Serviço Florescer é símbolo de acolhimento às mulheres e suas crianças em Teresina

Nativa do nordeste, o mandacaru é uma planta encontrada no semiárido nordestino. Sobrevivendo a longas temporadas de secas e repleta de espinhos, ela floresce. Com essa lição e símbolo, a Prefeitura de Teresina, através da Secretaria de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM), aperfeiçoou um dos programas da casa e renomeou como “Florescer”, onde acolhe e empodera mulheres e suas crianças em situação de vulnerabilidade em Teresina. Com três unidades, localizadas na zona Sudeste, Norte e zona Rural de Teresina, o serviço possui previsão de inauguração de mais uma unidade na região Sul, até o fim deste ano.

Fundado em 2015, o Florescer inicialmente foi pensado para mulheres e crianças de um a dois anos e onze meses, com 100 vagas em cada unidade. “Antigamente o serviço funcionava apenas para mães. No entanto, após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade de fazer o serviço ser voltado para vez mais para mulher”, explica a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão da Prefeitura de Teresina, através do Doutor Pessoa, o serviço funciona de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). Hoje, o Florescer funciona de portas abertas para todas as mulheres dos bairros que estão em situação de vulnerabilidade. “Foi um passo muito positivo no serviço, ele se tornou verdadeiramente mais acolhedor para a mulher teresinense que mora em comunidade, que vive vulnerabilidades econômicas, sociais, psicológicas e outras violências”, ressalta Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

Nathalie ainda explica que o local não configura como creche. Enquanto a mãe está em atividades do serviço ou indo ao trabalho, a criança fica no local realizando atividades educativas e socioemocionais. Ainda assim, quando completa três anos, a criança possui uma vaga garantida em uma escola do município. “É outra vantagem do programa, uma vez que garante a inserção educacional das crianças”, pontua a psicóloga.

Um ponto de começo e recomeço

O trabalho desenvolvido no Florescer segue pilares de cidadania e dignidade à mulher de Teresina. Visando o empoderamento financeiro são ofertados cursos como manicure e pedicure, balconista de farmácias e atendimento. Todas as capacitações são realizadas em parceria com a Fundação Wall Ferraz, entre outros.

“São oportunidades que essas mulheres nunca tiveram para além do lar. Elas se empoderam, se enxergam como capazes. É o benefício da qualificação: atribuir poder para elas”, conta Maria Lourdes, a Malu, coordenadora do Florescer Sudeste.

Benildes Machado, uma das mulheres atendidas pelo serviço, reforça o que foi dito pela coordenadora. A dona de casa, que não tem emprego fixo e possui um filho atendido pelo Florescer, se formou como manicure profissional e pretende ter um empreendimento para sua liberdade financeira. “Abracei o curso como todas as amigas atendidas. Olha, é empoderador saber que podemos exercer um trabalho feito com as nossas mãos. Dignifica-me”, conta a mulher.

Outro ponto trabalhado dentro do projeto de aperfeiçoamento do Florescer é a introdução do atendimento psicológico nas unidades. Nas três unidades, as coordenadoras relataram que a terapia foi bem aceita entre as mulheres.

“Saúde mental é um tema de urgência. Na zona Rural, ainda há um estigma sobre apoio psicológico, por ser algo cultural e do machismo, claro. A mulher é construída para ser forte, um pilar da família, que não pode demonstrar ‘fraqueza’. Mas elas receberam muito bem, querem participar e estão assíduas nas sessões, o que mostra que o cuidado não é apenas com o corpo, mas com a mente”, contou a coordenadora do Florescer Salobro, Layse Oliveira Leal.

O Florescer é um ponto de começo. Dentro dos programas, as mulheres criam amizades e vínculos com as atendidas e funcionárias. Grupos de danças, como os realizados pelo Florescer Norte, foram iniciativas das próprias mulheres para estarem cada vez mais conectadas.

Em Teresina, serviço da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres desenvolve atividades para integrar mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade. Foto: Divulgação (SMPM)

Grupos de aplicativo WhatsApp, compostos por mulheres estão presentes em todos os núcleos, são uma forma de comunicação externa para compartilhar fotos dos momentos, prestar depoimentos e agradecimentos. As Sun Flowers, mulheres mães que construíram o grupo de dança do Florescer Norte, criaram o Instagram das atividades das dançarinas. Na biografia da rede social, se identificam como trabalhadoras, empoderadas e lindas.

“É um ponto de começo e recomeço para muitas delas. O serviço tem muitos dos símbolos que carrega, o mandacaru que floresce, apesar dos seus espinhos, são como essas mulheres, com dores, mas reconhecem sua beleza, sua força, seu poder feminino. As ações do serviço abrem essas oportunidades. Ela floresceu de verdade, tudo se conecta, funciona. Muda vidas de verdade e para melhor”, afirma Maria Lourdes, coordenadora do Florescer Sudeste.

Ainda por conta da comunicação, foi que Francilene Cavalcante, de 48 anos, conseguiu montar seu próprio negócio. A mulher, que era atendida pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg), outro serviço oferecido pela SMPM, passou a ser acompanhada pelo Florescer e realizou um curso de artesanato.

Ela começou a frequentar o serviço sem compromisso, através de amigas pelo WhasApp, mas desde que foi inserida, é uma das mulheres mais assíduas do Florescer. Através das amigas que conquistou no serviço, é motivada diariamente a fabricar seus produtos e vender para comunidade. “Aqui sinto vontade de viver”, conta emocionada. “Fiz amigas, faço acompanhamento psicológico e sou muito bem tratada. Sou uma nova mulher”, finaliza.

Foto: Divulgação (SMPM)

Mulheres atendidas pelo Creg participam de projeto nacional de cinema em Teresina

O acesso ao debate sobre a condição da mulher na sociedade ainda é pouco debatido. A falta desses problemas, por sua vez, corrobora com que assuntos sobre o machismo e enfrentamento à violência doméstica estejam cada vez menos na mira de soluções. Pensando nisso, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) de Teresina, através do Instituto Cultura em Movimento (ICEM) realizou nesta sexta-feira (12) uma sessão de cinema com as mulheres atendidas pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de violência Esperança Garcia (CREG).

No espaço, as mulheres são acompanhadas com psicólogas, serviço jurídico e social para romper o ciclo da violência. O documentário escolhido para as mulheres chama-se “Carne” e narra as diferentes fases da vida das mulheres narradas através de vozes femininas. Após a exibição, foi realizada uma roda de conversas com as mulheres que participaram da sessão sobre o documentário e o papel da mulher na sociedade.

Para a Secretária, Karla Berger, a atividade coloca Teresina em uma importante rota de debates sobre gênero e cinema. “O Centro de Referência tem como maior objetivo romper o ciclo de violência e machismo”, analisa. “E assim, por meio da cultura, a gente consegue trazer uma nova visão sobre a vida dessas mulheres”, conclui a secretária.

Maria*, uma das mulheres atendidas pelo CREG, ficou emocionada ao longo da sessão e destacou que se identificou em diversas situações expostas no documentário. Ela confessa que inicialmente estava com dificuldades emocionais para sair de casa, mas que estava feliz de ter participado do momento.

“Tenho certeza de que sairei daqui muito mais corajosa”, frisou a mulher atendida. “Desde que entrei no serviço, minha voz como mulher está muito mais fortalecida, me sinto muito mais empoderada”, finaliza Maria.

Realizado há vinte anos em todas as capitais brasileiras, em 2021, foi executado em modelo híbrido – virtual, através do Instagram da agente mobilizadora do Piauí, Vitória Pilar, e presenciais. Nesta edição, o projeto se chamou “Cinema nas Redes” e trouxe o debate da violência de gênero, empoderamento feminino e direitos da mulher.

*Nome fictício para poder preservar a identidade da vítima

Sobre o Cinema em Movimento

A Mostra de Cinema é realizada no período de agosto a novembro com a temática Mulher. O projeto é executado pela MPC Filmes, com produção de estudantes universitários dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Cada estudante realizará 8 live-debates em seus perfis no Instagram, e terá como convidadas/os/es realizadoras/es dos filmes e especialistas na temática proposta. Algumas sessões também estão previstas para acontecer de forma presencial.

Entre os títulos selecionados estão “Mexeu com uma, mexeu com todas”, que reúne depoimentos de mulheres que sofreram abuso sexual, além dos curtas “Seremos Ouvidas”, com mulheres do Movimento Feminista Surdo, e da animação “Carne”. Entre os agentes mobilizadores, estão estudantes dos cursos de Direito, Antropologia, Jornalismo, Letras, História, Música e Ciências Sociais.

Mulheres atendidas pelo Serviço Florescer participam de projeto nacional de cinema

O debate sobre as condições de desigualdades de gênero ainda acontecem na nossa sociedade de forma pouco didática. Essa situação, por muitas vezes, é o que provoca o pouco acesso e conhecimento dos serviços e direitos destinados para mulheres em todo o Brasil. Pensando nisso, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) de Teresina, através do Instituto Cultura em Movimento (ICEM), realizou nesta terça-feira (9) uma sessão de cinema com as mulheres atendidas pelo Serviço Florescer, localizado no Povoado Salobro, zona rural da capital.

Fotos: Ascom SMPM

O documentário escolhido para as mulheres chama-se “Carne”. Apresentado em uma animação, ele apresenta diferentes fases da vida das mulheres narradas através de vozes femininas, representando suas experiências distintas.  Após a exibição, foi realizado uma roda de conversas com as mulheres que participaram da sessão sobre o documentário e o papel da mulher na sociedade

Para a Secretária a SMPM, Karla Berger, a escolha do projeto em contemplar o Serviço Florescer proporciona que as mulheres atendidas estejam cada vez mais incluídas nas discussões sobre o gênero feminino. Isso porque, o público atendido pelo serviço é compreendido por mulheres que vivenciam duplas e triplas jornadas – maternidade, profissão, atividades domésticas, estudo.

“Com isso, muitas mulheres quase não têm tempo para estar dentro das discussões que permeiam as suas próprias existências”, analisa. “São atividades e parcerias como essas que podem trazer elas para dentro, aguçar o conhecimento sobre seus direitos, provocar o verdadeiro empoderamento feminino”, conclui a secretária.

Geisiele Pereira, uma das mulheres atendidas, relata que ficou bastante emocionada durante a sessão. Ela conta que se identificou com os relatos descritos no documentário e frisou a necessidade de se emponderar enquanto mulher para poder ser respeitada. Além disso, pontuou a existência de serviços como o Florescer, que fortalecem o compromisso de garantir o acesso à informação dos seus direitos, saúde, lazer e acolhimento.

“É impossível não se emocionar quando a gente percebe que todas as mulheres tem histórias parecidas por conta do machismo”, conta Geisiele. “Desde que entrei no serviço tenho reconhecido cada vez mais a importância do empoderamento feminino, de ser dona da minha própria voz”, destaca a mulher.

Realizado há vinte anos em todas as capitais brasileiras, em 2021, foi executado em modelo híbrido – virtual, através do instagram da agente mobilizadora do Piauí, Vitória Pilar, e presenciais. Nesta edição, o projeto se chamou “Cinema nas Redes” e trouxe o debate da violência de gênero, empoderamento feminino e direitos da mulher.

Sobre o Cinema em Movimento

A Mostra de Cinema é realizada no período de agosto a novembro com a temática Mulher. O projeto é executado pela MPC Filmes, com produção de estudantes universitários dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Cada estudante realizará 8 live-debates em seus perfis no Instagram, e terá como convidadas/os/es realizadoras/es dos filmes e especialistas na temática proposta. Algumas sessões também estão previstas para acontecer de forma presencial.

Entre os títulos selecionados estão “Mexeu com uma, mexeu com todas”, que reúne depoimentos de mulheres que sofreram abuso sexual, além dos curtas “Seremos Ouvidas”, com mulheres do Movimento Feminista Surdo, e da animação “Carne”. Entre os agentes mobilizadores, estão estudantes dos cursos de Direito, Antropologia, Jornalismo, Letras, História, Música e Ciências Sociais.

No Piauí, o projeto é coordenado pela estudante de jornalismo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Vitória Pilar. Frente à execução das atividades no estado desde 2019, a jovem destaca que as ações promovidas pelo ICEM colocam o Piauí em uma importante rota de debates sobre temas sociais e democratiza o acesso de mais pessoas às obras em audiovisual produzidas no Brasil.

Lavanderias Comunitárias são fontes de renda e serviços em Teresina

As lavanderias comunitárias de Teresina geram oportunidades de trabalho para mais de 200 famílias na capital, colaboram para uma prestação de serviço de qualidade e baixo custo para a comunidade, bem como contribuem para a realização de sonhos das mulheres que prestam seus serviços no local.

A Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), através da Secretaria Municipal de Economia Solidária de Teresina (Semest), coordena e apoia dez lavanderias comunitárias, dessas, duas foram reformadas, inauguradas e entregues à população no primeiro semestre de 2021. Neste ano, apesar das medidas restritivas para controle da covid-19, algumas lavanderias geraram de R$ 50 a R$ 80 mil por mês.

“As lavanderias comunitárias oportunizam trabalho e renda para mais de 200 mulheres diretamente. As lavadeiras prestam um serviço de qualidade e baixo custo para a população de Teresina. Muitas contam apenas com a renda como lavadeira e sustentam suas famílias”, ressaltou a secretária municipal de Economia Solidária de Teresina, Gessy Fonseca.

Através da atividade de lavadeira, muitas mulheres na Cidade têm sua fonte de renda e/ou promovem o sustento de suas famílias lavando, passando e engomando. A lavadeira Alda Soares, 58 anos, tem mais de três décadas na profissão criou os filhos e contribui para a criação dos netos lavando roupas.

“Eu vim do interior e comecei a trabalhar na lavanderia comunitária Morro da Esperança desde a sua inauguração. Daqui eu tiro toda a minha renda, criei meus filhos, ajudo a criar meus netos, pago minhas contas. Eu sempre fui o homem e a mulher da minha casa e graças, ao meu trabalho e a esse lugar eu consegui minha casa e tudo que tenho”, disse com satisfação a lavadeira.

Nas lavanderias comunitárias também há espaço para as “auxiliares”, muitas lavadeiras possuem uma clientela ampla e fiel e acabam por não conseguirem atender a demanda em todas as etapas do processo e recorrem às auxiliares para ajudá-las. Algumas lavam, outras engomam, e assim, além de conseguirem atender a demanda de clientes também oportunizam trabalho para outras mulheres.

Esse é o caso da Maria Pereira dos Santos, 48 anos, que trabalha há seis anos como auxiliar. “Nesses anos de trabalho, eu pude complementar a renda com a do meu marido, mantemos a casa e podemos fazer melhorias. Eu tinha um sonho de fazer o muro da minha casa e eu consegui. Também, ajudo minha filha a pagar a faculdade de jornalismo.” falou Maria Pereira.

A lavadeira Maria da Conceição Oliveira, a dona Ceiça, iniciou na lavanderia comunitária Santa Isabel como auxiliar, e com 15 anos de profissão criou as filhas, que hoje ajudam a mãe quando há aumento na demanda. “Minha renda é toda daqui, eu criei minha filhas, ajudo a criar minha neta, pago minhas contas. Tenho 20 clientes fixos, e com eles consigo uma renda mensal de cerca de R $2.500,00, eu sustento minha casa” ressaltou com alegria.

Vagas para lavadeiras

Em Teresina, a PMT arca com os custos de energia e água para as lavanderias que não possuem poços, e o cadastro é feito na própria lavanderia. As lavanderias entregues no primeiro semestre- Coronel Carlos Falcão e Vila Uruguai, zonas Sudeste e Leste, respectivamente, têm vagas disponíveis e quem tiver interesse é só entrar em contato pelo (86) 9 9512-4896.

Conheça nossas lavanderias comunitárias:

LAVANDERIA
ENDEREÇO
Morro da Esperança Rua Amazonas, 2564, Marques.
Três Andares Rua Oriente s/n, Três Andares
Vila nova Rua 25 de agosto, 1049, Parque Piauí
São Pedro Rua Murilo Braga, 820, São Pedro
Ladeira do Uruguai Rua Julieta Neiva Nunes Com Rua 36. Vila Ladeira do
Uruguai
Planalto Ininga Rua José Alves da Silva, 2330, Ininga
Planalto Uruguai Av. Principal com a Rua 02, Planalto Uruguai
Santa Isabel Rua Des. Fernando Sobrinho, 4742, Morada do Sol
Satélite
Rua Branca, 4040, Satélite
Coronel Carlos Falcão Rua Santo Anastácio 4329 – 64079-085

Secretaria da Mulher participa de evento voltado para erradicar trabalho infantil na Comissão Aepeti

A Secretária de Políticas Públicas para Mulheres esteve presente em um evento desta sexta-feira (29) da Comissão Municipal das Ações Estratégicas do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Infantil (Aepeti). No encontro, a equipe técnica da SMPM realizou uma roda de conversa sobre violência doméstica e a participação da pasta dentro da rede de enfrentamento a violência contra à mulher.

A Comissão faz parte da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Fotos: Ascom SMPM

Durante a atividade foi debatido sobre os direitos da mulher e como acessar os serviços de enfrentamento à violência de gênero na capital. Joseli Barbosa, psicóloga da SMPM, ressaltou sobre os serviços de atendimento social, psicológico e jurídico fornecidos pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia e o Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e Suas Crianças: Florescer.

“Desde criança, a menina já possui seus direitos voltados à perspectiva de gênero”, destaca Joseli. “O contato com as famílias é importante para que eles tenham consciência de qual serviço procurar quando uma menina tem seus direitos cerceados ou sofre algum tipo de violência”, frisa.

A atividade tinha como objetivo debater sobre estratégias de ações do programa de erradicação do trabalho infantil. Participaram em torno de 30 pessoas, entre homens, mulheres, crianças e adolescentes, moradores do bairro Redenção, zona Sul de Teresina.Amanda Regina, uma das mulheres da comunidade, revelou que não conhecia o serviço e que ter acesso às atividades ajuda a comunidade a saber como se defender em situações de violência.

A coordenadora da Comissão da Aepeti, Franciana Beleense, informou que a ação da SMPM possui bastante pertinência, uma vez que as pessoas atendidas pela comissão enfrentam diversas vulnerabilidades sociais. “A iniciativa tem como objetivo de trazer vivencias de ações dos orgãos que compõem essa comissão, com as crianças e seus familiares, ações essas que façam a comunidade conhecer os seus direitos, e também alertar sobre o trabalho infantil.”

Mulheres atendidas pelo Serviço Florescer Sudeste  participam de Workshop sobre mercado de trabalho

Devido às mudanças que a covid-19 trouxe cada vez mais recorrentes no que desrespeito ao recrutamento e entrevistas de emprego, tornando o mercado de trabalho mais exigente e os processos mais modernos. Na manhã desta quinta-feira (28), as mulheres atendidas pelo Serviço Florescer, na zona Sudeste de Teresina, participaram do Workshop do Balcão do Trabalhador. O evento foi realizado em parceria com a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e a Fundação Wall Ferraz (FWF).

Fotos: Ascom SMPM

Durante o workshop, foram abordados  assuntos, desde a elaboração correta de um currículo a estratégias de entrevista para as mulheres. A Secretária da SMPM, Karla Berger, reforça que atividades como essa são de suma importância para que assim as mulheres tenham maior autonomia e independência financeira, reforçando o objetivo do serviço Florescer: empoderar mulheres.

“É de suma importância atividades como essas, para que tenhamos cada vez mais incentivos à inserção da mulher no mercado de trabalho, desmistificando a ideia de que a mulher é apenas a colaboradora do lar”, frisa a Secretária. “Por conta disso, é importante reforçar e contribuir para a construção de uma mulher cada vez mais independente”, reforça Karla Berger.
É o caso de Marley De Oliveira, participante do Serviço Florescer há 1 ano, na unidade da Zona Sudeste. A mulher relata que o serviço tem sido de muita importância para ela e seu filho e que, agora, se sente muito mais capacitada para participar de entrevistas de emprego. “Foi uma manhã de muitos aprendizados, atentei-me para muitas temáticas que não tinha conhecimento em relação ao mercado de trabalho, até mesmo a construção do meu currículo de forma correta”.
O palestrante do Workshosp, Átila Araújo, destacou o processo de modernização que as entrevistas sofreram após pandemia, como criação de entrevistas online e currículos digitais. Por isso, a capacitação vai desde a postura correta, vestimenta e cenário das entrevistas.

#MeninasOcupam: Jovem de 18 anos é secretária de Comunicação por um dia em Teresina

Maria Eduarda, de 18 anos, realizou a ocupação simbólica na Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) nesta quarta-feira (27). A jovem fez parte da campanha “Meninas Ocupam”, uma realização da ONG Plan International, através da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). A campanha acontece mundialmente, em torno de 70 países, e na capital vai acontecer durante todo o mês de outubro, em alusão ao Dia da Menina.

Na sua manhã como secretária simbólica, Maria Eduarda conheceu o secretário Lucas Pereira e a chefe de jornalismo, Cintia Lucas. Na sede da Semcom, a jovem conheceu de perto as atividades desenvolvidas pela pasta e entendeu como a comunicação municipal é desenvolvida pelos servidores.

Ainda durante a visita, Maria Eduarda, que é uma jovem da comunidade rural, sugeriu propostas que pudessem incluir educação digital para meninas e meninos em Teresina. Além disso, Maria deu enfoque à campanha “Meninas Contra as Fake News”, desenvolvidas pela ONG Plan, que visa engajar meninas contra a desinformação na internet.

O secretário Lucas destacou a importância do município em abraçar a causa, uma vez que os órgãos públicos e as pessoas estão diariamente recebendo fake news através de suas redes sociais e as plataformas digitais. “É de grande importância que projetos como esse existam para melhorar cada vez mais a nossa comunicação”, pontua o secretário. “A Prefeitura de Teresina apoia essa causa e se engaja por uma capital cada vez mais livre de fake news e segura para todas”, finaliza.

A Secretária da SMPM, Karla Berger, destacou a importância dos projetos de educação para as meninas. Segundo ela, é a partir da geração de crianças e suas demandas que se pode fortalecer as demandas de forma articulada com outros setores. “Cuidar das nossas meninas é uma tarefa de várias gestões, afinal, somos uma gestão integrada”, complementa.

Sobre a Plan International

A Plan International é uma organização humanitária e de desenvolvimento não governamental e sem fins lucrativos, que promove os direitos das crianças e a igualdade para as meninas. A pobreza, violência, exclusão e discriminação ainda são problemas sociais que mais afetam no mundo, por isso, a ONG atual para proteger os direitos de meninas em situação vulnerável.

A ONG chegou ao Brasil em 1997 e, desde então, vem se dedicando a garantir os direitos e promover o protagonismo das crianças, adolescentes e jovens, especialmente meninas, por meio de seus projetos, programas e ações de incidência e de mobilização social.

Foto: Divulgação (SMPM)

SEMEL realiza ações nos parques da cidade em prol do “Outubro Rosa”

A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer realizou na última noite de segunda-feira (25,) uma série de ações do projeto “Dançando pela Cidade” e “Melhor idade” em alusão ao Outubro Rosa, que é o mês destinado à alertar mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. A ação aconteceu das 17h30min até às 20h30min, nos principais parques da cidade: Parque da cidadania, Parque ambiental Matias Matos, Parque ambiental da Macaúba, Complexo esportivo Parentão, Complexo esportivo Planalto Uruguai, Parque lagoas do norte.

Os eventos tiveram também a participação de palestrantes e professores convidados para a realização de aulas de dança.

“O outubro rosa é conhecido com um mês de prevenção a câncer de mama e ao de útero, e nós da SEMEL não poderíamos deixar de conscientizar a população sobre isso. Nos parques convidamos palestrantes que falavam sobre a importância da prevenção e sobre o diagnóstico o mais cedo possível. Tivemos também danças e ações para a população que estava no parque” destacou o secretário municipal de esporte e lazer, Eduardo Draga Alana.

O projeto “Dançando pela cidade” é um projeto que visa espalhar a modalidade da dança pela cidade, com a prática nas mais diversas categorias, modalidades e idade, afinal, a dança pode trazer vários benefícios para a saúde como: estimular o cérebro e a memória, combater a depressão, melhorar a postura, tonificar os músculos, como também, favorecer a queima de calorias. As aulas acontecem semanalmente de segunda a quinta-feira, das 17h30min até as 20h, nos parques já citados anteriormente.

A moradora do bairro Macaúba, Jaqueline, falou da importância da ação para a população teresinense: “Estou aqui em nome na nossa comunidade para agradecer a SEMEL por todas as atividades realizadas diariamente no nosso bairro e nos demais parques da cidade. A ação de hoje sobre o outubro rosa foi maravilhosa e proporciona para a população uma melhor qualidade de vida e eu só tenho a agradecer a SEMEL por isso, espero que o projeto continue sempre assim, vocês estão ajudando bastante todas as pessoas do parque” concluiu.

Foto: Divulgação (SEMEL)

Mulheres atendidas pelo Florescer Sudeste tem dia de beleza e minicurso durante Ação de Cidadania

As mulheres atendidas pelo Serviço Florescer, localizado na zona Sudeste de Teresina, participaram de uma Ação de Cidadania na manhã desta segunda-feira (25). O evento contou com a presença de manicure, cabeleireira e um minicurso de laços artesanais para as mulheres, através da parceria com a Fundação Wall Ferraz (FWF).

A atividade foi pensada no intuito de proporcionar um momento de autocuidado e estimular a autoestima das mulheres. “O evento também está associado à oferta de oficinas profissionalizantes, que busca incentivar o empreendedorismo e autonomia das mesmas”, pontua a assistente social da SMPM, Caroline Leal.

Antonia Almeida, uma das mulheres atendidas pelo Serviço na zona Sudeste, pontua que o dia de beleza promovido pela Secretaria da Mulher é muito importante para sua autoestima. Ela já participa das atividades do Florescer há três anos e nesta manhã, aproveitou para cuidar das unhas e participar da oficina de laços.

“Sempre compareço, gosto muito desses momentos”, pontua, se considerando uma das mulheres mais assíduas do serviço. “Aqui é um espaço maravilhoso, me sinto cuidada, eu e meu netinho”, finaliza.

De acordo com a Secretária Karla Berger, ações promovidas como essa buscam resgatar o empoderamento das mulheres atendidas, uma vez que muitas mulheres não possuem condições de acessar serviços de beleza e capacitação profissional.

“Cada vez mais percebemos como a mudança no nosso serviço tem cada vez mais empoderado as mulheres”, frisa Karla. “Nosso serviço funciona de portas abertas para mulheres em situação de vulnerabilidade social, residentes em Teresina. Para ter acesso, basta procurar nossas unidades, localizadas na zona Sudeste, Norte e Zona Rural, no Povoado Salobro”, finaliza a secretária.

Endereços:

Florescer Norte
Rua Antônio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Foto: Divulgação (SMPM)

Outubro Rosa: mulheres atendidas pelo Serviço Florescer na zona Norte recebem orientações sobre o câncer de mama

No mês de outubro, é desenvolvido a campanha Outubro Rosa para promover um alerta às mulheres para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero. Pensando nisso, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou nesta quarta-feira (20), uma manhã com orientações sobre a prevenção ao câncer para as mulheres atendidas pelo Serviço Florescer localizado na Zona Norte de Teresina.

No encontro, a enfermeira Márcia Viana, do Serviço Social do Comércio (Sesc), conversou com as mulheres sobre a importância do autocuidado e a necessidade de fazer exames e visitas periódicas ao médico, além do exame de mamografia. A profissional apontou a seriedade do assunto, tendo em vista que no mundo, o câncer de mama é o que mais incide entre as mulheres. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, apenas em 2020 foram cerca de 2,3 milhões de novos casos, o que representa 24,5% dos casos novos por câncer em mulheres.

Ainda durante a palestra, Márcia demonstrou através de próteses como as mulheres poderiam realizar o autoexame das mamas e torná-lo rotina. Entre as dicas, ela cita que é necessário identificar os nódulos, volume mamário irregular, aspecto ou coloração suspeita nos mamilos, como também secreções, sangue e inchaço nas axilas e mamas.

“A gente pode evitar 100% o câncer? Não. Mas podemos descobrir previamente para tratar”, declarou a enfermeira. “O objetivo do auto exame é alertar para qualquer sintoma, mas não substitui a presença de um profissional, por isso é importante procurar um profissional. E claro, o exame de mamografia”, ressalta.

Daiane Ribeiro, atendidas pelo Serviço Florescer Norte há dois anos, ressaltou que a roda de conversa lhe ensinou muitas coisas sobre o seu corpo. Dentro do serviço, ela destaca que é uma oportunidade para poder ter conhecimentos sobre saúde que não há de forma acessível.

“O serviço tem sido muito importante tanto para nós quanto para nossos filhos. O carinho do florescer conosco é muito importante e hoje aprendemos muito sobre auto cuidado”, frisa a mulher. “Isso é importante porque podemos repassar esse conhecimento para outras mulheres”, pontua Daiane.

Durante o mês de outubro, todas as unidades do Serviço Florescer foram atendidas com a palestra educativa do câncer de mama. De acordo com a psicóloga da SMPM, Nathalie Ciarlini, o objetivo é que todas as mulheres atendidas pelo serviço tenham acesso ao tema. “Estamos sempre buscando informações que possam trazer melhorias na vida das mulheres. Por isso, é importante levar até um serviço palestras com uma linguagem que elas entendem, interagem e que possuem impacto nas suas vidas”, frisa.

Foto: Divulgação (SMPM)