Dra. Amariles Borba recebe título de Cidadã Teresinense

Foto: Ascom FMS

A médica pediatra Amariles Borba foi homenageada nesta sexta-feira (26) com o título de Cidadã Teresinense, concedido pela Câmara Municipal de Teresina. A proposta foi apresentada pelos vereadores Ismael Silva e Venâncio, em reconhecimento à trajetória da profissional na área da saúde pública.

Com 24 anos de atuação na Fundação Municipal de Saúde (FMS), Amariles Borba desempenhou papel central na formulação e execução de políticas voltadas à imunização e à proteção da população infantil. A sua gestão foi marcada por campanhas de vacinação e ações de conscientização sobre doenças preveníveis.

Natural de Floriano, no interior do Piauí, Amariles é graduada em Nutrição e Medicina, com residência em Pediatria realizada no Rio de Janeiro. No estado do Piauí, atuou também como professora da UFPI, onde se aposentou com o título de Professora Emérita. Ela ainda trabalhou em unidades hospitalares como o Hospital do Satélite e o Hospital Infantil Lucídio Portela.

Durante a solenidade, a equipe de saúde também recordou frases recorrentes da médica, como “Não estoque mosquito, que isso não dá dinheiro, só dá doença”, “Só dou entrevista se for grande, pra eu poder falar tudo o que quero” e “Meu santo, já cuidou da vacina?” que marcaram sua atuação no serviço público.

O título de Cidadã Teresinense é concedido a pessoas que, mesmo não nascidas na capital, contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento da cidade. Amariles Borba passa a integrar oficialmente esse grupo, com reconhecimento formal por sua dedicação à saúde da população teresinense.

FMS firma compromisso para construção de novas unidades de saúde em Teresina

FMS firma compromisso para construção de novas unidades de saúde em Teresina (Foto: FMS)

A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, assinou nesta sexta-feira (26) um termo de compromisso que prevê a construção de três novos equipamentos públicos de saúde em Teresina: uma policlínica, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Dirceu e um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O ato simbólico contou com a presença de representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde.

Os recursos para as obras serão repassados pelo Governo Federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conforme portarias publicadas pelo Ministério da Saúde. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da rede pública de saúde nos municípios brasileiros.

Segundo Leopoldina Cipriano, os investimentos refletem o compromisso do SUS com a ampliação da infraestrutura e a melhoria da qualidade do atendimento à população. “A nova UBS no Dirceu atenderá uma demanda crescente da zona Sudeste, enquanto o CAPS reforçará o cuidado em saúde mental. Já a policlínica concentrará serviços especializados, contribuindo para a resolutividade da atenção secundária. Estamos trabalhando para que Teresina tenha uma rede cada vez mais eficiente, humanizada e acessível”, afirmou.

A presidente destacou ainda que, após a assinatura do termo, há etapas técnicas e administrativas a serem cumpridas antes do início das obras. “Nossa equipe está empenhada em garantir que todos os trâmites sejam concluídos com celeridade, para que esses equipamentos possam beneficiar a população o quanto antes”, concluiu.

FMS passa a ofertar os exames HTLV e vitamina D em Teresina

Para ter acesso, é necessário realizar uma consulta com o médico da Estratégia de Saúde da Família nas Unidades Básicas de Saúde (Foto: Ascom FMS)

Nesta quinta-feira (25), o Centro de Diagnóstico Dr. Raul Bacelar, vinculado à Fundação Municipal de Saúde (FMS), anuncia a ampliação dos seus serviços laboratoriais e passa a ofertar o exame de Vitamina D para a população em geral e o exame de HTLV 1/2 para gestantes durante o pré-natal. Ambos os exames estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Teresina.

Para ter acesso, é necessário realizar uma consulta com o médico da Estratégia de Saúde da Família nas Unidades Básicas de Saúde, que poderá solicitar os exames conforme avaliação clínica.

A Vitamina D é um nutriente essencial para a saúde óssea e para o funcionamento adequado do sistema imunológico. Medir o nível desta vitamina, por meio de exame, é útil em várias situações clínicas, como osteoporose, doenças autoimunes e quadros de fadiga crônica. Já o exame de HTLV 1/2 tem como objetivo identificar precocemente a infecção pelo vírus linfotrópico humano, que pode ser transmitido da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação.

Segundo Teresa Moura, diretora do Laboratório Raul Bacelar, a iniciativa representa um avanço importante na saúde pública de Teresina. “A inclusão do exame de HTLV na rotina do pré-natal representa um avanço significativo, com impacto econômico e organizacional relevante. A detecção precoce da infecção permite ações preventivas que reduzem custos futuros e protegem a saúde materno-infantil”, explica.

O HTLV é um vírus da mesma família do HIV, transmitido por sangue, sexo sem proteção e leite materno. Embora não cause AIDS, pode afetar o sistema imunológico e, em cerca de 5% a 10% dos casos, levar a doenças graves como leucemia/linfoma de células T e paraparesia espástica tropical. Os sintomas incluem fraqueza nas pernas, dor, dificuldade para urinar e prisão de ventre.

A diretora explica ainda que o exame de Vitamina D, agora disponível para toda a população, amplia nossa capacidade de diagnóstico e acompanhamento de condições que afetam diretamente a qualidade de vida. “Com essa ampliação, a FMS reforça a qualidade e a abrangência do diagnóstico laboratorial oferecido à população de Teresina pelo SUS”, finaliza.

Desfile ‘’Meu Jeito de Ser’’ reforça a importância do CAPS no cuidado com a saúde mental

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Realizado nesta quinta-feira (25), o desfile “Meu Jeito de Ser” chamou a atenção para a conscientização sobre o acolhimento aos usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A ação reuniu usuários e profissionais do CAPS II Sul, que desfilaram com cartazes e mensagens voltadas ao entendimento correto da saúde mental e ao combate ao preconceito, mesmo quando ele se apresenta de forma sutil.

O evento aconteceu na sede do CAPS II Sul, localizada na avenida Barão de Gurguéia, nº 2913, bairro Pio XII. Além de reforçar a importância de um tratamento humanizado e livre de preconceitos, o desfile também destacou o papel fundamental do centro como ferramenta de cuidado e promoção da saúde mental.

Maria Clara, psicóloga do CAPS II Sul e uma das idealizadoras do evento, ressaltou que o modelo adotado pelo CAPS representa um avanço significativo, reforçando a importância do cuidado em liberdade e rompendo o modelo manicomial.

“Essa transformação significa mais humanidade, solidariedade e respeito. O evento de hoje também desmistifica a visão hegemônica de parte da sociedade acerca do CAPS. Longe de ser apenas um local de convivência de pacientes em situação psicossocial vulnerável, trata-se de um espaço que garante cidadania e dignidade a quem é acolhido”, afirmou.

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM) 

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

SAMU celebra 21 anos de existência em Teresina

Para acionar o SAMU, a população deve ligar para o número 192 (Foto: Ascom FMS)

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Teresina, gerenciado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), completou 21 anos de funcionamento e, para marcar a data, promoveu uma cerimônia com corte de bolo e homenagens aos profissionais que atuam no atendimento pré-hospitalar. Somente de janeiro a agosto de 2025, o serviço já realizou atendimento a 21.169 pessoas em situações de urgência e emergência.

Entre os casos que marcaram a atuação do SAMU está o do mototaxista Antônio Rufino, de 48 anos. Ele sofreu um grave acidente no bairro Monte Castelo, zona sul da capital, quando um motorista invadiu a preferencial e colidiu com sua motocicleta. Antônio foi socorrido por uma equipe de suporte básico e encaminhado a um hospital particular, com fraturas expostas e lesões graves no joelho.

“Sou um piloto responsável. Fui vítima da imprudência de alguém que ignorou as leis de trânsito. Ainda bem que o SAMU chegou rápido, fez os procedimentos necessários e só saiu do hospital quando eu estava regulado. Não lembro a data nem os nomes, mas sou muito grato pelo atendimento”, relatou.

A presidente da FMS, Dra. Leopoldina Cipriano, destacou que a implantação do serviço representou um avanço significativo na saúde pública da capital. “Na década de 1980, as ambulâncias eram usadas apenas para transferências entre hospitais. Em 1990, surgiu o Programa SOS Teresina, com suporte básico de vida. E em 2004 aderimos ao SAMU, criado pelo Governo Federal, com ambulâncias de suporte básico e avançado”, finalizou.

Segundo a diretora geral do SAMU Teresina, Adélia Oliveira, o serviço tem passado por melhorias estruturais nessa nova gestão. “Recebemos certificação internacional de excelência no atendimento ao AVC, reativamos o projeto Samuzinho, contratamos farmacêutico e modernizamos a linha 192, que passou de analógica para digital, eliminando falhas recorrentes no atendimento, entre outros avanços”, afirmou.

Para acionar o SAMU, a população deve ligar para o número 192. O atendimento começa com os telefonistas, que coletam informações como endereço e tipo de ocorrência. Em seguida, a chamada é encaminhada ao médico regulador, que avalia a situação e define o tipo de resposta: ambulância de suporte básico, avançado, motolância ou orientação médica. Atualmente, a frota é composta por oito ambulâncias de suporte básico, três de suporte avançado e quatro motolâncias.

Desfile “Meu Jeito de Ser” celebra diversidade e combate estigmas na saúde mental em Teresina

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: ASCOM/FMS)

Nesta quinta-feira (25), a partir das 9h, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) realiza o desfile “Meu Jeito de Ser” com os usuários do CAPS II Sul. O evento convida os pacientes a desfilarem em um tapete vermelho vestindo o que quiserem e segurando placas com mensagens de conscientização, como, por exemplo, “fazer piada com transtorno mental não é humor”.

A iniciativa busca valorizar o papel dos CAPS e combater os preconceitos ainda associados aos serviços de saúde mental. “A ideia surgiu da psicóloga Maria Clara e recebeu total apoio da direção. Mais do que um desfile, o evento é um ato de afirmação, liberdade e respeito à diversidade humana”, explica Aureni Batista, coordenadora do CAPS II Sul.

A proposta reforça o compromisso dos CAPS com uma atenção humanizada, gratuita e especializada, realizada por equipes multidisciplinares que incluem psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, educadores físicos, nutricionistas e profissionais de apoio. Os serviços oferecidos vão desde atendimentos individuais e em grupo até oficinas terapêuticas e atividades comunitárias, incluindo suporte às famílias.

“A criação dos CAPS marcou uma virada na reforma psiquiátrica brasileira. Teresina também tem avançado significativamente com dispositivos de base comunitária, como ambulatórios e residências terapêuticas, que promovem cuidado qualificado e acolhedor”, destaca Luanna Bueno, gerente de saúde mental da FMS.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) funcionam de segunda a sexta-feira e atendem homens e mulheres que possuem transtornos mentais severos e persistentes. O acesso pode ser direto ou por encaminhamentos de outros serviços. O ideal é procurar a unidade que atende a região onde o paciente reside.

HUT realiza dia D de sensibilização para doação de órgãos

O HUT é hoje o maior doador de múltiplos órgãos do Piauí (Foto: Ascom HUT)

Colaboradores, gestores do Hospital de Urgência de Teresina (HUT)e representantes da Central Estadual de Transplantes do Piauí participaram hoje (23) do dia D de sensibilização sobre doação de órgãos. O evento foi organizado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), que coordena as captações dentro do hospital.

Com o tema “Seja a Extensão de Outras Vidas” o HUT busca unir forças, divulgar informações e conscientizar colaboradores e a população sobre a importância de doar órgãos. Para a presidente da CIHDOTT do HUT, Milena Cantuária, doar órgãos é salvar vidas, e o que queremos é que todos vivam muito e possam também ser doadores, pois divulgar informações faz toda a diferença.

O HUT é atualmente o maior doador de múltiplos órgãos do Piauí, responsável por 77,1% das doações. Somente entre janeiro e agosto deste ano, foram registradas 27 captações efetivas de múltiplos órgãos, contra 21 no mesmo período do ano passado. Entre os órgãos doados pelo HUT em 2025 estão: 56 córneas, 20 fígados e 50 rins. Os dados refletem o impacto crescente da atuação do HUT.

A coordenadora da CIHDOTT no HUT explica que a equipe multiprofissional tem intensificado o acolhimento aos familiares, mesmo em momentos de dor, mostrando que a doação pode significar a continuação da vida para outras pessoas. Com esse trabalho, o índice de aceitação de doação no hospital subiu para 46,54%, ou seja, quase metade das famílias abordadas autorizaram a doação.

Foto: Ascom HUT

“A doação de órgãos não é somente um ato de generosidade mas também pode ser um ato de esperança para outros”, diz Aranucha Brito, diretora geral do HUT, reforçando a importância da doação. “Trabalhamos cada vez mais para sensibilizar os familiares de pacientes para a importância da doação já que somos o maior captador do Piauí. O que queremos é devolver a esperança e ajudar a salvar a vida de milhares de pessoas que estão na fila de transplante”, explica a diretora do HUT.

O Piauí possui hoje mais de 900 pacientes na fila de transplante até a data de hoje (23), segundo dados da Central Estadual de Transplantes do Piauí. O tempo de espera para um transplante de córnea caiu este ano para menos de 2 anos, antes era de 6 anos.

Teresina capacita profissionais para evitar amputações em pacientes com diabetes

Além da avaliação profissional, os cuidados diários com os pés são fundamentais para evitar complicações (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e o Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (COREN-PI), está realizando um curso de capacitação voltado à avaliação de risco de lesões nos pés de pessoas com diabetes, a partir desta segunda-feira (22). A iniciativa integra a campanha “Calo Zero” e tem como objetivo qualificar profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para detectar precocemente sinais de complicações que podem levar à amputação.

Durante a capacitação, os profissionais aprendem a aplicar um checklist que estratifica o risco de lesões, além de realizar avaliação clínica de sensibilidade. Caso sejam identificadas alterações, os pacientes são encaminhados para ambulatórios especializados da FMS, como o Hospital do Promorar e o Centro de Saúde Lineu Araújo.

“Essa capacitação é um passo essencial para ampliar o cuidado e evitar complicações. O exame clínico dos pés e a classificação do risco de ulceração são os principais cuidados, que precisam ser realizados na Atenção Primária, para prevenção de lesões nos pés em pessoas com diabetes”, afirma Jefferson Lira, pós-doutor e residente em enfermagem da Atenção Primária.

Dra. Sandra Marina, enfermeira estomaterapeuta e coordenadora de pós-graduação nessa área na UESPI, explica que o Ministério da Saúde, a partir de 2025, recomenda a realização de avaliações nos pés de pessoas com diabetes ao menos uma vez por ano, podendo ser mais frequente, conforme o grau de risco. “Essa medida contribuirá para reduzir o número de amputações decorrentes de lesões não tratadas”, explica.

Sandra Marina alerta que pessoas com diabetes que apresentem calos, úlceras, deformidades ou alterações nos pés, além de perda de sensibilidade, devem procurar imediatamente uma UBS para avaliação. Ela também chama atenção para uma situação comum no Piauí: queimaduras nos pés, especialmente durante o período do “br-o-bró”, quando muitos caminham descalços sob o forte calor. “Essa é uma realidade que precisa ser enfrentada com educação e prevenção e a pessoa com diabetes precisa ter autocuidado diário e buscar serviço de saúde de forma precoce”, ressalta.

Além da avaliação profissional, os cuidados diários com os pés são fundamentais para evitar complicações. Especialistas recomendam às pessoas com diabetes: Inspecionar os pés diariamente em busca de feridas ou alterações; Higienizar com água e sabão neutro, secando bem entre os dedos; Evitar andar descalço; Usar meias sem costura ou com costura invertida, trocando-as diariamente; Palpar a parte interna dos calçados antes de calçá-los; Utilizar calçados confortáveis e do tamanho adequado; Hidratar, evitando aplicar entre os dedos; Cortar as unhas em formato anatômico; e não usar agentes químicos ou emplastros para remover calos.

Lei que criou o SUS completa 35 anos nesta sexta-feira (19)

Atendimento realizado pelo SUS (Foto: Ascom FMS)

Nesta sexta-feira (19), a Lei nº 8.080/1990, que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), completa 35 anos. A legislação é considerada o marco inicial da organização da saúde pública no Brasil. Antes da sua promulgação, o acesso à assistência médica era limitado aos trabalhadores com vínculo formal e cobertura previdenciária. A data desperta reflexão sobre os avanços, desafios em Teresina e princípios que norteiam esse sistema.

Em Teresina, desde a chegada da nova lei, a rede municipal de saúde passou por diversas alterações. O SUS ampliou o acesso à saúde: as unidades mistas de saúde que existiam na capital passaram a ser hospitais de bairros sob a gerência e a gestão da Prefeitura. Foram criadas também as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), consideradas as portas de entrada preferenciais do SUS, o que contribuiu para a organização da rede de atenção à saúde.

Ao longo dos anos, o município implantou e expandiu o Programa de Saúde da Família, passou a fornecer órteses, próteses e materiais especiais para pessoas com deficiência, e desenvolveu serviços nas áreas de saúde mental, cardiologia, oncologia e nefrologia. Também foram incorporados procedimentos de alta complexidade, como transplantes de órgãos e hemodiálise. O atendimento a pessoas com HIV/AIDS foi implantado.

O processo de marcação de consultas especializadas também passou por modificações. Inicialmente, os usuários precisavam se dirigir ao antigo prédio do INAMPS para agendar presencialmente. Com a criação da Central do SUS, o agendamento passou a ser feito por telefone, diretamente dos postos de saúde. Posteriormente, foram distribuídas cotas de consultas por unidade, e, em 2010, o sistema foi totalmente informatizado.

Atualmente, todos os estabelecimentos de saúde de Teresina utilizam o sistema online Gestor Saúde, desenvolvido por técnicos teresinenses. A plataforma disponibiliza, diariamente, vagas para consultas e exames especializados em Teresina, no Piauí e em alguns municípios do Maranhão. Em regra, as consultas são marcadas de forma imediata e, nos casos de a procura ser superior à oferta, o usuário é inserido em fila eletrônica.

Segundo a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Leopoldina Cipriano, o SUS atua em diversas frentes além da assistência médica. “O sistema também é responsável por ações de vigilância sanitária, como inspeções em restaurantes, supermercados, academias e hotéis. A análise da qualidade da água para consumo humano é outro exemplo de atividade vinculada a esse sistema tão complexo”, afirma.

Leopoldina também informou que atua no SUS há 28 anos e que, atualmente, a rede municipal enfrenta desafios estruturais. “No início do ano, os relatórios apontaram deficiências em diferentes níveis da assistência, como problemas estruturais, equipamentos danificados ou ausentes, instalações sanitárias inoperantes e falta de insumos. A gestão atual está adotando medidas com foco na legalidade, humanização, transparência e reorganização dos serviços. Enfrentamos os desafios de cabeça erguida e estamos trabalhando arduamente para melhorar a saúde pública. ”, declarou.

FMS reúne coordenadores para discutir melhorias na Atenção Básica

Foto: Ascom FMS

Nesta quarta-feira (17), a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Leopoldina Cipriano, reuniu-se com os coordenadores das 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. O encontro, realizado com a presença da equipe técnica da Fundação, teve como objetivo discutir estratégias para aprimorar os processos de trabalho e qualificar a assistência prestada à população.

Durante a reunião, Leopoldina apresentou o planejamento de ações voltadas ao fortalecimento da Atenção Básica. Entre as iniciativas destacadas estão a previsão de recebimento de emendas parlamentares para a estruturação física das unidades, a utilização de mão de obra carcerária para pequenas reformas em UBS selecionadas e a implementação do programa Telenordeste, que busca integrar tecnologia à prestação de serviços de saúde.

Em um discurso marcado por firmeza e paixão, a presidente da FMS reafirmou seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Faço SUS por convicção e por paixão. Tenho certeza de que podemos mudar a situação atual que a FMS enfrenta. Quem está comigo na gestão sabe que prezamos por um atendimento de qualidade e humanizado”, destacou.

A presidente também destacou o papel essencial dos coordenadores das Unidades Básicas de Saúde, enfatizando que foram escolhidos para exercer a liderança com responsabilidade, empatia e compromisso com a população. Segundo ela, o trabalho nas UBS exige proximidade com os usuários, escuta ativa e acolhimento, valores que devem nortear a atuação dos profissionais da rede de todas as categorias.

“Somos espelhos. Temos que cumprir nosso papel, inclusive estando perto do paciente, escutando, acolhendo. Essa postura deve ser compartilhada por todos os que atuam nas UBS. Sabemos que a rede enfrenta desafios diversos, incluindo estruturais e organizacionais, mas estamos juntos para vencê-los e oferecer o SUS que a população merece. Ela é a causa maior das nossas ações e dos nossos esforços diários”, finalizou.