“Planejamento de Teresina deve ser integrado e sustentável”, afirma Leonardo Madeira na abertura da Conferência Municipal das Cidades

Foto: Agenda Teresina 2030

A Agenda Teresina 2030 participa da 5ª Conferência Municipal da Cidade de Teresina. O coordenador do órgão, Leonardo Madeira, ministrou palestra na abertura do evento sobre as ações desenvolvidas pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e destacou a importância do Plano Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) e a participação da população na conferência para que o planejamento da cidade atenda às reais necessidades das comunidades.

“Este é um momento importante em que as entidades representativas, a população em geral e o poder público tem de se reunir para discutir o planejamento futuro da cidade. A Agenda Teresina 2030 traz para o evento a necessidade de inserir nesse contexto o desenvolvimento sustentável e a preocupação com a intersetorialidade das políticas públicas. Afinal, não se pode pensar em áreas essenciais para a vida da população, como habitação, saneamento, mobilidade e segurança, por exemplo, de forma isolada. Essas políticas precisam andar juntas”, explicou Leonardo Madeira.

Com o tema “Caminhos para uma cidade inclusiva, democrática, sustentável e com justiça social”, a Conferência Municipal da Cidade de Teresina reúne especialistas e representantes da sociedade civil, poder legislativo, entidades empresariais e de trabalhadores, além de organizações não governamentais para discutir os desafios que a cidade vem enfrentando e debater propostas voltadas ao desenvolvimento urbano.

A programação segue até amanhã (26), com mesas de discussão sobre eixos estratégicos para o futuro da cidade, incluindo: habitação e regularização fundiária; saneamento básico; mobilidade urbana; segurança pública e enfrentamento ao controle armado dos territórios populares; sustentabilidade ambiental e transição climática e transformação digital.

Serão realizadas também as plenárias finais para aprovação das propostas que serão encaminhadas à Conferência Estadual das Cidades. Também será realizada a eleição dos delegados que irão representar Teresina na Conferência Nacional, prevista para outubro deste ano.

Foto: Agenda Teresina 2030

Agenda Teresina 2030 discute planejamento sustentável durante encontro com especialistas internacionais e governo federal

Agenda Teresina 2030 discute planejamento sustentável durante encontro com especialistas internacionais e governo federal (Foto: Agenda 2030)

A Agenda Teresina 2030 está participando do 2º Diálogo Nacional-Local UrbanShift Brasil, evento que está discutindo propostas de construção de agenda para fortalecimento da governança metropolitana e interfederativa para o aglomerado urbano Teresina/Timon, com representação da Agenda Teresina 2030, e para as regiões metropolitanas de Florianópolis (SC) e Belém (PA). O evento é realizado pela coordenação do projeto CITinova II, que integra a plataforma UrbanShift.

Participam do 2º Diálogo Nacional-Local UrbanShift Brasil membros do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, além de representantes das regiões metropolitanas de Belém (PA) e Florianópolis (SC) e do aglomerado urbano Teresina-Timon e especialistas da Colômbia e Barcelona.

O evento é uma oportunidade para as cidades estabelecerem redes e relacionamentos com outras cidadades e representantes do governo nacional. No primeiro dia (10), ocorrerão três paineis (Articulação das Agendas Globais com a Agenda de Governança Interfederativa no Brasil; Desafios e Avanços da Governança Interfederativa no Brasil e Arranjos de Governança e Cooperação Interfederativa). No segundo dia, serão realizados dois paineis (Conjuntura da Governança Interfederativa nas Regiões do Projeto e Apresentação das Propostas de Construção de Agenda), além de oficinas e uma mesa redonda com o tema Contribuições para a Construção de Agenda de Cada Região.

A Agenda Teresina 2030 é ponto focal do projeto CITinova e já vem acompanhando o processo de implementação. O projeto trabalha o planejamento estratégico para as regiões metropolitanas e presta suporte para o fortalecimento dessas regiões. “Durante o evento, estamos trabalhando o planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo, visando não somente o fortalecimento da região metropolitana, mas também buscando um desenvolvimento sustentável. Tivemos a oportunidade de falar um pouco do aglomerado urbano Teresina-Timon”, destaca Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O consultor em Cooperação Internacional e ex-Diretor de Cooperação da Área Metropolitana do Vale do Aburrá (Colômbia), Pablo Maturana, e a diretora de Cooperação Internacional – Áreas Metropolitana de Barcelona, Maria Peix, participaram do painel Arranjos de Governança e Cooperação Interfederativa no dia 10.

O UrbanShift é uma iniciativa financiada pelo Fundo Global para Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), vinculada ao Programa de Impacto para Cidades Sustentáveis, que visa promover a agenda global de desenvolvimento urbano sustentável a nível local, promover capacitações para cidades e promover articulação multinível. É liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e implementado em parceria com o World Resources Institute (WRI), o C40 Cities e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Dentre outras, o programa promove atividades de capacitação, planejamento, articulação multinível e interação com o setor privado.

No Brasil está inserido no UrbanShift o projeto GEF-7 CITinova II – “Promovendo Planejamento Metropolitano Integrado e Investimentos Inovadores em Tecnologias Urbanas no Brasil”, das quais fazem parte as regiões metropolitanas de Belém (PA) e Florianópolis (SC) e do aglomerado urbano Teresina-Timon.

Prefeito Silvio Mendes recebe representantes do Iclei América do Sul para fortalecer parcerias

Foto: Ascom Agenda 2030

O prefeito Silvio Mendes recebeu, na manhã desta sexta-feira (06), a visita do secretário executivo do Iclei (Governos Locais pela Sustentabilidade) América do Sul, Rodrigo Perpétuo, e de Rafaela Viana, representante institucional. O objetivo do encontro foi o fortalecimento da parceria entre a Prefeitura de Teresina e a instituição, que congrega mais de 2.500 governos locais e regionais com foco no desenvolvimento urbano sustentável.

Participaram do encontro o secretário municipal de Articulação Institucional, Victor Linhares, o secretário municipal de Meio Ambiente, Bessah Filho, o secretário executivo de Planejamento e Gestão da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, Daniel Pereira, e a equipe da Agenda Teresina 2030, que é o ponto focal do relacionamento do Iclei com a Prefeitura de Teresina.

“Estamos recebendo os representantes do Iclei para tratar de sustentabilidade, dos nossos rios, de arborização e é sempre bom receber a contribuição de quem tem a expertise do assunto”, afirmou o prefeito Silvio Mendes.

O Iclei (Governos Locais pela Sustentabilidade) está em atividade em mais de 130 países, influenciando as políticas de sustentabilidade e impulsionando a ação local para o desenvolvimento de baixo carbono, baseado na natureza, equitativo, resiliente e circular. Em conjunto com a Agenda Teresina 2030, o Iclei já realizou, nos últimos dois anos, o Encontro Nordeste e o CB27, reunião dos secretários de Meio Ambiente das capitais, dentro das edições do ClimaTHE – Conferência do Clima de Teresina.

Além disso, a parceria vem permitindo que Teresina avance no desenvolvimento das políticas públicas ligadas ao meio ambiente, sustentabilidade, resiliência e adaptação climática.

Teresina é selecionada pelo governo federal para participar de projeto de redução de riscos de desastres

Teresina é selecionada para participar de projeto de redução de riscos de desastres (Foto: Arquivo SEMCOM)

A capital do Piauí foi uma das 12 cidades selecionadas pela Fiocruz e Ministério das Cidades para participar de um projeto inovador no Brasil: o Desenvolvimento Urbano Integrado para Redução de Riscos de Desastres Geo-Hidrológicos (DUI – RRD Cidades). A proposta é desenvolver novas metodologias de planejamento urbano para que a cidade possa lidar melhor com os riscos de desastres geo-hidrológicos, como cheias, enxurradas, inundações e deslizamentos.

O acesso de Teresina ao projeto foi garantido pela Agenda Teresina 2030, que fez a submissão da proposta junto às instituições federais. As cidades selecionadas vão participar de oficinas, debates técnicos e interação com diferentes entidades, além da possibilidade de estabelecer parcerias estratégicas para o desenvolvimento do projeto.

A Agenda Teresina 2030 tem como principal objetivo desenvolver a cidade de forma sustentável para garantir qualidade de vida à sua população. “Estamos sempre mapeando novas oportunidades de inserir Teresina nas discussões em nível nacional e mundial acerca da adaptação climática. Os riscos hidrológicos estão descritos no nosso Plano de Ação Climática, documento que também traz as projeções para o futuro. Portanto, é importante que a cidade esteja inserida nos projetos, no desenvolvimento de políticas públicas e no relacionamento com as instituições que possam viabilizar obras e ações de adaptação”, destaca Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A seleção levou em conta critérios como: disponibilidade de infraestrutura e capacidade técnica e operacional, avaliação de iniciativas já existentes, diagnóstico das áreas de risco geo-hidrológico, arranjos intersetoriais, organização de gestão participativa com a comunidade, propostas de intervenção baseadas nos princípios de resiliência urbana e sustentabilidade e capacidade para replicar a metodologia para outros contextos municipais.

Sobre o projeto

O projeto DUI – RRD Cidades tem como principal objetivo elaborar um manual de intervenções urbanas voltado à redução de riscos de desastres geo-hidrológicos a partir do fortalecimento das estratégias de planejamento urbano integrado voltadas e do desenvolvimento de novas metodologias, tecnologias e práticas inovadoras nos territórios selecionados.

Teresina conquista selo B em ranking internacional de monitoramento ambiental

Teresina conquista selo B em ranking internacional de monitoramento ambiental (Foto: Arquivo SEMCOM)

A capital piauiense, conquistou selo B no ranking internacional organizado pelo CDP Latin America, organização global sem fins lucrativos, que administra o único sistema independente de divulgação ambiental. O report de Teresina para concorrer à classificação foi feito pela Agenda Teresina 2030.

Foram reportados dados ambientais e climáticos, como emissões de gases de efeito estufa (GEE), vulnerabilidades relacionadas ao clima e ações para reduzir as emissões e se adaptar aos riscos. As classificações vão de “A” a “D” e têm base em transparência, qualidade dos dados e no nível da ação adotada.

O selo B indica que Teresina tem ações climáticas em processo de alinhamento com a agenda global. “Teresina segue no propósito de, cada vez mais, ser uma cidade sustentável, justa e resiliente”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O CDP é uma organização com atuação mundial independente de divulgação ambiental e analisa dados para que empresas, mercados de capitais, cidades, estados e regiões gerenciem seus impactos ambientais.

Servidores da Prefeitura de Teresina participam de encontro com coordenador do Centro de Liderança Pública

Servidores da Prefeitura participam de encontro com coordenador do CLP (Foto: Ascom Semplan)

Os servidores da Prefeitura de Teresina, participaram, nesta quarta-feira (28), de um encontro com o coordenador do Centro de Liderança Pública (CLP), Renato de Jesus Alves. O encontro, articulado pela Agenda Teresina 2030, teve o objetivo de estreitar o relacionamento da gestão municipal com a instituição, informar sobre as atividades do CLP e oportunidades para os servidores, além da possibilidade de futuras parcerias que poderão ser estabelecidas entre a Prefeitura de Teresina e o CLP.

O Centro de Liderança Pública é uma organização que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil. Há 15 anos, trabalha por uma gestão pública mais eficiente no uso de seus recursos. Desde 2008, a organização já ultrapassou a marca de 1.000 cidades impactadas por projetos ou cursos; e tem mais de 300 pessoas na rede de líderes, que já alcançou 24 estados e setores da administração pública.

A Prefeitura de Teresina participa da rede MLG – Master em Liderança, Política e Gestão Pública, programa de pós-graduação lato sensu do Centro de Liderança Pública (CLP) que visa formar líderes públicos capazes de implementar políticas públicas eficazes e transformadoras. O curso é ministrado pelo CLP e certificado pelo Instituto Singularidades, e busca desenvolver habilidades de liderança, gestão, política e metodologia.

“Diversos servidores da Prefeitura já participaram do programa de pós-graduação e, com isso, contribuem para a eficiência da gestão, para a amplitude das ações e projetos e para que a gestão consiga se articular com entes em níveis nacional e internacional”, avalia Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Membros do Comitê da Primeira Infância se reúnem para estruturar implementação de governança do PMPI

Membros do Comitê da Primeira Infância se reúnem para estruturar implementação de governança do PMPI (Foto: PMT/Agenda 2030)

O monitoramento das metas e diretrizes do Plano Municipal da Primeira Infância (PMPI) de Teresina foi pauta da reunião do Comitê Gestor e do Comitê Técnico da Primeira Infância, nesta terça-feira (27), sob a liderança da Agenda Teresina 2030, órgão da Prefeitura que é ponto focal para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para crianças de 0 a 6 anos e do relacionamento com instituições nacionais e internacionais para o desenvolvimento de projetos e ações no município.

A reunião contou com a participação de diversos órgãos que compõem o comitê: Secretaria Municipal de Esporte e Lazer; Secretaria Municipal de Administração; Secretaria Municipal de Comunicação; Superintendências de Desenvolvimento Urbano Centro, Norte, Sul e Sudeste; Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Políticas Integradas; Secretaria Municipal de Educação; Fundação Municipal de Saúde; e Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

De acordo com a coordenação da Agenda Teresina 2030, o encontro teve o objetivo de discutir a governança e o monitoramento das metas de curto, médio e longo prazos. “O Plano Municipal da Primeira Infância tem vigência até 2032. Estamos, neste momento, estabelecendo as prioridades nos eixos Criança com Saúde, Educação Infantil de Qualidade, Assistência Social, Enfrentamento às Violências, A Criança e a Cultura e Política para Mulheres e Atenção às crianças (0-6 anos).

“Teresina tem, tradicionalmente, uma preocupação no desenvolvimento de políticas públicas de atendimento às necessidades das crianças em idade de primeira infância. Esse plano é fruto do trabalho integrado e o seu monitoramento e governança também serão. A Agenda Teresina 2030 vem liderando essa iniciativa e tem conseguido a adesão das secretarias para que essas metas possam ser alcançadas”, destacou Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Teresina foi o primeiro município piauiense a desenvolver o Plano Municipal para a Primeira Infância e tem ações integradas para a promoção da saúde, educação e assistência social. A Agenda Teresina 2030 é o órgão, dentro da prefeitura, que faz o trabalho de engajamento, articulação e desenvolvimento de ações com os órgãos da prefeitura e instituições nacionais e internacionais, a exemplo da Urban95 e da Fundação Van Leer.

Agenda Teresina 2030 avança na elaboração do protocolo de calor para gestantes de Teresina

A Agenda Teresina 2030 reuniu, nesta terça-feira (27), representantes de diversos órgãos da gestão municipal para avançar na elaboração do protocolo de calor destinado às mulheres gestantes da capital. Essa política pública atende às queixas das gestantes entrevistadas na pesquisa “Avaliação do impacto do calor extremo na saúde de mulheres grávidas em Teresina”, realizada no ano passado pela Agenda Teresina 2030 em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A pesquisa revelou que 37% das entrevistadas apresentaram algum tipo de infecção no trato uroginegológico; 75% acreditam que a condição foi agravada pelo calor; 63% respondeu que não havia recebido orientações do profissional de saúde; 91% das mulheres nunca conversaram com um profissional de saúde sobre o impacto do calor na gestação, 84% sentem que não têm acesso adequado a informações e recursos sobre como gerenciar o calor durante a gravidez. Destas, 59% se informam pelas redes sociais e internet e 30% nas Unidades Básicas de Saúde.

Na reunião de hoje estavam presentes representantes da Fundação Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Políticas Integradas, Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres e Secretaria Municipal de Educação.

“É de grande importância o trabalho desenvolvido de forma colaborativa com as diversas secretarias da Prefeitura porque estamos construindo um protocolo para atender diretamente aos anseios que as mais de 400 gestantes pesquisadas nas 75 Unidades Básicas de Saúde pela nossa equipe manifestaram. A pesquisa nos mostrou que o calor afeta a todos na nossa cidade. Porém, afeta mais intensa aqueles que possuem menos mecanismos para lidar com seus efeitos na saúde e bem-estar”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A pesquisa foi realizada pela Agenda Teresina 2030 no âmbito do desafio “Climate Change XX: Women’s Health in Focus”, lançado pelo Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas (UNFPA/ONU). A capital piauiense foi a única cidade das Américas a vencer esse desafio e, com o prêmio, financiou a realização dos levantamentos. O resultado foi divulgado em dezembro do ano passado.

Agenda Teresina 2030 compartilha estratégias de planejamento em mobilidade de baixo carbono com a Suécia

Agenda Teresina 2030 (Foto: Ascom Semplan)

A Agenda Teresina 2030 participou, nesta quinta-feira (22), de uma reunião com representantes do Sweden Brazil Innovation Initiative (Iniciativa de Inovação Suécia-Brasil), organizada pelo CITInova, projeto coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Durante o encontro, o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, apresentou dados sobre a capital piauiense e o planejamento que o órgão vem desenvolvendo, através de parceria com a GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH – Cooperação Alemã no Brasil.

A GIZ está fornecendo, de forma gratuita, assistência técnica para que Teresina possa implementar projetos de eletromobilidade no transporte público urbano, o que representa um passo importante para modernizar e tornar mais sustentável a mobilidade urbana da capital piauiense.

A apresentação de Teresina também incluiu a cidade de Timon, já que ambas as cidades possuem os mesmos desafios no transporte coletivo e possuem uma população flutuante que utilizam esse meio de deslocamento.

“Esse encontro foi uma oportunidade de conexão com especialistas da Suécia, país que já está em estágio muito mais avançado do que o Brasil em termos de transição energética. Temos muitos desafios na implementação do modelo de transporte elétrico e, por isso, estamos estabelecendo diversas parcerias para que possamos superar esses desafios de maneira inovadora”, afirma Leonardo Madeira.

Também participaram da reunião representantes de Belém (PA) e Florianópolis (SC), além de representante do Departamento de Transporte da cidade de Estocolmo e especialistas em mobilidade sustentável membros do Swedish Environmental Research Institute (Instituto Sueco de Pesquisa Ambiental).

A Iniciativa de Inovação Suécia-Brasil é uma ampla plataforma que apoia colaborações e fomenta a cocriação de ecossistemas de inovação.

Desde 2016, a Suécia e o Brasil mantêm uma parceria estratégica de inovação (SGI – Grupo Diretor de Inovação) entre o Ministério do Clima e Empresas da Suécia (KN) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O objetivo é criar condições para a implementação de parceria estratégica.

Agenda Teresina 2030 publica relatório final de pesquisa sobre os efeitos do calor na saúde das gestantes de Teresina; saiba como ter acesso

A Agenda Teresina 2030 publicou no site da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), à qual é vinculada, o relatório contendo os dados consolidados da pesquisa inédita “Avaliação do impacto do calor extremo na saúde de mulheres grávidas em Teresina”, realizada em parceria com o Fundo de População da Organização das Nações Unidas (UNFPA).

Entre os dados mais expressivos, a pesquisa aferiu que 83,7% das mulheres afirmam que o calor afeta seu bem-estar de forma negativa, sendo que 66% sente desconforto frequente por conta do calor e 44% disse que enfrenta uma intensidade extremamente alta de calor.

A pesquisa contempla bases de dados primária e secundária. Foram aplicados 411 questionários diretamente com gestantes atendidas em 75 Unidades Básicas de Saúde localizadas na zona urbana da capital. Cada questionário continha 35 perguntas.

Ao todo, 89% das entrevistadas declarou que o calor impacta sua saúde física, com 82,24% afirmando que tem piorado os sintomas de cansaço ou fadiga e para 50,61% aumentou a dificuldade de respirar. Elas relataram ainda que percebem que o calor afeta seus bebês: entre as que notaram o bebê mais agitado, apresentaram como sintomas físicos o cansaço (92%) e dificuldade de respirar (63%). E, de forma espontânea, elas manifestaram os sintomas relacionados ao calor que as levaram a procurar o médico: assaduras no corpo, falta de ar, dermatite, coceira, mal-estar, dor de cabeça, insônia, confusão mental, enxaqueca, pressão baixa, sangramento no nariz e piora na ansiedade.

Ainda sobre sintomas físicos, 37% das entrevistadas apresentaram algum tipo de infecção no trato uroginegológico durante a gravidez e 75% acreditam que a condição foi agravada pelo calor.

Quando perguntadas se estavam seguindo alguma orientação médica específica para lidar com o calor, 63% respondeu que não havia recebido orientações do profissional de saúde, 25% não buscou orientações e 12% afirmou que estava seguindo as orientações. Porém, ao responderem sobre quais seriam essas orientações passadas, 90% afirmou que seria beber água e 15% tomar mais banhos. No total, 68% avaliam que bebem pelo menos 2,5 litros de água diariamente. Além disso, 91% das mulheres nunca conversaram com um profissional de saúde sobre o impacto do calor na gestação.

O questionário também avaliou o impacto emocional do calor nas gestantes. Do total de entrevistadas, 61% afirmou que sente de forma significativa esse impacto.

Perfil geral

84% das mulheres são pardas e pretas, com média de idade de 27 anos, 60% se locomovem a pé para as consultas e 53% se locomovem a pé no dia a dia.

Entre as que estão no grupo de 15% que declararam ter problema de saúde antes da gravidez, 34% apontaram a hipertensão, 18% a diabetes e 18% a anemia.

Para amenizar o calor

Sobre as medidas que adotam contra o calor extremo, 81% delas disseram que buscam um local fresco, 20% ficam no quarto com ar-condicionado e 20% ficam no quintal ou áreas cobertas da casa. Por outro lado, 70% afirmam que não frequentam parques ou praças, sendo que 34% afirmam que não gostam desses ambientes, 20% não tem acesso e 18% não se sentem seguras em parques e praças.

79% usam roupas específicas para lidar com o calor, como vestidos e shorts. 69% não consideram suas residências adaptadas ao calor extremo.

Falta informação

Do total de entrevistadas, 84% sentem que não tem acesso adequado a informações e recursos sobre como gerenciar o calor durante a gravidez e 15% disseram que tem acesso. Destas, 59% se informam pelas redes sociais e internet e 30% nas UBSs.

Calor e preocupação

As gestantes relataram de forma espontânea preocupações sobre o impacto do calor na sua saúde: piorar a falta de ar e evoluir para algo mais grave, gatilho de ansiedade, insolação, ter um AVC, medo de eclâmpsia, passar mal, desmaio, medo do parto prematuro, infarto, tontura, agravar o emocional, pensamentos agoniantes, medo da depressão subir muito e colocar a vida dela e do filho em risco.

Caráter inédito

Teresina é uma das poucas cidades do planeta a pesquisar cientificamente, com equipes em campo, como o calor extremo tem afetado sua população de mulheres gestantes. Ao propor o tema “O impacto do calor extremo e altas temperaturas no desenvolvimento da gravidez em mulheres de Teresina” no desafio “Climate Change XX: Women’s Health in Focus” do Fundo de Populações das Nações Unidas, a Agenda Teresina 2030 foi uma das seis selecionadas no mundo e premiada com recurso que financiou a realização desta pesquisa.

Acesse aqui o relatório

https://antigo-semplan.pmt.pi.gov.br/wp-content/uploads/sites/39/2025/05/RelatA%CC%83%C2%B3rio-Final-Maio-2025_UNFPA.pdf