Corso 2020: Foliões fazem a festa na Avenida Raul Lopes

 

Rômulo Piauilino

Mais um ano em que o Corso do Zé Pereira de Teresina se consagra como a maior festa popular do Piauí. Segundo a Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, cerca de 140 mil foliões fizeram a festa na noite de ontem (15) na Avenida Raul Lopes, que contou com seis palcos, estrutura de segurança e equipes de atendimento de saúde para receber os foliões com segurança e tranquilidade.

“Mais uma vez o povo ajuda a criar essa festa, que é tradição na nossa cidade. O Corso de Teresina reúne pessoas não só daqui, mas de vários estado do Brasil. São famílias, crianças, idosos e muitos jovens aproveitando a festa da alegria na Raul Lopes. Uma festa de criatividade e que ajuda a fortalecer também a geração de renda através do turismo, por exemplo, disse o prefeito Firmino Filho, que acompanhou o desfile dos caminhões.

Este ano, uma das novidades foi o aumento dos palcos na Avenida Raul Lopes. Foram seis palcos e 22 atrações locais. Assim como na edição anterior, cada palco contemplou um estilo musical assim como uma personalidade piauiense.

“Ultrapassou as minhas expectativas, mesmo como a chuva a população não deixou de se divertir. A FMC fez um trabalho de planejamento com antecedência, tudo pensando de forma em que as pessoas pudessem vir e aproveitar a festa com segurança e tranqüilidade”, afirma o presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, José Carlos.

Uma das novidades da última edição do evento foi o concurso de fantasias, que foi mantido em 2020 com uma premiação que contempla ainda mais foliões. Serão R$ 20 mil divididos em 20 prêmios de R$ 1 mil para as 20 melhores fantasias.

Heider Vieira é de Minas Gerais e participou do Corso de Teresina pela primeira vez. Fantasiado, ele disse que veio para a cidade atraído pela alegria da festa. “Estou adorando o Corso. Vim com amigos que moram aqui e me apresentaram a festa. Muita gente divertida, as pessoas embarcam na brincadeira. Eu vim a caráter e me fantasiei também”, disse o turista.

E para manter o sucesso do evento, foi feito um planejamento de diversas ações de segurança e de trânsito envolvendo diversos órgãos da PMT e do Governo do Estado. No total,  foram mais de 1.500 pessoas, entre policiais militares, guardas municipais, seguranças, corpo de bombeiros e agentes da saúde na avenida garantindo que a festa acontecesse com segurança.

Promovido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), o Corso do Zé Pereira de Teresina entrou para o Guinnes Book em 2012, registrando a marca de 343 veículos decorados no desfile, recorde que consta na publicação até hoje. Além dos carros enfeitados, a festa conta com milhares de pessoas fantasiadas, bandas espalhadas pelo percurso, além de muita alegria e irreverência resgatando a tradição dos antigos carnavais.

Além das fantasias, o evento manteve o concurso dos caminhões decorados, com uma premiação de R$ 30 mil dividida entre três ganhadores, sendo R$ 10 mil para o caminhão mais animado, R$ 10 mil para o mais criativo (inusitado) e R$ 10 mil para o de melhor produção (decoração e fantasia).

 

Cerca de 300 mil pessoas são esperadas no Corso

Neste sábado, 15, acontece a maior festa popular do Piauí. Com expectativa de mais de 300 mil pessoas na Avenida Raul Lopes, o Corso do Zé Pereira de Teresina este ano contará com seis palcos contemplando vários estilos distribuídos na avenida e milhares de pessoas fantasiadas reforçando a irreverência do teresinense. As inscrições para os caminhões foram prorrogadas e podem ser feitas até o meio dia de sábado na sede da Fundação Monsenhor Chaves (FMC).

Promovido pela Prefeitura de Teresina, o Corso do Zé Pereira entrou para o Guinnes Book em 2012, registrando a marca de 343 veículos decorados no desfile, recorde que consta na publicação até hoje. Além dos carros enfeitados, a festa conta com milhares de pessoas fantasiadas, bandas espalhadas pelo percurso, além de muita alegria e irreverência resgatando a tradição dos antigos carnavais.

“O formato do corso atende às expectativas das pessoas. O teresinense abraçou o nosso corso de uma forma surpreendente e nos últimos anos a quantidade de pessoas aumentou tanto que a de caminhões diminuiu, mas nem por isso perdemos a característica desse evento, que é uma manifestação tradicional de Teresina no pré-carnaval. As pessoas desceram dos caminhões e foram para o chão”, destaca Paulo Dantas, gerente de Promoção Cultural da FMC.

E para manter o sucesso do evento, foi feito um planejamento de diversas ações de segurança e de trânsito envolvendo diversos órgãos da PMT e do Governo do Estado. No total, serão mais de 1.500 pessoas, entre policiais militares, guardas municipais, seguranças, corpo de bombeiros e agentes da saúde na avenida garantindo que a festa seja só alegria.

Em toda a avenida, serão 12 elevados da Polícia Militar para apoio. Assim como nos anos anteriores, os dez acessos à avenida terão pontos de bloqueio com policiamento e vistoria, quanto à drogas, arma e para evitar a entrada de recipientes em vidro. O esquema de segurança conta também com a guarda municipal, com a participação de 14 viaturas e quatro motocicletas equipadas para o melhor monitoramento com ideia de fazer patrulhamento na entrada e saída dos foliões.

No que diz respeito a policiamento, serão cerca de 600 policiais divididos em três turnos, todos caracterizados e padronizados com capacete branco e coletes refletores. No que diz a respeito à saúde, o Centro Integrado de Segurança irá contar com um médico, um enfermeiro e  cinco atendentes de enfermagem, além de uma ambulância de atendimento básico.

O Corso 2020 conta com 400 barraqueiros cadastrados e com 40 fiscais da SDU com o objetivo de vetar comidas e bebidas em recipientes de vidros, além de 150 homens que irão ajudar na limpeza durante e após o evento, que tem previsão de término às 23h. Para facilitar o monitoramento, haverá containers em frente os seis palcos.

Prefeitura firma parceria com Governo Federal para acelerar informatização de serviços públicos

SEMCOM

O prefeito Firmino Filho assinou na tarde desta quinta-feira (13), em Brasília, o convênio de adesão ao Gov.br, projeto do Governo Federal de digitalização e informatização dos serviços públicos, que vai oferecer cooperação técnica e apoio para o Teresinense Digital. A assinatura aconteceu na Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

Através do projeto Teresinense Digital, que está sendo executado pela Empresa Teresinense de Processamento de Dados (PRODATER), a Prefeitura conta com o processo eletrônico implantado em 90% dos seus órgãos. Tais processos são totalmente virtuais, sem a utilização de papel, e com tramitação online.

Segundo o prefeito, esse convênio é importante para o poder executivo pois dará celeridade à digitalização dos serviços para o cidadão. “Com a adesão do Gov.br, teremos o apoio do Governo Federal, o que vai acelerar a disponibilização desses serviços on-line através da alocação de recursos, cursos de capacitação, ferramentas e sistemas de tecnologia que a administração pública federal já adquiriu. Além disso, estaremos agora seguindo o padrão de serviços on-line do Governo”, destaca Firmino.

Vários serviços públicos já estão disponíveis on-line, através de aplicativo de celular e peticionamento eletrônico, como: acesso e recurso as infrações de trânsito; solicitação de limpeza de ruas, fossas, áreas verdes, galerias e praças; demandas dos servidores; alvarás, licenciamentos e solicitação de áreas para eventos; além de requerimentos em geral para órgãos que estão com o processo eletrônico já implantado.

“O objetivo do nosso projeto é beneficiar o cidadão com 100% dos serviços on-line, suprimindo a necessidade de deslocamento para os órgãos da Prefeitura para resolver qualquer tipo de pendência”, finaliza o presidente da PRODATER, Eduardo Aguiar.

 

Corso do Zé Pereira de Teresina: de protesto social ao maior desfile de caminhões enfeitados

Neste sábado (15), a partir das 16h, acontece o Corso do Zé Pereira de Teresina, o maior desfile de caminhões enfeitados do planeta, segundo o Guinnes Book. Mais do que caminhões na avenida, a festa carrega a alegria e irreverência do teresinense, além de tradição e história do carnaval na cidade. De protesto social à folia, o evento vem passado por transformações sem perder a sua essência.

Promovido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves, o Corso do Zé Pereira de Teresina entrou para o Guinnes Book em 2012, registrando a marca de 343 veículos decorados no desfile, recorde que consta na publicação até hoje. Além dos carros enfeitados, a festa conta com milhares de pessoas fantasiadas, bandas espalhadas pelo percurso, além de muita alegria e irreverência resgatando a tradição dos antigos carnavais.

Quando se fala em corso de Teresina, hoje se pensa muito em uma multidão de carros e pessoas fantasiadas desfilando alegria. A multidão é de se perder de vista, mas nem sempre foi assim. O evento iniciou de uma forma bem diferente, em tom de protesto e com uma crítica social à elite teresinense na época, há cerca de 80 anos.

A história do corso se confunde com a própria história do carnaval de Teresina, que teve momentos gloriosos nas décadas de 1950 e 1960 e passou por uma revitalização no final da década de 1980.

O coordenador de Cultura Popular da Fundação Monsenhor Chaves, Wellington Sampaio, explica que na década de 1930 começaram os primeiros desfiles de carros no carnaval, mas somente nas décadas de 1950 e 1960 que a festa virou tradição. “Eu era criança e lembro que meu pai tocava no corso. Inicialmente o ponto central era no coreto da Praça Rio Branco. Depois, os grupos de familiares e amigos passaram a desfilar pelas ruas do centro da cidade. Um dos destaques era o caminhão das raparigas, em que as garotas de programa da época vestiam suas melhores roupas e eram aplaudidas pela sociedade, em uma espécie de inclusão social que só o carnaval tornava possível acontecer”, detalha.

Segundo Wellington, nessa época o corso acontecia nos dias do carnaval. No entanto, a festa não conseguiu ter continuidade por causa da concorrência com outras manifestações carnavalescas. “Nesse tempo surgiram as escolas de samba e os blocos carnavalescos, que acabaram esvaziando o corso, que acabou deixando de acontecer”, afirma.

E por muito tempo o corso permaneceu esquecido, voltando somente no final dos anos 90, com a retomada do carnaval de rua, na primeira gestão do prefeito Firmino Filho. Em 1997, durante o Seminário de Resgate do Carnaval de Teresina, o então superintendente da FMCMC, José Afonso de Araújo Lima, sugeriu a volta do corso, que agora seria realizado no sábado de Zé Pereira.

A ideia vingou e em 1998 o carnaval da capital foi resgatado com o desfile das escolas de samba, tendo também a realização do corso, com um percurso que passava pelo centro, zona Sul e zona Norte. Nos anos seguintes, o trajeto teve várias alterações e a premiação dos melhores caminhões era feita através de votação popular.

A partir de 2008 o evento começou a se tornar o gigante que é hoje, tanto que a prefeitura começou a ter problemas na condução do percurso e teve que fazer adaptações. “Lembro que nesse ano nós iríamos encerrar o desfile na Praça do Marquês, mas percebemos que o corso estava grande demais e não teria como dispersar lá. Então tivemos que percorrer mais vias da zona norte para organizar a saída”, explica Wellington.

E foi no ano de 2011 que a festa começou a ganhar status de maior do mundo. Tamanho foi o sucesso do corso, que no ano seguinte, em 2012, o título foi comprovado com a vinda de um representante do Guinness Book, o livro dos Recordes, que registrou a marca de 343 veículos decorados no desfile, número que consta na publicação até hoje.

E após o Guinnes, o evento passou por várias melhorias, se tornando ainda um dos eventos mais seguros da capital devido ao intenso trabalho das Polícias Militar, Civil, Guarda Municipal e um plano de segurança reforçado de tecnologia com monitoramento dos foliões e patrulhamento, sem contar com o principal: a vontade do folião em curtir a festa sem surpresas desagradáveis.

Quase 80 professores substitutos são convocados para atuar na rede municipal

Setenta e nove professores aprovados no processo seletivo de 2019 da Secretaria Municipal de Educação (Semec) estão sendo convocados para assinar contrato com a Prefeitura de Teresina. Eles devem se apresentar junto à Coordenação de Registro da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (Sema) no prazo de 30 dias.

A lista com o nome de todos os convocados foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) da última quarta-feira (12). Os professores irão atuar na rede municipal de ensino, do 6º ao 9º ano, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Arte, Ensino Religioso e Língua Inglesa.

O supervisor de pessoal da Sema, Lyndon Johnson Dantas, orienta que os convocados fiquem de olho no prazo de apresentação. “Antes de assinar o contrato, é necessário que os professores entreguem uma série de documentos e resultados de exames. Por isso, é importante que eles não deixem para comparecer à Sema nos últimos dias, pois alguns desses documentos podem levar dias para ficarem prontos e esta pendência comprometerá sua contratação”, orienta.

Os convocados devem substituir docentes em licença, mantendo o ritmo de aulas nas unidades de ensino.

Localização

A Coordenação de Registro da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos está situada na Rua Firmino Pires, nº 121, Centro. O funcionamento é de segunda a quinta-feira, das 7h30 às 13h30. Na sexta-feira o expediente é interno.

Link do DOM: https://antigo-dom.pmt.pi.gov.br/admin/upload/DOM2708-12022020.pdf

Teresina tem chuvas acima da média e Prefeitura monitora pontos críticos

Ascom/SDU Sudeste

As chuvas em Teresina estão ligeiramente acima da média e devem fechar fevereiro acima dos 230 milímetros esperados. Somente nos primeiros dias do mês já choveu o equivalente a 150 milímetros, o que representa uma distribuição irregular das chuvas, fenômeno que vem sendo registrado em várias cidades do país e do mundo.

Em Teresina, equipes da Prefeitura estão atentas e a Defesa Civil municipal está monitorando os pontos críticos para minimizar os danos e prestando assistências às famílias afetadas.

“O que tem acontecido é que as chuvas não estão bem distribuídas”, destaca o professor de Climatologia da Universidade Estadual do Piauí, Werton Costa, explicando que é como se a chuva de um mês chovesse em apenas um dia. “Na chuva do último dia 5 de fevereiro, um dos momentos mais críticos, por exemplo, choveu 83 milímetros em apenas 24 horas, esse é um volume considerado bastante alto”, completou.

Esse tipo de fenômeno não se restringe a Teresina. Um relatório recente do Conselho Consultivo Científico das Academias Europeias (EASAC) mostra que o clima se tornou mais volátil e mais extremo nos últimos 36 anos, com os eventos de inundações quadruplicando desde a década de 1980. Um dos casos mais recentes no Brasil está acontecendo em São Paulo nesta semana, em que as ruas da cidade se transformaram em verdadeiros rios.

Na capital, a Defesa Civil registrou 56 áreas de risco em toda a cidade e desenvolve um trabalho preventivo de monitoramento constante destas regiões mais críticas. Além disso, todas as SDUs realizam serviços para evitar possíveis transtornos em decorrência das chuvas intensas.

Na zona Leste da cidade, uma das mais afetadas pelas chuvas, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste (SDU-Leste) desenvolve um trabalho voltado para a “Rota das Chuvas”, percorrendo os pontos mais afetados da região e realizando serviços como limpeza e desobstrução de galerias de forma preventiva. O mesmo trabalho também é desenvolvido em outras regiões da cidade, como as zonas Sudeste, Norte e Sul, pelas SDUs de cada área.

Para evitar prejuízos maiores, durante todo o ano, a SDU Centro Norte mantém em dia a manutenção das bombas das estações. Todo o sistema funcionou durante as cheias dos rios que cortam a capital. Só nesta região, são 24 bombas aptas para atuarem nas estações de bombeamento.

Os trabalhos para minimizar problemas deste tipo podem ser reforçados com a ajuda da população, que também deve fazer a sua parte, realizando o descarte correto do lixo. “É fundamental o descarte correto do lixo, sobretudo nesta época do ano em que uma ação errada de depositar lixos em qualquer lugar pode ocasionar o entupimento de galerias e alagar inúmeras vias”, alertou o superintendente de Desenvolvimento Urbano Leste, João Pádua.

Construtora volta a trabalhar na Ponte Wall Ferraz nesta quinta (13)

Ascom / SDU Sul

A construtora contratada pela Prefeitura de Teresina para realizar a obra da Via Marginal Poti Sul, ligando a Avenida Marechal Castelo Branco a vários bairros da zona Sul da cidade, volta a trabalhar na parte de cima da Ponte Wall Ferraz nesta quinta-feira, dia 13. Por conta disso, será necessário implantar um novo desvio no trânsito do local.

Segundo o superintendente de Desenvolvimento Urbano  Sul, Paulo Lopes, será novamente apenas um desvio, sem a necessidade de interdição. “Em nenhum momento vamos precisar interditar o trânsito na ponte. Vamos apenas precisar isolar uma faixa no lado da parte mais nova da ponte e mais duas faixas na parte mais antiga. Ou seja, no sentido da zona Sul para as zonas Sudeste e Leste ficará uma faixa livre, a da lateral direita. E no sentido contrário, de quem vem para a Sul, estarão duas faixas livres”, explica.

O desvio não será feito na extensão completa da ponte, ficará apenas em um trecho. Paulo Lopes ressalta ainda que basta que todos tenham apenas um pouco de cautela para que trânsito flua normalmente.

A previsão é que o desvio permaneça por mais uma semana, até a próximo sexta, dia 21. “Mesmo que ocorram alguns imprevistos, já que estamos no período de chuvas, na sexta-feira o desvio será retirado e o trânsito estará liberado no local durante o carnaval”, inform.

Essa obra serve para a implantação de um reforço na base da parte antiga da Ponte Wall Ferraz e com isso poder realizar as intervenções necessárias para a construção da Via Marginal Poti Sul na sua ligação do primeiro com o segundo trecho na passagem por debaixo da ponte.

A Prefeitura está realizando um investimento na Via Sul de R$ 30 milhões no trecho entre a ligação com a Avenida Marechal Castelo e a Ponte Anselmo Dias. De lá até a Avenida Manoel Ayres Neto serão mais R$ 35 milhões, totalizando R$ 65 milhões. A avenida contará com três pistas de rolamento de cada lado, um canteiro central de seis metros de largura, calçada do lado da floresta fóssil, também de seis metros, e outra de três metros do lado das residências, toda iluminada e com ciclovia.

Pesquisa revela que 78% dos usuários de ônibus aprovam estações no canteiro da Frei Serafim

Pesquisa feita com usuários de transporte público na Avenida Frei Serafim revelou a opinião da população sobre as estações de ônibus no canteiro central. De acordo com os resultados, 78% dos usuários acreditam que as atuais paradas devem ser substituídas pelas novas estações.  O levantamento foi feito pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC) em parceria com a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN).

A pesquisa foi realizada entre os dias 27 a 31 de janeiro de 2020, quando foram entrevistadas 302 pessoas em pontos de ônibus distribuídos pela Avenida Frei Serafim. O objetivo era identificar a avaliação dos usuários que utilizam o transporte na avenida, principal corredor de transporte público da cidade, e sua opinião sobre as alterações propostas pelo poder público.

De acordo com a pesquisa, 85,1% das pessoas acham que as calçadas e os pontos de ônibus atuais da avenida Frei Serafim não comportam todos os passageiros que passam por ali diariamente, e 94,4% dos entrevistados reforçam que as paradas e calçadas não protegem a população do sol e chuva. É neste cenário que a maioria dos entrevistados acredita que implantar as estações no canteiro central é uma solução para melhorar o conforto das pessoas que utilizam o transporte público.

Para 63,2% dos entrevistados, as estações instaladas em meio à arborização do canteiro favorece o conforto dos usuários e 66,6% consideram que é mais seguro fazer o trajeto de chegar e sair das estações pelo canteiro central ao invés das calçadas.

Questionados sobre quais seriam os pontos positivos das estações no canteiro central, os entrevistados apontaram principalmente o conforto e a proteção de fenômenos naturais, como sol e chuva. Perguntados sobre pontos negativos, 11,6% afirmaram que as estações afetariam a paisagem natural. No entanto, 71,9% disseram acreditar que as estações irão melhorar a paisagem da via.

De acordo com a secretária executiva de planejamento urbano, Jhamille Almeida, foi percebida através dessa pesquisa a importância das estações de ônibus na Avenida Frei Serafim. “Após a pesquisa podemos confirmar que mais de 60% dos entrevistados entenderam que a construção das estações de ônibus irá trazer conforto, segurança e acessibilidade para os usuários de ônibus e, urbanisticamente falando, as estações são um excelente projeto, onde não irá ser retirada nenhuma árvore e não irá diminuir o tamanho do canteiro central”, informou a secretária.

O projeto

As estações de ônibus da Avenida Frei Serafim foram projetadas visando manter a preservação do patrimônio histórico e ambiental da mais importante via da cidade. O modelo foi pensado especialmente para o espaço e é diferente das demais estações do Inthegra, sistema de integração de transporte público.

Na Frei Serafim, os abrigos ficarão recuados e suspensos alguns metros acima do canteiro, em uma plataforma metálica fincada em apenas um ponto, causando pouco impacto. De acordo com o projeto, além de recuados, os abrigos das estações serão construídos com material mais leve, sem alvenaria. A estrutura será de vidro e metal, mantendo a visão do entorno.

Além disso, nos pontos em que os abrigos se localizarem próximos às árvores, o teto será vazado, de forma que a copa possa crescer por cima da instalação. Assim, se mantém a arborização e a sombra para os usuários do transporte público e pedestres passando pelo canteiro central.