FMS convoca 36 mil crianças e adolescentes para vacinação contra a dengue em Teresina

Vacinação contra a dengue em Teresina (Foto: Ascom FMS)

Nesta terça-feira (23), a Fundação Municipal de Saúde (FMS), está convocando 36 mil crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 14 anos, para receberem a vacina contra a dengue, uma doença infecciosa que, em sua forma grave, pode evoluir para complicações sérias e até levar ao óbito. A imunização está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no posto localizado no Teresina Shopping, sem necessidade de agendamento prévio.

Segundo estimativas do IBGE, Teresina possui 57.785 pessoas nessa faixa etária. Até o momento, foram aplicadas 20.890 primeiras doses e 10.191 segundas doses da vacina, totalizando 31.082 aplicações registradas no sistema E-SUS. A FMS alerta ainda que 5.945 crianças já deveriam ter retornado para tomar a segunda dose, já que completaram o prazo de 3 meses desde a primeira dose.

A coordenadora de vacinação da FMS, Emanuelle Dias, alerta que muitos responsáveis ainda acreditam que é necessário agendar a vacinação, o que pode estar dificultando a adesão. “Não há necessidade de agendamento. Fazemos esse apelo porque queremos ampliar a cobertura vacinal e reduzir os riscos associados à dengue entre o público-alvo”, reforça.

Para receber a vacina, é necessário apresentar CPF ou cartão do SUS, comprovante de residência em Teresina e, se possível, o cartão de vacinação. As UBSs funcionam de segunda a sexta-feira, nos turnos manhã e tarde. Já o posto do Teresina Shopping atende de segunda a sexta, das 13h às 18h, e aos sábados, das 10h às 20h.

Sobre a dengue

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em locais com água parada. Os sintomas incluem febre alta, dores musculares e articulares, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e, em casos mais graves, sangramentos e queda de pressão. A forma grave da doença, conhecida como dengue hemorrágica, pode levar ao óbito. A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para prevenir casos graves e reduzir internações.

Teresina capacita profissionais para evitar amputações em pacientes com diabetes

Além da avaliação profissional, os cuidados diários com os pés são fundamentais para evitar complicações (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e o Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (COREN-PI), está realizando um curso de capacitação voltado à avaliação de risco de lesões nos pés de pessoas com diabetes, a partir desta segunda-feira (22). A iniciativa integra a campanha “Calo Zero” e tem como objetivo qualificar profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para detectar precocemente sinais de complicações que podem levar à amputação.

Durante a capacitação, os profissionais aprendem a aplicar um checklist que estratifica o risco de lesões, além de realizar avaliação clínica de sensibilidade. Caso sejam identificadas alterações, os pacientes são encaminhados para ambulatórios especializados da FMS, como o Hospital do Promorar e o Centro de Saúde Lineu Araújo.

“Essa capacitação é um passo essencial para ampliar o cuidado e evitar complicações. O exame clínico dos pés e a classificação do risco de ulceração são os principais cuidados, que precisam ser realizados na Atenção Primária, para prevenção de lesões nos pés em pessoas com diabetes”, afirma Jefferson Lira, pós-doutor e residente em enfermagem da Atenção Primária.

Dra. Sandra Marina, enfermeira estomaterapeuta e coordenadora de pós-graduação nessa área na UESPI, explica que o Ministério da Saúde, a partir de 2025, recomenda a realização de avaliações nos pés de pessoas com diabetes ao menos uma vez por ano, podendo ser mais frequente, conforme o grau de risco. “Essa medida contribuirá para reduzir o número de amputações decorrentes de lesões não tratadas”, explica.

Sandra Marina alerta que pessoas com diabetes que apresentem calos, úlceras, deformidades ou alterações nos pés, além de perda de sensibilidade, devem procurar imediatamente uma UBS para avaliação. Ela também chama atenção para uma situação comum no Piauí: queimaduras nos pés, especialmente durante o período do “br-o-bró”, quando muitos caminham descalços sob o forte calor. “Essa é uma realidade que precisa ser enfrentada com educação e prevenção e a pessoa com diabetes precisa ter autocuidado diário e buscar serviço de saúde de forma precoce”, ressalta.

Além da avaliação profissional, os cuidados diários com os pés são fundamentais para evitar complicações. Especialistas recomendam às pessoas com diabetes: Inspecionar os pés diariamente em busca de feridas ou alterações; Higienizar com água e sabão neutro, secando bem entre os dedos; Evitar andar descalço; Usar meias sem costura ou com costura invertida, trocando-as diariamente; Palpar a parte interna dos calçados antes de calçá-los; Utilizar calçados confortáveis e do tamanho adequado; Hidratar, evitando aplicar entre os dedos; Cortar as unhas em formato anatômico; e não usar agentes químicos ou emplastros para remover calos.

Lei que criou o SUS completa 35 anos nesta sexta-feira (19)

Atendimento realizado pelo SUS (Foto: Ascom FMS)

Nesta sexta-feira (19), a Lei nº 8.080/1990, que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), completa 35 anos. A legislação é considerada o marco inicial da organização da saúde pública no Brasil. Antes da sua promulgação, o acesso à assistência médica era limitado aos trabalhadores com vínculo formal e cobertura previdenciária. A data desperta reflexão sobre os avanços, desafios em Teresina e princípios que norteiam esse sistema.

Em Teresina, desde a chegada da nova lei, a rede municipal de saúde passou por diversas alterações. O SUS ampliou o acesso à saúde: as unidades mistas de saúde que existiam na capital passaram a ser hospitais de bairros sob a gerência e a gestão da Prefeitura. Foram criadas também as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), consideradas as portas de entrada preferenciais do SUS, o que contribuiu para a organização da rede de atenção à saúde.

Ao longo dos anos, o município implantou e expandiu o Programa de Saúde da Família, passou a fornecer órteses, próteses e materiais especiais para pessoas com deficiência, e desenvolveu serviços nas áreas de saúde mental, cardiologia, oncologia e nefrologia. Também foram incorporados procedimentos de alta complexidade, como transplantes de órgãos e hemodiálise. O atendimento a pessoas com HIV/AIDS foi implantado.

O processo de marcação de consultas especializadas também passou por modificações. Inicialmente, os usuários precisavam se dirigir ao antigo prédio do INAMPS para agendar presencialmente. Com a criação da Central do SUS, o agendamento passou a ser feito por telefone, diretamente dos postos de saúde. Posteriormente, foram distribuídas cotas de consultas por unidade, e, em 2010, o sistema foi totalmente informatizado.

Atualmente, todos os estabelecimentos de saúde de Teresina utilizam o sistema online Gestor Saúde, desenvolvido por técnicos teresinenses. A plataforma disponibiliza, diariamente, vagas para consultas e exames especializados em Teresina, no Piauí e em alguns municípios do Maranhão. Em regra, as consultas são marcadas de forma imediata e, nos casos de a procura ser superior à oferta, o usuário é inserido em fila eletrônica.

Segundo a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Leopoldina Cipriano, o SUS atua em diversas frentes além da assistência médica. “O sistema também é responsável por ações de vigilância sanitária, como inspeções em restaurantes, supermercados, academias e hotéis. A análise da qualidade da água para consumo humano é outro exemplo de atividade vinculada a esse sistema tão complexo”, afirma.

Leopoldina também informou que atua no SUS há 28 anos e que, atualmente, a rede municipal enfrenta desafios estruturais. “No início do ano, os relatórios apontaram deficiências em diferentes níveis da assistência, como problemas estruturais, equipamentos danificados ou ausentes, instalações sanitárias inoperantes e falta de insumos. A gestão atual está adotando medidas com foco na legalidade, humanização, transparência e reorganização dos serviços. Enfrentamos os desafios de cabeça erguida e estamos trabalhando arduamente para melhorar a saúde pública. ”, declarou.

FMS reúne coordenadores para discutir melhorias na Atenção Básica

Foto: Ascom FMS

Nesta quarta-feira (17), a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Leopoldina Cipriano, reuniu-se com os coordenadores das 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. O encontro, realizado com a presença da equipe técnica da Fundação, teve como objetivo discutir estratégias para aprimorar os processos de trabalho e qualificar a assistência prestada à população.

Durante a reunião, Leopoldina apresentou o planejamento de ações voltadas ao fortalecimento da Atenção Básica. Entre as iniciativas destacadas estão a previsão de recebimento de emendas parlamentares para a estruturação física das unidades, a utilização de mão de obra carcerária para pequenas reformas em UBS selecionadas e a implementação do programa Telenordeste, que busca integrar tecnologia à prestação de serviços de saúde.

Em um discurso marcado por firmeza e paixão, a presidente da FMS reafirmou seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Faço SUS por convicção e por paixão. Tenho certeza de que podemos mudar a situação atual que a FMS enfrenta. Quem está comigo na gestão sabe que prezamos por um atendimento de qualidade e humanizado”, destacou.

A presidente também destacou o papel essencial dos coordenadores das Unidades Básicas de Saúde, enfatizando que foram escolhidos para exercer a liderança com responsabilidade, empatia e compromisso com a população. Segundo ela, o trabalho nas UBS exige proximidade com os usuários, escuta ativa e acolhimento, valores que devem nortear a atuação dos profissionais da rede de todas as categorias.

“Somos espelhos. Temos que cumprir nosso papel, inclusive estando perto do paciente, escutando, acolhendo. Essa postura deve ser compartilhada por todos os que atuam nas UBS. Sabemos que a rede enfrenta desafios diversos, incluindo estruturais e organizacionais, mas estamos juntos para vencê-los e oferecer o SUS que a população merece. Ela é a causa maior das nossas ações e dos nossos esforços diários”, finalizou.

FMS intensifica ações para garantir segurança do paciente e evitar falhas

FMS intensifica ações para garantir segurança do paciente e evitar falhas (Foto: FMS)

O Dia Internacional de Segurança do Paciente é celebrado, nesta quarta-feira (17), e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) organizou uma série de atividades para marcar a data. O serviço de segurança do paciente, já implantado em todos os hospitais, UPAs, maternidades, Lineu Araújo e no SAMU de Teresina, tem como objetivo eliminar ou minimizar os chamados eventos adversos, falhas que podem ocorrer durante a assistência em saúde e causar danos aos pacientes. A iniciativa busca qualificar cada vez mais o atendimento ofertado.

A FMS instituiu o primeiro Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) em 2014, no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Desde então, iniciou-se um trabalho voltado às ações de segurança do paciente em todos os demais serviços hospitalares da rede municipal. Atualmente, todos contam com seus próprios NSPs.

O SAMU também se destaca: foi pioneiro no Brasil na implantação do núcleo, mesmo sem obrigatoriedade legal para a área pré-hospitalar. A diretora geral do SAMU, Adélia Oliveira, ressalta a importância da iniciativa. “Entendemos que a segurança do paciente é um aspecto importante dentro do contexto do cuidado em saúde, uma vez que as equipes de socorristas atuam em diversos locais, sob condições adversas, sol, chuva, local tumultuado, com pouca luminosidade, pessoas agressivas, o que nos permite estimar que falhas podem ocorrer durante essa assistência, como no ambiente hospitalar”, pontua.

Jaianna Farias, da área técnica de Segurança do Paciente da DAE/FMS, explica que a data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar que cuidar da saúde vai muito além do tratamento. “É garantir que cada paciente receba o cuidado que ele precisa. Um tratamento seguro, humanizado, livre de qualquer risco evitável. A segurança do paciente é responsabilidade de todos nós, profissionais de saúde, responsabilidade do paciente, do acompanhante, do familiar. Ele é extremamente importante nesse processo de cuidado”, afirma.

Ela também destaca as seis metas internacionais de segurança do paciente e reforça que todos os hospitais da rede municipal possuem protocolos específicos. “As ações são diversas, com foco na melhoria do cuidado ao paciente, com o objetivo de prevenir danos. Pequenas atitudes, como identificar corretamente o paciente, higienizar as mãos, comunicar-se com clareza com esse paciente, com esse familiar, com as equipes, entre serviços de saúde, em todos os níveis de atenção, salvam vidas e fazem toda a diferença”, enfatiza.

Jaianna alerta ainda para a importância da notificação dos eventos adversos,falhas que ocorrem durante a assistência, por parte dos profissionais. “O núcleo não tem caráter punitivo e sim preventivo. As notificações são ferramentas essenciais para identificar oportunidades de melhoria e tornar o cuidado cada vez mais seguro”, conclui.

HUT realiza semana de segurança do paciente

A programação inclui palestras, ações educativas e a entrega de certificados à equipe que mais notificar eventos adversos (Foto: Ascom HUT)

O Dia Mundial da Segurança do Paciente é comemorado amanhã, 17 de setembro, e o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) preparou uma programação especial voltada à conscientização e estímulo à cultura de qualidade e segurança no cuidado ao paciente. A programação inclui palestras, ações educativas e a entrega de certificados à equipe que mais notificar eventos adversos relacionados à segurança do paciente.

Este ano, o tema definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é “Cuidado seguro para cada recém-nascido e cada criança”, com o slogan“Segurança do Paciente Desde o Início”. A campanha busca chamar atenção para a vulnerabilidade dos recém-nascidos e crianças frente aos riscos e danos decorrentes de cuidados inseguros.

A proposta do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do HUT é melhorar continuamente os índices de segurança dentro da unidade. Segundo Lenier Braga, coordenadora do NSP, a segurança do paciente abrange a prevenção de erros e eventos adversos durante todo o processo de cuidado — desde a administração de medicamentos e realização de procedimentos cirúrgicos até a comunicação entre as equipes de saúde e o acompanhamento no pós-tratamento.

Foto: Ascom HUT

O dia a dia dos serviços de saúde apresenta situações que exigem atenção constante, educação contínua e um compromisso firme com a melhoria contínua e por isto é muito importante a promoção de atividades que chamem a atenção para a segurança do paciente, reforça a diretora geral do HUT, Aranucha Brito. Nosso cuidado é diário e as ações contribuem para a melhoria do serviço prestado minimizando e evitando danos aos pacientes, diz Aranucha.

Programação – Dia Mundial de Segurança do Paciente 2025

Hospital de Urgência de Teresina

16/09 – Auditório do HUT

08h30 – Palestra: Sepse no paciente adulto: reconhecer e agir
Jéssica de Sousa Costa – Médica infectologista

10h00 – Palestra: Perfil de notificações de incidentes e eventos adversos HUT/2025
Romaine Ibiapina – Enfermeira intensivista

17/09 – Auditório do HUT

08h30 – Palestra: Sepse em pediatria: uma abordagem prática para o reconhecimento e manejo precoce
Carlos Leonardo Evangelista – Médico intensivista pediátrico

10h00 – Palestra: Administração segura de medicamentos em pediatria: da teoria à prática
Isadora Elisa de Moura – Enfermeira intensivista pediátrica
Maria de Nazaré Barroso – Farmacêutica / Gerente de Farmácia do HUT

24/09 – Emergência Pediátrica do HUT

09h00 – Roda de conversa: Sou parte da equipe que cuida do meu filho: identificação correta e prevenção de quedas
Lenier Braga – Enfermeira especialista em qualidade e segurança do paciente

26/09 – Enfermarias Clínica Pediátrica do HUT

09h00 – Roda de conversa: Sou parte da equipe que cuida do meu filho: identificação correta e prevenção de quedas
Lenier Braga – Enfermeira especialista em qualidade e segurança do paciente

Nova Policlínica será construída em Teresina no terreno originalmente destinado ao Hospital da Mulher

Nova Policlínica será construída em Teresina (Foto: Ascom FMS)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), anunciou a construção de uma nova Policlínica no terreno que seria utilizado para o Hospital da Mulher, localizado nas proximidades do Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A obra será viabilizada com recursos federais garantidos pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento de R$ 17 milhões destinados à construção da unidade. Haverá também garantia de contribuição de recurso federal para sua manutenção.

A Policlínica terá como finalidade unificar os serviços de exames e consultas especializadas oferecidos pela FMS à população. Parte desse mencionado terreno, já adquirido pela Prefeitura, também será aproveitado para a ampliação do estacionamento do HUT e para a instalação de um setor administrativo.

Segundo a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, o projeto original do Hospital da Mulher teve seu início desenvolvido pela gestão anterior com recursos próprios, obtidos por meio de empréstimo junto ao Banco do Brasil, sem garantia de recurso federal. “Inicialmente orçada em R$ 58 milhões para construção, a obra teve seu valor reajustado para R$ 100 milhões após detalhamento técnico pela empresa, além disso, diante da ausência de garantias de recurso para a construção, o custeio e manutenção da estrutura, optamos por redirecionar o uso do espaço, priorizando uma solução viável e benéfica à população, com base em planejamento estratégico”, explicou.

O terreno já passou por etapas como terraplanagem, fundações, estrutura metálica, alvenaria e montagem de canteiro. Apesar da mudança de finalidade, parte da estrutura já iniciada será reaproveitada na ampliação do estacionamento do HUT e na construção da Policlínica.

“Teresina enfrenta uma crise financeira herdada da gestão anterior, e essa decisão representa uma readequação estratégica da atual administração, que busca otimizar os recursos disponíveis e garantir a ampliação dos serviços de saúde à população”, destacou Leopoldina.

A presidente da FMS também ressaltou que a capital já conta com uma rede estruturada de atendimento, composta por 91 Unidades Básicas de Saúde, 10 hospitais de bairro, o HUT, 3 UPAs, SAMU, 4 maternidades, 7 CAPS e o Centro de Saúde Lineu Araújo. “Nosso objetivo é fortalecer essa rede, que já oferece múltiplos serviços voltados à saúde da mulher e enfrenta desafios atualmente. Recentemente, aderimos ao programa Piauí Saúde Digital, que acelera a entrega de laudos por meio do telelaudo, e ao TeleNordeste, que permite que médicos da Atenção Básica consultem especialistas via teleinterconsulta, melhorando o atendimento ao paciente. Há outros projetos positivos em andamento”, finalizou.

Teresina capacita profissionais da rede de saúde para diagnóstico da malária

O treinamento foi realizado no Laboratório Raul Bacelar da FMS (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina concluiu, na última sexta-feira (12), uma capacitação voltada para profissionais dos postos de coleta dos hospitais de bairro, do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

O treinamento teve como foco o preparo adequado da lâmina para o exame da gota espessa, principal método laboratorial utilizado para o diagnóstico da malária. A iniciativa visa garantir maior precisão nos resultados e agilidade no atendimento aos pacientes.

Entre janeiro e agosto de 2025, Teresina notificou cinco casos importados de malária. Desses, apenas um caso foi confirmado como positivo: trata-se de um paciente que havia passado os últimos oito meses em viagem para a região de Bela Vista, no estado de Roraima. Casos importados são aqueles em que a infecção foi adquirida fora do município ou estado de residência do paciente, ou seja, não houve transmissão local.

O treinamento foi realizado no Laboratório Raul Bacelar da FMS e conduzido por um técnico do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN). Segundo Vanessa Matos, chefe do Núcleo de Epidemiologia Hospitalar da Diretoria de Atenção Especializada da FMS, os profissionais foram organizados em turmas para facilitar o acompanhamento prático e garantir melhor aproveitamento do conteúdo.

De acordo com a gerente de epidemiologia da Diretoria de Vigilância em Saúde da FMS, Dra. Amparo Salmito, a malária é considerada controlada em Teresina, sem registro de transmissão autóctone. “Ainda assim, a identificação de casos importados reforça a necessidade de manter a vigilância epidemiológica ativa como medida preventiva. Dessa forma, a rede municipal de saúde se mantém preparada para responder rapidamente a possíveis novos casos e proteger a população”, destacou.

A malária é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. Os principais sintomas incluem febre alta, calafrios, sudorese intensa, dor de cabeça, dores musculares e fadiga. O tratamento é feito com medicamentos antimaláricos, disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e deve ser iniciado o quanto antes para evitar complicações graves.

FMS realizará Seminário de Prevenção ao Suicídio para profissionais da educação e saúde

Foto: FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) promove, nos dias 15 e 16 de setembro, a partir das 8 horas, o III Seminário de Prevenção ao Suicídio, com o tema “Abordagens Integradas de Prevenção ao Suicídio: Interfaces entre Saúde Mental, Educação e Atenção Primária”. O evento será realizado no Cine Teatro da UFPI e terá como público-alvo os profissionais dos CAPS, Atenção Básica e professores da rede municipal de ensino.

De acordo com Luanna Bueno, gerente de Saúde Mental da FMS, o debate sobre saúde mental exige a participação ativa de diferentes setores. “Não se pode falar em saúde mental sem envolver educação e Atenção Básica. Para fortalecer o cuidado em rede, é necessário que todos os setores estejam envolvidos. A população também precisa estar em alerta, saber acolher, como conduzir, quais os locais procurar. Sabemos que há um alto índice de pessoas em sofrimento psíquico, e é urgente fortalecer esse cuidado”, afirmou.

Durante os dois dias de programação, especialistas vão discutir temas como sinais de alerta para risco de suicídio em diferentes faixas etárias, o papel do professor e do profissional de saúde, acolhimento de pessoas com ideação suicida na UBS e na escola, além da interface entre dependência química e comportamento suicida. Também será apresentado o fluxo de atendimento para casos identificados na rede pública.

Confira a programação completa:
Dia 15 de setembro (para o público da saúde) e dia 16 de setembro (para o público da educação). Será a mesma programação nos dois dias:

08h00 – Credenciamento
08h30 – Abertura oficial
09h30 – Palestra: “A importância do vínculo e da rede de apoio” – Janaina Chianca
10h15 – Mesa redonda: “Sinais de alerta e risco de suicídio” – CAPS i, CAPS AD, PROVIDA, Leitos de Atenção Psicossocial
11h15 – Oficina prática: “Como acolher uma pessoa com ideação suicida na UBS e na escola” – Daniel Feitosa e Capitão Everton
12h00 – Intervalo para almoço
13h30 – Palestra: “Dependência química e risco de suicídio” – Lívia Leal
14h30 – Palestra: “Comportamento suicida: panorama atual e desafios” – Mariane da Paz
15h15 – Intervalo
15h30 – Palestra: “Fluxo de atendimento na Atenção Básica e na Escola” – Luanna Bueno
16h30 – Encerramento

 

FMS e grupo MATIZES capacitam profissionais de saúde mental para atendimento à população LGBT

A conversa faz parte da programação promovida pela FMS durante o setembro amarelo (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com o grupo MATIZES, promoveu na manhã de hoje (12) a palestra “Cuidado em saúde mental para a população LGBT” no auditório da instituição. O objetivo foi capacitar os profissionais da rede para o cuidado com essa população, que passa por questões específicas de preconceito que afetam diretamente a saúde mental.

A conversa faz parte da programação promovida pela FMS, por meio da Gerência de Saúde Mental (GSM) durante o setembro amarelo, mês de conscientização sobre a valorização da vida. Participaram os profissionais de saúde que atuam nos sete Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do município, além de outros dispositivos da área de saúde mental da capital.

A gerente de Saúde Mental da FMS, Luana Bueno explicou sobre a importância e urgência de capacitar os profissionais da rede de saúde mental do município, para que eles estejam preparados para ofertar um atendimento em saúde mental de forma acessível e sem julgamentos. “Esse é um momento para alertar quanto ao cuidado empático e com dignidade a população LGBTQIAPN+, já que é uma comunidade que vem enfrentando um processo de adoecimento mental, muitas vezes em decorrência do preconceito, estigma e rejeição”, disse.

De acordo com o Relatório Tensões Culturais (Quiddity, 2023), 50% dos brasileiros LGBT+ sofrem de ansiedade, 24% sofrem de depressão e 15% enfrentam crise de pânico, em contraposição a 34%, 15% e 6%, respectivamente, entre heterossexuais.

“A saúde mental é uma questão que durante muito tempo foi negligenciada nos estudos e no cotidiano, mas que expõe pessoas a processos no campo das emoções, especificamente os LGBTs. Ela perpassa as questões de gênero e sexualidade, mas temos que entender que ser gay, lésbica, pessoa trans, bissexual, importa na forma como nós vamos construir a nossa identidade e a nossa relação com a própria saúde mental”, explica o sociólogo Weriquis Sales, colaborador do grupo MATIZES e um dos palestrantes.

Diante da relevância das questões de gênero e sexualidade na formação e adoecimento mental, o sociólogo entende que para que haja uma visão integral do paciente é importante trazer este debate ao Sistema Único de Saúde. “Assim, você pode olhar para esse sujeito de forma completa, como um ser humano com múltiplas dimensões e não a partir de locais que muitas vezes reproduzem o que gerou, inclusive, esse processo de adoecimento para ele e para ela”, conclui.