Semana do meio ambiente tem arraiá junino e conscientização com crianças no Parque Lagoas do Norte

A pandemia não tem permitido que o Parque Lagoas do Norte realize os grandes eventos que ocorriam, como a festa junina, as competições esportivas e as colônias de férias. Mas, aos poucos, o ambiente aberto, ao ar livre, tem sido palco para ações simples mas de forte impacto na vida da comunidade. Nesta semana em que se comemora o meio ambiente, a equipe reuniu 28 crianças em dois dias e propôs diversas atividades e brincadeiras com o objetivo de incentivar a preservação da fauna e flora, o cuidado com o lixo e a compreensão da natureza.

No cineminha ambiental aliado ao mural do conhecimento, eles puderam aprender mais sobre o tratamento do lixo e o conceito construtivo sobre meio ambiente e a produção do lixo pela comunidade. Já na galeria de arte montada pelos pequenos, eles compreenderam mais sobre a natureza, através de desenhos e garatujas. Os jogos ensinaram sobre saúde ambiental. E a parte mais divertida, o Arraiá Ambiental, eles puderam se divertir aprendendo que juntos podem construir uma comunidade mais solidária e saudável para o meio ambiente.

“Tivemos dois dias de atividades voltadas para a educação ambiental, celebrando a semana do meio ambiente no nosso parque. Essas atividades são muito importantes porque a formação das crianças é que pode garantir, no futuro, uma comunidade mais preocupada com a qualidade do espaço em que vive, com a preservação. E eles se tornam multiplicadores em suas famílias, nas escolas”, afirma Márcia Alencar, educadora ambiental do Programa Lagoas do Norte.

Em cada dia de atividade, 14 crianças participaram. A equipa garantiu que todas as medidas sanitárias fossem adotadas para que as crianças pudessem brincar, se divertir e aprender com segurança.

Foto: Divulgação (Lagoas do Norte)

Lagoas do Norte busca parceria com CAU do Piauí e Pernambuco para garantir saneamento a famílias em situação de vulnerabilidade 

Os arquitetos do Programa Lagoas do Norte, Nélcia Beatriz e Sebastião Ferraz, apresentaram à diretoria dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo do Piauí e Pernambuco a região em que o programa está realizando obras e também os locais onde serão implementados os novos projetos. A ideia é estabelecer uma parceria para a ampliação do atendimento à população no acesso à moradia digna.

Segundo a arquiteta do PLN, Nélcia Beatriz, “a iniciativa tem como motivação principal a garantia de saneamento às famílias, principalmente com a construção de banheiros nas residências, considerando a situação de vulnerabilidade delas”.

Em visita à região, o presidente do CAU-PI, Wellington Camarço, o vice Anderson Mourão, e o presidente do CAU-PE, Rafael Amaral, conheceram a realidade das construções, a situação das lagoas e do sistema de drenagem, que tem a função primordial de evitar enchentes. Foram apresentados os projetos para as lagoas do São Joaquim, Mazerine, Piçarreira e Oleiros, as estruturas já existentes que contribuem para a drenagem das águas da chuva e o que está sendo projetado para esta segunda fase do programa.

“O conselho faz questão de participar, agora de maneira proativa com esse novo modo de ver porque para nós o cidadão vem em primeiro lugar”, afirmou Wellington Camarço.

O presidente do CAU-PE, Rafael Amaral, destacou a importância da experiência. “Hoje foi uma missão no sentido de conhecer boas práticas que se fazem no Piauí e foi muito gratificante. Acho que essa aproximação que o Wellington vem fazendo com a Prefeitura e os órgãos de controle trazem bons frutos para as pessoas. Estamos aqui para agregar e trazer bons resultados para quem mais precisa”, disse.

Os arquitetos do Programa Lagoas do Norte apresentaram à diretoria dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo do Piauí e Pernambuco a região em que o programa está realizando obras Fotos (Ascom/Lagoas do Norte)

Lagoas do Norte consulta adolescentes para elaborar projeto sociocultural

O Programa Lagoas do Norte pretende implementar um projeto sociocultural na região norte de Teresina e, para conseguir atender a todas as necessidades das crianças, adolescentes e jovens da região, está realizando encontros com esse público. Nesta terça-feira (25), o encontro foi com adolescentes atendidos pelo Centro de Convivência Saber Viver. Com base no feedback deles, o programa vai projetar o espaço adequado para aulas, oficinas, eventos, apresentações.

O assistente social Allan Cronemberger, assessor técnico do programa, conduziu o bate-papo com o grupo. Os adolescentes puderam dizer quais sonhos pretendem realizar na vida, falaram sobre as atividades que participam atualmente e quais gostariam que fossem disponibilizadas para que eles tenham mais oportunidades de desenvolver.

Participaram da conversa 18 adolescentes moradores dos bairros São Joaquim, Matadouro e da avenida Boa Esperança. A maioria expressou que quer espaços para a realização de dança, aulas de capacitação, arte e esporte.

A conversa foi acompanhada pela coordenadora do Centro de Convivência Saber Viver, Francilene Alves Feitosa Oliveira, e pelo coordenador do Centro de Convivência Rita de Cássia, Alberto Francisco Nonato Júnior.

“Essa atitude de vocês é muito importante porque vocês estão proporcionando que esses jovens tenham voz. Esse espaço vai ser usado por eles e pelas gerações futuras. Então, nada mais correto do que ouvi-los”, afirma Alberto.

Francilene pondera que a pandemia agravou a situação de vulnerabilidade. “Muitos jovens estão fora da escola e ociosos, mais suscetíveis à violência. É muito importante o desenvolvimento de ações e projetos que envolva esses adolescentes para que eles tenham mais perspectivas”, diz a coordenadora.

Participaram da conversa 18 adolescentes moradores dos bairros São Joaquim, Matadouro e da avenida Boa Esperança. Foto: Ascom (Lagoas do Norte)

 

Lagoas do Norte inicia projeto de Centro de Tradições para atender comunidades

As atividades tradicionais desenvolvidas na zona norte estão passando por dificuldades, agravadas durante a pandemia. Em conversas com as comunidades da região do bairro Olarias e Vila Apolônia, o Programa Lagoas do Norte identificou a necessidade de fazer um atendimento emergencial às famílias, cujas moradias estão em condições precárias, e projetar uma solução para dar mais oportunidade de desenvolvimento das suas atividades.

Nessas conversas surgiu a ideia da construção de um Centro de Tradições. O espaço está sendo projetado para a produção dos artesãos que trabalham com argila (tijolo, artesanato, produção de filtros, etc), dotado de equipamentos e condições adequadas, além dos espaços para a comercialização tanto do artesanato como os produtos alimentícios plantados nas vazantes e hortas comunitárias. Também devem compor esse centro espaços sociais e comunitários para o desenvolvimento de atividades culturais e infantis.

“Esse projeto está sendo construído em conjunto com as famílias que desenvolvem essas atividades tradicionais. O foco é dar protagonismo a elas. Por isso tudo está sendo pensado para atender a todas as suas necessidades”, afirma Bruno Quaresma, diretor-geral do Lagoas do Norte.

Nesta sexta-feira (21), a equipe técnica realizou mais uma reunião com a comunidade para conversar sobre os próximos passos. A equipe de assistentes sociais fará na próxima semana o início dos atendimentos das famílias cadastradas no programa, percorrendo as moradias. A equipe de engenheiros também estará na área para fazer as medições necessárias para o projeto.

Durante o encontro, dona Raimunda Nonata, que trabalhou como oleira na juventude, afirmou o quanto a pandemia tem afetado a comunidade. “Aqui tem tanto jovem com força para trabalhar e agora, que eles não têm trabalho, a gente fica angustiada porque não pode ajudar. A maior satisfação de uma mãe é ver os filhos se arrumando para sair para trabalhar e ganhar o próprio sustento. Então, isso que vocês estão fazendo é uma coisa muito boa”, contou.

Oleiros, vazanteiros e artesãos participam de reunião de estruturação de projeto com técnicos do Lagoas do Norte

A equipe de técnicos e direção do Programa Lagoas do Norte foi até o bairro Olarias e à Vila Apolônia na manhã desta sexta-feira (07) para conversar com as comunidades de artesãos, oleiros e vazanteiros sobre as necessidades que esses profissionais têm de estruturação dos seus locais de trabalho. Na consulta, foi possível captar qual tipo de espaço eles precisam e quais os materiais necessários para o desenvolvimento das atividades econômicas.

O Lagoas do Norte já tem mapeadas essas atividades e mantém conversas com as comunidades. A partir disso, já foi desenvolvida uma ideia inicial para atendimento. “Hoje a comunidade é próxima e temos esperança de que o projeto chegue logo para que a gente possa resolver todos esses problemas. A comunidade gosta de trabalhar e estamos querendo é meios. Todos aqui somos órfãos porque perdemos nossos pais para o trabalho escravo nas olarias. O que queremos é melhorar as condições do nosso trabalho”, afirma Eliude Gomes de Sousa Silva, presidente da Associação dos Oleiros e Artesãos.

Os oleiros e artesãos estão trabalhando nos barracões no fundo de suas casas, com muitas famílias dividindo o mesmo espaço em condições insalubres, sem local adequado para o armazenamento da argila nem do produto final. Também necessitam de espaço para que os caminhões de transporte estacionem, de forno para a queima das peças e de espaço para a comercialização.

Já os vazanteiros enfrentam problemas de estrutura nas cercas. Eles reclamam que animais de médio porte danificaram as cercas que protegem as vazantes e comeram a produção, causando prejuízos constantes.

O programa está estudando e projetando, em consonância com as comunidades, as alternativas para a solução das demandas. “O programa já está em conversa com essas comunidades há algum tempo e sabemos quais são as suas necessidades. Vamos dar sequência ao projeto com o objetivo de proporcionar que eles tenham melhores condições de produção tanto nas vazantes quanto nos barracões dos oleiros e artesãos”, afirma Bruno Quaresma, diretor-geral do PLN.

O Lagoas do Norte já tem mapeadas essas atividades e mantém conversas com as comunidades. Foto: Ascom (Lasgoas do Norte)

Direção do Lagoas do Norte faz primeira reunião do ano com Comitê de Acompanhamento

A direção do Programa Lagoas do Norte realizou, nesta quarta-feira (28), a primeira reunião do ano com os membros do Comitê de Acompanhamento das Obras e Ações do Programa, entidade formada por líderes comunitários dos 13 bairros de atuação do programa.

Durante o encontro, o diretor-geral Bruno Quaresma, informou aos membros do comitê sobre a nova licitação para contratar a empresa que finalizará a obra do Canal do Matadouro, as ações socioambientais e também sobre o planejamento das próximas obras.

“Tivemos esse primeiro encontro com o comitê e a intenção é que seja uma agenda periódica. Entendemos que a entidade é um elo entre o programa e as comunidades, por isso é de grande importância mantermos estreitos esses laços”, afirma Bruno Quaresma.

O Lagoas do Norte tem, atualmente, cerca de R$ 23 milhões sendo investidos. São obras localizadas nas lagoas do São Joaquim, Oleiros, Piçarreira e Mazerine, e ainda no Canal do Matadouro.

O Lagoas do Norte tem, atualmente, cerca de R$ 23 milhões sendo investidos Foto(Ascom/Lagoas do Norte)

Parque Lagoas do Norte recebe gradeamento para proteger frequentadores e equipamentos públicos

O Programa Lagoas do Norte está implementando gradeamento em algumas áreas do Parque Lagoas do Norte com a finalidade de proteger tanto os frequentadores, praticantes de atividades físicas, como os equipamentos públicos que pertencem ao parque.

Ao longo de sua existência, o parque vem sendo alvo constante de ação de vândalos e criminosos, com mais de 90 boletins de ocorrência registrados no 7º Distrito Policial sem que nenhuma atitude tenha sido tomada para responsabilizar os culpados.

“Diante de tantas ações criminosas contra o patrimônio público e os frequentadores, o alto gasto com manutenção, foi pesquisada e planejada essa obra de gradeamento do parque. Ela está orçada em R$ 1,123 milhão e deve ser finalizada ainda neste primeiro semestre”, explica Bruno Quaresma, diretor geral do programa.

Com extensão linear de 1.900 metros e 28 portões para que a população possa acessar todos os equipamentos sem precisar se deslocar muito, o gradio foi projetado para proteger apenas as áreas em que estão localizados os equipamentos, ficando livres aquelas em que as margens das lagoas estão próximas dos passeios e ruas. Assim, a população poderá continuar contemplando a beleza das lagoas.

A experiência da Prefeitura com a construção de parques indica que aqueles que são gradeados ofertam segurança e, por isso, são mais frequentados, a exemplo do Parque da Cidadania, Parentão, Parque da Cidade, Parque do Mocambinho e até praças, como a Praça dos Eucaliptos, no bairro Acarape. Ao longo do tempo tem se observado que a população sente-se segura nesses espaços e a incidência de crimes é quase nula.

Doutor Pessoa visita sede do Lagoas do Norte, programa que deve ser concluído em três anos

Na manhã deste sábado (24) o prefeito de Teresina doutor Pessoa esteve na Unidade de Gerenciamento do Programa Lagoas do Norte (UGP), traçando metas para a conclusão do projeto. Na oportunidade, estiveram presentes o vice-prefeito Robert Rios e o secretário municipal de planejamento, João Henrique Sousa.

O primeiro ponto visitado foi o Canal do Matadouro, uma obra que, mesmo antes de ser concluída, já mudou a realidade do bairro com a construção de 4,3 km de rede de esgotamento e a drenagem adequada para o escoamento das águas da chuva que correm pelo canal. O local receberá instalação de piso, pista de caminhada, iluminação, playground, bancos, lixeiras e outros equipamentos.

“Dentre todas as obras, a do canal do matadouro é a que vai ser concluída mais rapidamente. Nós estamos fazendo uma nova licitação, devido a duas empresas terem abandonado a obra. A expectativa é de que esteja concluída em seis meses. Estamos reestruturando o projeto, tanto a parte estrutural, quanto a parte social”, disse Bruno Quaresma, diretor do Programa Lagoas do Norte (PLN).

Ao todo, o programa está investindo atualmente cerca de R$ 23 milhões em obras de drenagem, saneamento básico e requalificação do Canal do Matadouro e três lagoas situadas na zona norte da capital: Mazerine, São Joaquim, Piçarreira e Oleiros.

“A Administração do doutor Pessoa pretende concluir esse projeto em três anos no máximo. Tivemos uma reunião com o Banco Mundial e a nossa busca é essa. O prefeito hoje está visitando todo o projeto, vendo o que é necessário e preciso para recuperar todas as áreas degradadas do entorno do PLN”, ressaltou João Henrique Sousa, secretário de planejamento.

As obras do PLN foram projetadas para resolver o problema histórico de alagamentos e inundações nas regiões das lagoas, que afetava a vida das famílias que precisavam se abrigar em escolas, quadras esportivas e por vezes passavam meses longe de casa. Com as obras já realizadas, as comunidades que vivem no entorno das lagoas do Cabrinha e Lourival, região do bairro Mafrense e Matadouro, deixaram essa dura realidade para trás.

“O Projeto Lagoas do Norte tem 50% das obras concluídas em cerca de 12 anos, e a nossa meta é concluir todo o projeto em três anos. E isso vai fluir em um curto espaço de tempo porque trabalhamos de forma integrada, por isso os resultados vem de forma natural e consistente. Vamos transformar esse local, alinhando a natureza com a economia e o social. Estou muito feliz com a nossa gestão, que trabalha incansavelmente para oferecer o melhor para população de Teresina, destacou doutor Pessoa.

O prefeito também falou sobre a segurança das comunidades que são abrangidas pelo PLN. O Parque Lagoas do Norte, por exemplo, vem sofrendo com furtos da fiação, deixando o local sem iluminação e propiciando um ambiente favorável para prática de crimes.

“Vamos realinhar também a segurança do local que tem sofrido constantemente com a criminalidade. Vamos acionar os órgãos de segurança, que juntamente com a Guarda Municipal que preza pelo patrimônio público, deverão mudar a realidade da segurança desse lugar”, concluiu.

Programa Lagoas do Norte

O Lagoas do Norte é um programa inserido na Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação. Ele tem cunho integrado e multissetorial, reunindo ações sociais, de desenvolvimento econômico, culturais, obras de saneamento básico, drenagem e urbanização de áreas degradadas, ambientais e de prevenção à violência. O programa está na sua segunda etapa, com previsão de U$ 88 milhões para serem aplicados em recursos do Banco Mundial. As obras, ações e projetos do PLN são realizados em uma área formada por 13 bairros da região Norte da cidade.

Equipes do Lagoas do Norte e Banco Mundial finalizam missão de monitoramento

Fotos: Ascom Programa Lagoas do Norte

A semana de missão virtual de acompanhamento do Programa Lagoas do Norte com a equipe do Banco Mundial, encerrou nesta sexta-feira (23). Em pauta, os projetos, ações e obras que estão em andamento e a prospecção do que o Lagoas do Norte poderá executar durante a sua vigência.

Na reunião de encerramento, o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, João Henrique de Almeida Sousa, ressaltou a importância que o programa tem para a zona Norte da cidade sob os aspectos social, de saneamento básico, drenagem, cultura, economia, meio ambiente, gestão pública, educação e saúde da população, com foco na melhoria de vida das pessoas que vivem nos 13 bairros de abrangência.

“Queremos continuar fazendo do Lagoas do Norte um programa com projeção nacional e internacional como um case de sucesso e exemplo a ser seguido”, declarou João Henrique Sousa durante a reunião de encerramento.

De acordo com o diretor geral do programa, Bruno Quaresma, a missão foi uma oportunidade de conhecer mais profundamente todos os projetos e ações que o Lagoas pretende realizar nesta segunda fase.

“Tivemos uma semana muito proveitosa com essa missão. Estou fazendo parte da equipe há pouco tempo e é uma oportunidade de aprendizado e de mais integração. O Lagoas do Norte é um programa muito abrangente e estamos focados em direcionar todos os projetos para que ele alcance todo o sucesso pretendido”, disse Bruno Quaresma.

Atualmente, existem três grandes obras acontecendo na região. São projetos que buscam resolver os problemas de drenagem nas regiões compreendidas entre as lagoas do Mazerine, São Joaquim, Oleiros e Piçarrerira. Além disso, o programa trabalha na reestruturação do Canal do Matadoudo. Ao todo, estão sendo investidos cerca de R$ 23 milhões, com recursos oriundos do Banco Mundial.

Programa Lagoas do Norte reúne técnicos do Banco Mundial e representantes de secretarias para tratar de projetos

Fotos: Ascom Programa Lagoas do Norte

O Programa Lagoas do Norte reuniu, nesta terça-feira (20), os técnicos do Banco Mundial e membros das secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Agenda 2030 para discutir o andamento de projetos que são coordenados pelo programa junto a essas pastas, com financiamento da entidade financeira.

A reunião integra agenda da missão virtual de acompanhamento do programa e do banco. O objetivo é estreitar e alinhar as informações sobre o andamento desses projetos. O Lagoas do Norte coordena e financia ações e obras que buscam reestruturar sistemas, gestão e o atendimento que acontece em algumas secretarias.

Com a Agenda 2030, o Lagoas do Norte trabalha com o projeto Mulheres Pelo Clima, que é a estratégia de Teresina para o enfrentamento das mudanças climáticas sensível ao gênero. Ele tem como finalidade construir uma capacidade de liderança em mulheres vulneráveis à mudança climática através de uma transformação da percepção social das potencialidades associadas a suas atividades produtivas. O foco é no desenvolvimento econômico, redução da violência de gênero, educação ambiental e coesão social.

A parceria se dá na estruturação de soluções em obras e gestões que possam garantir essa construção. Entre as soluções estão a reforma do Ecoponto do Lagoas do Norte, local em que cerca de 20 mulheres recicladoras fazem a triagem e manipulação dos materiais coletados.

A proposta prevê a reorganização do centro de triagem e do setor administrativo, que deverão contar com zonas de triagem, pesagem e armazenamento mais adequados, vestiários, refeitório, mezanino, auditório, salas de capacitação e banheiros. Além de capacitar essas mulheres, a ideia também é proporcionar melhores formas de desenvolvimento de suas atividades econômicas. Para as recicladoras, a proposta é que elas possam utilizar bicicletas elétricas equipadas com carrinho. Isso poderá proporcionar maior segurança e capacidade de armazenamento dos produtos coletados e que elas possam fazer trajetos mais longos em busca do material. Também será formatado um modelo de gestão colaborativo junto às recicladoras

Já a parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) está permitindo que essa secretaria seja totalmente reformada, tenha seus sistemas modernizados e desburocratizados, com a capacitação de servidores e compra de equipamentos. Durante a reunião, a secretaria solicitou maior aporte para as obras e prazo para a realização de obras.

“Tivemos uma reunião bastante proveitosa para que os novos gestores possam compreender o andamento dessas parcerias e propor as modificações e ajustes necessários para que esses projetos se desenvolvam de forma eficiente. Ainda nessa missão com o Banco Mundial, estamos discutindo vários aspectos de reestruturação do Lagoas do Norte também. Assim, vamos avançar para beneficiar a população da zona norte”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do programa.