. O simpósio também busca identificar soluções adaptadas às necessidades do Brasil, lançando as bases para uma colaboração de pesquisa de longo prazo entre as duas instituições.

Teresina integra o projeto Acoplamento de Setores e Economia Verde – AcoplaRE, que apoia iniciativas de governos para a descarbonização dos setores da indústria e dos transportes no Brasil. Os estudos que estão sendo desenvolvidos na capital piauiense são fruto de doação e conduzidos em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, Ministério das Cidades e Ministério das Minas e Energias.

Agenda Teresina 2030 e FMS participam de curso na França para elaboração de política pública para primeira infância

Foto: Ascom Agenda Teresina 2030

Teresina é a única cidade do Brasil a participar, em Fontainebleau (França), durante esta semana, do curso Applying Behavioural Science for Early Childhood Development, oferecido pelo INSEAD, Save the Children’s CUBIC e BVA Nudge Unit. O curso é uma iniciativa da Fundação Van Leer e a capital está representada por uma equipe da Prefeitura formada pelo coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, pela arquiteta Elisa Carvalho e pelo médico Breno Noah, da Diretoria de Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde. Além do Brasil, participam equipes da Índia, Israel, Jordânia, Etiópia, Zâmbia e Holanda.

A participação neste curso é resultado da pesquisa “Análise do impacto do calor na saúde da mulher gestante de Teresina”, desenvolvida pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), com apoio da Fundação Municipal de Saúde. A proposta do curso é capacitar líderes para que possam aplicar métodos de ponta da ciência comportamental no desenvolvimento de políticas públicas, aumentando a escala e o impacto da iniciativa.

“Esta é uma oportunidade para que possamos estruturar de forma mais robusta nossa política pública de atendimento às crianças em idade de primeira infância, que estão entre os públicos mais suscetíveis ao calor extremo. Temos uma base de dados primária riquíssima  e agora temos as ferramentas para desenvolver as ações necessárias para melhorar a qualidade de vida da nossa população”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Durante toda esta semana, a capacitação será desenvolvida por professores e especialistas renomados, experimentando ferramentas e conceitos da ciência comportamental e finalizando o plano de ação personalizado. Nos meses seguintes, as equipes receberão coaching, mentoria e orientação técnica para a implementação do plano.

“A pesquisa e projeto tem potencial de mudar o pré-natal em Teresina e servir de exemplo para todo o Brasil e outras cidades no mundo com relação ao calor. O calor influencia em vários aspectos da saúde da gestante, desde o número de infecção do trato urinário até a saúde mental. A FMS vai estar pronta para aplicar as ações no pré-natal para garantir uma mudança pioneira na saúde das nossas gestantes nas Unidades Básicas de Saúde”,  finaliza Breno Noah.

A equipe de Teresina participa deste curso a convite da Fundação Van Leer em virtude das iniciativas que a gestão da cidade vem adotando para garantir que crianças em idade entre 0 a 6 anos possam ter assegurados seus direitos e que a cidade possa ser um lugar cada vez mais acolhedor para os pequenos. A Agenda Teresina 2030 é ponto focal de articulação dessas iniciativas junto à Fundação Van Leer e à Urban95.

Agenda Teresina 2030 e ICLEI convocam startups e empresas a desenvolverem ideias de mitigação aos efeitos do calor

Workshop do City-Business Accelerator (CiBiX)

Teresina vai reunir, no final de setembro, especialistas, gestores públicos municipais e iniciativa privada para discutirem e desenvolverem soluções inovadoras de combate às vulnerabilidades da cidade ao calor extremo. O workshop do City-Business Accelerator (CiBiX), promovido pela Prefeitura de Teresina, através da Agenda Teresina 2030, e pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, está fazendo o chamamento aberto a startups, empresas e organizações interessadas.

Durante o workshop, os participantes irão se debruçar sobre os efeitos do B-R-O Bró (período mais quente do ano) e desenvolver soluções inovadoras com o objetivo de minimizar os efeitos do calor extremo na cidade de Teresina. Os participantes terão oportunidade de apresentar suas soluções para representantes do poder público, identificar oportunidades de colaboração e parcerias estratégicas e fortalecer sua rede de contatos e a visibilidade da sua organização.

No primeiro dia do evento, gestores municipais participarão do City Works – workshop preparatório dedicado a compreender os desafios e oportunidades específicos relacionados ao calor extremo e à resiliência climática na cidade. Essa sessão servirá como uma plataforma para a troca de conhecimentos, destacando as principais questões, as vulnerabilidades locais e os possíveis caminhos para a adaptação.

E no dia seguinte, o workshop CiBiX conectará o setor público com organizações inovadoras, incluindo startups, empresas e instituições de pesquisa, com foco no desenvolvimento de soluções práticas para o calor urbano. Os participantes serão incentivados a propor projetos acionáveis que abordem diretamente a principal vulnerabilidade climática da cidade – calor extremo – por meio de parcerias tangíveis e caminhos claros de implementação. As propostas devem ser voltadas especificamente para estratégias de mitigação ou adaptação ao calor extremo, com ênfase em soluções escalonáveis e impactantes.

O workshop proporcionará uma oportunidade única para que empresas e organizações se envolvam em um diálogo direto com autoridades públicas, apresentem os possíveis resultados de suas soluções inovadoras e fortaleçam sua presença institucional por meio do alinhamento com uma iniciativa líder em inovação climática. Além disso, os participantes terão acesso a uma rede ampliada de contatos estratégicos nos setores público, privado e da sociedade civil.

O CiBiX é uma iniciativa operacionalizada em Teresina pelo ICLEI e Agenda Teresina 2030, com apoio do MCTI e do WRI e conta com financiamento do Global Environment Facility (GEF) por meio do programa UrbanShift, uma plataforma global que reúne líderes e instituições comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o planejamento urbano integrado.

As inscrições de empresas e startups para o CiBiX podem ser feitas pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScFHyb4zND3zhHdRHRIOy_gv_pv_q1GCc8_4kyQYoFWkGLWHw/viewform

UNFPA e Prefeitura de Teresina iniciam elaboração de plano para combater feminicídio e violência contra a mulher

Foto: Arquivo Semcom

Uma parceria entre a Prefeitura de Teresina e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA/ONU) vai permitir que a capital tenha seu Plano de Enfrentamento ao Feminicídio e de Combate à Violência Baseada no Gênero da capital. O documento tem o objetivo de fazer um diagnóstico do problema e propor uma política pública que possa impactar os crescentes dados de feminicídios e crimes contra mulheres.

O Mapa da Segurança Pública de 2025 aponta que o Piauí apresentou o maior aumento percentual de feminicídios no Brasil entre os anos de 2023 e 2024. O número de feminicídios no Estado cresceu 42,86% e o de estupro teve um aumento de 23,61% no período. Teresina também aparece entre as capitais com os maiores números absolutos de feminicídios em 2024, ficando em quarto lugar, com 12 vítimas.

Até o mês de junho de 2025, a polícia já contabilizava 24 feminicídios no Estado. A delegada Bruna Verena, da Diretoria de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, confirmou à imprensa que um estudo mostra que 90% das vítimas de feminicídio não tinham feito boletim de ocorrência ou pedido de medida protetiva.

O Plano de Enfrentamento ao Feminicídio e de Combate à Violência Baseada no Gênero trará um panorama geral dos crimes cometidos contra mulheres na capital para propor ações diretas no sentido de proteger meninas e mulheres. “A violência contra a mulher na nossa cidade, em todo o seu contexto, precisa ser enfrentada com uma política pública sólida. E essa parceria com o UNFPA permitirá que a cidade receba um plano que integre ações e instituições e norteie os caminhos para que, juntos, possamos proteger meninas e mulheres. Isso é urgente”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Esse trabalho será realizado por consultoria doada pelo UNFPA para a Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan). É a Agenda Teresina 2030 o órgão que estabelece parcerias entre a Prefeitura e instituições nacionais e internacionais para o desenvolvimento de políticas públicas para o atendimento de populações vulneráveis, atendendo às diretrizes dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU.

A contratação será feita pelo UNFPA e os interessados podem acessar as informações através do link [https://brazil.unfpa.org/pt-br/vacancies/consultoria-para-apoio-t%C3%A9cnico-e-elabora%C3%A7%C3%A3o-do-plano-municipal-de-enfrentamento-ao].

O acompanhamento desse trabalho será feito pela Agenda Teresina 2030 e pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres.

Projetos e iniciativas sustentáveis desenvolvidos pela Agenda Teresina 2030 são apresentados em evento estadual

Ascom Semplan

O trabalho da Agenda Teresina 2030, ligada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), foi pauta no evento Conversa de Estado, nesta quinta-feira (21). Na sua quinta edição, o encontro abordou o tema “Inovação Verde: o Piauí na vanguarda da sustentabilidade e das energias renováveis”. O objetivo do encontro é reunir especialistas e ampliar o diálogo sobre estratégias sustentáveis desenvolvidas no Piauí, com foco em tecnologias verdes, pesquisas e energias renováveis.

A analista ambiental da Agenda Teresina 2030, Thamires Morais, apresentou os projetos desenvolvidos pelo órgão no painel “Piauí Verde: iniciativas sustentáveis no território”. Entre os projetos estão o Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA); o Protocolo de Calor para Gestantes, que é fruto da pesquisa “Análise do Impacto do Calor na Mulher Gestante de Teresina”, projeto premiado pelo Fundo de População das Nações Unidas; o estudo de viabilidade da eletrificação da frota do transporte público, doado pelo Governo Federal e pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) Gmbh , agência alemã que atua no Brasil na promoção do desenvolvimento sustentável há mais de 60 anos; e ainda o DUI-RDD (Desenvolvimento Urbano Integrado para Redução de Riscos de Desastres Geo-Hidrológicos), projeto desenvolvido pelo Ministério das Cidades e Fiocruz para a construção de intervenções urbanas voltadas à redução de riscos de desastres.

“Temos um amplo escopo de projetos e iniciativas inovadoras que buscamos sempre desenvolver de forma integrada com outros órgãos da Prefeitura, alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU [Organização das Nações Unidas]. Todos eles são uma resposta ao Plano de Ação Climática, que a Agenda Teresina 2030 lançou ainda em 2023. Apresentamos também as parcerias com importantes instituições nacionais e internacionais que nos apoiam nos nossos projetos, demonstrando que a cidade pode desenvolver iniciativas inovadoras sem custo para o município”, explicou Thamires Morais.

O evento Conversa de Estado é promovido pelo Governo do Piauí e busca estreitar o diálogo entre governo, academia, sociedade civil e setor privado sobre as estratégias sustentáveis do Piauí. Também participaram do painel o secretário de Meio Ambiente do Estado, Feliphe Araújo, e o pós-doutor do Programa de Pós-graduação em Direito, Sebastião Patrício Mendes da Costa.

Experiência de Teresina em financiamentos e cooperações ambientais e climáticos é apresentada em evento nacional

 Leonardo Madeira (Foto: Agenda 2030)

Especialistas de todo o país estão reunidos, nesta quarta-feira (20), em Porto Alegre (RS), para apresentarem experiências exitosas de governos e instituições no Codex³ Experience. O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, demonstrou a experiência acumulada da capital piauiense com financiamentos ambientais e climáticos. Além deste, foram tratados temas relacionados a cidades inteligentes, mudanças climáticas, meio ambiente, governança de dados, infraestrutura e gás.

“Teresina tem chamado a atenção em todo país por sua expertise na atração de cooperações e financiamentos climáticos. Desde o programa Lagoas do Norte até o momento, em que temos diversas políticas públicas sendo desenvolvidas através de doações e também com recursos advindos de premiações a partir de editais, a Prefeitura vem conseguindo driblar os desafios para seguir avançando nos seus projetos de adaptação e justiça climática e sustentabilidade”, afirma Leonardo Madeira.

Entre os projetos em desenvolvimento pela Prefeitura de Teresina apresentados no Codex³ Experience estão o Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA); o Protocolo de Calor para Gestantes, que é fruto da pesquisa “Análise do Impacto do Calor na Mulher Gestante de Teresina”, projeto premiado pelo Fundo de População das Nações Unidas; o estudo de viabilidade da eletrificação da frota do transporte público, doado pelo Governo Federal e pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) Gmbh , agência alemã que atua no Brasil na promoção do desenvolvimento sustentável há mais de 60 anos; e ainda o DUI-RDD (Desenvolvimento Urbano Integrado para Redução de Riscos de Desastres Geo-Hidrológicos), projeto desenvolvido pelo Ministério das Cidades e Fiocruz para a construção de intervenções urbanas voltadas à redução de riscos de desastres. Todas essas iniciativas estão sendo implementadas na capital a partir da ação da Agenda Teresina 2030 e de parceiros, sem nenhum desembolso por parte do município.

Um dos pilares da atuação da Agenda Teresina 2030, coordenação vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), é a busca de parcerias para a formatação de políticas públicas em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Codex³ Experience está na sua terceira edição e é promovido pela Codex, instituição que atua em seis países e 16 estados brasileiros. São mais de 180 projetos com foco nos ODSs e propondo o enfrentamento da crise climática com ações baseadas em dados precisos e preditivos, promoção do desenvolvimento urbano sustentável criando cidades inteligentes e inclusivas, fortalecimento do monitoramento e a conservação ambiental e apoio a instituições na gestão da informação e tomada de decisões estratégicas.