FMS inicia campanha de vacinação para indígenas venezuelanos em Teresina

Foto: ASCOM/FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) dará início, no dia 14 de novembro, a uma campanha de vacinação destinada a atualizar a caderneta de imunização dos venezuelanos em Teresina. A iniciativa integra o plano de ação da gerência de trabalho em saúde da atenção básica da FMS e tem como objetivo prevenir surtos e reduzir os riscos de doenças imunopreveníveis entre a população indígena abrigada na capital.

De acordo com Emanuelle Dias, coordenadora de vacinação da FMS, o público-alvo da campanha inclui indígenas residentes em 6 abrigos da cidade, sendo contemplados crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com condições especiais. “A campanha busca garantir o acesso às vacinas e reforçar a proteção coletiva contra doenças que podem ser evitadas”.

O cronograma prevê a atuação de equipes de saúde diretamente nos abrigos:

14/11/2025: Abrigo Tabuleta;

18/11/2025: Abrigo Buenos Aires;

25/11/2025: Abrigo Poty Velho;

27/11/2025: Abrigo Casa de Passagem;

02/12/2025: Abrigo São João;

04/12/2025: Abrigo Miguel Rosa.

Paciente recebe alta após 100 dias e agradece equipe do HUT

Vilma Paz, filha da paciente que ficou 100 dias internada ( Foto: Ascom HUT)

A paciente R.M.B.P, de 66 anos, residente no Maranhão, recebeu alta nesta segunda-feira (10) após 100 dias de internação no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Em sinal de gratidão pelo atendimento e acolhimento recebidos durante o período, a família organizou um lanche para os servidores do setor onde ela esteve internada.

A paciente foi transferida para o HUT após apresentar complicações decorrentes de uma cirurgia realizada em hospital de outra rede de saúde.. Com um quadro clínico delicado e uma infecção abdominal grave, ela precisou permanecer vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), antes de ser encaminhada para a enfermaria.

Segundo Vilma Paz, filha da paciente, desde o primeiro atendimento até a alta, mãe e família foram acolhidas com atenção e carinho pela equipe do hospital. “Agradecemos primeiramente a Deus e a toda a equipe do HUT que, ao longo de 100 dias de internação, proporcionaram que minha mãe pudesse nascer de novo e hoje voltar para casa. Estamos levando cada um de vocês em nossos corações”, declarou emocionada.

Para a gerente de enfermagem da clínica médica, Thyena Evelline, cada alta é motivo de alegria, especialmente após uma internação prolongada. “No HUT, trabalhamos em equipe buscando sempre oferecer a melhor assistência possível, para que os dias de internação sejam mais leves e deixem boas lembranças. Toda a equipe está feliz por ter contribuído com o tratamento e por ver a paciente voltando para casa com suas filhas”, afirmou.

Seminário on-line discute avanços no cuidado da doença falciforme em Teresina

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina promove, nesta terça-feira (11), às 10h, um seminário on-line  sobre doença falciforme, que será transmitido pelo YouTube no link https://www.youtube.com/watch?v=FAYdcY1cwgg. O evento é voltado para profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde e da rede hospitalar de Teresina.

O encontro será conduzido pelo hematologista pediatra Dáyrton Raulino, especialista reconhecido na área, que abordará os principais desafios e estratégias de manejo da doença, além de discutir protocolos de atendimento e avanços recentes no tratamento.

De acordo com Amparo Salmito, gerente de epidemiologia da FMS, a capacitação contínua dos profissionais de saúde é considerada essencial para garantir diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Saiba mais sobre a  doença falciforme

A doença falciforme é uma das enfermidades hereditárias mais comuns no Brasil. Ela ocorre devido a uma mutação genética que altera a hemoglobina, fazendo com que os glóbulos vermelhos assumam formato de foice. Essa deformidade dificulta o transporte de oxigênio e pode causar obstruções nos vasos sanguíneos.

Entre os sintomas mais frequentes estão anemia crônica, fadiga, crises de dor nos ossos e articulações, icterícia e maior risco de infecções. Em casos mais graves, podem ocorrer complicações como acidente vascular cerebral (AVC), problemas renais e cardíacos.

O tratamento inclui o uso de medicamentos, transfusões de sangue, antibióticos e vacinas para prevenção de infecções, além de acompanhamento multidisciplinar.

Gestantes passam a ter acesso ao exame de HTLV nas unidades de saúde

O HTLV pertence à mesma família do HIV (Foto: Ascom FMS)

Nesta segunda-feira (10), Dia Mundial do HTLV, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina reforçou a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do vírus linfotrópico humano (HTLV). Desde outubro de 2025, o exame para detecção da infecção passou a integrar a rotina de pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, voltado especialmente para gestantes.

De acordo com Teresa Moura, coordenadora do Laboratório Raul Bacelar da FMS, o acesso ao exame ocorre por meio de consulta médica na Estratégia de Saúde da Família. O profissional avalia cada caso e, quando necessário, solicita o teste. A medida busca reduzir a transmissão vertical, da mãe para o bebê, que pode acontecer durante a gestação, o parto ou a amamentação.

O HTLV pertence à mesma família do HIV, mas não causa AIDS. A transmissão ocorre por contato com sangue contaminado, relações sexuais sem proteção e pelo leite materno. Embora a maioria dos infectados não desenvolva sintomas, entre 5% e 10% dos casos podem evoluir para doenças graves, como leucemia/linfoma de células T e paraparesia espástica tropical. Os sinais mais comuns incluem fraqueza nas pernas, dores, dificuldade para urinar e prisão de ventre.

Para Teresa Moura, a inclusão do exame de HTLV na rotina do pré-natal representa um avanço significativo. “Com a medida, Teresina se junta a outras capitais brasileiras que vêm fortalecendo políticas de prevenção e diagnóstico do HTLV, ampliando a proteção às gestantes e aos recém-nascidos e contribuindo para a conscientização sobre um vírus ainda pouco conhecido, mas de grande impacto clínico e social”.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10 milhões de pessoas vivem com o HTLV no mundo, com maior prevalência na América Latina, África e Japão. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a ampliação da testagem em gestantes como estratégia para reduzir a transmissão vertical.

FMS e Associação PRISMA capacitam profissionais sobre autismo

O curso está sendo ministrado pela Associação dos Amigos e Familiares da Pessoa com Autismo (Foto: FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) deu início hoje (10) ao Projeto TEA – Capacitação sobre o Transtorno do Espectro Autista, voltado aos servidores da rede municipal de saúde. O curso acontece durante o mês de novembro, com etapas presenciais – que são realizadas no auditório da instituição – e online.

O curso está sendo ministrado pela Associação dos Amigos e Familiares da Pessoa com Autismo – PRISMA, parceira da FMS na empreitada. As etapas presenciais acontecem nos dias 10, 12, 13, 24, 25 e 26 de novembro, nos turnos manhã (07h30 às 12h30) e tarde (13h30 às 18h30). Já a etapa online acontece nos dias 17 a 23 de novembro e 1º a 7 de dezembro.

“Nosso objetivo é atualizar os profissionais da rede municipal para o atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista, tanto na atenção básica como na área hospitalar. As inscrições ocorreram internamento, por meio de seleção realizada pelas diretorias da FMS”, informa João Luciano de Castro e Sousa, chefe do Núcleo de Qualificação de Pessoal da FMS.

O transtorno do espectro autista, também conhecido como autismo, é uma condição neurológica que se manifesta geralmente na infância, pode persistir ao longo da vida e afeta o desenvolvimento social (dificuldade para acompanhar conversas), comunicativo (repetições de palavras) e comportamental. A denominação “espectro” é devida à ampla variação de sintomas e níveis de gravidade que podem ser observados em indivíduos diagnosticados.

As pessoas com transtorno do espectro autista podem enfrentar desafios na interação social e na fala. Algumas também podem ser sensíveis a estímulos sensoriais, como luzes, sons e texturas.

CAPSi celebra 8 anos com mais de 138 mil atendimentos a crianças e adolescentes

O serviço é voltado para o público de 0 a 18 anos e tem porta aberta (Foto: Ascom FMS)

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) completou 8 anos de atuação e alcançou a marca de 138.363 atendimentos a crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes, além de casos relacionados ao uso e abuso de álcool e outras drogas.

O serviço é voltado para o público de 0 a 18 anos e tem porta aberta, ou seja, não há necessidade de encaminhamento prévio. Basta comparecer ao local para ser acolhido e passar por uma avaliação que determinará a necessidade de acompanhamento contínuo. A unidade realiza atendimentos individuais e em grupo e conta com uma equipe multiprofissional composta por psiquiatra, psicólogo, assistente social, nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, enfermeiro, artesão e técnico de enfermagem.

Segundo Wanderson Anjos, coordenador do CAPSi, o aniversário do Centro é motivo de celebração. “O CAPSi desempenha um papel fundamental dentro da rede de proteção, oferecendo cuidado especializado no aspecto psicoemocional de crianças e adolescentes. Muitos dos nossos pequenos chegam em sofrimento psíquico e com seus direitos violados, e encontram aqui uma equipe altamente capacitada para promover sua saúde e bem-estar.”

Wanderson destaca ainda que entre as principais demandas estão casos de ideação suicida associada a comorbidades como depressão, esquizofrenia, além de transtornos de ansiedade frequentemente acompanhados de comportamentos como automutilação. O CAPSi também acolhe crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) associado a outras comorbidades.

FMS elabora política municipal para práticas integrativas nas UBS

Foto: Ascom FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina deu início à elaboração de uma política pública municipal para implantação de práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A decisão foi tomada durante reunião entre a presidência e a equipe técnica da instituição, realizada nesta quinta-feira (06) e a proposta inicial prevê a implantação das práticas em quatro UBS, distribuídas estrategicamente em cada zona da cidade.

Atualmente, as práticas integrativas são oferecidas de maneira pontual e limitada em algumas Unidades Básicas de Saúde, graças à iniciativa de profissionais com formação na área. Com a formalização da política municipal, essas terapias passarão a integrar oficialmente os serviços da atenção básica, permitindo sua ampliação e garantindo maior acesso da população às abordagens complementares de cuidado.

Durante o encontro, estiveram presentes a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, e membros da equipe técnica: Luci Santiago, apoiadora da Gerência de Ações Estratégicas da FMS; Edna Brito, Nancy Loiola, Luciana Rachell, enfermeiras da Atenção Básica; Maria do Amparo, enfermeira da Gerência de Saúde Mental e Vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde; Rafael Fontenele e Kamila Holanda da Gerência de Farmácia da FMS.

Segundo Luci Santiago, integrante da equipe, o momento foi considerado positivo. “Foi um ótimo momento, estamos avançando e percebemos a sensibilidade da Presidente da FMS, Dra. Leopoldina para a causa. Iremos agora buscar apoio de universidades parceiras e iniciar o processo licitatório para aquisição de material necessário nas atividades. A Atenção Primária em Saúde tende a avançar muito com essas práticas de cuidado”.

As práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) são reconhecidas pelo Ministério da Saúde e têm como objetivo promover o bem-estar físico, mental e emocional dos pacientes. Elas atuam de forma complementar aos tratamentos convencionais, valorizando saberes tradicionais e abordagens terapêuticas naturais, como auriculoterapia, aromaterapia, ventosaterapia, massoterapia, reflexologia podal e acupuntura.

Academia da UBS Vamos Ver o Sol retoma funcionamento

Teresina conta atualmente com sete academias (Foto: Ascom FMS)

A população do bairro Vamos Ver o Sol, zona Sul de Teresina, agora têm acesso a aulas de educação física gratuitas disponibilizadas pelo SUS. Isso porque no mês de outubro a Unidade Básica de Saúde (UBS) da região retomou as atividades no Polo academia de saúde do local. Em 15 dias de atividade, cerca de 40 pessoas já estão participando regularmente das aulas.

A academia de saúde e a UBS do Vamos Ver o Sol são geridas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). Segundo a coordenadora Shirley Cury, o local disponibiliza aulas de segunda a sexta-feira no turno da tarde, e às terças e sextas pela manhã. “Para ter acesso, basta procurar a UBS portando seus documentos pessoais e realizar a inscrição junto ao SAME ou com nossa educadora física Andrelina Araújo”, informa.

Os Polo da Academia da Saúde – PAS são espaços interdisciplinares que objetivam a promoção da saúde através da atividade física e atividades integrativas da comunidade dos territórios no qual estão localizados. Fazem parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para promoção da saúde e produção do cuidado e são dotados de infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados.

Teresina conta atualmente com sete academias, distribuídas por UBS de todas as zonas da cidade. Elas foram concebidas como espaços voltados ao desenvolvimento de ações culturalmente inseridas e adaptadas aos territórios locais e que adotam como valores norteadores de suas atividades o desenvolvimento de autonomia, equidade, empoderamento, participação social, entre outros.

Prefeitura de Teresina firma parceria com a Clínica Batista para atender crianças autistas

Prefeitura de Teresina firma parceria com a Clínica Batista para atender crianças autistas (Foto: Jailson Soares/Semcom)

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, esteve na Clínica Batista nesta quarta-feira (05) para celebrar uma parceria que irá beneficiar as crianças autistas da nossa cidade. A solenidade teve a presença de vereadores, autoridades e ocorreu na sede da clínica.

Falando à imprensa, o chefe do executivo municipal celebrou a cooperação. ‘’A prefeitura está entregando hoje à Teresina, aos teresinenses, mais especificamente às famílias que têm algum membro autista e que frequente as escolas públicas municipais um lugar onde serão acompanhados por uma equipe multiprofissional – neuropediatra, neuropsicólogo, psiquiatra infantil, enfim. Tudo o que uma criança precisa para ser integrada à sociedade e ter uma vida normal’’, disse Silvio.

O gestor ressaltou a qualidade do serviço que será oferecido à população. ‘’Nós vamos criar um serviço de excelência, direcionado para cuidar, para acompanhar e para tentar melhorar a vida dos autistas e das famílias desses meninos – só sabe quem tem. Então, é preciso que a gente compreenda que Deus protege quem mais precisa, e temos a oportunidade de fazer isso aqui’’, pontuou o prefeito.

A Clínica Batista é uma entidade sem fins lucrativos com 70 anos de existência. Tal parceria demonstra o compromisso da Prefeitura de Teresina com os autistas, sempre alinhada com os que mais precisam do poder público.

HUT é o único hospital de urgência do Nordeste que produz e adapta órteses para pacientes internados

HUT produz e adapta órteses para pacientes internados (Foto: Ascom HUT)

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT), administrado pela Prefeitura de Teresina, é o único hospital de urgência do Nordeste que produz e adapta órteses dentro da própria unidade de saúde. O serviço inovador é realizado pela terapeuta ocupacional Nadjira Riedel, com o objetivo de agilizar o tratamento, prevenir deformidades e promover a autonomia dos pacientes internados.

Tradicionalmente, a confecção de órteses, é uma atividade realizada em centros de reabilitação e grandes hospitais especializados. No entanto, o HUT incorporou essa prática ao seu atendimento, oferecendo um cuidado mais completo e humanizado. A iniciativa surgiu da terapeuta ocupacional que percebeu a necessidade de confeccionar e adaptar órteses e passou a usar o conhecimento no dia a dia da unidade.

HUT produz e adapta órteses para pacientes internados (Foto: Ascom HUT)

“São pacientes que, por conta do tratamento, permanecem mais tempo internados. Além das oficinas de arte terapia (com desenhos, pinturas e contação de histórias), realizadas diariamente, incluímos a confecção de órteses e adaptadores personalizados para prevenir deformidades e favorecer a recuperação funcional”, explica Nadjira Riedel. As soluções são personalizadas o que tornam o tratamento mais acessível e funcional, potencializando a recuperação e contribuindo para a alta hospitalar.

O processo é artesanal e personalizado. Primeiro, é feito um molde em papel da área do corpo que necessita de suporte. Em seguida, o desenho é transferido para uma placa termoplástica, modelada manualmente com o auxílio de uma panela elétrica até atingir o formato ideal. O material é testado e ajustado diretamente no paciente, garantindo conforto e eficiência. As sobras da placa são aproveitadas na produção de adaptadores de escrita e de talheres, conforme a necessidade individual.

A diretora do HUT, Aranucha Brito, destaca a importância da iniciativa e o comprometimento da equipe na busca por um atendimento cada vez mais inovador. “A dedicação dos nossos profissionais reflete o compromisso de oferecer um atendimento de excelência, que vai além da urgência médica”, afirma.

O HUT é o maior hospital público de urgência do Piauí, mas também recebe pacientes de outros estados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).