CAPS Infantil participa de caminhada alusiva ao Dia Mundial do Autismo

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) municipal participa nesta terça-feira, 2, às 16h, de uma caminhada alusiva ao Dia Mundial do Autismo. A atividade acontecerá embaixo da Ponte Estaiada e é uma parceria com a Associação de Amigos dos Autistas do Piauí (AMA).

“Estaremos lá, junto com nossas crianças e familiares. Nós convidamos que todos possam ir de azul. É uma ação importante para que possamos fortalecer vínculos e lembrar da data tão importante. Queremos sempre melhorar nosso atendimento e oferta de cuidado a essas pessoas”, afirma Sayonara Lima, coordenadora do CAPSi Teresina.

Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais: inabilidade para interagir socialmente; dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos; padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.

Moradores do Residencial Firmino Filho recebem equipes da Faxina nos Bairros

Renato Bezerra

O Parque Poty, localizado na zona Sudeste de Teresina, recebeu, neste sábado (30) o mutirão de limpeza da Faxina nos bairros, que acontece semanalmente na capital para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya.

O prefeito Firmino Filho acompanhou as atividades em uma das áreas, o Residencial Firmino Filho, e conversou com os moradores sobre a importância da conscientização sobre o descarte correto do lixo. “Nós responsabilidade pelo lixo que produzimos. Se não for feito o descarte adequado dos nossos resíduos sólidos a cidade vai ter prejuízos enormes, como o entupimento de galerias e o aumento de doenças como a dengue. É um desafio importante que deve ser feito na nossa casa, nas escolas, na nossa comunidade. Para combater todos esses males, temos que ter uma mudança de comportamento e fazer nossa obrigação: cuidar das nossas casas para que não deixemos lugares onde pode ter acúmulo de água parada, impedindo que apareçam os criadouros do Aedes aegypti. Temos que nos informar sobre os dias que o carro de lixo passa e usar os Pontos de Recebimentos de Resíduos (PRRs), espalhados por toda cidade,  que vão dar o destino adequado para o lixo que descartamos”, orientou.

O superintendente da SDU Sudeste, Evandro Hidd, explicou que é indispensável que a participação dos moradores seja intensificada. “Temos um cronograma para atender toda a comunidade. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) faz um mapeamento dos locais onde existe o maior risco de infestação do mosquito e o mutirão, que conta com agentes de saúde e agentes de limpeza, vai realizar o trabalho de combate junto à comunidade. Todos de mãos dadas para cuidar da vizinhança e combater o Aedes aegypti”, explicou.

“Esse mutirão chegou em uma boa hora, já que nesse período chuvoso as doenças aumentam. A presença do prefeito reforça o compromisso da Prefeitura e a necessidade de um trabalho mútuo com a comunidade para que as pessoas cuidem melhor do seu lixo e das suas casas. Estamos muito gratos pela visita da Faxina nos Bairros aqui”, garantiu Alcirene Carvalho, representante da Associação de Moradores do Residencial Firmino Filho.

A dona de casa, Ana Célia, mora há quase 20 anos na região, elogiou a ação. “É muito bom esse trabalho, especialmente neste período de chuvas. A comunidade toda fica atenta às orientações para eliminar o mosquito do nosso bairro”.

A Faxina dos Bairros também foi realizada no bairro Mafuá, zona Norte, neste sábado (30).

Faxina nos Bairros

A atividade é realizada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) de cada região. Desde 2015, ela percorre bairros em todas as zonas da cidade recolhendo aquele lixo das residências que não era recolhido na limpeza de rotina, como móveis, eletrodomésticos de grande porte e entulhos em geral com potencial de se tornar foco para proliferação do mosquito.

Durante a semana, os agentes de saúde e carros de som percorrem os quadrantes escolhidos pedindo à população para que façam uma limpeza dentro de suas casas e que, no sábado, depositem o material inservível nas calçadas.

Com a colaboração da população, a FMS tem centrado suas ações em evitar o acúmulo de lixo pela cidade, pois eles podem acumular água e se tornar criadouros do mosquito.

Moradores de rua receberão atendimento odontológico em UBS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), por meio do Consultório na Rua, em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI), irá devolver sorrisos saudáveis para cerca de 20 pessoas em situação de rua de Teresina, conhecidos como moradores de rua. Eles receberão atendimento odontológico na segunda-feira (01), a partir das 14h, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Cidade Verde, localizada por trás do Verdão.

Os usuários que serão atendidos já realizaram exame de Raio-X panorâmico para avaliação da situação bucal. “Agora, uma equipe de dentistas da FMS e de curso de odontologia da UFPI irão realizar os atendimentos odontológicos simultâneos e então poderão desenvolver serviços, como restauração, profilaxia (limpeza), aplicação de flúor e exodontia (extração)”, explica Marina Leite, enfermeira do Consultório na Rua da FMS.

“Através desse conjunto de procedimentos odontológicos que serão feitos, a FMS busca trazer de volta não só a autoestima das pessoas em situação de rua, mas também garantir a saúde bucal delas. Outras ações que levam saúde e cidadania para esse público também são frequentemente realizadas por nossa equipe do Consultório na Rua”, afirma o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Charles Silveira.

O “Consultório na Rua” funciona através de uma equipe multiprofissional, que circula pela cidade em uma van para atender pessoas em situação de rua, permitindo que elas tenham acesso aos serviços de saúde. A equipe é vinculada à Unidade Básica de Saúde Cidade Verde. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, no turno da tarde, e o telefone (86) 99421-5752 é destinado ao recebimento de demandas do serviço.

Saúde comunitária é discutida em reunião entre pesquisadores da Abrasco e parceiros da FMS

O fortalecimento da Atenção Básica de Saúde foi tema da roda de conversa que aconteceu nesta quarta-feira(27) entre representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e profissionais de saúde que atuam em experiências de integração ensino-serviço-comunidade e educação permanente.

“Nosso objetivo é inserir e despertar serviços. Implementar nas Unidades Básicas de Saúde grupos de atividades físicas e de educação em saúde, gerando assim também trabalhos de acordo com o calendário da saúde. Como ações alusivas ao novembro Azul, outubro Rosa e outras datas durante todo o ano”, explica Andreia Lima, da Residência em Saúde da Família da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). O grupo dela de profissionais atua nas UBS Monte Castelo e Cristo Rei, e é parceiro do trabalho da Fundação Municipal de Saúde junto à comunidade.

Participaram da roda de conversa Renato Tasca, da OPAS; Patty Fidelis, Lígia Giovanella e Luiz Facchini da Abrasco; Andreia Lima, da Residência em Saúde da Família da UESPI; Otacílio Batista, professor de saúde coletiva em odontologia da UFPI; Elisiane Gomes, da Residência em Enfermagem Obstétrica da UFPI; Victor Campelo, chefe do E-saúde do Hospital Universitário, dentre outros representantes da FMS.

“Nós estamos aqui conhecendo o trabalho de Teresina como algo pioneiro na Atenção Básica, no Sistema Único de Saúde. Aqui há uma acumulação de conhecimento devido a gestores dedicados e estabilidade na governança da cidade. O resultado de tudo isso é, mesmo em um contexto difícil, com demanda muito grande e difícil de contornar, com população às vezes muito carente, mas a capacidade da cidade de se organizar”, afirma Renato Tasca, da OPAS.

OPAS e Abrasco estão em Teresina com o objetivo de acompanhar e sistematizar as transformações que estão ocorrendo na saúde da capital, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde.

Elisiane Gomes, da Residência em Enfermagem Obstétrica da UFPI, falou que os enfermeiros da residência que ela faz parte atuam na UBS Irmã Dulce. “Lá realizamos várias atividades voltadas à comunidade, principalmente no que tange à saúde da mulher. Mas também sem deixar de lado os demais grupos, como crianças e idosos”, diz. Ela enfatizou ainda que tem estagiários em três Unidades: Nossa Senhora da Paz, Mocambinho e Nova Brasília. “Sempre queremos deixar algum produto do nosso trabalho nesses locais. Na Vila da Paz, por exemplo, nós fazemos o trabalho de gerenciamento dos resíduos sólidos da unidade”, acrescenta.

Outro trabalho voltado à comunidade também foi citado na conversa entre os gestores e pesquisadores. Foi o trabalho desenvolvido por Otacílio Batista, professor de saúde coletiva em odontologia da Universidade Federal do Piauí em parceria com os profissionais de odontologia da Unidade Básica de Saúde Cidade Verde.

“Nossa atual parceria com a FMS envolve o Consultório na Rua, trabalho que atua junto às pessoas em situação de rua. Uma população muito carente e que precisa de cuidados. Estamos levando essas pessoas para tratamento odontológico na UBS Cidade Verde e encaminhando os casos que necessitam de raio x panorâmico para a UFPI. Oportunizando assim o atendimento à essa população e o contato de nossos estudantes e profissionais com a comunidade. Temos muitos desafios dentro da Atenção Básica quanto ao atendimento desse público e estamos tentando contornar isso”, falou Otacílio.

 

 

Sistema de Regulação de Consultas de Teresina é apresentado a pesquisadores da Abrasco

Pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) estão em Teresina. A visita, que segue até dia 29 de março, é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Nesta terça-feira (26), profissionais da Fundação Municipal de Saúde (FMS) apresentaram a Central de Regulação Ambulatorial, Hospitalar e de Transporte da capital aos pesquisadores Luiz Augusto Facchini, Patty Fidelis e Lígia Giovanella.

“A central para a regulação de consultas especializadas e exames complexos através do Sistema Único de Saúde (SUS) tem como objetivo organizar o atendimento de forma isenta e ágil. É totalmente online e coordena o fluxo de todas as Unidades de Saúde de Teresina, como também integra 223 municípios de todo o Piauí e 27 municípios do estado do Maranhão. Em um acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SESAPI), a central trabalha com um sistema moderno de identificação por IP, que designa o acesso para apenas uma máquina com servidores cadastrados por unidade, evitando assim a marcação por terceiros”, informa Vitória Urbano, da Central de Regulação do SUS Teresina.

Aos pesquisadores da Abrasco foi exposto o desenvolvimento do sistema de regulação Gestor Saúde, que utiliza tecnologias de informação e comunicação; coordenando o fluxo de marcação de consultas e exames especializados com transparência da fila de espera, desenvolvimento de estratégias de redes sociais e mensagens SMS informando o usuário do atendimento para evitar perdas, absenteísmos e garantir efetividade.

“É uma satisfação estarmos aqui em Teresina. Estamos fazendo uma análise das experiências de fortalecimento da atenção primária à saúde no Brasil e Teresina é uma das cidades destacadas neste sentido”, fala Luiz Augusto Facchini, coordenador da rede de pesquisa em atenção primária à saúde da Abrasco.

Na Central de Regulação do SUS Teresina os pacientes são submetidos a uma fila única e regulada por esta central, que distribui de forma mais ágil as vagas do SUS em unidades de saúde públicas, filantrópicas e privadas na capital. “A regulação ambulatorial de consultas e exames especializados sempre começa na Atenção Básica. Só há essa porta de entrada. Se na Sala de Marcação de Consulta da Unidade Básica for cadastrada uma requisição de consulta especializada e tiver a vaga o paciente já sai de lá com o comprovante de marcação. Se a vaga não estiver disponível, a solicitação entra em agendamento e o paciente pode verificar a marcação online pelo  endereço eletrônico”, explica Sérgio Rodrigues, da Central de Regulação do SUS.

A visita dos pesquisadores da Abrasco à capital tem como objetivo acompanhamento e a sistematização das transformações que estão ocorrendo na saúde da cidade, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde.

Ascom FMS

Prefeito recebe técnicos da OPAS e ABRASCO e fala do fortalecimento da Atenção Básica da capital

Rômulo Piauilino

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, recebeu nesta quarta-feira (27), no Palácio da Cidade, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), que estão na cidade com o objetivo de acompanhar e sistematizar as transformações que estão ocorrendo na saúde da capital, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde.

“Nossa história de fortalecimento da Atenção Básica em Teresina já tem duas décadas. Começamos levando as Equipes de Saúde da Família para os bairros mais afastados. No primeiro momento nós tivemos um impacto muito significativo nos indicadores da saúde da nossa população. Nós começamos com três equipes em 1994, hoje são 256 equipes e 90 Unidades Básicas de Saúde, melhorando sensivelmente os indicadores da cidade”, disse o prefeito Firmino Filho.

O prefeito explica que as UBS são a porta de entrada e a forma mais estrutural da saúde da capital. “Com isso novos desafios aparecem para que, de fato, possamos promover qualidade de vida e prevenir doenças. Os desafios de construirmos toda uma rede de retaguarda de média e alta complexidade que dê vazão as demandas a partir da atenção básica. Claro, ainda estamos em construção e continuamos a enfrentar desafios”, comenta Firmino Filho. “Já reformamos 75 das nossas Unidades Básicas, informatizamos todas e estamos construindo o novo laboratório de análises. O desafio é dar passos importantes na direção correta. A construção da saúde pública não é uma obra fechada, é um processo no qual sempre precisaremos avançar”, disse o prefeito.

A visita da OPAS e ABRASCO à Teresina segue até dia 29 de março, e é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O técnico Renato Tasca explicou que o objetivo da visita é conhecer o trabalho de Teresina, que ele considera como pioneiro na Atenção Básica e no Sistema Único de Saúde. “Aqui há uma acumulação de conhecimento devido a gestores dedicados e estabilidade na governança da cidade. O resultado de tudo isso é a capacidade da cidade de se organizar, mesmo em um contexto difícil, com demanda muito grande e difícil de contornar e com população às vezes muito carente. Isso que a torna diferente de outras cidades do país, que são mais problemáticas no que tange à saúde pública”, afirma ele.

O técnico diz ainda que no SUS sempre existirão problemas. “Mas aqui é um exemplo que mesmo com dificuldade financeira e circunstâncias epidemiológicas complexas conseguem-se respostas. Notamos também uma energia em contornar os problemas e resolvê-los. E o principal de todos para nós que é a estratégia principal de sempre fortalecer a atenção básica e o programa estratégia da família, que nós acreditamos ser a estratégia central para sustentar o Sistema Único de Saúde do Brasil”, observa Renato Tasca. “Sempre todos podemos melhorar, não existem receitas mágicas, o orçamento de Teresina não pode crescer mais para saúde, já está chegando no limite do que se pode fazer na gestão municipal. Mas as outras esferas governamentais também poderiam contribuir com mais recursos, que com a gestão que temos hoje em Teresina pode ser uma boa estratégia. O importante é analisarmos a progressiva melhora, e hoje vocês estão de parabéns devido à análise que fizemos das últimas décadas”, finaliza o representante da OPAS.

Após reunião com o prefeito Firmino Filho, os representantes da OPAS e pesquisadores da ABRASCO foram ao Centro de Diagnóstico Dr. Raul Bacellar, laboratório de análises clínicas da Prefeitura de Teresina. O laboratório municipal atua tanto na atenção básica em saúde como também na rede hospitalar. Além de realização de exames para diagnóstico dos mais variados tipos de doenças, o laboratório é também um grande processador de dados de saúde imprescindíveis ao gerenciamento das ações estratégicas em saúde pública do Piauí.

Atualmente o Laboratório Raul Bacellar conta com uma equipe de 136 colaboradores nas mais diversas áreas, como administrativa, técnica laboratorial e bioquímica. Em 2018, foram realizados 2.461.172 exames, englobando as áreas de bioquímica, hematologia, imunologia, hormônios, sorologia, citologia oncótica, urinálise, parasitologia, baciloscopia, TRM e cultura para tuberculose.

Os postos de coleta das Unidades Básicas de Saúde estão todos informatizados. O usuário pode imprimir os resultados na própria unidade ou acessá-los em qualquer computador. Para que o paciente visualize seu exame basta acessar o site da FMS através do endereço http://fms.teresina.pi.gov.br/resultados_de_exames ou ainda pelo site  www.pulsesaude.com.br . “Quando ele sai da sala de coleta ele recebe um usuário (localizador) e senha para que possa ter acesso ao resultado de seus exames. É fácil e rápido e faz com que o paciente não precise ir à unidade de saúde várias vezes ver se seus exames estão prontos. O paciente ainda pode imprimir o resultado, de casa, ou na própria unidade de saúde”, afirmou Evelma Vasconcelos, diretora do Raul Bacellar.

Prefeito recebe técnicos da OPAS que estão conhecendo informatização da saúde

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, recebe nesta quarta-feira (27), às 8h30, no Palácio da Cidade, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), que estão acompanhando a sistematização das transformações realizadas no sistema de saúde do município.

A informatização e os processos de trabalho em saúde são o motivo da visita dos pesquisadores à Teresina, que já conhecerem in loco os sistemas que atuam na informatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. Os pesquisadores vieram fazer registros e recolher depoimentos das experiências bem sucedidas em Atenção Básica desenvolvidas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

A visita é uma etapa do programa Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) desenvolvido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), cujo objetivo é dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora a problemas comuns da saúde.

“Teresina foi escolhida para o projeto graças a seu sistema de saúde de atenção básica sólida, com uma estrutura sedimentada e que atende toda a cidade. É composta por 90 unidades de saúde com 100% de cobertura, além de 10 hospitais, quatro maternidades e três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)”, ressalta o presidente da FMS, Charles da Silveira .

Informatização das UBS é apresentada a pesquisadores da ABRASCO

Mostrar a informatização e os processos de trabalho em saúde é a pauta do segundo de dia de visita dos pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), que estarão em Teresina até o fim da semana. A visita é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na capital, que tem como objetivo acompanhamento e a sistematização das transformações que estão ocorrendo na saúde da cidade, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde.

Os pesquisadores Luiz Augusto Facchini, Patty Fidelis e Lígia Giovanella, além da representante da OPAS Iasmine Ventura, conheceram hoje (26) os sistemas que atuam na informatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Além dos sistemas E-SUS e Hórus do Ministério da Saúde, contamos com o sistema Site Centreon ITc que permite visualizar em tempo real a situação da internet das UBS; o SIGMA que monitora as condições de funcionamento dos consultórios odontológicos; o Qlikview que gera relatórios sobre os atendimentos e o Gestor Saúde, nova versão de sistema para regulação de consultas especializadas”, informa Francisco Pádua, diretor de Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Segundo Kledson Batista, Gerente de Informação em Saúde da Atenção Básica da FMS, o processo de informatização da atenção básica se deu em etapas, com aquisição de equipamento, instalação de internet mesmo nas UBS mais distantes e capacitação de todos os profissionais que iriam usar com o E-SUS no dia a dia. “Desde dezembro de 2017 todas as UBS do município já se encontram com o sistema E-SUS operando”, diz. Atualmente o sistema já conta com mais de 350 mil usuários cadastrados, processo esse que se encontra em ascensão.

Este processo chamou a atenção da pesquisadora da ABRASCO Patty Fidelis, que o considera fundamental para a qualificação da assistência ter um diagnóstico real da produção e das necessidades de saúde do território. “Além da informatização em si, me chamou atenção que Teresina pôde contar com a adesão da equipe, a educação permanente, a mudança no processo de trabalho que foi fomentada junto com essa informatização”, comenta.

A comitiva teve ainda a oportunidade de ver pessoalmente o funcionamento da UBS Monte Castelo, desde a sala de marcação de consultas (SAME), passando por sala de vacina, consultórios e outros espaços. Os pesquisadores vieram fazer registros e recolher depoimentos das experiências exitosas em Atenção Básica desenvolvidas pela FMS na capital. Cada experiência é abordada de acordo com a especificidade do território, a partir do levantamento de informações sobre a organização da atenção primária, a situação de saúde da população e as metas da gestão voltadas para a melhoria da saúde municipal.

Teresina foi escolhida para o projeto graças a seu sistema de saúde de atenção básica sólida, com uma estrutura sedimentada e que atende toda a cidade, composta por 90 unidades de saúde com 100% de cobertura, além de 10 hospitais, quatro maternidades e três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Ascom FMS

FMS articula Programa Saúde na Escola para desenvolver atenção à saúde dos alunos

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) finalizou a pactuação do Programa Saúde na Escola (PSE) junto ao Ministério da Saúde para formalizar as responsabilidades e metas inerentes à execução do programa no biênio 2019-2020, nos territórios da Estratégia Saúde da Família (ESF). O objetivo é o desenvolvimento das ações de promoção e atenção à saúde e de prevenção das doenças e agravos relacionados à saúde dos escolares, articulada de forma intersetorial entre as redes de saúde e de educação.

“A articulação entre escola e Rede Básica de Saúde é a base do Programa Saúde na Escola. O PSE é uma estratégia de integração da saúde e educação para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas”, explica Luci Santiago, da FMS.

O prazo para realização das ações pactuadas tem a vigência de 24 meses. A pactuação firma as seguintes ações a serem contempladas no PSE e desenvolvidas pelas equipes da ESF e Estratégia Saúde Bucal em 244 escolas, contemplando 78.719 escolares: ações de combate ao mosquito Aedes aegypti; promoção das práticas corporais, da atividade física e do lazer nas escolas; prevenção ao uso de álcool, tabaco, crack e outras drogas; promoção da cultura de paz, cidadania e direitos humanos.

Além de prevenção das violências e dos acidentes; identificação de educandos com possíveis sinais de agravos de doenças em eliminação; promoção e avaliação de saúde bucal e aplicação tópica de flúor; verificação e atualização da situação vacinal; promoção da alimentação saudável e prevenção da obesidade infantil; promoção da saúde auditiva e identificação de educandos com possíveis sinais de alteração; direito sexual e reprodutivo e prevenção de DST/AIDS e promoção da saúde ocular e identificação de educandos com possíveis sinais de alteração.

Ascom FMS

 

Pesquisadores revisitam a história da Atenção Básica em Teresina

A origem da atenção básica em Teresina contada por aqueles que participaram dela desde o começo. Conhecer e registrar esta história é um dos objetivos da visita dos pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), que visitam Teresina durante esta semana. Na tarde da última segunda-feira (25) eles estiveram reunidos com representantes de diversos segmentos relacionados à saúde para entender mais sobre como se deu esse processo.

Os pesquisadores vieram fazer registros e recolher depoimentos das experiências exitosas em Atenção Básica desenvolvidas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) na capital. No primeiro momento, foram ouvidos os profissionais de saúde envolvidos nas primeiras equipes de saúde da família instaladas na capital, que contemplavam três áreas da cidade: Cerâmica Cil, Usina Santana e Santa Maria da Codipi.

Ao longo de 23 anos, as equipes foram se expandindo, sempre priorizando áreas de maior vulnerabilidade social, e atualmente são 256 equipes em 90 Unidades Básicas de Saúde, o que corresponde a 100% de cobertura em nossa cidade. Em seguida, foi a vez dos representantes dos segmentos de usuários, trabalhadores, prestadores e gestores de saúde que desbravaram o controle social em Teresina.

O médico Ernesto Alberto Bravo foi um dos pioneiros da implantação do programa. Ele veio para Teresina em junho de 1997 como enviado de Cuba (país de origem da Estratégia Saúde da Família) para prestar assessoria técnica na implantação do programa por meio de convênio entre Teresina e o Ministério da Saúde Pública de seu país. “Quando chegamos aqui já existiam três equipes com médico, enfermeiro e agentes comunitários de saúde, além da técnica de enfermagem”, conta o médico. “Junto com estes profissionais, começamos a discutir, construir ferramentas e tentar repassar conhecimentos trazidos da estratégia que há muitos anos acontecia como referência latino-americana em Cuba, como programas básicos de saúde da mulher, criança, idoso, acompanhamento de diabéticos e hipertensos. Junto com esse trabalho, acompanhamos visitas e assessoramos esse processo inicial. Posteriormente, participamos do processo seletivo para a contratação de novos médicos e enfermeiros e do curso de capacitação”, relata ele.

O médico cubano avalia como positivo o trabalho desenvolvido pela FMS em relação à atenção básica em saúde. “Podemos ver uma diminuição muito evidente de indicadores como mortalidade infantil e materna, além de uma melhoria significativa de condições como tuberculose e hanseníase. Além disso, hoje é muito raro encontrar uma criança desnutrida, o que era comum naquela época. Então eu vejo que tem sido uma evolução muito boa”, diz Ernesto Bravo.

A visita é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na capital, que tem como objetivo o acompanhamento e a sistematização das transformações que estão ocorrendo na saúde da cidade, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde. “Diversos aspectos, como o investimento da Estratégia Saúde da Família, investimento em estrutura e regulação do acesso, têm feito com que Teresina possa servir de modelo para outros municípios interessados no fortalecimento da atenção primária no nosso país”, comenta Luiz Alberto Facchini, coordenador da rede em pesquisa em atenção primária à saúde da ABRASCO e professor da Universidade Federal de Pelotas-RS.

Nesta terça-feira (26) pela manhã a equipe vai conferir de perto a qualificação e informatização das Unidades Básicas de Saúde e do complexo regulador, além de fazer uma visita à UBS Monte Castelo. À tarde eles vão conhecer a Central de Regulação Ambulatorial, Hospitalar e de Transporte.

Ascom FMS