SAMU monta ponto de apoio durante tragédia no Parque Rodoviário

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Teresina montou ponto de apoio no local da tragédia que aconteceu na noite de quinta-feira (4) no  Parque Rodoviário, zona Sul. Um médico, dois enfermeiros e quatro ambulâncias fizeram plantão no local para atender as demandas.

“Um médico ficou no local, mais dois enfermeiros e as ambulâncias ficaram deslocando os casos que precisavam de atendimento nos hospitais. Ainda estamos fazendo um balanço de todos esses atendimentos, já que muitos aconteceram no próprio local e não geraram ficha no sistema do SAMU”, informa José Ivaldo, diretor clínico do SAMU Teresina.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter ocorrido alguma situação de urgência ou emergência que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo à morte. São urgências situações de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras.

Na noite de quinta-feira (4), famílias foram atingidas com o rompimento de um muro que represava uma lagoa em um terreno particular na região. A tragédia deixou duas pessoas mortas, atingiu mais de 40 casas e deixou dezenas de feridos.

Equipes do Saúde da Família dão suporte no Parque Rodoviário

As Equipe da Estratégia Saúde da Família estão no bairro Parque Rodoviário, zona Sul, desde a noite de ontem, dando apoio às famílias afetadas pela enxurrada. O objetivo é facilitar o acesso dessas pessoas aos serviços de saúde e orientar no que for necessário.

“Nossas equipes de Saúde da família ficarão lá durante todo o final de semana. Nosso trabalho é articulado com a Defesa Civil, Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI) e sociedade civil”, informa o presidente da FMS, Charles da Silveira.

Os atendimentos estão sendo realizados por meio das unidades básicas de saúde dos bairros Três Andares e da Vila da Paz. “O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o HUT (Hospital de Urgência de Teresina), além das demais unidades hospitalares da área afetada pelo desastre também estão dando toda assistência necessária aos atingidos pelas águas”, acrescenta o diretor de Atenção Básica em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Francisco Pádua.

HUT reforça plantão para atender vítimas do Parque Rodoviário

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) reforçou ainda ontem, 4, à noite, as equipes de plantão do Pronto Atendimento para atender as vítimas do desabamento no Parque Rodoviário. De acordo com o diretor técnico, Dr. Justivan Leal, somente os casos mais graves foram encaminhados para o HUT.

“O trabalho desempenhado pelo Serviço de Atendimento Móvel (SAMU) do município foi crucial para a organização do fluxo e direcionamento adequado das vítimas. O SAMU montou uma base no local, com uma equipe de médicos e enfermeiros, e atendeu todas as vítimas e as mais graves foram encaminhadas para o HUT”, explicou o médico.

Das 11 vítimas encaminhadas para o HUT, somente os pacientes Edimilson Pereira Lima, 58 anos e J. Y. X. M., quatro anos, permanecem internados. Edimilson sofreu uma fratura de fêmur e J. Y. X. M escoriações pelo corpo. Ambos permanecem em observação.

Vítimas atendidas no HUT

1) Manoel dos Reis Pires de Holanda – 69 anos

2) Josiane Alves Gomes – 30 anos

3) J. Y. X. M. – 4 anos

4) Maria Estandislene Siqueira – 48 anos

5) Ana Karolina de Oliveira da Silva – 19 anos

6) F. J. A. S. – 3 anos 7 meses (óbito)

7) Edimilson Pereira Lima – 58 anos

8) José Wilson Soares da Silva – 49 anos

9) Neuza Alves de Amorim – 47 anos

10) Ronan Barbosa Dias – 36 anos

11) Maria da Cruz Pereira de Araujo – 48 anos

Mais de 350 mil ovos de Aedes aegypti foram eliminados este ano

Ascom FMS

Borracharias, sucatas, hortas comunitárias, cemitérios e imóveis abandonados são alguns locais com maior propensão à proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya. Por isso, a gerência de Zoonoses de Teresina realiza um trabalho específico nestes locais, onde já recolheu mais de 350 mil ovos do mosquito só em 2019.

Teresina possui atualmente mais de 1.200 locais monitorados, que são conhecidos como Pontos Estratégicos (PE) e estão em todas as regiões da cidade. Segundo a Gerência de Zoonoses, que é vinculada à Fundação Municipal de Saúde, até o dia 15 de março deste ano, 350.989 ovos foram retirados destes locais, sendo 127.638 na zona Norte; 106.695 na zona Sul; 74.934 na zona Leste e 41.722 na zona Sudeste.

Estes pontos são escolhidos pelos médicos veterinários da Gerência de Zoonoses, que coordenam um trabalho de monitoramento dos eventuais acúmulos de água e ovos do Aedes aegypti. O monitoramento é feito com o uso de armadilhas chamadas ovitrampas, que atraem a fêmea do mosquito para a postura de seus ovos. “Sabemos que a fêmea na sua fase adulta dura em torno de 42 dias, e embora ela produza ovos de uma vez a postura é feita gradualmente, então precisamos fazer o esgotamento desteS ovos toda semana”, explica a gerente Oriana Bezerra.

“Se nós considerarmos que esses ovos não se tornarão adultos, com esta ação nós retiramos de circulação uma grande quantidade de possíveis larvas e vetores na sua fase adulta”, esclarece a gerente. O trabalho é complementado com o uso de larvicida e também do UBV, que como explica Oriana Bezerra é uma máquina pulverizadora de inseticida. “Além disso, fazemos um trabalho educativo com os proprietários destes locais, com orientações e esclarecimento de dúvidas”, complementa.

População

Oriana Bezerra alerta que o trabalho da gestão pública em combater o Aedes aegypti deve contar ainda com a contribuição da população, que deve estar atenta para evitar o acúmulo de água em suas residências. “A principal arma de combate ao Aedes aegypti é a prevenção, que começa dentro das nossas casas. Atitudes corretas em nosso dia a dia são essenciais para a redução dos casos de dengue, zika e chikungunya em nossa cidade”, lembra a gerente.

Relatório de prestação de contas da saúde é apresentado na Câmara

Em cumprimento à legislação do SUS, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) apresentou o 3º Relatório Quadrimestral de Prestação de Contas da Saúde de 2018, na Câmara Municipal, nesta última quarta-feira (03). O documento mostra que Teresina atingiu a maioria das metas pactuadas com o Ministério da Saúde, como 100% de cobertura estimada da cidade pela Estratégia de Saúde da Família e 97,79% por equipes de saúde bucal.

“Esse momento possibilita que os vereadores possam participar ativamente do processo de construção do SUS. Na oportunidade, houve encaminhamentos por parte dos diretores para qualificar a rede de saúde e foi também objeto de discussão a proliferação do mosquito Aedes aegypti. É preciso que haja envolvimento de todos e iremos traçar novas estratégias para envolver cada vez mais a comunidade”, afirma o presidente da FMS, Charles Silveira.

No que diz respeito ao conteúdo do Relatório, a Lei Complementar n°141/12 prevê que o documento deve conter informações como o montante e a fonte dos recursos aplicados no período; as auditorias/vistorias realizadas ou em fase de execução; a oferta e produção de serviços públicos na rede assistencial própria, contratada e conveniada e ainda alguns indicadores de monitoramento relativos ao processo de pactuação interfederativa.

Com a apresentação, a FMS finalizou o ciclo de apresentações de prestação de contas de 2018. “Esses relatórios apresentam metodologia definida em legislação específica e apresentam dados de sistemas de informações nacionais. Agora o documento que já foi encaminhado ao Conselho Municipal de Saúde será apresentado em plenário daquele colegiado”, conta Cláudia Glauciene, diretora de planejamento da FMS.

Cláudia ressalta outras metas pactuadas que tiveram resultados satisfatórios: a realização de exame citopatológico por mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos, indicadas para fazer o rastreamento do câncer de colo do útero e a realização de exame de mamografia por mulheres de 50 a 69 indicadas para rastrear câncer de mama. “Além disso, consta o investimento da Prefeitura de Teresina, que aplicou 34,60% de seu recurso próprio com a saúde”, relembra.

Durante a audiência, o diretor de Atenção Básica da FMS, Francisco Pádua, também informou sobre o trabalho desenvolvido para cobertura da cidade pela Atenção Básica. “Embora haja constante mobilidade da população e surgimento de novos bairros, a Prefeitura realiza frequentemente atividade de redimensionamento para vincular novas áreas da cidade a uma Unidade Básica de Saúde, com o intuito de viabilizar atendimento a todos”.

Representantes do Conselho de Saúde participam de Oficina no Rio Grande do Norte

Em mais uma etapa de preparação para a Conferência Nacional de Saúde, seis delegados do Conselho Municipal de Saúde de Teresina estão participando da Oficina Macrorregional Nordeste I, que acontece na cidade de Natal – RN. Em pauta, a democratização do SUS e o aprimoramento no atendimento às demandas da população.

O encontro tem objetivo de aprimorar e fortalecer as discussões e pautas em nível de região Nordeste para serem levadas à 16ª Conferência Nacional de Saúde, que acontece em agosto. “Nossa meta é enfrentar os desafios de consolidar o SUS e defender a questão de que a saúde está atrelada à democracia. Democracia é saúde e o direito à vida humana”, comenta Sammia Barros, que representa a Fundação Municipal de Saúde no conselho.

As oficinas, que acontecem até amanhã (05), abordam temas como números do SUS, sua democratização e implantação do modelo público e universal de saúde no Brasil e os desafios do controle social na consolidação do SUS e da democracia do Brasil.

As pautas de Teresina foram definidas nas pré-Conferências Municipais de Saúde, que aconteceram nas quatro zonas de Teresina durante o mês de março deste ano. Elas estão sujeitas a aprovação na 9ª Conferência Municipal de Saúde, que acontece em abril. Uma vez aprovadas, estas mesmas propostas são apresentadas em nível de estado e depois vão para a conferência nacional, quando é feito um plano de ação para o Governo Federal executar.

Médico alerta que manchas na pele podem ser sinal de Hanseníase

Uma mancha na pele que não dói, não coça, não arde, não descasca, não incomoda pode ser perigosa e sinal de Hanseníase. O alerta é do médico Jaison Antônio Barreto, que é facilitador do projeto Brasil Livre da Hanseníase e está em Teresina até o dia 5 de abril para executar a segunda etapa desse projeto, com o treinamento de profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde da capital.

“O projeto é do Ministério da Saúde e busca diminuir a carga dessa doença em 19 municípios de seis estados endêmicos. Avaliamos que Teresina está tendo um resultado espetacular e, na primeira etapa, houve um aproveitamento muito bom por parte das equipes de saúde”, ressaltou Jaison, informando que a ação de capacitação transformou Teresina no município dos 19 que mais detectou novos casos da doença e, consequentemente, possibilitou o tratamento.

Ele explica ainda sobre as complicações da doença e as vias de tratamento na rede pública. “A pessoa perde força, mobilidade, pode ficar cego, ter deformidade no nariz, apresentar esterilidade, impotência sexual, insuficiência renal, além de ser um transmissor da doença. O paciente tem que se tratar. É importante que saiba que o tratamento está disponível em qualquer Unidade Básica de Saúde da cidade”, alertou.

Segundo Svetlana Coelho, membro do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS, a hanseníase é uma doença que afeta os nervos periféricos com manisfestações na pele. “Como a forma de transmissão do bacilo é por via aérea (através do espirro e tosse), os contatos domiciliares têm maior chance de virem adoecer por respirarem o mesmo ar ambiente. Então, a FMS também realiza a vigilância de contatos , que é uma estratégia de busca ativa para diagnóstico precoce da doença”, explicou.

De acordo com o presidente da FMS, Charles Silveira, o objetivo é capacitar o maior número de profissionais e dar continuidade, na capital, às ações de combate a doença. “A Fundação mantém uma completa rede de assistência, composta por 90 UBS que disponibilizam o tratamento. Caso haja necessidade, o usuário pode ser direcionado para locais de referência (Hospital Universitário, Centro Maria Imaculada e Clínica de Dermatologia do HGV)”, lembrou.

Prefeitura investiu 34,60% da sua receita própria para cobrir gastos com saúde

Na manhã desta quarta-feira (03), a Fundação Municipal de Saúde (FMS) irá apresentar na Câmara Municipal de Teresina o 3º Relatório Quadrimestral de Prestação de Contas da Saúde, referente ao ano de 2018. O evento será aberto ao público para que os vereadores e a população tenham acesso às informações atualizadas sobre investimentos e serviços da saúde da capital piauiense.

Segundo o Relatório, a Prefeitura de Teresina investiu, em 2018, 34,60% da sua receita própria para cobrir gastos com ações e serviços de saúde. “Esse percentual corresponde a mais do que o dobro do exigido em lei, que é de 15%, e qualquer pessoa pode acessar o dado no sistema eletrônico SIOPS. O alto investimento representa o nosso esforço em qualificar a rede de saúde da capital, que é extensa e complexa”, afirma o presidente da FMS, Charles Silveira.

A apresentação do documento será coordenada por Cláudia Glauciene, diretora de Planejamento da FMS. Ela explica que a elaboração do Relatório segue a lei Complementar de nº 141/2012. “Além do montante e a fonte dos recursos aplicados, constam informações sobre as auditorias realizadas, a oferta e a produção de serviços públicos na rede pública e privada conveniada ao SUS”, destaca.

Profissionais se reúnem para traçar plano de redução de mortalidade materna em Teresina

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizará amanhã, 3 de abril, das 8h às 12h, no auditório da Diretoria de Assistência Especializada (DAE), o I Workshop Multidisciplinar para Redução da Mortalidade Materna em Teresina. O público alvo do evento são técnicos e gestores da FMS.

Indicadores de mortalidade materna dos últimos três anos serão apresentados aos presentes, além de o Comitê Hospitalar para Análise e Prevenção de Óbito Materno realizar uma apresentação falando da sua composição, funcionamento, competências e ações executadas. “Nosso principal objetivo é apresentar os indicadores e discutí-los com os profissionais para que juntos possamos elaborar um plano de ação para reduzir a mortalidade materna. Já realizamos diversos trabalhos relacionados a isso, mas nossa intenção é sempre melhorar para que possamos alcançar indicadores de países de primeiro mundo”, diz Íris Amaral, gerente de assistência hospitalar da FMS.

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a mortalidade materna é inaceitavelmente alta. Cerca de 830 mulheres morrem todos os dias por complicações relacionadas à gravidez ou ao parto em todo o mundo. Estima-se que, em 2015, cerca de 303 mil mulheres morreram durante a gravidez e após o parto. Quase todas essas mortes ocorreram em ambientes com poucos recursos; a maioria delas poderia ter sido evitada.

O alto número de mortes maternas em algumas áreas do mundo reflete desigualdades no acesso aos serviços de saúde e destaca a lacuna entre ricos e pobres. Quase todas as mortes maternas (99%) ocorrem em países em desenvolvimento. Mais da metade delas ocorre na África Subsaariana e quase um terço no sul da Ásia. Mais da metade das mortes maternas ocorrem em ambientes frágeis e em contextos de crises humanitárias.

Profissionais das salas de vacina participam de atualização para vacinação contra a gripe

Acontece durante esta semana, no auditório da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a atualização de todos os profissionais que vão trabalhar na Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, que acontece em todo o país entre os dias 10 de abril e 31 de maio. O treinamento segue até a próxima sexta-feira (05) e acontece nos turnos manhã e tarde.

Participam do evento os enfermeiros, auxiliares de enfermagem das equipes Estratégia Saúde da Família, coordenadores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e profissionais dos hospitais municipais que tenham salas de vacina. “Está sendo discutida a operacionalização da campanha em 2019, de acordo com as orientações da nota técnica lançada pelo Ministério da Saúde”, informa a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba.

Para não prejudicar o atendimento de rotina, os participantes foram divididos em cinco turmas, nos turnos manhã e tarde, e organizados de acordo com o horário de trabalho. Nesta terça-feira (02) participou do evento a enfermeira Célia Santiago, da UBS Santa Isabel. “A procura para esta vacina é muito grande na comunidade, por isso é importante que a gente reveja questões como os grupos prioritários, as doses e a aplicação, e estamos aqui reforçando todas essas informações”, comentou a profissional de saúde.

O Ministério da Saúde em 2019 realizará a 21ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, no período de 10 de abril a 31 de maio. Este ano, a vacina trivalente ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos protegerá contra os vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Victoria.

A lista completa do grupo prioritário é: gestantes e puérperas, crianças de 6 meses a 5 anos de idade, maiores de 60 anos, profissionais da saúde, pessoas de qualquer idade com doenças crônicas (diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, distúrbios que comprometem a imunidade, como o câncer e outras), população indígena, pessoas privadas de liberdade, professores da rede pública e privada e trabalhadores do sistema prisional.

Amariles Borba chama atenção para a principal forma de prevenção da doença, que é a lavagem das mãos. “É necessário que as pessoas continuem a praticar as boas atitudes de lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, para que não transmitam os vírus respiratórios causadores de gripes e outras doenças respiratórias”, comentou a diretora. “Tomar a vacina anualmente também é importante para o público alvo, porque a gripe pode ter consequências sérias, como pneumonia e infarto. Para se ter uma ideia, ela mata mais de 650 mil pessoas todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, finaliza a diretora.